ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DA CASCA E

LIVRO DE RESUMOS
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Sumário
Apresentação
Histórico do evento
Local do evento
Comissão Organizadora
Patrocínio
Palestras
Apresentações orais
Painéis
Participantes
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação
A II Jornada Fluminense de Produtos Naturais será realizada de 09 a 12 de maio de 2012 e terá como principal
objetivo enfatizar e valorizar o estudo multidisciplinar na área de Química de Produtos Naturais, reunindo
profissionais e estudantes com o intuito de proporcionar a integração das várias áreas do conhecimento dos
Produtos Naturais. Serão apresentados e discutidos os aspectos relevantes e atuais da pesquisa no Estado, além dos
trabalhos realizados por profissionais e pesquisadores nacionais e estrangeiros.
Durante a II JFPN, haverá apresentação de trabalhos na forma de conferências, apresentações orais e
painéis. Um Dia de Campo Temático será reservado para excursões para os diferentes biomas que
caracterizam a região de Arraial do Cabo.
As áreas abordadas serão:
1) Fitoquímica e Quimiossistemática 2) Atividade Biológica e Farmacológica de Produtos Naturais
3) Isolamento e Elucidação Estrutural de Produtos Naturais
4) Química de Organismos Marinhos
5) Química de Microorganismos
6) Etnobotânica
7) Ecologia Química
Histórico do evento
Com o crescimento do interesse das pesquisas na área de Química de Produtos Naturais (QPN), principalmente
devido à exploração do potencial biotecnológico dessas substâncias e pela necessidade do conhecimento e da
conservação da biodiversidade brasileira, o Rio de Janeiro se destaca historicamente pela importante contribuição
científica à área.
A criação da Jornada Fluminense de Produtos Naturais nasceu da necessidade de se criar um momento para a
discussão das pesquisas realizadas no nosso estado, do conhecimento dos grupos de trabalho e do estabelecimento
do atual papel dessas pesquisas no cenário nacional.
Com a temática “Em Busca de Produtos de Nossa Diversidade Biológica” a primeira e única versão do Evento reuniu
em abril de 2008, no Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM) – UFRJ-Campus
Macaé, cerca de 200 pessoas. Neste Evento estiveram presentes representantes de todos os grupos de ensino e
pesquisa na área de QPN e afins do Estado do Rio de Janeiro, além de representantes de todos os principais órgãos
de fomento do país. Os melhores trabalhos apresentados foram premiados com o Prêmio Kaplan de Produtos
Naturais. A criação desse prêmio foi uma forma de homenagear a Professora Maria Auxiliadora Kaplan, professora
emérita da UFRJ, uma das maiores pesquisadoras brasileiras da área. O último dia do Evento foi marcado por duas
divertidas excursões de campo a importantes biomas da região: o Arquipélago de Santana e região serrana do Sana.
Local do evento
A II JFPN será realizada nas dependências do Hotel "A Ressurgência" de propriedade da Marinha do Brasil,
localizado na Praia dos Anjos, s/n, Arraial do Cabo, RJ. Tel: (22) 2622-9005.
O auditório do hotel possui uma capacidade de receber até 160 pessoas em suas dependências, número total de
participantes esperados para inscrição no evento.
Para obter maiores informações e mapa de acesso, por favor, visite o site http://www.arraialdocabo-rj.com.br/.
Cidade do Evento
Localizada a 140 km do Rio de Janeiro, a cidade de Arraial do Cabo é conhecida como o Paraíso do Atlântico. A
cidade reúne algumas das mais belas paisagens de nosso litoral: dunas, restingas, lagoas, praias e costões
paradisíacos. A cidade é um importante pólo turístico no Estado e é conhecida nacionalmente como a capital do
mergulho. A cidade abriga o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, um importante centro de
pesquisas da Marinha brasileira e um porto nacional. O turismo atualmente é a principal atividade econômica da
região, principalmente após o fechamento da Companhia Brasileira Álcalis S/A.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
A principal via de acesso é a Rodovia Amaral Peixoto, que recorta os 40 km de todo o litoral. O acesso à cidade, a
partir da cidade do Rio de Janeiro pode ser por via aérea ou terrestre. A cidade de Cabo Frio, vizinha de Arraial do
Cabo, recebe voos nacionais e internacionais.
Comissão organizadora
Coordenação
Profa. Angélica Ribeiro Soares, NUPEM/UFRJ-Macaé
Prof. Renato Crespo Pereira, IB/UFF
Comitê Científico
Alessandra Leda Valverde – LaProMar/UFF
Heitor Monteiro Duarte, NUPEM, UFRJ-Macaé
Lísia Mônica Gestinari, NUPEM, UFRJ-Macaé
Renato Crespo Pereira - UFF
Michelle Frazão Muzitano, UFRJ-Macaé
Ricardo Coutinho, IEAPM
Ana Claudia Macedo Vieira, UFRJ
Nelima Romeiro, UFRJ-Macaé
Comissão Técnica
Angélica Ribeiro Soares, NUPEM, UFRJ-Macaé
Daniela Bueno Sudatti, UFF
Lísia Mônica Gestinari, NUPEM, UFRJ-Macaé
Michelle Frazão Muzitano, UFRJ-Macaé
Renato Crespo Pereira, UFF
Ricardo Coutinho, IEAPM
Tatiana Konno, NUPEM, UFRJ-Macaé
Nathália P. Nocchi Carneiro, NUPEM, UFRJ-Macaé
Ana Claudia Macedo Vieira, UFRJ
Monitores
Nayara Nocchi
Ellen Fonseca
Anny Muniz
Viviane Souza
Juliana Ferrari
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Mayara Antunes
Karen Dutra
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Patrocínio
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestras
Palestras (C1-C17)
C1
Fernando
Echeverri
C2
Maria
Auxiliadora C.
Kaplan
C3
Elisabeth A.
Mansur de
Oliveira
Cultura de tecidos aplicada a plantas medicinais
C4
Suzana
Guimarães
Leitão
ETNOFARMACOLOGIA X TRIAGEM RANDÔMICA NA BUSCA DE
PLANTAS ATIVAS CONTRA O Mycobacterium tuberculosis
C5
THE SEARCHING OF BIOACTIVE COMPOUNDS FOR HEALTH, CROP
PROTECTION AND HUMAN WELFARE
PRODUTOS NATURAIS NO BRASIL
Mário Geraldo A IMPORTÂNCIA DA DETERMINAÇÃO ESTRUTURAL EM PESQUISAS DE
de Carvalho PRODUTOS NATURAIS.
C6
Ivana Correa
Ramos Leal
C7
Marc Yves
Chalom
C8
Manuel Norte
Martín
RED TIDE TOXINS:STRUCTURE, MODE OF ACTION AND BIOSYNTHESIS
C9
Luzineide W.
Tinoco
ESTRATÉGIAS PARA A IDENTIFICAÇÃO RÁPIDA E EFICIENTE DE
PRODUTOS NATURAIS EM EXTRATOS BRUTOS POR RMN
C10
EXTRAÇÃO DE METABÓLITOS POR MICRO-ONDAS:UMA NOVA VISÃO
DOS QUÍMICOS DE PRODUTOS NATURAIS
Em busca da próxima droga milagrosa: Técnicas para análises de
produtos naturais, botânicos e nutracêuticos
Nelilma Correia MODELAGEM MOLECULAR COMO FERRAMENTA PARA O ESTUDO DE
Romeiro
PRODUTOS NATURAIS BIOATIVOS
C11
Hosana M.
Debonsi
Variações do metabolismo secundário de micro-organismos marinhos
quando submetidos a experimentos de eliciação química e/ou
epigenética
C12
Fernando
Batista da
Costa
ESTUDOS INTEGRADOS "IN VIVO", "IN VITRO" E "IN SILICO" NA BUSCA
POR MATRIZES VEGETAIS E MOLÉCULAS BIOATIVAS
C13
Erwan
Plouguerné
C14
THE BROWN ALGA Sargasssum vulgare: A SOURCE OF GLYCOLIPIDS
WITH POTENTIAL BIOTECHNOLOGICAL APPLICATIONS
Massuo J. Kato MEROTERPENOS E POLICETÍDEOS DE PEPEROMIAS
C15
Milton M.
Kanashiro
COMPOSTOS COM ATIVIDADE ANTINEOPLÁSICO: MODELOS IN VITRO
E IN VIVO DE AVALIAÇÃO
C16
Selma Ribeiro
de Paiva
C17
Denise Oliveira A CONTRIBUIÇÃO DOS FUNGOS ENDOFÍTICOS NA BUSCA DE
Guimarães
MOLÉCULAS BIOATIVAS
ESPÉCIES VEGETAIS: ALTERNATIVAS PARA O CONTROLE DE INSETOS
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 1
THE SEARCHING OF BIOACTIVE COMPOUNDS FOR HEALTH,
CROP PROTECTION AND HUMAN WELFARE
Fernando Echeverri
[email protected]
Group of Organic Chemistry of Natural Product (GOCNP), Professor Universidad de
Antioquia, and Consultan of ECOFLORA (Colombia) and Sustainable Agro Solutions-SAS
(Spain), Medellin-COLOMBIA
Keywords: Bioactive Metabolites-Health- Crops-Cosmetic- Foods
Mother Nature is not a good mother, since the poorest countries have high incidence of several
diseases, such as malaria, leishmaniasis, trypanosomiasis, tuberculosis and others caused by
viruses; they are responsible for several millions of deaths each year, especially in children. In
addition, reduced available drugs, resistance, migration, uncompleted treatments and climatic
changes, increases this health problem. Besides these human diseases, crop production is
threatened by microorganisms and continuous application of millions tons of biocide synthetic
molecules, are necessary to protect them, with increased cost production and secondary and
toxicological effects for the environment and human health. However, also Mother Nature is a
good mother, since supplies solutions from the biodiversity richness, and provide to humankind
of natural molecules to cure human, animal and plant diseases, as well as ingredients for
human welfare. In the search of these bioactive compounds, the isolation, identification and
transformation of natural products against some parasite, flu virus and reactivating HIV virus,
has been carried out. Concerning to crop protection, throughout knowledge of the plant
biochemistry and its relationships with pathogenic microorganisms, a new class of molecules,
known as Protectants, were developed. The mechanism of action involves the activation of the
plants own natural defenses, without biocide effects and result has been applicable in banana,
coffee, flowers and prevention of postharvest losses. Finally, new colors and natural ingredients
for food and cosmetic have been produced.
Acknowledgments. To Universidad de Antioquia and COLCIENCIAS (Colombia), for financial
support in the basic knowledge discovery and to my colleagues in the lab (GOCNP), profs W.
Quiñones, F Torres, R. Archbold and G. Escobar, in addition to all graduate and undergraduate
students, for valuable contributions and, mainly, for their patience with me.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 2
PRODUTOS NATURAIS NO BRASIL
Maria Auxiliadora C. Kaplan
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 3
Cultura de tecidos aplicada a plantas medicinais
Elisabeth Mansur
O reconhecimento científico da eficácia terapêutica de muitos fitoterápicos e
fitofármacos, associado à demanda por terapias naturais resultaram em um aumento do
uso de plantas para fins medicinais. Entretanto, ao mesmo tempo, o número de registros
de casos de contaminação e de reações adversas associadas ao uso de extratos vegetais
tem aumentado significativamente. Estes efeitos são causados pela utilização de
formulações inapropriadas e/ou pela falta de conhecimento das interações
medicamentosas, além de, muitas vezes, ocorrerem adulterações ou contaminações do
material por microorganismos, metais pesados ou toxinas. Consequentemente, cresce
também o interesse no aprimoramento de estratégias que permitam a obtenção de
material botânico com alta qualidade fitossanitária, disponibilizando matéria-prima
uniforme e de forma contínua. Neste sentido, destaca-se a cultura de tecidos vegetais,
que compreende técnicas de cultivo de células, tecidos ou órgãos em meio nutritivo sob
condições assépticas e controladas de luminosidade e temperatura.
As técnicas de cultura de tecidos fundamentam-se na totipotência, capacidade
apresentada pela maioria das células vegetais, que podem ser induzidas a voltar ao
estado meristemático, redefinir seu padrão de diferenciação celular e, dessa forma, dar
origem a novos órgãos ou a uma planta completa. Estes processos de desdiferenciação e
rediferenciação são induzidos in vitro principalmente pela suplementação dos meios de
cultura com substâncias reguladoras de crescimento.
Entre as técnicas de cultura de tecidos, a propagação in vitro ou
micropropagação é a mais freqüentemente utilizada, consistindo na proliferação de
plantas a partir de pequenos fragmentos de material botânico, denominados explantes,
em resposta a estímulos adequados. A micropropagação pode ser alcançada por
organogênese ou embriogênese somática, que podem ocorrer de forma direta, a partir de
células do explante, ou indireta, quando o desenvolvimento de novos órgãos ocorre após
a formação de uma massa desorganizada de células denominada calo.
Calos que não apresentam capacidade morfogenética são também frequentemente
utilizados para o estudo da produção de metabólitos especiais, juntamente com as
culturas de células em suspensão, que são estabelecidas em meio líquido sob agitação.
Outras técnicas in vitro incluem a cultura de órgãos, com destaque para a cultura de
raízes, que são importantes fontes de metabólitos secundários e podem também ser
utilizadas como fonte de explantes na micropropagação.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 4
ETNOFARMACOLOGIA X TRIAGEM RANDÔMICA NA BUSCA DE PLANTAS ATIVAS
CONTRA O Mycobacterium tuberculosis.
Suzana Guimarães Leitão
[email protected]
Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ciências da
Saúde, Bl. A, 2o andar, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
O Mycobacterium tuberculosis, bactéria causadora da tuberculose (TB), mata mais indivíduos
em todo o mundo do que qualquer outro agente infeccioso sozinho Anualmente, estima-se que
cerca de 54 milhões de pessoas se infectam com o M. tuberculosis; 8 milhões desenvolvem TB
e 2 milhões morrem em todo o mundo devido a esta doença. O Brasil ocupa o 18º lugar no
ranking dos 22 países onde se estima que ocorram 80% dos casos de TB do mundo (WHO,
2000). Estima-se, no Brasil, uma incidência de 129.000 novos casos por ano. Devido às
características inerentes ao microrganismo, o tratamento da TB dispõe de um reduzido arsenal
terapêutico, além do que se constitui num tratamento de longa duração (seis meses). A busca
de inovações para a solução das limitações terapêuticas é prioritária para os programas de
Saúde Pública de nosso continente de uma maneira geral, e do Brasil em particular. A
pesquisa com plantas medicinais é considerada uma abordagem frutífera na busca de novos
fármacos. Nos últimos 5 anos vários artigos surgiram na literatura sobre plantas medicinais e
produtos naturais com ação antimicobacteriana (Okunade et al., 2004; Copp, 2003; Newton et
al., 2002; Cantrell et al., 2001). Mais de 350 substancias pertencendo a diversas classes de
produtos naturais, especialmente de origem vegetal, foram avaliadas quanto a essa atividade
(Newton et al., 2002), sendo que várias delas mostraram-se ativas in vitro (Newton et al.,
2002).Dessa forma, nosso grupo iniciou há algum tempo, um projeto de busca de atividade
antimicobacteriana em extratos vegetais contra o Mycobacterium tuberculosis (ATCC-27294
H37Rv), através do ensaio in vitro pela resazurina (Alamar Blue) (Franzblau et al., 1998). Nesse
processo, combinamos as abordagens da etnofarmacologia e da triagem randômica na seleção
de extratos vegetais para teste. Ate o momento, mais de 100 extratos brutos e partições (em
hexano, diclorometano, acetato de etila e butanol) obtidos de plantas brasileiras foram
avaliados, numa concentração fixa de 100 g/ml. Vários extratos demonstraram atividade
antimicobacteriana in vitro. O isolamento e identificação de metoxiflavonas, sesquiterpenos
triquinânicos, triterpenóides e esteróides ativos dos gêneros Lippia, Lantana, Anemia e
Struthanthus serão discutidos (Castellar et al., 2011; Pinto et al., 2009; Juliao et al., 2009).
Serão discutidos resultados obtidos através de levantamentos etnobotânicos entre os
quilombolas de Oriximiná, no estado do Pará (Oliveira, DR et al., 2011), e os comerciantes de
plantas medicinais de feiras livres do Estado do Rio de Janeiro.
Apoio: CNPq, FAPERJ, CYTED.
1. Cantrell CL, Franzblau SG, Fischer NH 2001. Antimycobacterial plant terpenoids. Planta Medica
67:685-694.
2. Copp, BR 2003. Antimycobacterial natural products. Nat. Prod. Rep. 20: 535-557.
3. Franzblau SG, et al. 1998. Rapid, low-technology MIC determination with clinical Mycobacterium
tuberculosis isolates by using the microplate Alamar Blue assay. J. Clin. Microbiol. 36: 362-366.
4. Newton SM, et al. 2002. The evaluation of forty-three plant species from in vitro antimycobacterial
activities; isolation of active constituents from Psoralea corylifolia and Sanguinaria Canadensis. J.
Ethnopharmacology 79: 57-67.
5. Okunade AL,et al. Elvin-Lewis MPF, Lewis WH 2004. Natural antimycobacterial metabolites: current
status. Phytochemistry 65: 1017-1032.
6. WHO 2000, WHO Tuberculosis Fact Sheet 2000; No. 104.
7. Castellar, A. et al. 2011. The activity of flavones and oleanolic acid 1 from Lippia lacunosa against
susceptible and resistant Mycobacterium tuberculosis strains Rev. Bras. Farmacogn. 21(5): 835-840.
8. Pinto, SC et al. 2009. Analysis of the Chemical Composition and Antimycobacterial Activity of the
Essential Oil from Anemia tomentosa var. anthriscifolia (Pteridophyta). Natural Product
Communications. 4, p.1675 - 1678.
9. Julião, LS et al. 2009. Essential Oils from two Lantana species with Antimycobacterial Activity. Natural
Product Communications. 4, 1733 - 1736.
10. Oliveira, DR, et al., 2011. Ethnopharmacological versus random plant selection methods for the
evaluation of the antimycobacterial activity. Rev. Bras. Farmacogn. 21, 793 - 806.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 5
A IMPORTÂNCIA DA DETERMINAÇÃO ESTRUTURAL EM
PESQUISAS DE PRODUTOS NATURAIS.
Mário Geraldo de Carvalho
[email protected], [email protected];
Núcleo de Pesquisas de Produtos Natuais, Bloco H, CCS-UFRJ, Ilha do Fundão, Rio de
Janiro-RJ; PPGQ-Dpto de Química-ICE-UFRRJ, BR 465 Km 07, Seropédica-RJ
Palavras-chave: Metabolitos especiais, Determinação estrutural, aplicação e uso de metabolitos
especiais
Apesar das polêmicas lançadas na mídia sobre a importância e/ou o futuro da Química
de Produtos Naturais, muitas vezes proveniente de insinuações de alguns com interesses
duvidosos, percebe-se um crescente aumento da valorização dos trabalhos executados por
profissionais de PN por pesquisadores de outras áreas de conhecimento. Esses profissionais
muitas vezes dependem da habilidade do profissional da química (QPN) para o conhecimento
da estrutura de substâncias naturais relacionadas com os efeitos ou propriedades da matéria
natural utilizada em seus trabalhos. A Química de Produtos naturais esta inserida na maioria
dos trabalhos que se relacionam com a biodiversidade. Executados por profissionais que
procuram desvendar, científicamente, os mistérios e informações da humanidade a partir de
sua relação/entendimento da natureza. Dentro deste contexto, serão apresentados exemplos
das diversas linhas de pesquisas relacionadas com a QPN sendo dependentes do
conhecimento das estruturas das substâncias. Estruturas essas que provem da habilidade e
criatividade do profissional precursor da química orgânica, o criador de desafios para o químico
sintético. Serão relacionadas considerações sobre identificação, determinação e elucidação
estrutural de metabolitos especiais; exemplo de estudo sistemático (um tributo a Dr Otto R.
Gottlieb); a importância do conhecimento das estruturas em pesquisas de caráter
multidisciplinar como as atividades da Química Medicinal que passa pela modelagem molecular
e entendimento de mecanismos de ação de drogas; a exploração econômica muitas vezes a
mercê do entendimento da química do produto; e um destaque das técnicas/metodologias
atuais utilizadas ou cobiçadas pelos profissionais da química. Neste caso o exemplo do uso
das técnicas analíticas para identificar o conhecido (proveniente dos trabalhos prévios do QPN)
e tirar conclusões sobre diferentes objetivos (metalolômica); um exemplo de trabalhos de
revisão com senso crítico sobre a importância do profissional de QPN. Como mensagem
conclusiva, a consideração que a viabilidade do uso de qualquer material de fonte natural em
aplicação com atividade biológica ou medicinal ou para entendimentos relacionados a
biodiversidade passa pelo conhecimento das estruturas dos seus constituintes Químicos.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 6
EXTRAÇÃO DE METABÓLITOS POR MICRO-ONDAS:UMA
NOVA VISÃO DOS QUÍMICOS DE PRODUTOS NATURAIS
Ivana Correa Ramos Leal
[email protected]
Universidade Federal do Rio de Janeiro- Rua Aloísio da Silva Gomes, N.º50, Granja dos
Cavaleiros- Macaé- Rio de Janeiro- Brasil
Palavras-chave: Extração, espécies vegetais, micro-ondas, produto naturais.
Nos últimos anos tem ocorrido uma crescente demanda por novas tecnologias verde de
processo de extração de constituintes químicos vegetais, almejando redução de impactos
ambientais e custos. Como conseqüência, tecnologias auxiliares como irradiação por microondas (MO) têm sido utilizadas para aumentar a eficiência de processos extrativos. Extração
assistida por microondas (EAM) é uma nova técnica de extração que associa MO e a extração
tradicional com ou sem solvente. Estudos mostram que EAM possui muitas vantagens como:
menores tempos reacionais e teor de solvente, maiores taxas de extração e melhores produtos
com um menor custo. Atualmente, cerca de 1000 e 500 artigos têm sido publicados,
respectivamente, no que concerne a síntese e extração em MO. A técnica de Soxhlet, por ex,
pode requisitar algumas horas, às vezes mais do que 20h, enquanto que EAM requer apenas
alguns min. Comparada a extração em fluido supercrítico, o equipamento para EAM é mais
simples e barato e pode ser usado com mais materiais e menores limites da polaridade. Com
estes objetivos, avanços na extração por MO têm resultado em: técnicas como: extração com
solvente assistida por MO (ESAM), hidrodestilação á vácuo por MO (HDVM), destilação por MO
sob ar comprimido (DMAC), hidrodestilação por MO livre de solvente (HMLS), entre outras. A
presente palestra propõe uma discussão correlacionando as tecnologias de extração de
produtos naturais por MO com métodos convencionais. Realizamos uma bibliometria utilizando
a fonte do PubMed considerando o termo: extração assistida por micro-ondas. Entre 1994-2010
ocorreu um aumento substancial no número de artigos publicados na área de produtos
naturais, sendo identificados os fenólicos como a classe química mais extraída (47%), seguida
pelos constituintes voláteis e terpenos. Em trabalho realizado por nosso grupo, o extrato
etanólico de frutos de P. granatum obtido por maceração de 2 dias foi utilizado como padrão
comparativo ao processo utilizando o reator de MO. Foram adotadas diferentes condições de
temperatura (50, 70, 100, 125 e 150 ºC), tempo (15, 30, 60 e 120 min) e proporções entre
soluto e solvente: 1:5; 1:10 e 1:20. A análise das concentrações dos padrões punicalina (PN) e
punicalagina (PG) nos diferentes extratos foi realizada utilizando uma curva de calibração. Foi
observado que extrações sob irradiação de MO por 2h, utilizando a proporção soluto: solvente
1:10 (70ºC) obteve-se a maior concentração de PN e 1:20 (50ºC) para PG, o tanino bioativo.
Comparadas com o macerado (1:10) ambos obtiveram maior rendimento dos taninos. Um
estudo cinético pautado nos melhores resultados foi realizado para otimização das
concentrações de PG, sendo observado que, em 1h e 30min obteve-se a maior concentração.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 7
Em busca da próxima droga milagrosa: Técnicas para análises
de produtos naturais, botânicos e nutracêuticos
Marc Yves Chalom
[email protected]
Dionex Brasil Instrumentos Científicos Ltda.
Rua Grauçá, 389 - CEP: 05626-020 - São Paulo – SP
Palavras-chave: cromatografia, detector universal, nutracêuticos, farmacêuticos, instrumentação.
LIVRE:
Devido à diversidade molecular encontrada na natureza, a botânica representa uma fonte rica
de produtos farmacêuticos e nutracêuticos. Muitos dos bioativos fitoquímicos potencialmente
importantes apresentam desafios analíticos, pois são encontrados em pequenas quantidades e
em amostras complexas, tornando difícil a detecção dos mesmos. Isso se dá devido à
deficiência de absorção quando se utiliza o método de HPLC/UV (Sistema de detecção por
Ultra Violeta ligado a um HPLC) e à disponibilidade de padrões para a quantificação. A
Espectrometria de Massa é útil para a identificação dos produtos, mas não é facilmente
adaptável à rotina analítica e a quantificação pode ser trabalhosa.
Neste seminário, serão apresentadas duas formas de detecção para HPLC.
O Detector CAD® - Charged Aerosol Detector que possui melhor sensibilidade e
reprodutibilidade do que outros detectores universais e fornece uma maior faixa de calibração.
Muitos produtos fitoquímicos são eletricamente ativos e podem ser quantificados em baixos
níveis de concentração através de um HPLC com detecção eletroquímica. Serão apresentadas
aplicações com o uso destas técnicas para a determinação de analitos específicos em
suplementos botânicos e dietéticos, incluindo o uso de perfil de metabólitos com
reconhecimento de padrões, utilizando detecção eletroquímica serial.
Principais objetivos de aprendizagem:



Tendências em análise de produtos naturais
Como o detector CAD funciona e como é usado para análise de produtos naturais
Como detector eletroquímico serial funciona e é usado para análise de produtos
naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
7
Palestra 8
RED TIDE TOXINS:STRUCTURE, MODE OF ACTION AND
BIOSYNTHESIS
Manuel Norte Martín
Instituto Universitario de Bio-Orgánica "Antonio González", Universidad de La Laguna,
Tenerife, Espanha.
Among over 5000 known species of marine phytoplankton, about 300 species can
sometimes proliferate in such numbers that they discolour the surface of the sea, the
so- called red tides and brown tide phenomena. Only about 40 of these species have
the capacity to produce potent toxins that can find their way through fish and shellfish
to humans (Sournia et al., 1991). When the conditions of temperature, light, nutrients
and water salinity are appropriate, the cysts germinate causing a swimming cell that
reproduces by simple division within a few days. If the conditions remain optimal, cells
will continue growing exponentially, so from one cell up to 6000 ± 8000 cells
can
be produced in a week. When the appropriate environmental conditions are no longer
available, cells develops into a new cyst which falls to the ocean bottom, ready to
germinate when conditions permit (Anderson et al., 1995).According to the symptoms
observed in human intoxications by the secondary metabolites produced by
microalgae, it is possible to consider six illnesses caused by groups of marine toxins:
Paralytic Shellfish Poisoning (PSP), Ciguatera Fish Poisoning (CFP), Diarrhetic
Shellfish Poisoning (DSP), Neurotoxic Shellfish Poisoning (NSP), Amnesic Shellfish
Poisoning (ASP) and Azaspiracid Poisoning (AZP). In general, the comprehensive
study of each of the groups of toxins have three components: isolation and
identification of all the toxins of the group study; studies on the mode of action of these
toxins and, finally, studies of the biosynthesis of these compounds. Among the different
types of red tides, one of the most interesting groups is known as Dhiarrethic Shellfish
Poisoning (DSP), which by the nature of effect produced (gastroenteritis), was that
most time took to identify it as a red tide phenomenon, which delayed the start of their
studies These toxins are produced by dinoflagellates of the genera Prorocentrum and
Dinophysis, although only species of Prorocentrum are susceptible of being grown
artificially in the laboratory. This conference will present the results that have been
achieved in the laboratories of IUBO in La Laguna with two species of these
dinoflagellate: P. lime and P. belizeanum.. In the first section we present the results
obtained from the chromatographic studies on both cell extract of dinoflagellates, and
the culture medium. extract. In the second section will present the results of theoretical
and experimental studies of the mode of action of toxins on its biological target, and
finally, in the third section will be showed the biosynthetic experiments and the
approach to the biosynthetic pathway of this group of toxins.
Referências
Hallegraeff, G.M., 1995. Harmful algal blooms: a global overview. Hallegraeff, G.M., Anderson, D.M., Cembella, A.D.
(Eds.). Manual on Harmful Marine Microalgae. IOC Manuals and Guides 33, UNESCO, pp. 1±22.
A. H. Daranas, M. Norte, J. J. Fernández, Toxicon, 39 , 2001, 1101-1132.
A. H. Daranas, P. G. Cruz, A. H. Creus, M. Norte, J. J. Fernandez, Org. Lett. 2007, 9, 4191 – 4194.
P. G. Cruz, A. H. Daranas, J. J. Fernandez, M. Norte, Org. Lett. 2007, 9, 3045–3048.
P.G. Cruz, J.J. Fernandez, M. Norte, A.H. Daranas, Chem. Eur. J. 2008, 14, 6948 – 6956.
Jose G. Napolitano, J.J. Fernandez, Jose M. Padrón, M. Norte, A.H. Daranas, Angew. Chem. Int. Ed. 2009, 48, 769 799.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
8
Palestra 9
ESTRATÉGIAS PARA A IDENTIFICAÇÃO RÁPIDA E EFICIENTE
DE PRODUTOS NATURAIS EM EXTRATOS BRUTOS POR RMN
Luzineide W. Tinoco
[email protected]
Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Cidade Universitária – CCS - Bloco H, Rio de Janeiro 21941-902, RJ, Brasil
Palavras-chave: CLAE-RMN, DOSY, Camellia sinensis (chá verde), Flavonoides
A RMN de 1H vem sendo usada como a técnica analítica de escolha nos estudos
metabolômicos, já que requer pouco ou nenhum tratamento amostra, tem uma relação custobenefício bastante razoável e é imparcial, rápida, robusta, reprodutível, quantitativa, não
seletiva e não destrutiva. Apesar da RMN não ser tão sensível quanto outras técnicas, ela pode
fornecer uma quantidade significativa de informações com quantidades bem pequenas de
amostra. A evolução da RMN tanto no aumento dos campos magnéticos, quanto no
desenvolvimento de diferentes técnicas multidimensionais e de pseudo-separação dos sinais,
tem possibilitado uma maior simplificação espectral, com cada vez menos quantidade de
amostra. As técnicas de pseudo-separação dos sinais são baseadas nos tempos de relaxação
e coeficientes de difusão moleculares, de forma que os sinais de moléculas com mobilidades
diferentes possam ser separados e identificados. Embora esta estratégia venha sendo usada
com sucesso na análise de fluídos biológicos (urina, soro, células e tecidos), de células inteiras,
de alimentos e preparações farmacêuticas, ainda são poucos os exemplos na literatura desta
aplicação sobre produtos naturais. Lamentavelmente, a Natureza raramente apresenta seus
resultados sob a forma de substâncias puras e as etapas de extração e purificação de
componentes de misturas complexas têm ocupado a maior parte do tempo e dos esforços para
a identificação de produtos naturais. Nosso desafio será mostrar como a RMN tem potencial
para contribuir e acelerar as pesquisas na identificação de produtos naturais em extratos
brutos. Para isto, iremos apresentar como a RMN de 1H e a CLAE-RMN foram usadas para a
identificação das catequinas e de outros componentes majoritários do chá verde (Camellia
sinensis) de diferentes origens, visando avaliar se há alguma variação de sua composição
relacionada à sua região de procedência. A infusão de chá verde é consumida em muitas
regiões do mundo desde antiguidade. Este chá apresenta propriedades farmacológicas como,
antioxidante, antiviral, anti-inflamatório, anticarcinogênico, etc. e na prevenção de doenças
cardíacas e contribui para a diminuição do peso corporal. Com o uso da RMN diretamente dos
extratos brutos de chá verde foi possível identificar e obter informações estruturais e de
degradação das principais catequinas e dos demais componentes presentes nestes chás sem
a necessidade de isolamento. Além disso, foi possível identificar que o chá adquirido a granel
não é chá verde, visto que não apresentou os marcadores químicos característicos e que estes
chás sofrem um processo de degradação quando permanecem em solução por mais de 15
dias. As técnicas DOSY e CLAE-RMN também foram usadas com sucesso na identificação dos
óleos essenciais e dos flavonoides presentes no extrato metanólico bruto das inflorescências
de Piper claussenianum e no extrato etanólico de Utricularia gibba. Nesta última, os flavonoides
astragalina e luteolina, identificados por CLAE-RMN, foram posteriormente isolados,
corroborando com os dados previamente observados. Estes resultados mostram como a
aplicação das técnicas de RMN e CLAE-RMN podem ser instrumentos valiosos na identificação
rápida de constituintes majoritários em extratos brutos de plantas.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
9
Palestra 10
MODELAGEM MOLECULAR COMO FERRAMENTA PARA O
ESTUDO DE PRODUTOS NATURAIS BIOATIVOS
Nelilma Correia Romeiro
[email protected]
Universidade Federal do Rio de janeiro - Campus Macaé – RJ
Laboratório Integrado de Computação Científica (LICC)- NUPEM-UFRJ
Av São José do Barreto. s/no São José do Barreto - Macaé, RJ.
CEP: 27971-550.
Palavras-chave: Modelagem Molecular, Produtos Naturais, Bioativos
Na química medicinal moderna, estudos de modelagem molecular com as
biomacromoléculas-alvo podem auxiliar na proposição de novos derivados funcionais e
análogos sintéticos de produtos naturais e outras micromoléculas obtidas por síntese orgânica,
sendo de extrema valia por suas características multidisciplinares. Nesse contexto, o
ancoramento molecular tem sido aplicado à descoberta de novos ligantes de alvos terapêuticos
validados, partindo, por exemplo, da triagem virtual em um banco de dados de estruturas
moleculares tridimensionais selecionadas (ligantes).
Esta ferramenta tem revelado novos arcabouços moleculares de origem sintética e de
produtos naturais, assim como tem auxiliado na otimização da atividade de compostosprotótipos, aumentando a afinidade e a especificidade entre receptor e ligante. Adicionalmente,
estudos de dinâmica molecular (DM) dos complexos ligante-biorreceptor obtidos na etapa de
ancoramento molecular têm sido usados com sucesso em programas de planejamento de
moléculas bioativas, gerando uma análise mais aprofundada da dinâmica das interações
intermoleculares, assim como da estabilidade das mesmas. Finalmente, nesta apresentação
serão demonstrados diversos exemplos de aplicações das técnicas supracitadas reportados na
literatura e desenvolvidos no Laboratório Integrado de Computação Científica (LICC) no
Campus da UFRJ-Macaé, envolvendo a descoberta e planejamento de novas substâncias
bioativas, originadas de produtos naturais.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
10
Palestra 11
Variações do metabolismo secundário de micro-organismos marinhos
quando submetidos a experimentos de eliciação química e/ou epigenética
Hosana Maria Debonsi
[email protected]
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto – USP
Avenida do Café s/n, Monte Alegre, CEP 14040903, Ribeirão Preto - SP
Palavras-chave: micro-organismos marinhos, produtos naturais, eliciação química e/ou epigenética
A descoberta de novas substâncias bioativas tem encorajado pesquisadores de produtos
naturais a propor novos estudos com abordagens ainda pouco exploradas. Neste contexto, o
interesse pela efetivação de estudos químicos e biológicos de organismos marinhos vem
aumentando a cada ano, superando as expectativas, os quais, muitas vezes já vêm sendo
realizados por meio de experimentos mais elaborados. Como exemplo, podemos destacar o
crescimento de micro-organismos submetidos a eliciadores químicos e ou epigenéticos. Além
disso, através de estudos que visam à elucidação das vias responsáveis pela síntese de
moléculas exclusivas, estamos adquirindo insights a respeito da manipulação de vias
biossintéticas que poderão levar a produção deste metabólito em larga escala, sanando um
dos maiores problemas a que o pesquisador de Produtos Naturais se depara. Na busca pela
solução desta dificuldade, cianobactérias marinhas conhecidas por seu potencial biológico
foram submetidas a experimentos de eliciação química e/ou epigenética. Os experimentos
foram realizados estudando-se diferentes espécies de cianobácterias coletadas em várias
localidades do mundo. A partir do estudo químico, extratos das espécies Oscillatoria sp.e
Schizothrix sp. forneceram três moléculas inéditas e, a partir dos experimentos epigenéticos, a
cianobactéria Lyngbya majuscula JHB, levou ao isolamento de três moléculas, Jamaicamida A,
Jamaicamida B e Hectoclorina, todas isoladas em maior quantidade quando comparado ao
controle, devido à eliciacao epigenética. Estes estudos foram realizados no Instituto Scripps de
Oceanografia – UCSD, Califórnia – EUA, sob a orientação do Prof. Dr. William H. Gerwick,
especialista na área de PN de cianobactérias marinhas. A partir da aprendizagem da técnica
aplicada a cultivo de cianobactérias, as abordagens de eliciação química e/ou epigenética
começaram a ser empregadas no Laboratório de Química Orgânica do Ambiente Marinho –
NPPNS, na FCFRP-USP, visando à modulação do metabolismo secundário de fungos
endofíticos marinhos. Avaliando-se quimicamente o fungo Phomopsis longicolla, isolado da
macroalga Bostrychia radicans (coletada nos costões rochosos de Ubatuba-SP), foram
isoladas as substâncias bioativas: ácido micofenólico, 18-deoxicitocalasina H e dicerandrol C,
por meio de cultivo em meio sólido arroz. Em meio líquido, porém, não foi detectada a
presença dos dois últimos metabólitos. Experimentos utilizando eliciadores (butirato de sódio e
DMSO) resultaram no estímulo da provável produção de dicerandrol C, detectado por LC-MS e
de outras substâncias não evidenciadas anteriormente. O fungo pertencente a família
Xylariaceae teve seu metabolismo acelerado com a utilização dos eliciadores procaína e ácido
valpróico, onde substâncias produzidas com 14 dias de cultivo em meio líquido, passaram a ser
produzidas com 7 dias quando submetidas a eliciação. Penicillium decaturense apresentou seu
metabolismo alterado com a utilização de butirato de sódio, ao revelar, por análises de CLAEDAD e LC-MS, a inibição da produção de substâncias majoritárias e estímulo de outras. Tanto
Xylariaceae quanto P. decaturense foram linhagens isoladas da macroalga Bostrychia tenella
(costões rochosos). Com esta nova técnica, outros fungos começarão a ser submetidos a
estudos epigenéticos, como é o caso da espécie Xylaria sp. (isolada de B. radicans proveniente
do Manguezal do Rio Escuro – Ubatuba-SP), a qual além de apresentar fenólicos com
diferentes padrões de substituição no anel aromático, demonstrou interessante potencial
antifúngico.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
11
Palestra 12
ESTUDOS INTEGRADOS "IN VIVO", "IN VITRO" E "IN SILICO" NA
BUSCA POR MATRIZES VEGETAIS E MOLÉCULAS BIOATIVAS
Fernando Batista da Costa
[email protected]
Universidade de São Paulo, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Av.
do Café s/no, 14040-903, Ribeirão Preto, SP
Palavras-chave: Desreplicação de matrizes vegetais, Bioensaios, Quimioinformática, Asteraceae.
Nos últimos 15 anos, estudos multidisciplinares realizados pelo nosso grupo de
pesquisas revelaram o potencial químico e farmacológico de diversas espécies vegetais
nativas do bioma do cerrado. Como resultado, foi isolada mais de uma centena de produtos
naturais, um quarto deles descritos pela primeira vez na literatura. Foram elaboradas uma
biblioteca de substâncias puras e uma extratoteca. Muitas das substâncias e extratos foram
testados em diferentes sistemas biológicos, tais como animais, células, enzimas, insetos,
parasitas e microrganismos. A maior parte deste material é oriunda de espécies da família do
girassol (Asteraceae).
Com base nos dados obtidos até o momento e aplicando-se uma abordagem
denominada “in combo”, a qual envolve estudos “in vivo”, “in vitro” e “in silico”, propõe-se um
modelo para se explorar a biodiversidade do cerrado de forma integrada. Nesta apresentação,
será mostrado como espécies medicinais podem ser selecionadas e terem suas ações
biológicas e mecanismos de ação investigados através da integração de estudos fitoquímicos,
computacionais e de bioatividade, ou seja, uma abordagem “in combo”. Utilizando-se esta
abordagem, no âmbito da fitoquímica é possível obter perfis metabólicos de diferentes extratos
e realizar sua desreplicação através de CLAE-UV-EM, ou então isolar, identificar e quantificar
diferentes classes de metabólitos secundários. Um exemplo de aplicação envolvendo
bioatividade que será apresentado é o estudo da ação tóxica e anti-inflamatória de espécies
vegetais realizando-se ensaios “in vivo” com animais e “in vitro” em diferentes alvos
moleculares e celulares para se tentar desvendar seus modos de ação através de uma visão
integracionista. Os estudos “in silico” podem ser explorados aliando-se inteligência artificial,
ferramentas de estatística e de quimioinformática para realizar modelagem e se obter modelos
computacionais para investigar, por exemplo, a relação entre estrutura química e retenção
cromatográfica ou atividade biológica, informatização de bancos de dados e automatização de
tarefas com vistas a otimizar estudos posteriores.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
12
Palestra 13
THE BROWN ALGA Sargasssum vulgare: A SOURCE OF
GLYCOLIPIDS WITH POTENTIAL BIOTECHNOLOGICAL
APPLICATIONS
Erwan Plouguerné1, Giulia Maria Pires dos Santos2, Claire Hellio3, Maria Teresa
Villela Romanos4, Bernardo Antonio Perez da Gama1, Eliana Baretto-Bergter2.
[email protected]
1
Laboratório de Produtos Naturais e Ecologia Química Marinha, Departamento de
Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói 24001970, Brazil
2
Departamento de Microbiologia Geral, Instituto de Microbiologia Paulo de Gáes,
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), CCS, Caixa Postal 68040, 21941-590 Rio
de Janeiro, RJ, Brazil
3
School of Biological Sciences, King Henry Building, University of Portsmouth,
Portsmouth PO1 2DY, UK
4
Departamento de Virologia, Instituto de Microbiologia Paulo de Gáes, Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), CCS, Caixa Postal 68040, 21941-590 Rio de Janeiro, RJ,
Brazil
aboratório de Produtos Naturais e Ecologia Química Marinha, Departamento de Biologia
Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói 24001-970, Brazil
Keywords: Sargassum vulgare, glycolipids, antifouling, antiviral, biotechnology.
The brown seaweed Sargassum vulgare is very abundant along the coast of Rio de Janeiro
state. We collected this macroalga at Ilha de Itacuruca and the resulting lyophilized material was
successively extracted with chloroform/methanol 2:1 and 1:2 (v/v). The crude lipid extract was
partitioned according to Folch and the lower phase enriched in glycolipids was fractionated on a
silica gel column chromatography eluted with chloroform, acetone and methanol. Four resulting
fractions were separated. The antifouling activity of each fraction was evaluated via
biautography using the marine biofouling bacteria Bacillus pumilus as a model. Fraction 3 and 4
when
analyzed
by
thin
layer
chromatography
showed
orcinol-reactive
bands
with
chromatographic mobilities corresponding to mono- and diglycosyldiacylglycerols and
sulfoglycolipids. Further purification of fractions 3 and 4 was carried out using silica gel column
chromatography. Several purified fractions were obtained and submitted to both antifouling and
antiviral tests.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
13
Palestra 14
MEROTERPENOS E POLICETÍDEOS DE PEPEROMIAS
Massuo J. Kato
[email protected]
Instituto de Química, Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lineu Prestes, 748, 05508-000
São Paulo, SP mailto:[email protected]
Palavras-chave: Piperaceae, PKS, policetídeos.
O estudo metabolômico de espécies de Peperomia revelam espécies que produzem
secolignanas (P. pellucida, P. blanda e P. glabella var nervulosa), meroterpenos baseados no
ácido orselínico (P. arifolia, P. obtusifolia, P. urocarpa e outras) e ainda policetídeos do tipo
acilfloroglucinol (P. trineura, P. glabella var Dietrich). Tentativas de caracterizar a origem
biossintética dos ácidos orselínicos apontam para a possibilidade de serem originários de
fungos endofíticos que foram isolados de várias espécies de peperomias (P. arifolia, P.
urocarpa, P. glabella). Uma hipótese envolveria a biossíntese desses ácidos por fungos
endofíticos, seguido por reações de prenilação pelas plantas. No caso de policetídeos de P.
trineura e de P. glabella, os anéis de seis membros aromáticos ou não são semelhantes aos de
espécies de Virola (Myristicaceae) e são de rara ocorrência na natureza. Nesse caso, estudos
de relação estrutura-atividade vêm sendo realizados através da síntese de análogos e estudos
de atividade antileucêmica. Os estudos de biossíntese indicaram a participação de PKS III do
tipo chalcona sintase nessas espécies.
(FAPESP, CAPES e CNPq)
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 15
COMPOSTOS COM ATIVIDADE ANTINEOPLÁSICO: MODELOS
IN VITRO E IN VIVO DE AVALIAÇÃO
Milton M. Kanashiro
[email protected]
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – CBB / LBR.
Av. Alberto Lamego, 2000. Campos dos Goytacazes - RJ
Palavras-chave: Compostos de coordenação, apoptose, antineoplásicos.
O câncer é considerado hoje um dos principais problemas mundiais de saúde,
sendo uma das mais importantes causas de enfermidade e morte em humanos. Nos
países industrializados o câncer se constitui como a segunda maior causa de mortes,
perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Para o ano de 2010, segundo
estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) que também valerão para os anos
de 2011 e 2012, serão notificados 489.270 novos casos da doença somente no Brasil.
O tratamento quimioterápico desta enfermidade teve um grande avanço após a
introdução da cisplatina durante a década de 1970. Contudo a quimioterapia ainda
apresenta grandes limitações, principalmente pelos efeitos colaterais e ao
desenvolvimento de resistência dos tumores aos fármacos, o que justifica a busca por
novos fármacos para o tratamento desta doença. Compostos capazes de induzir morte
celular nas linhagens celulares de origem neoplásica U937, Molt-4, THP-1, Jurkat,
Colo 205, SK-MEL, B16-F10 e H460, foram selecionados a partir de dois grupos de
compostos de coordenação de Fe e Cu e um grupo de isoquinolino quinonas. Como
controle de células normais, foi utilizado células mononucleares do sangue periférico
de indivíduos saudáveis, estimuladas com enterotoxina B de Staphyloccocus e
tratadas com os compostos. A seleção inicial foi baseada no ensaio de viabilidade por
MTT e liberação de LDH, seguida de avaliação do tipo de morte celular através da
coloração com laranja de acridina e brometo de etídium. Sendo as análises
morfológicas das células, tratadas com diversas concentrações dos compostos, feitas
por microscopia de fluorescência. A confirmação de morte celular por apoptose foi
realizada pela quantificação da população de células em sub-G1 por citometria de
fluxo, sendo que para a linhagem celular B16-/F10 (melanoma murino resistente a
cisplatina) quando tratada com o composto de Cu foi observado 90% das células em
sub-G1, em contraste no tratamento com a cisplatina foi observado 60% das células
em apoptose, ambos tratamentos na concentração de 400µM. Os compostos de
coordenação de cobre e ferro foram capazes também de induzir a redução do
potencial de membrana mitocondrial avaliada pelo marcador JC-1, bem como a
liberação de citocromo C do compartimento mitocondrial para o citoplasma celular. Na
avaliação da ativação das caspases envolvidas na morte celular por apoptose, foi
verificada o aumento da caspase 9 envolvida na via intrínseca da apoptose e também
a ativação das caspases efetoras 3 e 6. Estes dados sugerem que os compostos de
coordenação induzem morte celular por apoptose pela via intrínseca com
envolvimento das mitocôndrias. Em camundongos C57/B6 com melanoma induzidos
com a linhagem celular B16-F10 e tratados com um dos compostos de Cu foi
observado uma redução significativa da massa tumoral.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 16
ESPÉCIES VEGETAIS: ALTERNATIVAS PARA O CONTROLE
DE INSETOS
Selma Ribeiro de Paiva, Maria Carolina Anholeti da Silva, Denise Feder, Cícero Brasileiro Mello
[email protected]
Universidade Federal Fluminense, Depto de Biologia Geral, Instituto de Biologia, Outeiro de
São João Batista s/n – Campus do Valonguinho, Centro, Niterói, RJ.
Palavras-chave: Plantas, Produtos Naturais, IGR.
As plantas representam uma enorme fonte de substâncias, muitas com potencial utilização na
farmacologia, agronomia e outros campos de conhecimento humano. O Brasil é um país de grande
riqueza botânica, com cerca de 56 mil espécies de plantas das 256 mil existentes no mundo, possuindo um
grande potencial como fonte de substâncias biologicamente ativas (NAKATANI et al., 2004). Além da
diversidade vegetal, o Brasil abriga também uma diversidade enorme de insetos, muitos dessas pragas
agrícolas e vetores de diversas doenças. A necessidade de métodos mais seguros no controle de insetos
tem estimulado a busca de novos princípios ativos de vegetais (VIEGAS-JÚNIOR, 2003). A busca de
inseticidas e repelentes de origem vegetal tem sido estimulada pela necessidade de novos produtos que
sejam eficazes, seguros e menos dispendiosos do que aqueles utilizados atualmente (DE PAULA, 2004).
Dentre as diversas famílias descritas na literatura com ação inseticida e/ou repelente, pode-se citar as
famílias Meliaceae (VIEGAS – JÚNIOR, 2003), Rutaceae (EZEONU et al., 2001), Poaceae (ANSARI e
RAZDAN, 1995) e Lamiaceae (PATHAK et al., 2000), dentre outras. Substâncias que mimetizam ou
antagonizam os principais hormônios de insetos (ecdisona e hormônio juvenil) ou que induzam
uma diminuição ou interrupção da alimentação, foram identificadas em várias espécies
vegetais. Além disso, os inseticidas naturais apresentam vantagens quando comparados aos sintéticos,
uma vez que são rapidamente degradados, não deixando resíduos. As plantas com atividade inseticida
podem causar diversos efeitos sobre os insetos, como repelência, inibição de oviposição e da alimentação,
alterações no sistema hormonal, causando distúrbios no desenvolvimento, deformações, infertilidade e
mortalidade nas diversas fases dos insetos. Estudos conduzidos entre os Laboratórios de Botânica e de
Biologia de Insetos da Universidade Federal Fluminense têm demonstrado o efeito de substâncias puras,
frações e extratos de espécies das famílias Clusiaceae e Menispermaceae frente aos insetos fitófagos
Dysdercus peruvianus e Oncopeltus fasciatus e frente ao inseto vetor do vírus da dengue, Aedes aegypti.
Dentre os efeitos de desequilíbrio endocrinológico que vêm sendo obtidos são citados, a morte de insetos
em quinto estágio não completando a muda para adulto, presença de ninfas com deformações
(má-formação de asas e cutícula enrugada) e morte de ninfas durante a ecdise com os insetos
confinados dentro da cutícula antiga. Estes resultados são importantes do ponto de vista tecnológico
em programas de manejo sustentável uma vez que Dysdercus peruvianus e Oncopeltus
fasciatus são pragas agrícolas e também no âmbito da saúde pública, em se tratando de resultados
frente ao mosquito transmissor da dengue, doença que tem acometido inúmeros brasileiros.
Referências:
1. Ansari, M.A. & Razdan, R. K.1995. Repellent efficacy of various oils in repelling mosquitos. Ind. J.
Malariol. 32( 3): 104-111.
2. Ezeonu, F.C.; Chidume, G.I.; Udedi, S.C. 2001. Insecticidal properties of volatile extracts of orange
peels. Bioresource Technology 76: 273-274.
3. Nakatani, M.; Zhou, J.; Nakayama, N.; Nakatani, M.; Abdelgaleil, S.A.M.; Saad, M.M.G.; Huang,
R.C.; Doe, M.; Iwagawa, T. 2004. Phragmalin limonoids from Chukrasia tabularis. Phytochemistry 65:
2833-2841.
4. Pathak, N.; Mittal, P.K.; Singh, O.P.; Sagar, V. & Vasudevan, P. 2000. Larvicidal action of essential
oils from plants against the vector mosquitoes Anopheles stephensi Liston, Culex quinquefasciatus Say
and Aedes aegypti L. Int Pest Control 42:53.
5. Viegas Júnior, C. 2003. Terpenos com atividade inseticida: uma alternativa para o controle químico de
insetos. Quím. Nova 26 (3): 390-400.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 17
A CONTRIBUIÇÃO DOS FUNGOS ENDOFÍTICOS NA BUSCA DE
MOLÉCULAS BIOATIVAS.
Denise Oliveira Guimarães (PG)1. [email protected]
1
Laboratório de Produtos Naturais (LaProN), Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Macaé. Rua
Alcides da Conceição, nº159-Novo Cavaleiros, Macaé-RJ..
Palavras-chave: micro-organismos endofíticos, metabólitos secundários, bioatividade, produtos naturais.
Estudos na área de Química de Produtos Naturais têm voltado atenção para microorganismos simbiontes como uma fonte promissora na busca de moléculas com
atividade biológica. Entre essas fontes podemos citar micro-organismos que vivem em
associação simbionte com insetos, nematóides, organismos marinhos e também
espécies vegetais. Fungos endofíticos são assim denominados por serem detectados
em um momento particular associados à tecidos da planta hospedeira aparentemente
saudável. O isolamento de fungos endofíticos a partir de uma planta saudável
pressupõe-se uma relação simbiótica entre as espécies. A simbiose entre a planta e
endofítico pode ser observada pela proteção, alimentação e transmissão do fungo que,
em contrapartida, produz substâncias que aumentam o crescimento, reprodução e
resistência do hospedeiro no ambiente. Porém, há a hipótese que a interação fungoplanta hospedeira seja caracterizada por um equilíbrio entre o poder de virulência do
fungo e a defesa da planta. Caso esse balanço seja alterado, uma diminuição da
defesa da planta ou aumento da virulência do fungo pode desenvolver-se. A
diversidade química obtida a partir de fungos endofíticos contempla diversas classes
químicas incluindo policetídeos, derivados do ácido chiquímico, terpenos, alcalóides e
peptídeos. A literatura tem destacado a ampla diversidade de moléculas bioativas
produzidas por endofíticos – atividade antitumoral, antimicrobiana, antiparasitária ilustrando o potencial destes micro-organismos em programas de prospecção na
busca de novos produtos naturais bioativos. Além disso, os fungos endofíticos têm
sido empregados como agentes de biotransformação valorizando sua utilização em
processos biotecnológicos para a obtenção de moléculas que seriam dificilmente
obtidas via síntese convencional em laboratório.
Referências
- Borges, W.S., et al. Curr. Org. Chem., 13: 1137-63, 2009.
- Gunatilaka, A.A.L. J. Nat. Prod., 69: 509-26, 2006.
- Kharwar et al., Nat. Prod. Rep., 28, 1208-28, 2011.
- Pupo, M.T.; et al. Microbial natural products: A promising source of bioactive compounds. In: Modern Biotechnology in
Medicinal Chemistry and Industry. Research Signpost. Editor: Carlton A. Taft, pp.197. Ed. Research Signpost, Kerala,
Índia, 2006, p. 51-78.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Palestra 18
EXTRAÇÃO DE METABÓLITOS POR MICRO-ONDAS:UMA
NOVA VISÃO DOS QUÍMICOS DE PRODUTOS NATURAIS
Ivana Correa Ramos Leal
[email protected]
Universidade Federal do Rio de Janeiro- Rua Aloísio da Silva Gomes, N.º50, Granja dos
Cavaleiros- Macaé- Rio de Janeiro- Brasil
Palavras-chave: Extração, espécies vegetais, micro-ondas, produto naturais.
Nos últimos anos tem ocorrido uma crescente demanda por novas tecnologias verde de
processo de extração de constituintes químicos veget ais, almejando redução de impactos
ambientais e custos. Como conseqüência, tecnologias auxiliares como irradiação por micro ondas (MO) têm sido utilizadas para aumentar a eficiência de processos extrativos. Extração
assistida por microondas (EAM) é uma nova técnica de extração que associa MO e a extração
tradicional com ou sem solvente. Estudos mostram que EAM possui muit as vantagens como:
menores tempos reacionais e teor de solvente, maiores taxas de extração e melhores produt os
com um menor custo. Atualmente, cerca de 1000 e 500 artigos têm sido publicados,
respectivamente, no que concerne a síntese e extração em MO. A técnica de Soxhlet, por ex,
pode requisitar algumas horas, às vezes mais do que 20h, enquanto que EAM requer apenas
alguns min. Comparada a extração em fluido supercrítico, o equipamento para EAM é mais
simples e barato e pode ser usado com mais materiais e menores limites da polaridade. Com
estes objetivos, avanços na extração por MO têm resultado em: técnicas como: extração com
solvente assistida por MO (ESAM), hidrodestilação á vácuo por MO (HDVM), destilação por MO
sob ar comprimido (DMA C), hidrodestilação por MO livre de solvente (HMLS ), entre out ras. A
presente palestra propõe uma discussão correlacionando as tecnologias de extraç ão de
produtos naturais por MO com métodos convencionais. Realizamos uma bibliometria utilizando
a fonte do P ubMed considerando o termo: ext ração assistida por micro-ondas. Entre 1994-2010
ocorreu um aumento substancial no número de artigos public ados na área de produt os
naturais, sendo identificados os fenólicos como a classe químic a mais extraída (47%), s eguida
pelos constituintes volát eis e terpenos. Em trabalho realizado por nosso grupo, o extrato
etanólico de frutos de P. granatum obtido por maceração de 2 dias foi utilizado como padrão
comparativo ao processo utilizando o reator de MO. Foram adotadas diferentes condições de
temperatura (50, 70, 100, 125 e 150 ºC), tempo (15, 30, 60 e 120 min) e proporções entre
soluto e solvente: 1:5; 1: 10 e 1:20. A análise das concent rações dos padrões punicalina (PN) e
punicalagina (PG) nos diferentes extratos foi realizada utilizando uma curva de calibração. Foi
observado que extrações sob irradiação de MO por 2h, utilizando a proporção soluto: solvente
1:10 (70ºC) obteve-se a maior concentração de PN e 1:20 (50ºC) para PG, o tanino bioativo.
Comparadas com o macerado (1:10) ambos obtiveram maior rendimento dos taninos. Um
estudo cinético pautado nos melhores resultados foi
realizado para otimização das
concentrações de PG, sendo observado que, em 1h e 30min obteve-se a maior concentraç ão.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentações orais
Apresentações orais (O1-O13)
O1
O2
O3
O4
O5
O6
O7
O8
O9
O10
O11
O12
O13
Camilla Dayane
Ferreira
Carvalho
Adriana Lima
de Sousa
Fernanda
Lacerda da
Silva Machado
William Romão
Batista
Tereza
Auxiliadora
Nascimento
Ribeiro
Thayssa da
Silva Ferreira
Fagundes
Aline da Silva
Rodrigues
Caroline Vianna
Velasco
Castilho
Rafael Ferreira
da Silva
Christian
Ferreira
Nathalia
Peixoto Nocchi
Isabela
Francisca de
Jesus Borges
Costa
Maíra Barcellos
Marini
Atividade antioxidante de extratos e flavonoides isolados de Vellozia
kolbekii (Velloziaceae)
LIGNANAS AND FLAVONOIDES ISOLADOS DE CUSCUTA RACEMOSA
(CONVOLVULACEAE) POR CROMATOGRAFIA CONTRACORRENTE
Sesquiterpenos em algas vermelhas da espécie Laurencia dendroidea
do sudeste brasileiro
ALGICIDAS INSPIRADOS EM ESPONJAS MARINHAS DO LITORAL DE
ARRAIAL DO CABO - RJ.
CONFIGURAÇÃO ABSOLUTA DO PEPTÍDEO CICLOZANTHOXYLANO A DE
Zanthoxylum rigidum
Reavaliação de métodos cromatográficos na purificação de
curcuminoides.
ESTUDO DE FUNGICIDAS RESIDUAIS EM ÓLEOS ESSENCIAIS CÍTRICOS
NACIONAIS
L. brasiliensis: LIPPIA OU LANTANA?
Atratividade das substâncias (E)-2-decenal e (E)-2-dodecenal frente à
oviposição do mosquito A. (Stegomyia) aegypti (L.).
ATIVIDADE ANTI-Leishmania amazonensis DO RESVERATROL E SUA
ASSOCIAÇÃO SINÉRGICA COM ANFOTERICINA B
VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE METABOLITOS SECUNDÁRIOS INTER E
INTRAPLANTA DE Nymphoides indica
ATIVIDADES IMUNOFARMACOLÓGICAS DA ESPÉCIE VEGETAL Schinus
terebinthifolius RADDI
ATIVIDADE ANTINEOPLÁSICA IN VITRO DO EXTRATO BRUTO E DOS
SESQUITERPENOS HALOGENADOS DA ALGA LAURENCIA DENDROIDEA
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 1
Atividade antioxidante de extratos e flavonoides isolados de
Vellozia kolbekii (Velloziaceae)
Camilla Dayane F. Carvalho (IC)¹*, Carmelita G. Silva (PQ) 1, Ruy José V. Alves (PQ)2, Elis
Cristina A. Eleutherio(PQ)3 e Claudia M. Rezende (PQ)4. [email protected]
1
Instituto Federal do Rio de Janeiro, IFRJ Campus Nilópolis, Rio de Janeiro. 2 Departamento de
Botânica, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 3 Departamento de
Bioquímica, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 4Departamento
de Química Orgânica, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Palavras-chave: flavonóides, atividade antioxidante, velloziaceae.
Saccharomyces cerevisiae, a fim de testar
Introdução
a capacidade de proteção do extrato e
flavonoides no estresse oxidativo induzido
A família Velloziaceae compreende
por H2O2.2
aproximadamente 270 espécies e são
encontradas na África Central e nos
Resultados e Discussão
países da América do Sul. No Brasil
ocorrem principalmente no Cerrado. Suas
espécies vegetais habitam solos arenosos
e rochosos com baixa viabilidade de água
e são caracterizadas por bioproduzir di,
triterpenos, fitoesterois e flavonoides.1
Vellozia kolbekii é uma espécie nova e
não há relatos de seu uso popular, portanto
Figura 2: Flavonoides 1 (3,5,7,3’,4’-pentahidroxi-6-prenilflavonol) e 2
este trabalho tem como objetivo relatar seu
(3,5,7,3’,4’-pentahidroxi-8-metil-6-prenilflavonol) isolados do extrato
AcOEt
de bainhas de V.kolbekii.
estudo fitoquímico e atividade antioxidante
in vitro e em células de levedura.
Materiais e Métodos
Foram preparados extratos em hexano,
em acetato de etila e em etanol de folhas e
bainhas da espécie em questão2. A
atividade antioxidante in vitro de todos os
extratos foi verificada pelo método de
captura do radical livre DPPH. De acordo
com os resultados, o extrato em AcOEt (B)
de bainhas foi cromatografado.
Extrato AcOEt de bainhas
Coluna VLC Sílica C18
Sílica C18
CCD
Fração 5
Sephadex LH 20
Figura 3: Teste de atividade antioxidante em células de levedura. EGb:
Padrão de extrato de Ginkgo biloba, Q: Padrão de flavonoide
(Quercetina), B: Extrato em AcOEt de bainhas de Vellozia kolbekii, 1:
Flavonoide 1 e 2: Flavonoide 2.
Conclusões
O extrato em AcOEt de bainhas e os
flavonoides isolados de V. kolbekii
apresentaram atividade antioxidante.
O flavonoide 2, 3,5,7,3’,4’-pentahidroxi-8metil-6-prenilflavonol, isolado do extrato
acetato de etila de bainhas, é inédito na
literatura.2
Agradecimentos
Ao IFRJ – Campus Nilópolis e UFRJ
HPLC
Flavonóides 1 e 2
Figura 1: Fluxograma do isolamento dos flavonoides do extrato em
acetato de etila de bainhas de V. kolbekii.
Foram isolados dois flavonoides, os
quais foram identificados por métodos
físicos. A atividade antioxidante in vivo foi
realizada usando como modelo a levedura
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
SILVA, C. G. Aspectos químicos de Vellozia kolbekii Alves
(Velloziaceae) e estudo das atividades antioxidante,
citotóxica e antibacteriana.. Universidade Federal do Rio de
Janeiro, 2011.
² Silva, Carmelita G.; Carvalho, Camilla D.F.; et al.
Protective effects of flavonoids and extract from Vellozia
kolbekii Alves against oxidative stress induced by hydrogen
peroxide in yeast. Journal Natural Medicine, 2011.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 2
LIGNANAS E FLAVONÓIDES ISOLADOS DE Cuscuta racemosa
(CONVOLVULACEAE)
POR
CROMATOGRAFIA
CONTRACORRENTE
Adriana Lima de Sousa (PG)1*; Queitilane de Souza Sales (IC)¹; Kalyne Faria Porto (IC)¹;
Ivo José Curcino Vieira (PQ) 1; Leda Mathias (PQ)1; Rodrigo Rodrigues de Oliveira (PQ)1
1 Laboratório de Ciências Químicas, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro,
Avenida Alberto Lamego 2000, Horto, 28013-602, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro,
Brasil.
Palavras-chave: Cuscuta, Convolvulaceae, Cromatografia Contracorrente.
estigmasterol
e
sitosterol
como
Introdução
constituintes desse extrato. Já na fração
O gênero Cuscuta está classificado nas
em clorofórmio foram isolados, por CCCG,
angiospermas e pertence à família
utilizando sistema de solvente binário
Convolvulaceae, consistindo em 175
constituído de Hexano: EtOAc:MeOH:H2O
espécies que são distribuídas em todo o
(1:2:1:1),
os
compostos
fenólicos
mundo com exceção da Antártica. As
acuminatolídeo, pinoresinol, sesamina,
espécies desse gênero são parasitas,
pluviatilol, 9α-hidroxisesamina e 9βdesprovidas de clorofila, que utilizam suas
hidroxisesamina. Enquanto que esta
hautórias
para
penetrar
tecidos
mesma fração, quando submetida à
fibrovasculares da planta hospedeira, para
cromatografia
clássica,
permitiu
o
obter recursos orgânicos e inorgânicos.1
isolamento apenas da sesamina e do
Espécies de Cuscuta apresentam algumas
pluviatilol. Por fim, da fração em acetato de
atividades farmacológicas tais como antietila por separação em CCCAP, utilizando
úlcera2,
anti-inflamatória3,
antisistema de solvente binário constituído de
bacteriana4,5,6, antioxidante7 e citotóxica8. A
Hexano:EtOAc:MeOH:H2O (1:2:1:1), foram
composição química da espécie C.
isolados kampferol e quercetina.
racemosa tem demonstrado a ocorrência
de flavonóides, derivados de ácidos
Conclusões
hidroxicinâmicos e lignanas. Entretanto
O perfil químico da Cuscuta racemosa
estes compostos não são isolados
demonstra que esta espécie é rica em
facilmente pelas técnicas cromatográficas
metabólitos secundários provenientes da
tradicionais9.
via metabólica dos fenilpropanóides. O uso
Visto a importância da espécie C.
da CCC na separação de produtos naturais
racemosa (Convolvulaceae) este trabalho
desta espécie mostrou que esta é uma
foi desenvolvido com a finalidade de
técnica de separação bastante versátil.
contribuir para o conhecimento do seu perfil
Além disso, a CCC é uma excelente
químico.
alternativa na resolução de problemas
associados com a adsorção da fase sólida
Materiais e Métodos
e na preservação da integridade das
O material botânico de Cuscuta racemosa
substâncias separadas.
foi coletado em abril de 2008, na cidade de
São José de Ubá, Rio de Janeiro. Em
Agradecimentos
seguida foi submetido à secagem e
CNPq, FAPERJ, UENF.
extração
com
metanol.
O
extrato
----------------------------------metanólico foi particionado com hexano,
Referências Bibliográficas:
clorofórmio, acetato de etila e butanol e foi
1. Costea M. & Stefanović S.. American Journal of
Botany . 96, 9, 1744-1750, 2009.
submetido a diferentes tipos separação, por
2. Yen, et al. Journal of Ethnopharmacology, 111,
técnicas
cromatográficas.Todas
as
1:123-128, 2007.
substâncias isoladas foram elucidadas por
3. Suresh, et al. Journal of Ethnopharmacology, 134,
RMN 1H, 13C, COSY, HMQC, APT e HMBC.
3: 872-877, 2011.
Resultados e Discussão
A partir da fração em hexano foi isolado por
cromatografia em coluna clássica a lignana
pluviatilol. Além disso, foram identificados
por espectroscopia de massas, ácido
hexadecanóico, sesamina, campesterol,
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
4. Bouzada, et al. Pharmaceutical Biology, 47, 1: 4452, 2009.
5. Ferraz, et al. Revista de Farmacognosia, 21,1: 4146, 2010.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 3
Sesquiterpenos em algas vermelhas da espécie Laurencia
dendroidea do sudeste brasileiro
Fernanda Lacerda da Silva Machado1,2 (PG), Lísia Monica Gestinari1 (PQ), Carlos Roland
Kaiser1, Angélica Ribeiro Soares1. [email protected];
[email protected].
1 Programa
de Pós-Graduação em Química, IQ- UFRJ; 2Grupo de Produtos Naturais de Organismos
Aquáticos (GPNOA), NUPEM/UFRJ, Brazil.
Palavras-chave: terpenos, Rhodophyta, variação geográfica.
diasteroisômero do descloroelatol (9), o
ácido palmítico (5) e o colesterol (10). E
finalmente, obteve-se o obtusol (4), o ácido
palmítico (5) e o colesterol (10) a partir do
extrato de Arraial do Cabo.
Introdução
As algas vermelhas do gênero Laurencia
(Rhodomelaceae, Ceramiales) produzem
grande
variedade
de
substâncias,
principalmente terpenos halogenados, de
imenso potencial biotecnológico1. Tem sido
observada uma variabilidade marcante na
produção
destas
até
quando
são
comparadas populações geograficamente
próximas2. Entretanto, estudos avaliando
esta diversidade nas populações do litoral
brasileiro ainda são escassos.
O objetivo deste trabalho foi isolar e
identificar os principais constituintes
químicos presentes nos extratos de
Laurencia dendroidea provenientes de
diferentes locais do litoral do sudeste
brasileiro.
Br
Br
HO
Br
Cl
Cl
HO
H
1
3
2
Br
Br
OH
Cl
O
5
HO
4
Cl
Cl
Cl
Br
Br
Br
HO
Br
Br
O
8
7
6
Materiais e Métodos
Os extratos brutos de populações
coletadas na Praia de Manguinhos (ES),
Praia do Forno, Arraial do Cabo (RJ),
Enseada do Biscaia, Angra dos Reis (RJ) e
Praia Vermelha, Parati (RJ) foram obtidos
por maceração em diclorometano. Estes
foram então fracionados por cromatografia
em coluna de sílica e por sephadex LH-20.
As frações resultantes foram analisadas
por Ressonância Magnética Nuclear de 1H
e 13C e por Espectrometria de Massas.
Resultados e Discussão
A análise dos dados espectroscópicos
dos componentes majoritários presentes
nos extratos e a comparação com os dados
da literatura permitiu a identificação de 10
substâncias, apresentadas na Figura 1. Do
extrato de Parati e Angra dos Reis foram
isolados os sesquiterpenos obtusano (1),
triquinano (2), elatol (3) e obtusol (4)
juntamente com o ácido palmítico (5). Da
população de Manguinhos, obteve-se o
obtusol (4), cartilagineol (6) e sua
respectiva enona (7), o obtusano (1) em
mistura
com
o
nidificeno
(8),
o
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
H
Br
H
HO
H
9
H
HO
10
Figura 1: Substâncias isoladas de L.
dendroidea do litoral do sudeste
Conclusões
O fracionamento dos extratos resultou no
isolamento de 10 substâncias. Destas, o
ácido palmítico e o obtusol foram isolados
de todas as populações. Os dados obtidos
demonstram a variação na produção de
metabólitos majoritários nas diferentes
populações de L. dendroidea do litoral do
sudeste.
Agradecimentos
À CAPES, CNPQ, FAPERJ, FINEP E
Petrobras.
----------------------------------Konig, G.M.; Wright, A.D.; Sticher, O.; Angerhofer, C.K.;
Pezzuto, J.M. Planta Medica 1994, 60, 532.
2
Machado, F.L.S.; Kaiser, C.R.; Costa, S.S.; Gestinari,
L.M.; Soares, A.R. Revista Brasileira de Farmacognosia
2010, 20(3), 441.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 4
ALGICIDAS INSPIRADOS EM ESPONJAS MARINHAS DO
LITORAL DE ARRAIAL DO CABO - RJ.
William Romão Batista (IEAPM)1*, Maria Helena Campos Baeta Neves (IEAPM) 1, Ricardo
Coutinho (IEAPM)1 , Rosangela Sabbatini Capela Lopes (UFRJ) 2, Cláudio Cerqueira
Lopes (UFRJ)2. E-mail contato: [email protected].
Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira – IEAPM. MB. Rua Kioto, 253, Praia dos Anjos.
Arraial do Cabo- RJ.
2 Laboratório de síntese e análise de produtos estratégicos - Instituto de Química –UFRJ. Cidade
Universitária – Instituto de Química. Sala 508. bloco A.
1
Palavras-chave: glicerofosfocolina; algicida; esponja marinha.
Introdução
Este trabalho tem como objetivo avaliar a
ação algicida produzida por substancias
sintetizadas tendo como base lysoglicerofosfocolinas isoladas de esponjas
marinhas (Butler et al., 1996; Muller et al.,
2004; Genim et al., 2008; Ivanisevic et al.,
2011). A síntese empregada produziu uma
mistura de diferentes lyso-glicerofosfocolinas, as quais foram identificadas pelo
uso de técnicas de cromatografia líquida
acoplada a espectrometria de massas
seqüencial. Na avaliação da ação algicida
foram
utilizadas
três
espécies
de
microalgas representativas dos principais
grupos de organismos formadores do
biofilme marinho: Tetraselmis striata;
Dunaliella tertiolecta e Skeletonema
costatum, sendo a ação algicida do produto
de síntese comparada àquela conseguida
com o uso de sulfato de cobre.
Materiais e Métodos
O procedimento de síntese consistiu de
uma metanólise de lecitinas de soja
(matéria-prima) e produziu uma mistura de
diferentes glicerofosfolipídios que foram
caracterizados pelo uso de cromatografia
líquida acoplada a espectrometria de
massas seqüencial com analisador tipo
iontrap (HPLC-ESI-MSn). Na avaliação das
performances
algicida,
os
glicerofosfolipídios sintetizados foram testados
contra o crescimento de microalgas
marinhas, sendo sua ação algicida
comparada àquela alcançada pelo sulfato
de cobre (controle). Os experimentos foram
realizados em triplicata, onde 15ml de meio
de cultura Conway inoculados com
5x105cel/ml das espécies de microalgas
foram colocados em uma incubadora a
18ºC com ciclo de 12h luz /12h escuro.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Quanto à inibição do crescimento celular
verificou-se que a solução contendo o
produto de síntese apresentou uma inibição
superior àquela produzida pela do CuSO4,
nos seguintes percentuais: 63 % sobre o
crescimento da Diatomácea Skeletonema
costatum; e 38 % sobre a Prasinofícea
Tetraselmis striata, e estatisticamente igual
sobre a Clorofícea Dunaliella tertiolecta,
demonstrando assim, que o produto de
síntese exibe bom nível de atividade
algicida.
Conclusões
Conclui-se que o produto de síntese aqui
avaliado, é uma alternativa econômicamente viável para composição de biocidas
anti-incrustantes, apresentando-se como
uma promissora perspectiva considerando
sua fácil síntese e seu bom desempenho
algicida.
Agradecimentos
Instituto de Estudos do Mar almirante Paulo
Moreira (IEAPM). Fundação de Estudos do
Mar (FEMAR). Marinha do Brasil (MB).
----------------------------------1 Butler, A.J.; van ALTENA, I.A. e DUNNE, S.J.
Antifouling activity of lyso-platelet activating factor
extracted from Australian sponge Crella incrustans. Journal
of Chemical Ecology, v.22, n.11, p.2041-2061. 1996.
2 Muller, W.E.G. et al. Molecular/chemical ecology in
sponges: evidence for an adaptive antibacterial response in
Suberites domuncula. Marine Biology, v.144, p.19-29. 2004.
3 Genim, E.; et al. New trends in phospholipids class
composition of marine sponges. Comparative Biochemistry
and Physiology, Part B., v.150, p.427-431. 2008.
4 Ivanisevic, J. et al. Lysophospholipids in the
mediterranean sponge oscarella tuberculata: seasonal
variability and putative biological role. Journal of Chemical
Ecology, v.37, p.537-545. 2011.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 5
CONFIGURAÇÃO ABSOLUTA DO PEPTÍDEO
CICLOZANTHOXYLANO A DE Zanthoxylum rigidum
Tereza A. N. Ribeiro (PG)*1, Letícia R. da Silva (IC)1, Rosane Nora Castro (PQ)1, Paulo T.
Sousa Jr. (PQ)2, Mario G. de Carvalho(PQ)1,3 [email protected]
1Programa
de Pós-Graduação em Química, ICE- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR 465
KM 07, 23890-000-Seropédica-RJ, 2Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais – Dpto. de
Química, Universidade Federal de Mato Grosso, Av. Fernando Corrêa nº2367, 78060-900 Cuiabá-MT,
3Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Bloco H, CCS-UFRJ, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ.
Palavras-chave: pentaciclopeptídeo, Zanthoxylum rigidum, reagente de Marfey, CLAE
Introdução
Há poucos registros de peptídeos cíclicos
em espécies de Rutaceae, como por
exemplo, a evolidina e citrusinas em
espécies de Citrus e clausenaina I e
clausenaina
B
em
Clausena
anisumolens1,2,3. Em trabalho anterior sobre
estudo químico de Z. rigidum é descrito o
isolamento e identificação de vários
metabólitos especiais como flavonóides,
lignanas, terpenos, etc., além de um novo
peptídeo pentacíclico, nomeado como
ciclozanthoxylano A, ciclo(-Phe-Gli-Ala1Leu-Ala2-)4,5. Neste trabalho é relatada a
determinação da configuração absoluta dos
aminoácidos deste ciclopeptídeo utilizando
a metodologia de Marfey adaptada6.
Materiais e Métodos
O peptídeo ciclozanthoxylano A foi isolado
após
sucessivos
fracionamentos
cromatográficos do extrato metanólico das
folhas de Z. rigidum. A elucidação
estrutural do mesmo foi realizada através
de técnicas de RMN 1D, 2D e LC-MS4,5.
Para definir a configuração absoluta do
peptídeo fez-se análise dos produtos de
hidrólise e de padrões dos ácidos
aminados com reagente de Marfey6.
Hidrólise: o peptídeo (1 mg) foi dissolvido
com 1 mL de HCl 6 N e submetido a
aquecimento (110 ºC) por 14 h. Após
resfriada, a solução foi seca e dissolvida
em 100 L de água. Preparação e análise
dos derivados: na preparação dos
derivados seguiu-se a metodologia de
Marfey6, reação com N-(5-flúor-2,4dinitrofenil)-L-alaninamida (L-FDAA). A
análise foi efetuada por CLAE-DAD, em
coluna C18 (25 cm x 4,6 mm x 5 m),
usando como fase móvel um gradiente de
MeCN e solução aquosa de CF3COOH
(pH= 3,1) variando de 28 a 55% de MeCN,
por 35 minutos. O fluxo foi mantido a 1
mL/min. e detecção em 340 nm.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
A análise dos picos dos cromatogramas
dos produtos dos padrões de ácidos
aminados (AA) e dos AA resultantes da
hidrólise do peptídeo permitiu comparar os
tempos de retenção dos diferentes
produtos e definir a configuração absoluta
do pentapeptideo ciclozanthoxylano A,
estrutura abaixo:
Gli
L-Ala1
O
H
L-Phe
H
N
N
O
O
O
NH
ciclozanthoxylano A
NH
NH
L-Ala2
O
L-Leu
Tempos de retenção do padrão (tr): Gli-LFDAA (9,30), L-Ala-L-FDAA (10,94) D-AlaL-FDAA (14,56), L-FDAA (15,51), L-Phe-LFDAA (26,92), L-Leu-L-FDAA (27,22), DPhe-L-FDAA
(29,92),
D-Leu-L-FDAA
(30,83); peptídeo: Gli-L-FDAA (9,45), L-AlaL-FDAA (11,10), L-FDAA (15,79), L-Phe-LFDAA (27,11), L-Leu-L-FDAA (27,37).
Conclusões
Os tempos de retenção dos ácidos
aminados L foram semelhantes aos obtidos
com os produtos da hidrólise do peptídeo.
Sendo assim, a estrutura foi definida como
ciclo(-L-Phe-Gli-L-Ala1-L-Leu-L-Ala2-).
Agradecimentos
CAPES, CNPq, FAPERJ, CPP, FAPEMAT, INAU
Referências Bibliográficas:
1
Wang, Y. et al., Helv. Chim. Acta, 88, 2005, 2345-2348.
Wang, Y. et al.,J. Braz. Chem. Soc., 20, 2009, 478-481.
3
Morita, H. & Takeya, K. Heterocycles, 80, 2010, 739-764.
4
Ribeiro et al. Anais do 3rd BCNP, 2011.
5
Ribeiro et al. Helv. Chim. Acta , 2012, (aceito).
6
Marfey, P. Carlsberg Res. Commu., 49, 1984, 591-596.
2
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 6
Reavaliação de métodos cromatográficos na purificação de
curcuminoides.
Thayssa da S. F. Fagundes (IC),* Fernanda da S. Cardeal (IC), Karen Danielle B. Dutra
(PG),
Alessandra
L.
Valverde
(PQ).
Rosângela
de
A.
Epifanio
(PQ).
*[email protected]
Lapromar - Departamento de Química Orgânica - Instituto de Química – UFF
Palavras-chave: Curcuma longa, curcuminoides, sílica impregnada.
Introdução
A cúrcuma (Curcuma longa L.), planta
pertencente à família Zingiberacea, é
utilizada na culinária de vários países
devido a propriedades conservantes,
coloração e sabor característico. Seu
rizoma possui três principais constituintes
não voláteis que são os seguintes
pigmentos fenólicos: desmetoxicurcumina
(1), bisdesmetoxicurcumina (2) e curcumina
(3).1 Estudos sugerem que 3 possui
propriedades antioxidante, anti-inflamatória,
anticancerígena,2 antifúngica, além de
potencial contra Alzheimer.3 A substância 3
é facilmente obtida por cristalização. No
entanto, a purificação dos produtos
minoritários 1 e 2 é mais elaborada
envolvendo diversas etapas. Rasmussen e
cols. afirmam que a impregnação de sílica
com NaH2PO4 melhora a resolução dos
curcuminoides, além de diminuir o efeito
cauda.4,5 Apesar desta afirmação, não
houve comparação entre o método descrito
e aquele sem impregnação. Experimentos
preliminares realizados em disciplinas
experimentais
nos
revelaram
que,
aparentemente, o uso de bifosfato não
alterava a resolução dos curcuminoides.
Este trabalho tem como objetivo comprovar
se realmente o uso de NaH2PO4 altera a
eficiência da cromatografia na separação
de 1-3, seja em camada delgada ou coluna.
µm) impregnada ou não com solução de
NaH2PO4 (5%),4 além de gradiente de
CH2Cl2:AcOEt como fase móvel nas
mesmas proporções citadas pelos autores.
A eficiência dos métodos foi analisada por
CCD utilizando CH2Cl2:MeOH (10:0,5)
como eluente. A impregnação do bifosfato
em CCD também foi testada imergindo as
placas em NaH2PO4 aq. (5%), secando ao
ar, e ativando por 30 minutos em estufa à
80oC.
Resultados e Discussão
A análise das frações das colunas por CCD
não mostrou variação quanto à eficiência
das duas colunas na separação dos
curcuminoides 1, 2 e 3. Tanto o rendimento
como
as
frações
obtidas
foram
considerados iguais. Na cromatografia em
camada delgada o efeito cauda foi
ligeiramente menor na placa impregnada
sem, no entanto, alterar a resolução entre
os curcuminoides.
Conclusões
Conclui-se que a impregnação de sílica
com NaH2PO4 não altera a eficiência do
método cromatográfico para a purificação
de curcuminoides. Já comparando as
CCDs, mesmo com os ligeiros aspectos
observados a favor da placa impregnada,
esta não foi considerada de grande
eficiência comparada à outra, pois suas
diferenças foram pouco significativas.
Agradecimentos
CNPq, CAPES-REUNI
Materiais e Métodos
Na purificação através de cromatografia
líquida à vácuo (CLV) utilizou-se 1g de
extrato de cúrcuma para cada coluna e fezse pastilha com 2g de celite. Utilizou-se
como fase estacionária sílica gel H (5 – 25
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
----------------------------------1.Jayaprakasha, G. K.; Jagan, L.; Rao, M.; Sakariah, K. K.
Trends in Food Science & Technology 2005, 16 (12), 533548.
2. Darvesh, A. S.; Aggarwal, B. B.; Bishayee, A., Current
Pharmaceutical Biotechnology 2012, 13 (1), 218-228.
3. Pavuluri.G, Senthil Kumar. K, Hareesha. Ch, Madhuri. K
and Swathi. K.V. International Journal of Pharmaceutical,
Chemical and Biological Sciences 2011, 1(1), 48-56
4.Rasmussen, H. B.; Christensen, S. B.; Kvist, L. P.;
Karazmi, A., Planta Medica 2000, 66 (4), 396-398.
5.Peret-Almeida, L.; Cherubino, A. P. F.; Alves, R. J.;
Dufosse, L.; Gloria, M. B. A., Food Research International
2005, 38 (8-9), 1039-1044.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 7
ESTUDO DE FUNGICIDAS RESIDUAIS EM ÓLEOS ESSENCIAIS
CÍTRICOS NACIONAIS
Aline R. Silva1,2 (IC)*, Andréa A.R. Alves2 (PG), Humberto R. Bizzo3 (PQ), Claudia M.
Rezende2 (PQ), Carmelita G. Silva (PQ)1
[email protected]
Federal do Rio de Janeiro – IFRJ – Campus Nilópolis - RJ
Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ.
3 EMBRAPA Agroindústria de Alimentos – RJ
1 Instituto
2
Palavras-chave: Resíduos fungicidas, óleos essenciais cítricos, CG-EM-MSI.
T IC : T S C A N _ ~ 1 .D
A b u n d a n c e
1 0 0 0 0 0 0
Introdução
9 0 0 0 0 0
8 0 0 0 0 0
Amostra em SCAN
7 0 0 0 0 0
Os óleos essenciais (OE) são largamente
utilizados nas indústrias de cosméticos,
farmacêutica e alimentícea1. O Brasil é um
dos grandes exportadores de produtos
agrícolas, principalmente óleos essenciais
cítricos e é também um dos maiores
consumidores de fungicidas, cuja função é
destruir ou inibir a ação dos fungos2.
Com isso, o Brasil tem buscado se adequar
às normas de controle de resíduos de
pesticidas, devido a grande cobrança do
mercado internacional.
Para tanto, o objetivo desse trabalho é
investigar resíduos de fungicidas em óleos
essenciais cítricos brasileiros.
6 0 0 0 0 0
1 3 .5 9
5 0 0 0 0 0
4 0 0 0 0 0
3 0 0 0 0 0
1 3 .3 5
2 0 0 0 0 0
1 3 .8 9
2 4 .3 6
1 0 0 0 0 0
1 71. 7
5 .28 1
T im e - - >
0
1 3 .0 0
1 4 .0 0
1 5 .0 0
1 6 .0 0
1 7 .0 0
T IC :
2 1 .7 9
1 8 .0 0
1 9 .0 0
T 1 S IM
1 ~ 1 .D
2 0 .0 0
2 1 .0 0
2 2 . 62 03 . 1 7
2 2 .0 0
2 3 .0 0
2 4 .0 0
A b u n d a n c e
1 3 .5 9
9 0 0 0
Amostra em SIM
8 0 0 0
7 0 0 0
6 0 0 0
5 0 0 0
4 0 0 0
3 0 0 0
2 0 0 0
2 2 .29 32 . 3 1
1 7 .5 2
1 0 0 0
T im e - - >
0
1 3 .0 0
1 4 .0 0
1 5 .0 0
1 6 .0 0
1 7 .0 0
1 8 .0 0
1 9 .0 0
2 0 .0 0
2 1 .0 0
2 2 .0 0
2 3 .0 0
Amostra dopada em SIM
T IC :
T A N G F1 C .D
A b u n d a n c e
2 0 .0 9
1 3 .5 1
2 3 .3 5
9 0 0 0 0 0 0
8 0 0 0 0 0 0
7 0 0 0 0 0 0
6 0 0 0 0 0 0
5 0 0 0 0 0 0
4 0 0 0 0 0 0
Materiais e Métodos
3 0 0 0 0 0 0
1 7 .4 1
2 0 0 0 0 0 0
2 2 .8 5
1 0 0 0 0 0 0
0
T im e -->
Foram investigados seis fungicidas sendo
esses: carbaril, λ-cialotrina, ditianona,
procloraz, tebuconazol e tiabendazol. Para
análise de possíveis resíduos de fungicidas
nos óleos cítricos, utilizou-se a técnica de
cromatografia em fase gás acoplada à
espectrometria de massas, usando uma
coluna 5% de fenildimetilsiloxano.
A análise se deu a partir dos tempos de
retenção (tR) dos padrões de fungicidas,
nos modos de análise de varredura total
(SCAN) e de monitoramento seletivo de
íons (SIM), usando íons característicos dos
pesticidas. Para a confirmação dos tR’s, as
amostras dos óleos essenciais foram
dopadas com padrões de fungicidas.
2 0 .9 5
1 4 .0 0
Fungicida
Carbaril
1 5 .0 0
1 6 .0 0
1 7 .0 0
1 8 .0 0
1 9 .0 0
Íons característicos
(m/z)
115, 144
2 0 .0 0
2 1 .0 0
2 2 .0 0
2 3 .0 0
Tempo de retenção
(min)
13.51, 17.41
Figura 1 - Cromatogramas do óleo
essencial de tangerina com assinalamento
de resíduo de fungicida carbaril.
Conclusões
Através desse trabalho, conclui-se que há
evidências de fungicidas nos OE, o que faz
necessário
otimizar
a
metodologia,
tornando possível a posterior quantificação
dos resíduos de fungicidas nestes óleos
essenciais cítricos.
Agradecimentos
Resultados e Discussão
A título de ilustração, a figura abaixo
mostra evidências do fungicida carbaril nos
tR de 13,51 e 17,41min no OE de tangerina.
Ainda é possível observar indícios do
fungicida carbaril nos OE de bergamota e
de laranja.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
A IFRJ-Nilopolis, UFRJ, FAPERJ e
EMBRAPA Agroindustria de Alimentos
(RJ). Ao CNPq e a CAPES pelo auxilio
financeiro.
----------------------------------1 BIZZO, H.R, HOVELL, A.MC, REZENDE, C.M. Quím.
Nova, 32, 3, 588, 2009.
2
Argentiere, R. Novíssimo receituário industrial. 4ª ed. São
Paulo: Ícone, p. 411, 1992.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 8
L. brasiliensis: LIPPIA OU LANTANA?
Caroline Vianna Velasco Castilho (PG)¹*, Nancy dos Santos Barbi (PQ)1, Fátima Regina
Gonçalves Salimena (PQ)2, Suzana Guimarães Leitão (PQ)¹, Humberto Ribeiro Bizzo
(PQ)3. [email protected]
1
Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ciências da Saúde, Bloco A
2º andar, Ilha do Fundão - Rio de Janeiro, 21941-590, RJ – Brasil.
2 Departamento de Botânica, Instituto de Ciências Biológicas, UFJF, 33036330, Juiz de Fora, MG.
3 Embrapa Agroindústria de Alimentos. Avenida das Américas, 29501, Rio de Janeiro, 23020-470, RJ
Palavras-chave: Lippia; Lantana; Verbenaceae; óleo essencial.
Introdução
Os gêneros Lippia e Lantana pertencem à
família
Verbenaceae
sensu
strictu,
subfamília Verbenoideae e encontram-se
muito proximamente relacionados, o que
acarreta frequentes identificações errôneas
em herbários (1). Lippia brasiliensis (Link)
T. Silva, conhecida popularmente por
camará branco (2), foi descrita no gênero
Lantana sect. Sarcolippia por apresentar
fruto com endocarpo espesso e mesocarpo
tênue. A transferência para o gênero Lippia
se justifica pela presença de frutos 2pirenados. Trabalho recente mostrou
diferença entre a composição química do
óleo essencial de espécies de Lippia e
Lantana, sugerindo o sesquiterpeno βcariofileno
como
principal
marcador
químico de Lantana, seguido de βcubebeno, elixeno e β-felandreno (3).
Tendo em vista que não há estudos
químicos para L. brasiliensis, este trabalho
objetivou investigar a composição química
do óleo essencial de suas partes aéreas,
por CG-DIC e CG-EM, visando contribuir
para a taxonomia desta espécie.
Materiais e Métodos
O óleo essencial das partes aéreas de L.
brasiliensis, coletadas em Juiz de Fora
(MG), foi extraído em aparelho de
Clevenger por 2h. A análise da composição
química foi conduzida em cromatógrafo à
gás acoplado a detector de ionização em
chama (CG-DIC) e espectrômetro de
massas (CG/EM) em sistema Agilent
5973N equipado com coluna capilar
HP5MS (30m X 0,25mm X 0,25m). A
temperatura do forno variou de 60 a 240ºC
(3ºC/min). Injetou-se 1L de solução a 1%
do óleo essencial com divisão de fluxo de
1:20 em injetor aquecido a 250ºC. O
detector de massas foi operado no modo
ionização eletrônica (70eV). Os índices de
retenção lineares (IRL) foram calculados a
partir da injeção de uma série homóloga de
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
n-alcanos, na mesma coluna e condições
anteriores. Os espectros de massas foram
comparados com dados de espectroteca
Wiley e dados da literatura (4).
Resultados e Discussão
O óleo essencial de Lippia brasiliensis
apresentou baixo rendimento (<0,1%),
aspecto transparente e odor pouco
aromático. Neste óleo foram detectadas
108 substâncias, cujos componentes
majoritários foram linalol (4,2%), δ-elemeno
(3,1%), β-elemeno (2,3%), β-cariofileno
(16,4%), germacreno D (13,4%) e fitol
(13,5%).
Conclusões
A análise do óleo essencial de L.
brasiliensis sugere uma proximidade maior
com as características até o momento
descritas para espécies do gênero Lantana:
baixo teor de óleo com predominância de
sesquiterpenos ao invés de monoterpenos,
destacando a presença de β-cariofileno
como componente majoritário e marcador
químico de Lantana.
Agradecimentos
CNPq e FAPERJ.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹Silva, T.R.S. & Salimena, F.R.G. 2002. Novas
combinações e novos sinônimos em Lippia e Lantana
(Verbenaceae). Darwiniana. 40 (1-4): 57-59.
2
Corrêa, P.M. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das
Exóticas Cultivadas. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional,
V.I, 1926. 413 p.
3
Filho, J.G.S.; Xavier, H. S.; Filho, J. M. B.; Duringer, J.
M. A chemical marker proposal for the Lantana genus:
Composição of the essential oils from the leaves of Lantana
rotula and L. canescens. Natural Product Communications.
5 (4): 635-640.
4
Adams, R.P. Identification of essential oils components by
gas chromatography/mass spectrometry. 4th ed. Carol
Stream, USA: Allured Publishing Co., 2007. 804 pp.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 9
Atratividade das substâncias (E)-2-decenal e (E)-2-dodecenal
frente à oviposição do mosquito A. (Stegomyia) aegypti (L.).
Rafael Ferreira da Silva (PG)¹*, Maria Cristina Caño de Andrade (PQ) 2, Andressa Patrícia
dos Santos (IC), Ataline Lima dos Santos (IC), Aglaupe Meira Bastos Melo (IC).
*[email protected]
1 Laboratório
de Análise de Aromas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Av. Athos da Silveira Ramos
149 Bloco A - 7° andar. Cidade Universitária - Rio de Janeiro - RJ.
2 Laboratório de Síntese e Isolamento de Feromônios (LaSIF), Universidade Federal de Alagoas,
Campus A. C. Simões - Av. Lourival Melo Mota, s/n, Cidade Universitária - Maceió – AL.
Palavras-chave: Aedes aegypti, oviposição, dengue.
Introdução
A resistência do mosquito A.
aegypti aos inseticidas registrada em
diversos estados do Brasil (LIMA et al.,
2006; BESERRA et al., 2007), indica a
necessidade
urgente
de
planejar
estratégias de controle alternativo, como o
uso de armadilhas de oviposição contendo
água, juntamente com um semioquímico
atraente.
Este trabalho consistiu no estudo
comportamental da resposta de oviposição
do mosquito A. aegypti frente às
substâncias (E)-2-dodecenal e (E)-2decenal em diferentes concentrações.
Materiais e Métodos
Para os bioensaios foram utilizadas
10 gaiolas (30 X 30 X 30 cm) com 25
fêmeas e 10 machos cada. Os bioensaios
foram realizados 3 dias após o repasto
sanguíneo.
Foram realizados testes de dupla
escolha, duas soluções, teste e controle,
foram
dispostas
diagonal
e
randomicamente em cada gaiola. Para a
análise estatística foi utilizado o Índice de
Atividade de Oviposição (IAO), como
descrito por Kramer & Mulla (1979). IAO >
+0,3 indica solução atrativa, IAO < -0,3
indica solução repelente.
Resultados e Discussão
As tabelas 1 e 2 resumem os valores de
IAO dos bioensaios.
Tabela 1. Bioensaios com (E)-2-dodecenal
Concentrações (ppm) IAO
100
+ 0,0100
10
- 0,191
1
-0,01789
0,1
+ 0,2868
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
A resposta oviposicional com o (E)-2dodecenal foi melhorada com a sua
diluição, chegando próximo de atratividade
satisfatória (IAO > +0,3) na concentração
de 0,1 ppm.
Tabela 2. Bioensaios com (E)-2-decenal
Concentrações (ppm)
IAO
100
- 0,8215
10
+ 0,091
1
+ 0,0149
A 100 ppm a substância (E)-2-decenal se
mostrou repelente (IAO < -0,3). No entanto,
à concentração menor o IAO aumentou
indicando
melhora
na
resposta
oviposicional.
Conclusões
Embora as concentrações testadas
não resultar em atratividade satisfatória, foi
comprovado que à medida que a
concentração das substâncias testes
diminuiu houve melhora na resposta
comportamental de oviposição. Sendo
necessário mais testes comportamentais
com soluções de concentrações ainda
menores e testes para verificar a sinergia
das substâncias no comportamento de
oviposição do mosquito A. aegypti.
Agradecimentos
À UFAL, CNPq.
----------------------------------BESERRA, E. B. et al. Resistência de Populações de A.
aegypti (L.) (Diptera: Culicidae) ao Organofosforado
Temefós na Paraíba. Neotropical Entomology, Londrina, p.
303-307, 2007.
LIMA, E. P. et al. Resistência do A. aegypti ao Temefós em
Municípios do Estado do Ceará. Epidemiol. Serv. Saúde,
Uberaba, v. 39, n. 3, p.279-293, 2006.
KRAMER L.W., MULLA, S.M. Oviposition attractants and
repellents of mosquitoes: oviposition responses of Culex
mosquito to organic infusions. Environ Entomol 8: 11111117, 1979.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 10
ATIVIDADE ANTI-Leishmania amazonensis DO RESVERATROL E
SUA ASSOCIAÇÃO SINÉRGICA COM ANFOTERICINA B
Christian Ferreira (PG)1*, Deivid Costa Soares (PQ)1, Michelle Tanny Cunha do Nascimento (PQ)1,
Lucia Helena Pinto-da-Silva (PQ)2, Elvira Maria Saraiva (PQ)1
1. Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
2. Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Palavras-chave: Resveratrol, Anfotericina B, Atividade Leishmanicida, Isobolograma.
de L. amazonensis, com IC50 (concentração inibitória
Introdução
para 50%) de 27 μM. Em amastigotas intracelulares o
IC50 obtido foi de 42 μM. Por analise isobolográfica a
Leishmanioses são doenças causadas por
associação Rv com AMB, apresentou um efeito
parasitas do gênero Leishmania, que se manifestam
sinérgico para promastigotas de L. amazonensis,
nas formas clínicas cutânea, mucocutânea e visceral1.
assim como para amastigotas. A avaliação da
Os fármacos usados para o tratamento das
citotoxicidade em macrófagos peritoneais murinos
leishmanioses,
antimoniais
pentavalentes,
demonstrou que tanto o Rv quanto a AMB não
anfotericina B (AMB) e miltefosina, apresentam alta
apresentaram toxicidade para estas células.
toxicidade, custo elevado e o surgimento de
Utilizando microscopia óptica demonstramos que
resistência dos parasitas vêm sendo relatado3. A
promastigotas tratados com 100 μM de Rv por 48
associação de produtos naturais com fármacos já
horas apresentavam um número irregular de núcleos e
utilizados no tratamento de diversas parasitoses,
flagelos em relação aos não tratados. O Rv foi capaz
visando diminuir os efeitos colaterais e aumentar a
de induzir um aumento no percentual de células na
eficácia pode ser uma importante ferramenta para
fase subG0/G1 do ciclo celular. Através do ensaio de
terapia. O resveratrol (Rv (Fig. 1)) é um polifenol
XTT observamos uma diminuição de 37 e 22 % na
presente principalmente em uvas pretas e no vinho
atividade das desidrogenases mitocondrias dos
tinto, com várias atividades biológicas descritas
promastigotas após o tratamento com Rv ou com sua
como: anti-inflamatória, anticâncer e anti-oxidante3.
associação sinérgica com AMB, respectivamente.
O objetivo do nosso estudo é avaliar o efeito do Rv,
Diminuição de 83 e 70 % no potencial mitocondrial
sozinho e em associação com AMB, em Leishmania
medido com a sonda JC-1 foi demonstrada em
amazonensis, uma espécie causadora de leishmaniose
promastigotas tratados com Rv e com sua associação
cutânea e cutânea difusa no Novo Mundo.
sinérgica com AMB, respectivamente.
Conclusões
Figura 1 - Estrutura química do resveratrol.
Materiais e Métodos
Infecção de macrófagos in vitro – Macrófagos de
camundongos BALB/c estimulados com tioglicolato
foram obtidos e infectados com Leishmania
amazonensis conforme descrito por Ferreira et al.4.
Ensaios citotóxicos – A citotoxicidade dos compostos
foi avaliada em macrófagos murinos através dos
testes de XTT, azul de Trypan e fagocitose conforme
descrito por Ferreira et al. 4.
Avaliação do ΔΨm – A avaliação do ΔΨm (potencial
de membrana mitocondrial) foi testado através do kit
mitochondria staining (Sigma-Aldrich) como descrito
por Ferreira et al. 4.
Análise do ciclo celular – Promastigotas e
amastigotas foram avaliados conforme descrito por
Ferreira et al. 4.
Análise isobolográfica – A associação entre Rv
(Sigma-Aldrich) e AMB (Cristália) foi analisada
utilizando-se o isobolograma de acordo com o
método descrito por Ferreira et al. 4.
Nossos resultados demonstram o efeito
anti-Leishmania do Rv e o seu potencial sinérgico
quando associado à AMB, apontando-os como
possíveis substâncias para estudo de terapia de
combinação de fármacos in vivo.
Agradecimentos
FAPERJ, CAPES e CNPq.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1 den Boer, M. L, Alvar, J, Davidson, R. N, Ritmeijer, K.
Balasegaram, M. Developments in the treatment of visceral
leishmaniasis. Expert Opin Emerg Drugs. 14: 395-410,
2009.
2 Croft, S. L. Coombs, G. H. Leishmaniasis – current
chemoterapy and recent advances in the search for novel
drugs. Trends Parasitol. 19: 502-508, 2003.
3 Smoliga, J. M., Baur, J. A., Hausenblas, H. A. Resveratrol
and health--a comprehensive review of human clinical trials.
Mol Nutr Food Res. 55(8):1129-41, 2011.
4 Ferreira, C., Soares, D. C., Barreto-Junior, C. B.,
Nascimento, M. T., Freire-de-Lima, L., Delorenzi, J. C.,
Lima, M. E., Atella, G. C., Folly, E., Carvalho, T. M.,
Saraiva, E. M. Pinto-da-Silva, L. H. Leishmanicidal effects
of piperine, its derivatives, and analogues on Leishmania
amazonensis. Phytochemistry. 72: 2155-2164. 2011.
Resultados e Discussão
Nossos resultados demonstram que Rv
apresenta atividade leishmanicida para promastigotas
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 11
VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE METABOLITOS SECUNDÁRIOS
INTER E INTRAPLANTA DE Nymphoides indica
Nathália Nocchi (PG)1,2, Heitor Monteiro Duarte (PQ)1, Tatiana U. P. Konno (PQ)1 e
Angélica Ribeiro Soares (PQ)1. [email protected] e [email protected] .
1
Grupo de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA), Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), campus Macaé.2 Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais e
Conservação (PPGCiAC) (UFRJ-Macaé)
Palavras-chave: produtos naturais, macrofitas aquaticas variação geográfica, ecologia química.
Introdução
Variações quanti e qualitativas no conteúdo
de metabolitos secundários ocorrem em
diferentes níveis, tanto intraplanta quanto
por variação do ambiente1.
Nymphoides
indica
(L.)
Kunze
(Menyanthaceae) é uma planta aquática de
distribuição
cosmopolita.
Apresenta-se
enraizadas ao substrato, com folhas e flores
flutuantes e, as partes vegetativas e frutos
completamente submersos. A presença de
flavonóides foi descrita para a família2.
O objetivo deste trabalho foi determinar os
Perfis Químicos (PQ) por Cromatografia
Líquida de Alta Eficiência com detector de
Ultravioleta do tipo DAD (CLAE-UV-DAD)
das partes vegetativas e reprodutivas de
duas populações de N. indica.
Materiais e Métodos
Extratos brutos em metanol dos órgãos
vegetativos e reprodutivos (folha, caule, raiz,
pedundulo, flor e fruto) de N. indica,
coletada na Lagoa Paulista e Lagoa
Comprida, Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba (RJ) foram analisados por CLAEUV-DAD (LC, Shimadzu) em coluna C18,
gradiente de eluição Metanol:Água (0 a
100%) com pH 3, e detecção no UV a 254
nm. Os cromatogramas foram previamente
alinhados pelo uso do algorítmo Correlation
Optimized Warping (COW) e logo após
analisados pela Análise dos Componentes
Principais (APC).
Resultados e Discussão
A análise dos cromatogramas revelou uma
alta complexidade dos perfis químicos dos
extratos, sendo os perfis das folhas ,em
ambas as populações, os mais complexos.
Diferenças qualitativas e quantitativas foram
observadas entre todos os extratos.
O método de agrupamento multivariado
permitiu avaliar o grau de similaridade dos
PQ das amostras bem como encontrar as
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
substâncias que mais contribuíram para os
agrupamentos.
Na ACP o Componente Principal (CP) 1 e o
CP 2 explicaram juntos 38,52% da variação
total dos dados. A CP2 separou
nitidamente em dois grupos os extratos das
duas populações de N. indica. Ao analisar
o nível de contribuição da CP2 observa-se
que a principal substância responsável por
essa separação é a que possui o tempo de
retenção em 3,6 min, a mais expressada
nos órgãos da população da Lagoa
Comprida.
As
substâncias
fenólicas
quercetina, floroglucinol, ácido cafeico e
ácido clorogênico foram identificadas nos
cromatogramas através da comparação
com padrões comerciais.
Os locais de coleta das plantas apresentam
características
físico-químicas
muito
distintas, dentre elas a alta concentração
de carbono orgânico dissolvido encontrada
na Lagoa Comprida. Neste trabalho foi
possível sugerir que a variação das
condições
ambientais
influencia
significativamente
a
produção
de
metabóltios secundários em N. indica.
Conclusões
Variações qualitativas e quantitativas dos
PQ foram observadas entre todos os
órgãos e populações sugerindo a
diferenciação na produção de metabóltios
secundários intraplanta e entre populações
de N. indica. Dentre todos os perfis, os
extratos das folhas da população da Lagoa
Paulista foi a que apresentou a maior
concentração e variedade de substâncias
fenólicas.
Agradecimentos
FAPERJ, CNPq e CAPES.
----------------------------------¹ Bohm, B. A et al.1986. Amer. J. Bot. 73(2):204-213.
² Globo-Netto, L. e Lopes, N. P.; quim. nova, 2007, 30
(1):374
3
Esteves, F. A. & Scarano, F. R. (Ed). 2004. RiMa, 255 272.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 12
ATIVIDADES IMUNOFARMACOLÓGICAS DA ESPÉCIE VEGETAL
Schinus terebinthifolius RADDI
Isabela Francisca de Jesus Borges Costa (PG)1*, Natalia Ribeiro Bernardes (PG) 2, Michelle Frazão Muzitano
(PQ)1,Daniela Barros de Oliveira (PQ)2. [email protected].
1
Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rua Alcides da Conceição,
Macaé,RJ. Tel/Fax: (22) 2791-3871 - ramal 231. 2 Laboratório de Química de Alimentos, Universidade Estadual
do Norte Fluminense.Av. Alberto Lamego, 2000. Campos dos Goytacazes.
Palavras-chave:Inflamação,aroeira,antiinflamatória.
Introdução
Schinus terebinthifolius Raddi (aroeira) é uma espécie
nativa da flora brasileira conhecida por possuir
propriedades
medicinais
como,
antioxidante,
antileishimanial e anti-inflamatória (BRAGA et al, 2009).
(CERUKS, 2007). O objetivo deste trabalho é
aprofundar o estudo da composição química e dos
efeitos imunofarmacológicos dos frutos e das folhas
de aroeira. Foi avaliada a capacidade dos extratos
aquoso e metanólico dos frutos, na inibição da produção
de óxido nítrico (NO) produzido por macrófagos. Os
mesmos extratos foram obtidos a partir das folhas, para
comparação.
Foram
avaliados
também
a
linfoproliferação e a atividade antioxidante.
humanos, utilizando o extrato, frações e substância
isolada obtidos dos frutos de aroeira. Todas as
amostras testadas foram capazes de inibir a proliferação
dos linfócitos humanos estimulados com PHA,
especialmente o extrato metanólico e a apigenina. A
atividade observada foi similar a obtida com o padrão
positivo utilizado, Ciclosporina A. O extrato metanólico
apresentou atividade antioxidante superior a 90%
quando comparado com o antioxidante BHT. Foram
preparadas mudas monoclonais in vitro. Os extratos in
vitro foram comparados com o da matriz em relação a
sua atividade biológica. Na comparação dos extratos
da matriz e de plântulas in vitro, pode-se notar que
dentre os extratos (folhas matriz e in vitro) o que
apresentou maior atividade foi o extrato folha in vitro e
o extrato da raiz in vitro mostrou se a mais ativa das
amostras.
Materiais e Métodos
Para verificar o mecanismo de inibição de NO pelos
extratos, macrófagos RAW 264-7 foram cultivados na
presença de LPS por 12h, os extratos dos frutos das
folhas matriz e também in vitro, frações e substância
isolada do fruto foram adicionados no meio, em
triplicata. Após 48h a quantidade de NO foi
determinada através do método de Griess. A
avaliação da atividade antioxidante foi realizada pelo
método do radical livre DPPH.
(KOLEVA et al, 2002). Para avaliar se os extratos são
capazes de sequestrar o NO ou se atuam na inibição
da iNOS, foi realizado um experimento com o doador
de óxido nítrico o nitroprussiato de sódio (SNP). Foi
realizado o ensaio de linfoproliferação para avaliar a
atividade antiinflamatória crônica (WANG et al., 1998).
Neste foi usado a cyclosporina (inibidor) como
fármaco controle e o PHA (mitógeno). O experimento
foi incubado por 72 horas e a inibição da proliferação
de linfócitos humanos foi avaliada pelo método
(colorimétrico) de viabilidade (MTT).
Resultados e Discussão
O extrato metanólico dos frutos foi identificado
como o mais ativo, e, portanto, mais promissor. Foram
então avaliadas as frações e substância isolada obtidas
da purificação do extrato metanólico. Comparando o
IC50 das amostras, pode-se observar que a fração
flavonoídica A3 e a substância isolada apigenina
mostraram-se ativas na inibição da produção de NO.
O estudo inicial realizado sobre o mecanismo de ação
das amostras dos frutos da aroeira, sugere que estas
podem inibir a expressão da iNOS. Estudos revelam
que substâncias capazes de inibir a produção de NO,
pela supressão ou atividade da iNOS, possuem um
excelente potencial como alvos terapêuticos em
processos inflamatórios.Neste trabalho também foi
avaliado a inibição da proliferação de linfócitos
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Conclusões
Esse
trabalho
permitiu
verificar
o
perfil
imunomodulador do extrato da aroeira, selecionar o
tipo de extrato mais ativo, avaliar frações e
substâncias isoladas em busca das responsáveis pela
ação do extrato e avaliar inicialmente indivíduos
monoclonais obtidos a partir da matriz ativa. Esses
dados contribuem para justificar o uso popular da
aroeira como anti-inflamatória.
Agradecimentos
UFRJ-Macaé; UENF; e CNPq.
Referências Bibliográficas:
BRAGA, F. G.; BOUZADA, M. L. M.; FABRI, R. L., MATOS, M. O.;
MOREIRA,F. O., SCIO, E.; COIMBRA, E. S. (2009). Antileishmanial and
antifungal activity of plants used in traditional medicine in Brazil. Journal
of Ethnopharmacology. 111:396–402., CERUKS, M.; ROMOFF, P.;
FÁVERO O. F. G.; ENRIQUE, J. G. (2007). Polar phenolic constituents
from Schinus terebinthifolius Raddi (Anacardiaceae). Química Nova. 30:
597-599., HAMALAINEM, M.; NIEMINEN, R.; VUORELA, P.;
HEINONEN, M.; MOILANEN, E. (2007). Anti-inflammatory effects of
flavonoids: Genistein, Kaempferol, Quercentin, and Daidzen inhibit
STAT-1 and NF-kB activation along with their inhibitory effect on iNOS
expression and NO production in activated macrophages. Mediators of
inflammation. 1:1-10., KOLEVA, L. I.; VAN BEEK, T .A.; LINSSEN, J. P.
H.; DE GROOT, A.; EVSTATIEVA, L. N. (2002). Screening of plant
extracts for antioxidant activity: a comparative study on three testing
methods. Phytochemical Analysis. 13:8-17.,. ,WANG, X-W & XU, B.
(1998). Immunostimulatory action of L-4-oxalysine counteracts
-fetoprotein. European Journal of
Pharmacology 351: 105–111.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Apresentação oral 13
ATIVIDADE ANTINEOPLÁSICA IN VITRO DO EXTRATO BRUTO E DOS
SESQUITERPENOS HALOGENADOS DA ALGA Laurencia dendroidea
Maíra Barcellos Marini (PG)1*, William Rodrigues de Freitas (PG) 2, Angélica Ribeiro
Soares (PQ)33, Michelle Frazão Muzitano (PQ)1, Milton Masahiko Kanashiro (PQ) 2.
[email protected].
1
Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rua Alcides da
Conceição, 159 - Novo Cavaleiros - CEP.: 27933-378 - Macaé - RJ
Tel/Fax: (22) 2791-3871 - ramal 231. 2 Grupo de Pesquisa em caracterização de compostos com atividade
antitumoral, Universidade Estadual do Norte Fluminense Dacy Ribeiro 3 Grupo de Pesquisa em Produtos
Naturais de Organismos Aquáticos, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Palavras-chave: Laurencia dendroidea, sesquiterpenos, câncer, antineoplásicos.
Introdução
Em escala global, o câncer se tornou um grande
problema de saúde publica, já que se trata de 27
milhões de novos casos de câncer, 17 milhões de
novas mortes por câncer e um número alarmante
de 75 milhões de pessoas vivas diagnosticadas
com câncer1. Na busca por novos fármacos para o
tratamento do câncer, foram testados neste
trabalho os efeitos antineoplásicos induzidos in
vitro pelo extrato bruto da espécie de alga
vermelha Laurencia dendroidea e pelos seus
sesquiterpenos (-) Elatol e Obtusol, sendo este
trabalho pioneiro na avaliação antineoplásica dos
sesquiterpenos.
Materiais e Métodos
As células U937, (leucemia de origem mielóide),
Colo-205 (adenocarcinoma de cólon), Jukart
(leucemia de origem linfóide) e B16F10 (melanoma
murino) foram cultivadas em meio D-MEM F12
(Gibco, BRL) suplementado com 20µg/mL de
gentamicina (Gibco, BRL) e 10% de soro fetal
bovino (Gibco, BRL), as culturas foram mantidas
em estufa (Forma Scientific Inc., modelo 3159) a
37ºC, com 5% de CO2 e umidade controlada. As
células mononucleares do sangue periférico
humano (PBMC) foram obtidas a partir de 30 mL
de sangue de indivíduos saudáveis. A separação
foi processada conforme a metodologia descrita
por Bennett e Breit (1994) utilizando centrifugação
em gradiente de FICOLL (GE,PM400). A
viabilidade celular foi avaliada pelo método de
MTT2 e a liberação de LDH pelo método de LDH3,
após o período de 48 horas de incubação com o
extrato bruto e com os sesquiterpenos nas
concentrações de 100, 10 e 1 µg/mL. Para
verificação do tipo de morte celular foi feito um
ensaio de microscopia de fluorescência no tempo
de 12, 24 e 48 horas com coloração por 10 μg/mL
brometo de etídeo e 10 μg/mL laranja de acridina,
onde foram avaliadas a morfologia de 300 células
por campo descriminando-as em apoptóticas,
necróticas e normais.
U937 foram tratadas com os sesquiterpenos,
chegando a 80%de Liberação de LDH no tempo de
48 horas para o tratamento com o Obtusol e para o
extrato bruto no tratamento da U937 na maior
concentração foi obtido 42,19 ± 8,13% de
Liberação de LDH. O extrato bruto e os
sesquiterpenos não apresentaram uma acentuada
redução da viabilidade celular do PBMC não
ultrapassando 30% de redução na viabilidade
celular, indicando uma seletividade dos compostos
as células de origem tumoral. Os resultados
sugestivos de apoptose obtidos pelos testes de
MTT e LDH foram confirmados pelas análises por
microscopia de fluorescência. O (-) Elatol induziu
80% de apoptose e o Obtusol induziu 71% de
apoptose no tempo 12 horas para concentração
de100 μg/mL em células Colo205, linhagem celular
que é resistente ao tratamento com cisplatina4. Os
resultados obtidos foram comparados com aqueles
do flavonóide Quercetina, que é uma substância
natural que se encontra em fase de estudo clínico
para o tratamento do câncer5.
Conclusões
O (-) Elatol e o Obtusol apresentaram-se mais
ativos do que o fármaco padrão quercetina ao
longo dos testes mostrando que ambos são
promissores para continuidade dos estudos
farmacológicos no contexto do câncer.
Agradecimentos
UFRJ-Macaé; UENF; FAPERJ e CNPq.
Referências Bibliográficas:
¹ WHO, World Health Organization. Câncer. Publicação on line
disponível em http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/.
2
Morgan, D. M. L. Tetrazolium (MTT) Assay for Cellular Viability and
Activity. Methodsin Molecular Biology. v.79, p.179-184, 1997.
3
Racher, A.J., Looby, D., Griffiths, J.B. Use of lactate dehydrogenase
release to assess changes in culture viability Cytotechnology . v.3, n.3, p.
301- 307, 1990.
4
Medina, J. C.; Shan, B.; Beckmann, H.; Farrell, R. P.; Clark, D. L.;
Learned, R. M.; Roche, D., Li, A.; Baichwal, V.; Case, C.; Baeuerle, P.
A.; Rosen T.; Jaen, J. C. Novel Antineoplastic Agents With Efficacy
Against Multidrug Resistant Tumor Cells. Bioorganic E Medicinal
Chemistry. V.6,P.2653-2656, 1998.
5
Ferry, D. R., Smith, A., Malkhandi, J., Fyfe, D.W., Detakats, P. G.,
Anderson, D., Baker, J., Kerr, D. J. Phase I clinical trial of the flavonoid
quercetin: pharmacokinetics and evidence for in vivo tyrosine kinase
inhibition. Clin Cancer Res. Apr;2(4):659-68, 1996.
Resultados e Discussão
As células U937, Jurkat e Colo205 foram sensíveis
ao tratamento com o extrato bruto e
sesquiterpenos,
mostrando
uma
atuação
concentração-dependente dos compostos. Houve
acentuada liberação de LDH quando as células
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painéis
Painéis (P1-P79)
P1
Danielle Simone de
Carvalho Lugato
POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DE Passifora alata
Curtis OBTIDOS POR DIFERENTES MÉTODOS
P2
Talita Shewry de
Medeiros Rocha
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIMES DE AROEIRA POR
CLAE-UV E DE SUA ATIVIDADE NA SERCA
P3
Ricardo Diego Duarte
Galhardo de
Albuquerque
ESTUDO FITOQUÍMICO E BIOLÓGICO DA ESPÉCIE Xylopia
ochrantha (Mart.)
P4
Gilda Guimarães
Leitão
OTIMIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO DA QUINONA 7-hidroxiroileanona DO EXTRATO DE FOLHAS DE Tetradenia ripaia
P5
Juliana Montani
Raimundo
ATIVIDADE VASODILATADORA DE EXTRATOS DE ESPÉCIES DE
PLANTAS OCORRENTES NO NORTE FLUMINENSE
P6
Flávia Bento Lana
Henriques
QUANTIFICAÇÃO DE FENÓIS TOTAIS E ATIVIDADE
ANTIOXIDANTE EM AMOSTRAS DE Ocimum americanum
P7
Amaro Chaves Ramos
APLICAÇÃO DA CROMATOGRAFIA CONTRACORRENTE NO
ISOLAMENTO DE PORFIRINAS DE Gallesia integrifolia
P8
Kamilla Coelho
Morais Rodrigues
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E QUANTIFICAÇÃO DE TEORES DE
FLAVONOIDES E FENOIS DE Vernonia condensata
P9
Priscila Elias Alves
ESTUDO QUÍMICO DE Guarea guidonea
P10
Monica Barcelos de
Souza Lopes
AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DE CUMARINA E
PROCEDIMENTOS EM GUACO (Mikania glomerata)
P11
Diego Rangel Cardoso
Silva
SÍNTESE E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA E
ANTIMICROBIANA DE DERIVADOS 5,7-DIHIDROXICUMARINA
P12
Maria Carolina
Anholeti da Silva
Atividade citotóxica e antiherpética (anti HSV-1) dos extratos e
substâncias isoladas a partir de Clusia fluminensis Planch &
Triana
P13
Felipe Stanislau
Candido
CONSTITUINTES APOLARES DE Piper Cabralanum C.DC
(Piperaceae)
P14
ADRIANA ROCHA
DUTRA
Avaliação da Atividade Antioxidante de Espécies Vegetais da
Restinga de Jurubatiba
P15
Mayara Antunes da
Trindade Silva
ENSAIOS PRELIMINARES DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DA
ESPÉCIE Eichhornia crassipes (Mart.) Solms
P16
Marlon Heggdorne de
Araújo
ATIVIDADE ANTIMICOBACTERIANA DE EXTRATOS ETANÓLICOS
E FRAÇÕES ALCALOÍDICAS DE Psychotria spp
P17
Lorena Rodrigues
Riani
Avaliação da citotoxidez de extratos brutos de Piper
chimonanthifolium Kunth. Em Artemia salina
P18
Catharina Eccard
Fingolo
CUMARINA EM Dorstenia arifolia (Moraceae)
P19
Mathias Moraes
Abrão
AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIMICROBIANO E CITOTÓXICO
DE Plantago australis LAM.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painéis
P20
Víctor de Carvalho
Martins
ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE MÉIS
COMERCIALIZADOS EM SÃO JOÃO DE MERITI-RJ
P21
Taiane S. Carvalho
Estudo Químico de Extratos de Solidago chilensis Meyen
P22
Mariana Martinelli
Junqueira Ribeiro
ANATOMIA FOLIAR E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Abuta
convexa (Vell.) Diels (MENISPERMACEAE)
P23
Isabella do Vale de
Souza
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DAS FOLHAS E
FRUTOS DE Solanum paniculatum.
P24
LETICIA LIMA DIAS
MOREIRA FERREIRA
EXTRATO ETANÓLICO DE M. moricandiana PROMOVE
VASODILATAÇÃO VIA PRODUÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO
P25
Rayane Natashe
Gonçalves
Enzimas Proteolíticas de Leguminosas
P26
Rafael Portugal Rizzo
Franco de Oliveira
DESENVOLVIMENTO DE NANOEMULSÃO DE ÓLEO ESSENCIAL
DE Rosmarinus officinalis
P27
Marcela Gomes
Vianna
DETERMINAÇÃO DO POTENCIAL ANTIOXIDANTE E DO
CONTEÚDO FENÓLICO DE PLANTAS DE Passifora suberosa L.
P28
Bianka de Oliveira
Soares
CHARACTERIZATION OF Petiveria alliacea L. FROM RIO DE
JANEIRO, BRAZIL: FUNCTIONAL IMPLICATIONS
P29
Thiago Saide Martins
Merhy
AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE VITEXINA EM DIFERENTES
SISTEMAS in vitro DE Passiflora suberosa L.
P30
Valkíria Elizabete
Moreira
FENÓIS TOTAIS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS DE
Baccharis trimera
P31
Gisella Britto Perez
Avaliação do perfil químico de Vernonia crotonoides via
CLAE/DAD
P32
Christian Ferreira
EFEITO LEISHMANICIDA DA 19-HIDROXICORONARIDINA
P33
Jéssica Azevedo de
Moraes
TRANSFORMAÇÃO MICROBIANA DO LAPACHOL
P34
Rossy Moreira Bastos
Junior
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL DE PLANTAS DA
RESTINGA DE MACAÉ
P35
Rafaela Oliveira
Ferreira
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE BIFLAVONÓIDES EXTRAÍDOS DE
FRUTOS VERDES DE Clusia paralicola (CLUSIACEAE)
P36
Luis Armando
Candido Tietbohl
CARACTERIZAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE DIFERENTES
ÓRGÃOS DA Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg
P37
Thatiana Lopes Biá
Ventura
Anti-inflammatory and antimycobacterial activity of extracts
and halogenated sesquiterpenes from Laurencia dendroidea
P38
Luana Gonçalves de
Souza
Variação sazonal dos perfis químicos da planta aquática Typha
domingensis (Typhaceae) por CLAE-UV-DAD
P39
Ana Maria Pereira da
Silva
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA NAFTOQUINONAS NATURAIS COM
ATIVIDADE ANTICANCER
P40
Paula Monteiro Lopes
Atividade Antimicrobiana dos Componentes Bioativos do Óleo
Essencial de Hyptis pectinata
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painéis
P41
MARCIO VINICIUS DA
SILVA GOMES
Estudo fitoquímico e farmacológico da espécie vegetal
Mandevilla moricandiana (Apocynaceae)
P42
Alexandre M.R.G.
Carneiro
Avaliação química do extrato hidroalcoólico das folhas de Vitex
polygama (Verbenaceae) com CLAE-UV.
P43
Marcella Szlachta
Macedo
ATIVIDADE LEISHMANICIDA DE COMPOSTOS EXTRAÍDOS DA
MACROALGA Stypopodium zonale
P44
Vanessa dos Santos
Temponi
FENÓIS E FLAVONOIDES TOTAIS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE
DOS EXTRATOS DE Vernonia polyanthes
P45
Andre Gustavo
Calvano Bonavita
ESTUDO DE ATIVIDADE CICATRIZANTE DE EXTRATOS DE
PLANTAS DO NORTE FLUMINENSE
P46
Alan Menezes do
Nascimento
ANÁLISE FITOQUÍMICA DE AMOSTRAS COMERCIAIS DE
JOAZEIRO (Ziziphus joazeiro Mart. – RHAMNACEAE)
P47
Isabella Boaventura
Moura
“ALGUMAS ESPÉCIMES DE PLANTAS MEDICINAIS PARA
UTILIZAÇÃO EM ESCOLAS MUNICIPAIS DO RJ”
P48
Monica Regina
Pimentel Siqueira
ESTUDO DA FRAÇÃO EM HEXANO DE Piper Cabralanum C.DC.
(NANOCÁPSULA) EM LINHAGEM CELULAR K562 Lucena 1.
P49
Liane Peixoto Rocha
ESTABELECIMENTO DA CULTURA IN VITRO DE ABAJERÚ
(Chrysobalanus icaco L.) em 29 as 00h
P50
Ramon Gredilha
Paschoal
AVALIAÇÃO ESPECTROFOTOMÉTRICA DE EXTRATOS
ETANÓLICOS DE Bidens pilosa L.
P51
Renan Alves de Paiva
Neolignana de Piper rivinoides
P52
Natália Ramos
Pacheco
AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIMICROBIANO E CITOTÓXICO
DE Plantago australis LAM.
P53
Sanderson Dias
Calixto
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO E FRAÇÕES DE
Psychotria nuda FRENTE AO RADICAL LIVRE ÓXIDO NÍTRICO.
P54
Luciana Moreno dos
Santos
DIFERENTES MEIOS DE CULTURA NA PRODUÇÃO DE
METABÓLITOS FITOTÓXICOS DE Corynespora cassiicola.
P55
Thais valentim
alberto westermann
AVALIAÇÃO FITOQUÍMICA E DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA
DA ESPÉCIE VEGETAL Tocoyena bullata MART
P56
Marta Correa Ramos
Leal
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DE METABÓLITOS MAJORITÁRIOS
DE Stachytarpheta schottiana E Stachytarpheta crassifolia
(Rich.) Vahl (Verbenaceae) DA RESTINGA DE JURUBATIBA.
P57
João Lomba Xavier
USO DO LÁTEX DO AVELOZ (Euphorbia tirucalli L) COMO
ALTERNATIVA NA PRODUÇÃO DE SELANTE PARA PNEUS.
P58
Muiara Aparecida
Moraes
AVALIAÇÃO DO EFEITO INIBITÓRIO SOBRE A ENZIMA αAMILASE DE EXTRATOS DE PLANTAS BRASILEIRAS E
RESPECTIVAS FRAÇÕES
P59
Renan Fernandes
Vianna
Estudos Visando a Síntese da 1,3-diidroxiacetona Via Reações
de Oxidação do Glicerol e da Diacetina
P60
Talita Shewry de
Medeiros Rocha
UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS PELA COMUNIDADE DE
TUBIACANGA, RJ
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painéis
P61
Annie Caroline da
Silva Goulart
ESTUDO QUÍMICO DE Spondias admirabilis
P62
Bianca Ortiz
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIVIRAL DE EXTRATOS DE FOLHAS
DE Croton floribundus SPRENG
P63
Hannah Carolina
Tavares Domingos
A Utilização de Plantas Medicinais como Ferramenta para o
Ensino de CiênciaS
P64
MARIA RAQUEL
GARCIA VEJA
ANTRAQUINONAS ISOLADAS DE Picramnia ramiflora POR
CROMATOGRAFIA CONTRACORRENTE DE ALTA EFICIÊNCIA.
P65
LETICIA LIMA DIAS
MOREIRA FERREIRA
MECANISMO DA AÇÃO VASODILATADORA DO EXTRATO
ETANÓLICO DE Kielmeyera membranacea CASAR.
P66
Jéssica Azevedo de
Moraes
Estudo Químico e Farmacológico da Fração Acetato de etila das
Folhas de Croton antisyphiliticus Mart (Pé de Perdiz)
P67
Mayara Antunes da
Trindade Silva
ANÁLISE HISTOQUÍMICA DA ESPÉCIE Pontederia rotundifolia L.
P68
Ricardo Diego Duarte
Galhardo de
Albuquerque
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E POTENCIAL BIOLÓGICO DO ÓLEO
ESSENCIAL DE FOLHAS DA ESPÉCIE Xylopia ochrantha
P69
Lílian Mariane de
Oliveira Bento
Defesas Químicas e Análise do Perfil Químico dos Extratos de
Plantas do Gênero Potamogeton
P70
Juliana Montani
Raimundo
EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIO E ANALGÉSICO DE EXTRATOS DE
PLANTAS PRESENTES NA RESTINGA DE JURUBATIBA, RJ
P71
José Carlos Borges de
Carvalho
EXTRAÇÃO DE ALCALOIDES DA ESPÉCIE VEGETAL Echium
stenosiphon subsp. stenosiphon WEBB
P72
Halliny Siqueira Ruela
EFEITO HIPOGLICÊMICO DOS EXTRATOS DE Bumelia sartorum
RICOS EM SUBSTÂNCIAS FENÓLICAS
P73
Queli Cristina Fidelis
Outros constituintes isolados dos galhos de Ouratea
hexasperma (Ochnaceae).
P74
Flávia Bento Lana
Henriques
PROPRIEDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO ETANÓLICO
DE Ficus pumila
P75
Elaine Cristina de O.
Braga
Contribuição Química dos Produtos Naturais
P76
Thatiana Lopes Biá
Ventura
TOXICIDADE E AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA DE Syzygium cumini
(L.) Skeels.
P77
Sávio de Souza
Tavares
TRIAGEM VIRTUAL DE METABÓLITOS DE ALGAS MARINHAS DO
GÊNERO Laurencia COM PROTEÍNAS QUINASES
P78
Marcelo F. de Araújo
METABÓLITOS ESPECIAIS ISOLADOS DE MADEIRA DE Simira
eliezeriana E S. glaziovii
P79
Ana Paula de Oliveira
Amorim
FEOFITINAS ISOLADAS DE Talinum triagulare
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 1
POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE EXTRATOS DE Passifora alata
Curtis OBTIDOS POR DIFERENTES MÉTODOS
Danielle Lugato (PG) 1*, Juliana Portella (IC) 1, Mariela Simão (IC) 2, Elisabeth Mansur (PQ)
1
, Georgia Pacheco (PQ) 1 E-mail: [email protected]
1
Núcleo de Biotecnologia Vegetal - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), CEP: 20550-013,
Rio de Janeiro, RJ.
2 Universidade
Federal do Espírito Santo
Palavras-chave: Passiflora, Antioxidante, DPPH.
Introdução
Passiflora alata, conhecida como maracujá
doce, é uma espécie tropical com grande
valor medicinal presente na farmacopéia
brasileira1 e utilizada como ansiolítico,
sedativo, diurético e analgésico. Além
disso, a espécie produz substâncias
fenólicas com potencial antioxidante que
são utilizadas na prevenção de várias
doenças
cardiovasculares
e
neurodegenerativas2. O objetivo deste
trabalho foi avaliar diferentes métodos para
extração de subtâncias antioxidantes em P.
alata, que possam ser utilizadas em
estudos fitoquímicos.
Materiais e Métodos
Folhas de plantas mantidas em telado
foram fragmentadas em moinho. Para a
obtenção dos extratos, foram avaliados os
seguintes
parâmetros:
proporção
etanol:água (100, 80, 60, 40 e 20%),
tempo de contato entre o solvente e o
tecido (2, 5, 15, 30, 60, 120 e 240 minutos),
proporção de solvente:tecido (10, 20, 30 e
40 mL de solvente por grama de material
seco), número de estágios de extração (1,
2, 3 e 4 lavagens) e tipo de maceração
(moinho ou moinho + pistilo). Os extratos
obtidos após os diferentes procedimentos
foram filtrados em papel de filtro e
concentrados em rotaevaporador, sendo
em seguida ressuspensos em metanol
100%. A determinação do potencial
antioxidante foi realizada pela metodologia
de redução do radical DPPH (2,2-Difenil
1,Picrilhidrazila) 3. O percentual de inibição
sobre os radicais DPPH pelas amostras
testadas foi calculado pela redução do
radical em 50% (CE50).
que influenciaram significativamente o
potencial antioxidante do material. Extratos
com maior proporção etanol:água (80 e
100% de etanol) apresentaram maior
capacidade de redução do DPPH (EC 50=
5,82 e 5,20g L -1, respectivamente). O
período de 15 minutos de contato do
material vegetal com o solvente resultou
em extratos com maior capacidade
antioxidante (EC50 = 3,65 g L -1). Por outro
lado, a proporção de solvente, o número de
lavagens e o tipo de maceração não
afetaram
essa
capacidade.
Em
contrapartida, o rendimento dos extratos foi
influenciado pela maioria dos parâmetros
testados, sendo o maior rendimento obtido
em 60% etanol:água (22,27%), por um
período de 240 minutos (15,32%),
utilizando-se 40mL/g de tecido (27,77%) e
4 lavagens (22,62%). O tipo de maceração
não influenciou o rendimento.
Conclusões
Os resultados mostraram que a extração
de substâncias antioxidantes de P.alata é
mais eficiente quando efetuada em 80% de
etanol em água, por um período de 15
minutos com 10 mL de solvente por grama
de material seco triturado em moinho.
Agradecimentos
CAPES, CNPQ e FAPERJ.
----------------------------------¹ Farmacopéia Brasileira. 3 ed. Andrei; São Paulo,1997.
² Petry, C.A; Reginatto, F.; De-Paris, F.; Gosmann, V.; Salgueiro,
J.B.; Quevedo, J.; Kapczinski, F.; Ortega, G.G.; Schenkel, E.P.
Comparative pharmacological study of hidroetanol extracts of
Passiflora alata and Passiflora edulis Leaves. Phytotherapy
Research, v. 15, 2001, 162-164p.
3
Brand-Williams, W.; Cuvelier, M.E e Berset, C. Use of a free
radical method to evaluate antioxidant activity. Food Science and
Technology, v.28, 1995, p.25-30.
Resultados e Discussão
O efeito da porcentagem do solvente em
água e o tempo de extração foram fatores
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 2
ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIMES DE AROEIRA POR
CLAE-UV E DE SUA ATIVIDADE NA SERCA
Talita S. de Medeiros Rocha1,2,3* (IC), Luiza M. de Magalhães Camargo2 (PG), Sônia S. Costa2 (PQ) e Ana M.
Landeira Fernandez3 (PQ) *[email protected]
1
Ciências Biológicas, UFRJ; 2Laboratório de Produtos Naturais Bioativos (LPN-Bio), NPPN, UFRJ; 3Instituto de Bioquímica Medica/CCS/UFRJ
Palavras Chave: aroeira, Schinus terebinthifolius, SERCA, fenólicos, CLAE
Schinus terebinthifolius Raddi conhecida
como aroeira é amplamente utilizadas na
medicina popular brasileira, atribuindo-lhe
propriedades
antialérgico,
antifúngica,
dentre outras1. Este trabalho visa isolar,
identificar e avaliar o efeito dos flavonoides
presentes em aroeira na atividade da Ca2+ATPase de músculo esquelético. Essa
enzima possui um papel central na
manutenção dos baixos níveis de cálcio
livre no citoplasma. Relatos da bibliografia
mostram que a Ca2+-ATPase de SERCA (
retículo sarcoendoplasmático ) é inibida
por diferentes flavonoides, incluindo a
quercetina e a 3,6-di-hidroxiflavona2
Além disso, o trabalho tem objetivo de
analisar o perfil de substâncias fenólicas de
dois espécimes de aroeira, um adulto e um
jovem, por Cromatografia Líquida de Alta
Eficiência acoplada ao Ultravioleta (CLAEUV).
Pelos cromatogramas, observamos a
predominância de derivados de ácido
hidroxibenzóico (tR 14,9 min; λmáx 234,
290 nm; tR 24,8 min; λmáx 236, 294 nm)
nos extratos, dentre eles um que se
apresenta como majoritário (tR 14,9 min) e
é encontrada em EA (17,6 %) e EJ
(15,3%). Também foi possível identificara
presença de um flavonóide ((tR 31,5 min;
λmáx 228, 280, 363 nm).Esses compostos
serão isolados e testados individualmente
na SERCA.
Efeito do KCL na Inibição promovida pelo extrato da Aroeira na Atividade
da SERCA1
100
% ATIVIDADE
Introdução
Controle
100mM KCL
75
50
25
0
0
5
10
30
35
40
Figura 1: Porcentagem da atividade de Ca ATPase de músculo
esquelético na presença de concentrações crescentes do extrato aquoso
das folhas de Aroeira. Efeito do KCl, Valores retirados da Fig.2. 100% da
atividade representa: 1,057 µg/ml, na presença de KCl e 0,947 µg/ml,
controle
Fenólico
majoritário
EJ
Figura 2: Cromatogramas de EA e EJ (254 nm).
Conclusões
O extrato de aroeira é capaz de inibir
mesmo que parcialmente a ação da Ca+2ATPase. A análise qualitativa do perfil de
substâncias fenólicas dos espécimes
adultos (A) e jovem (J) de S.
terebinthifolius permitiu a identificação de
derivado de ácido hidroxibenzóico como o
componente majoritário de ambas as
plantas.
Agradecimentos
Resultados e Discussão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
25
2+
Materiais e Métodos
Concentrações crescentes do extrato
aquoso das folhas de aroeira foram
capazes de inibir a atividade de hidrólise de
ATP catalisada pela SERCA, com um
IC50=7,0µg/ml±0,5(n=3).
20
microgramas/ml
EA
Folhas frescas totalmente expandidas de
espécimes adulto (A) e jovem (J) de
aroeira foram coletadas na Barra da Tijuca
e submetidas separadamente à extração
por decocção 10% p/v, originando os
extratos A (EA) e J (EJ). Essas mesmas
amostras foram analisados por CLAE-UV
(10 mg/ml), com fase móvel variando em
gradiente linear. Os espectros de UV foram
adquiridos na escala 200 - 400 nm. A
similaridade entre os perfis de substâncias
fenólicas de EA e EJ foi avaliada através
da comparação dos tempos de retenção
(tR) dos picos cromatográficos e de seus
espectros de absorção. Em seguida foram
isoladas vesículas derivadas do retículo
sarcoplasmatico de músculo esquelético de
coelho foram isoladas e a hidrólise de ATP
foi medida pelo método colorimétrico3.
15
PIBIC/CNPq.
Referências Bibliográficas:
1
El-Massry KF, El-Ghorab AH, Shaaban HA, Shibamoto T. J Agric Food Chem,
2009, 57(12):5265-70.
2
Ogunbayo, et al, IUBMB Life. 60, 853, 2008
3
Fiske et al, J Biol Chem 66, 375, 1925
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 3
ESTUDO FITOQUÍMICO E BIOLÓGICO DA ESPÉCIE Xylopia
ochrantha (Mart.)
Ricardo Diego Duarte Galhardo de Albuquerque (PG*), Mariana Souza Rocha (IC), Suellen
Gomes Castro (IC), Leandro Rocha (CO), Thelma de Barros Machado (OR). [email protected]
Laboratório de Tecnologia em Produtos Naturais (LTPN), Faculdade de Farmácia, Universidade Federal
Fluminense. Rua Mario Viana, 583, Santa Rosa, Niterói.
Palavras-chave: Xylopia ochranta, Annonaceae.
Introdução
A espécie Xylopia ochrantha (Annonaceae),
popularmente conhecida como “imbiú-prego”,
é utilizada pela população local para a
fabricação de cabos de ferramenta, se
encontrando presente no Parque Nacional da
Restinga de Jurubatiba. As espécies mais
amplamente estudadas do gênero, dentre
elas X.aethiopica, X.parviflora e X.brasiliensis,
apresentam-se na literatura científica como
possuindo diversas classes de substâncias,
como esteroides, saponinas, taninos, além de
terpenos, alcaloides e acetogeninas. Muitas
dessas substâncias demonstraram ser
responsáveis por diferentes atividades
farmacológicas tais como, propriedades
analgésica, antiinflamatória, antibacteriana,
antifúngica,
sedativa,
antiparasitária
e
antitumoral. O objetivo desse trabalho é o
estudo fitoquímico e bioguiado da espécie
Xylopia ochrantha (Mart.) visando contribuir
para o conhecimento quimiotaxonômico e
biológico do gênero.
Materiais e Métodos
Folhas de X. ochrantha foram coletados na
Restinga de Jurubatiba (RJ) em 27 de
outubro de 2010. As mesmas foram
submetidas a processo de secagem,
trituração e extração por maceração à frio em
etanol, durante um período de 15 dias, com
agitação diária. Posteriormente, os extratos
obtidos foram filtrados e concentrados para
obtenção dos extratos brutos de folhas. Parte
do extrato foi submetido a partição líquidolíquido com solventes de polaridade
crescente (hexano, diclorometano, acetato de
etila e n-butanol). As partições obtidas foram
submetidas a processo isolamento, utilizando
métodos cromatográficos usuais. O extrato
bruto foi utilizado no teste de Viabilidade
Celular utilizando MTT e Cristal Violeta,
realizado em células tumorais hipofisárias
humanas ATT20.
Na verificação da atividade antioxidante
das partições obtidas do extrato bruto,
utilizou-se o método ORAC, que é baseado
na reação de oxidação da fluoresceína,
medindo-se
a
fluorescência
em
um
fluorímetro FluoStar Optima. O resultado é
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
expresso como valor de Equivalente Trolox
(TE), comparando o potencial antioxidante da
amostra com o do padrão (Trolox).
Resultados e Discussão
O extrato bruto obtido das folhas de Xylopia
ochrantha apresentou um rendimento de
5,343% (24,58g) de um total de 460g. Os
extratos hexânico e diclorometânico foram
submetidos
a
fracionamento
por
cromatografia em coluna de sílica gel. Os
resultados preliminares, obtidos através de
realização de cromatografia em camada fina
e uso de soluções reveladoras específicas,
demonstraram a presença de ácidos graxos,
terpenoides,
cumarinas,
flavonoides,
saponinas e alcaloides como principais
classes de substâncias. As primeiras
substâncias isoladas encontram-se em fase
de identificação estrutural.
Os experimentos realizados no teste de
viabilidade celular em células tumorais
hipofisiárias
humanas,
em
diferentes
concentrações dos extratos etanólicos brutos
de Xylopia ochrantha, apresentaram uma
diminuição significativa da proliferação
celular.
Na
avaliação
da
atividade
antioxidante, o extrato hexânico e o resíduo
aquoso apresentaram um valor de 0,44
mmolTE/g
e
1,15
mmolTE/g,
respectivamente, o que demonstra a
importância, principalmente do último, como
uma potencial fonte de substâncias
antioxidantes.
Conclusões
O estudo de investigação química e biológica
de folhas de X. ochrantha demonstrou
aspectos promissores quanto a esta espécie,
como a inibição da proliferação de células
tumorais e a presença de classes de
substâncias
com
propriedades
farmacológicas bem descritas na literatura
científica, como terpenoides e cumarinas,
além de apresentar resultados significantes
na avaliação das atividades antioxidante e
citotóxica.
Agradecimentos
PET-MEC, CNPQ, Faperj, Proppi, PG-CAPS
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 4
OTIMIZAÇÃO DA EXTRAÇÃO DA QUINONA 7-hidroxiroileanona DO EXTRATO DE FOLHAS DE Tetradenia
ripaia
Jônatas V. Milato (IC)¹*, Fabiana de S. Figueiredo (PG)¹, Raphael S. F. Silva (PQ) 2, Gilda
G. Leitão (PQ)1 [email protected]
1
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, 21941-590, Rio de
Janeiro, Brasil.
2 Instituto Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Palavras-chave: Tetradenia riparia; quinona; extração.
Introdução
Tetradenia
riparia
(Hochst)
Codd.
(Lamiaceae), um arbusto de origem
africana usado na medicina tradicional no
tratamento
da
malária,
problemas
respiratórios, entre outros, é encontrado no
Brasil em feiras livres para fins religiosos.
Um de seus metabólitos secundários o
diterpeno 7-- hidroxiroileanona, uma
benzoquinona, que poderá ser utilizada
como material de partida para a síntese de
substâncias heterocíclicas para avaliação
de atividade biológica. Naturalmente o
sucesso do projeto depende de um
processo de extração eficiente da
benzoquinona, objeto de nosso estudo.1,2,3
neutralização fornece a quinona, que após
extração e evaporação é obtida como um
sólido amarelo em rendimento bruto de de
3%.
Análise da amostra por cromatografia com
fase gasosa (CG) indicou pureza de
78,87%. Análise por RMN (APT, HSQC,
1H) da amostra confirmou a estrutura da
substância majoritária como a 7-hidroxiroileanona. Após purificação por
Cromatografia
Contracorrente,
o
rendimento final de extração ficou em 1%.
OH
O
O
Materiais e Métodos
Ao extrato diclorometânico (6,1904g) obtido
por maceração é adicionada uma solução
aquosa de Na2CO3 a 10%. A solução
vermelha obtida foi neutralizada com HCl
concentrado.
Este
procedimento
é
realizado até o desaparecimento da
coloração avermelhada da solução. Em
seguida é realizada uma extração com
acetato de etila.
O controle do pH durante a neutralização
foi realizado através de fita indicadora
universal de pH, sendo o monitoramento da
extração por cromatografia em camada
delgada (CCD), o grau de pureza por
cromatografia em fase gasosa (CG) e a
elucidação estrutural por experimentos de
RMN.
OH
H
Figura 1. 7-- hidroxiroileanona
Conclusões
A extração ácido-base a partir do extrato
diclorometânico das folhas de T. riparia
mostrou-se
eficiente
permitindo
a
padronização da obtenção do diterpeno 7- hidroxiroileanona e a continuação das
pesquisas.
Agradecimentos
A FAPERJ pelo suporte financeiro.
1
Resultados e Discussão
O procedimento utilizado foi baseado na
extração do lapachol, uma naftoquinona
natural isolada de espécies de Tabebbuia.4
A reação entre a solução básica e a
quinona
forneceu
o
sal
sódico
correspondente que gerou a coloração
avermelhada da solução. A posterior
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
GAIROLA, S.; et al. Flora, 204, p. 325-330, 2009.
LEITÃO, F.; et al. Brazilian Journal of Pharmacognosy,
19(1B), p. 333-342, 2009
3
VAN PUYVELDE, L.; et al. Phytotherapy Research, v.
8, p. 65-69, 1994
4
FERREIRA, L. G. Revista Brasileira de Farmácia, n. 5/6,
p. 153-156, 1975
2
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 5
ATIVIDADE VASODILATADORA DE EXTRATOS DE ESPÉCIES
DE PLANTAS OCORRENTES NO NORTE FLUMINENSE
Bruno Meirelles Paes (IC)1*, Paula Borges de Negreiros e Souza (IC)1, Letícia Lima Dias
Moreira Ferreira (PG)1, Tatiana Ungaretti Paleo Konno (PQ)2, Ivana Correa Ramos Leal
(PQ)3, Michelle Frazão Muzitano (PQ)3, Juliana Montani Raimundo (PQ) 1.
[email protected]
1
Laboratório Integrado de Pesquisa, Campus UFRJ-Macaé. Rua Aloísio da Silva Gomes, 50. Granja dos
Cavaleiros, Macaé, RJ.
2 Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé, Campus UFRJ-Macaé. Av. São
José do Barreto, 764. Barreto, Macaé, RJ.
3 Laboratório de Produtos Naturais, Campus UFRJ-Macaé. Rua Alcides da Conceição, 159. Novo
Cavaleiros, Macaé, RJ.
Palavras-chave: plantas; extratos; vasodilatação, Norte Fluminense.
Introdução
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a
mais prevalente doença vascular no mundo
e o principal fator de risco para doenças
cerebrovasculares, principal causa de
morte no Brasil1. O uso de plantas
medicinais é uma prática milenar e as
plantas são uma fonte tradicional de novas
moléculas2. O Norte Fluminense é uma
região de grande biodiversidade, onde está
localizado o Parque Nacional da Restinga
de Jurubatiba (PNRJ). Portanto, o objetivo
deste trabalho é investigar o efeito de
extratos de plantas presentes no PNRJ no
músculo liso vascular, a fim de se
identificar espécies com interessante perfil
vasodilatador.
Materiais e Métodos
Os extratos etanólicos de folhas das
espécies T. guianensis, M. moricandiana,
P. asteria, K. membranacea, P. mucronata,
V. polygama, O. notata e total de S.
schottiana foram gentilmente cedidos pelo
Laboratório de Produtos Naturais.
Aortas isoladas de ratos Wistar machos
(250-280 g) foram preparadas para registro
de tensão isométrica. Os anéis de aorta
foram
posicionados
em
cubas
experimentais preenchidas com solução
nutridora, oxigenada a 37  0,5 oC. As
preparações foram contraídas com 10M
de fenilefrina e expostas a concentrações
cumulativas dos extratos (1 a 300 g/ml).
Foram utilizados anéis com endotélio. Este
foi considerado
íntegro
quando
o
relaxamento induzido por acetilcolina
(10M) foi superior a 80%.
Todos os protocolos experimentais foram
aprovados pelo CEUA/CCS-UFRJ.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Os extratos de K. membranacea, V.
polygama, T. guianensis, M. moricandiana
e S. Schottiana provocaram importante
relaxamento do músculo liso vascular, de
forma dependente da concentração. A
concentração de cada extrato necessária
para inibir a contratura induzida pela
fenilefrina em 50% (CI50) está apresentada
na tabela abaixo.
Espécie
CI50 (µg/ml)
K. membranacea
3,42 ± 0,33*
V. polygama
236,00 ± 27,63
T. guianensis
1,01 ± 0,12*
M. moricandiana
0,90 ± 0,07*
S. schottiana
269, 30 ± 10,80
P. asteria
ND
P. mucronata
ND
O. notata
ND
ND= não determinada (relaxamento inferior
a 50%). *P<0,05 comparado a V. polygama
e S. schottiana; n=5-6 experimentos.
Conclusões
Os extratos de K. membranacea, T.
guianensis e M. moricandiana provocam
intenso relaxamento do músculo liso
vascular e de forma equipotente.
Agradecimentos
FAPERJ, FUNEMAC, UFRJ/PIBEX
----------------------------------¹ Lessa, I. Cad. Saúde Pública 26(8): 1470-1471, 2010.
2
Calixto, J.B. Journal of Ethnopharmacology 100: 131-134,
2005.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 6
QUANTIFICAÇÃO DE FENÓIS TOTAIS E ATIVIDADE
ANTIOXIDANTE EM AMOSTRAS DE Ocimum americanum.
Flávia Bento Lana Henriques (IC)1*, Valkiria Elizabete Moreira (IC)1, Geórgia de Assis Dias
Alves (IC)1, Jésus de Paula Sarmento (PQ)1, Carolina Miranda Gasparetto (PQ)1, Orlando
Vieira de Sousa (PQ)1. E-mail: [email protected].
1
Laboratório de Farmacologia de Produtos Naturais, Departamento de Ciências Farmacêuticas,
Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Universitário, Rua José Lourenço
Kelmer, São Pedro, CEP 36036-900, Juiz de Fora, Minas Gerais.
Palavras-chave: Ocimum americanum, Fenóis totais, Atividade antioxidante.
Introdução
Ocimum americanum, pertencente à família
Lamiaceae, é considerada uma planta
anual ou perene, conhecida popularmente
por alfavafa-de-vaqueiro ou manjericãobranco, sendo amplamente cultivada na
Índia devido ao óleo utilizado nas indústrias
de alimentos e cosméticos. É usada no
preparo de chás devido às propriedades
tônicas e digestivas 1. O presente estudo
teve como objetivo quantificar os teores de
fenóis totais e avaliar a atividade
antioxidante.
Materiais e Métodos
Amostras provenientes do Horto Medicinal
da Faculdade de Farmácia da UFJF (A), da
EMPAV (B) e de Caeté (C) foram usadas
neste estudo. Folhas secas e pulverizadas
das amostras foram extraídas em hexano
seguida de acetato de etila por maceração
estática. Os extratos hexânico (EH) e em
acetato de etila (EA) foram usados para
quantificação do teor de fenóis totais por
espectrofotometria através do método
Folin-Ciocalteu 2. A atividade antioxidante
dos extratos foi avaliada pelo método do
DPPH determinando a concentração
efetiva 50% (CE50) 3. Os resultados foram
demonstrados como média±E.P. Análise de
variância seguida do teste de Tukey foi
usada para medir o grau de significância
para p < 0,05.
Resultados e Discussão
As amostras produziram os seguintes
teores de fenóis totais (g/100 g): extratos
hexânicos (A = 0,67 ± 0,01; B = 0,97 ± 0,00
e C = 0,67 ± 0,04) e extratos em acetato de
etila (A = 0,54 ± 0,00; B = 0,43 ± 0,00 e C =
0,50 ± 0,01). A atividade antioxidante das
amostras foi demonstrada pelas CE50
(µg/ml): extratos hexânicos (A = 98,81 ±
5,23; B = 42,90 ± 4,48 e C = 117,01 ± 2,64)
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
e extratos em acetato de etila (A = 44,26 ±
1,10; B = 50,32 ± 1,75 e C = 53,60 ± 3,41).
O extrato hexânico da amostra B e o
extrato em acetato de etila da amostra A
apresentaram maior teor de fenóis totais e
foram mais efetivos em inibir o DPPH,
demonstrando maior atividade antioxidante.
Substâncias fenólicas de O. americanum
têm sido descritas na literatura 4, o que
corroboram com os resultados encontrados
nesta pesquisa. A diferença entre os teores
de fenóis totais das amostras analisadas
pode contribuir para a qualidade de O.
americanum.
Conclusões
As
amostras
possuem
constituintes
fenólicos
e
atividade
antioxidante,
entretanto, a procedência é um fator
importante
para
as
análises
dos
parâmetros avaliados.
Agradecimentos
UFJF, CNPq, FAPEMIG e CAPES.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Souza Filho, A. P. S.; Bayma, J. C.; Guilhon, G. M. S. P.;
Zoghbi, M. G. B. Atividade potencialmente alelopática do
óleo essencial de Ocimum americanum. Plantas Daninhas,
v. 27, n. 3, p. 499-505, 2009.
2
Sousa, C. M. M.; Silva, H. R.; Vieira-Junior, G. M.; Ayres,
C. L. S. C.; Araujo, D. S.; Cavalcante, L. C. D.; Barros, E.
D. S.; Araujo, P. B. M.; Brandao, M. S.; Chaves, M. H.
Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco plantas
medicinais. Química Nova, v. 30, n. 2, p. 351-355, 2007.
3
Mensor, L. L.; Menezes, F. S.; Leitão, G. G.; Reis, A. S.;
Dos Santos, T. C., Coube, C. S.; Leitão, S. G. Screening of
brazilian plant extracts for antioxidant activity by the use of
DPPH free radical method. Phytotherapy Research, v. 15, n.
2, p. 127-130, 2001.
4
Dhale, D. A.; Birari, A. R.; Dhulgande, G.S. Preliminary
Screening of Antibacterial and Phytochemical Studies of
Ocimum americanum Linn. Journal of Ecobiotechnology, v.
2, n. 8, p. 11-13, 2010
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 7
APLICAÇÃO DA CROMATOGRAFIA CONTRACORRENTE NO
ISOLAMENTO DE PORFIRINAS DE Gallesia integrifolia.
Amaro Chaves Ramos (IC)¹*, Fernanda da Silva Neves (PG)¹, Rodrigo Rodrigues de
Oliveira (PQ)1. [email protected]
1
Laboratório de Ciências Químicas, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, 28013602, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.
Palavras-chave: cromatografia contracorrente; porfirina; Gallesia integrifolia; Phytolaccaceae.
Introdução
Gallesia
integrifolia
(Spreng.)
Harms, também conhecida como Gallesia
gorazema (Vell.) Moq. é uma planta
pertencente a família Phytolaccaceae que
ocorre do Paraná até o Ceará1. Esta
espécie popularmente conhecida como
pau-d'alho no Brasil1 e por "ajoskiro2" e
"palo de ajo3" no Peru, é utilizada na
medicina popular para tratamento de
reumatismo2, bronquites e asma3.
Considerando a carência de
trabalhos no âmbito fitoquímico sobre esta
espécie, buscou-se isolar substâncias a fim
de ampliar os dados literários, com o
auxílio da cromatografia contracorrente.
A cromatografia contracorrente
(CCC) trata-se de uma técnica de
separação
que
utiliza
uma
fase
estacionária líquida o que elimina a chance
de perda de amostra por adsorção à matriz
sólida usualmente utilizada em outras
técnicas cromatográficas. Além disso, não
levando em consideração o valor do
aparelho em si, pode-se considerar esta
técnica barata, pois o único custo envolvido
é a aquisição dos solventes adequados4.
Materiais e Métodos
Foram testados 17 sistemas de
solventes intitulados Arizona, sendo 14
destes de acordo com a literatura5. Cada
sistema foi testado através do método de
agitação em tubo de ensaio6 seguida de
análise quantitativa por cromatografia em
camada delgada (CCD).
A fração diclorometano (425,2 mg)
foi
submetida
à
cromatografia
contracorrente utilizando o sistema de
solvente hexano: EtOAc: MeOH: H 2O na
proporção de 1:2,5:2,5:1. A fase orgânica
deste sistema foi utilizada como fase
estacionária e a fase aquosa como fase
móvel.
Ao
atingir-se
o
equilíbrio
hidrodinâmico (retenção de 80,2%) a
amostra foi injetada. Após 57 frações de 4
mL cada, encerrou-se a corrida.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Deste procedimento foram obtidas
as porfirinas 7c-metoxifeoforbídeo a e 7cmetoxi-10-hidroxifeoforbídeo a.
Resultados e Discussão
As estruturas das porfirinas foram
confirmadas por espectrometria de RMN.
Figura 1: 7c-metoxifeoforbídeo a e 7c-metoxi10-hidroxifeoforbídeo a e seus deslocamentos
de RMN 13C.
Conclusões
A ampla quantidade de sistemas de
solventes existentes e a possibilidade de
realizar pequenas modificações nas
proporções dos mesmos conferem a esta
técnica inúmeras vantagens e possibilitam
o direcionamento para a substância alvo
através do ajuste do coeficiente de partição
(KD) da mesma.
Agradecimentos
A FAPERJ pelo apoio financeiro.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
- BARROS, S.S.U., DA SILVA, A., AGUIAR, I.B.,
Revista Brasil. Bot., 28(4):727-733, 2005
2
- SANZ-BISET, J. et al., Journal of Ethnopharmacology,
122:333-362, 2009
3
- BUSSMANN, R.W., GLENN, A., Rev. Peru. Biol.,
17(2):331-346, 2010
4
- HOSTETTMANN, K., MARSTON, A., J. Liq.
Chromatogr. & Rel. Technol., 24(11&12):1711-1721, 2001
5
- BERTHOD, A., HASSOUN, M., RUIZ-ANGEL, M.J.,
Anal Bioanal Chem, 383:327-340, 2005
6
- BERTHOD, A., CARDA-BROCH, S., J. Chromatogr. A,
1037:3-14, 2004
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 8
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E QUANTIFICAÇÃO DE TEORES
DE FLAVONOIDES E FENOIS DE Vernonia condensata
Jucélia Barbosa da Silva (PG)¹, Vanessa dos Santos Temponi (PG)¹, Kamilla Coelho
Morais Rodrigues (PG)1*, Carolina Miranda Gasparetto1 (PQ), Dalyara de Mendonça
Matos1 (IC), Danielle Maria Aragão2 (PG), Jésus de Paula Sarmento1 (PQ), Elita Scio
Fontes2 (PQ); Maria Silvana Alves1 (PQ), Orlando Vieira de Sousa1 (PQ).
E-mail de contato: [email protected]
1
Departamento de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de
Fora.
2Departamento de Bioquímica, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Vernonia condensata; atividade antioxidante; fenóis; flavonoides.
Introdução
Vernonia condensata Baker, conhecida
como boldo, necroton ou figatil, é utilizada
na medicina popular por suas propriedades
analgésica, antimicrobiana, de proteção
gástrica e tratamento de doenças
gastrointestinais, diarréia e dor de cabeça1.
Vernoniosídeo B2, um esteróide, isolado de
V. condensata, demonstrou atividades
antinociceptiva, antiinflamatória, sedativa e
anti-ulcerogênica2. O presente estudo
quantificou os teores de fenóis e
flavonóides totais e atividade antioxidante.
Materiais e Métodos
O material vegetal foi coletado no Horto
Medicinal da Faculdade de Farmácia da
UFJF, Juiz de Fora, MG. Uma exsicata
(CESJ nº 52943) encontra-se depositada
no Herbário do Departamento de Botânica
da UFJF. Após secagem, as folhas foram
extraídas com etanol por maceração
estática até a exaustão. O extrato etanólico
(EE) foi particionado, dando origem às
seguintes
frações:
hexânica
(FH),
diclorometânica (FD), em acetato de etila
(FA) e butanólica (FB). A Atividade
antioxidante (AA) foi realizada pelos
métodos 2,2 difenil-1-picrilhidrazilo (DPPH)3
e poder de redução do Fe3+ 4. Os fenóis 3 e
flavonóides totais foram quantificados pelo
método espectrofotométrico. Os resultados
foram demonstrados como média±erro
padrão. Análise de variância seguida de
teste de Turkey foi utilizada para p < 0,05.
Resultados e Discussão
A tabela demonstra os teores de fenóis,
flavonoides e valores de CE50 da AA pelo
Método DPPH e Poder de Redução.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Produtos
Testados
Flavonoides
(g/100g)
EE
Fenóis
Totais
(g/100g)
11,73±0,18
0,16±0,01
35,44±0,76
Poder
de
Redução
(µg/ml)
54,42±0,19
FH
0,19±0,03
0,13±0,01
147,14±0,40
212,45±0,02
FD
2,48±0,08
1,48±0,02
51,69  0,44
336,48±11,05
FA
23,11±0,90
4,10±0,03
18,44±0,54
19,98±0,42
FB
15,14±0,07
0,94±0,00
48,45±0,26
53,88±0,085
-
-
14,29  0,11
8,27±0,25
-
-
1,73±0,04
Rutina
Ácido
Ascorbico
As médias são diferentes entre si.
CE50
(µg/ml)
Os resultados demonstraram que V.
condensata é rica em substâncias fenólicas
que podem ser responsáveis pela a
atividade antioxidante como demonstrada
pelos os métodos empregados6.
Conclusões
Vernonia condensata constitui um potencial
candidato para a busca de novos fármacos
com ação antioxidante, principalmente a
partir de fenóis.
Agradecimentos
UFJF; FAPEMIG; CAPES; CNPq
----------------------------------Referencias Bibliográficas:
1
Lorenzi, H.; Matos, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil Nativas e Exóticas. Nova Odessa (SP): Instituto Plantarum,
544 p.2008.
2
Valverde, A.L. Analgesic and antiinflammatory activities
of vernonioside B2 from Vernonia condensata.
Phytotherapy Research, v. 15, p.263-264, 2001.
3
Sousa et al. Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco
plantas medicinais. Química Nova, v. 30, p. 351-355, 2007.
4
Oyaizu, M. Studies on product of browning reaction
prepared from glucose amine. Japan Journal of Nutrition, v.
44, p. 307-315, 1986.
5
Sobrinho
et
al.
Validação
de
metodologia
espectrofotométrica para quantificação dos flavonóides de
Bauhinia cheilantha (Bongard) Steudel. Revista Brasileira
de Ciências Farmacêuticas, v. 44, p. 683-689, 2008.
6
Genovese, M. I. et al. Bioactive Compounds and
Antioxidant Capacity of Exotic Fruits and Commercial
Frozen Pulps from Brazil. Food Science and Technology
International, v. 14, p. 207-214, 2008.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 9
ESTUDO QUÍMICO DE Guarea guidonea
Priscila Elias Alves (IC)¹*, Cristiane Pereira (PG)¹, Cássia Mônica Sakuragui (PQ)2, Ana
Cláudia Fernandes Amaral (PQ)3, Ricardo Machado Kuster (PQ)1.
E-mail de contato: [email protected]
1
Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 21941-590, Rio de
Janeiro, RJ, Brasil.
2 Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 21941-590,
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
3 Instituto de Tecnologia em Fármacos, Fundação Oswaldo Cruz – Far-Manguinhos/FIOCRUZ, Rua
Sizenando Nabuco, 100 Manguinhos, 21041-250, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Palavras-chave: Flavonoides, Guarea, fitoquímica.
Introdução
Algumas espécies do gênero Guarea
(Meliaceae) são utilizadas em medicina
popular para o tratamento de doenças
inflamatórias, tais como reumatismo, além
de apresentarem efeitos antivirais e
citotóxicos in vitro (Camacho et al. 2001). A
espécie Guarea guidonia, conhecida como
carrapeta, apresenta ampla distribuição no
sudeste brasileiro. Estudos fitoquímicos
com esta espécie revelam a presença de
sesqui-, di- e triterpenos em suas folhas,
frutos e galhos (Brochini e Roque, 2000).
Como parte de nossos estudos sobre a
espécie G. guidonia foi realizada a análise
fitoquímica da partição butanólica de suas
folhas.
Materiais e Métodos
O extrato hidrometanólico obtido das
folhas de Guarea guidonia foi submetido à
partição líquido-líquido com solventes em
ordem crescente de polaridade, tais como
hexano, diclorometano, acetato de etila e
butanol.
Foi
realizado
o
perfil
cromatográfico da partição butanólica por
HPLC/DAD e esta foi submetida a várias
etapas de cromatografia em coluna
utilizando XAD-2 e Sephadex LH-20 como
adsorventes. A fração pura obtida foi
avaliada por CCD, bem como por técnicas
espectroscópicas (RMN H1 e UV) e
espectrométricas (EM-ESI).
cromatograma, foi possível detectar a
presença de flavonoides derivados da
quercetina, visto que estes apresentavam
coloração alaranjada característica, bem
como máximos de absorção no UV nas
regiões de 254 e 356nm. Após a obtenção
do espectro de massas (m/z 463) e dos
espectros de RMN H1 (1 e 2D) da amostra
pura, foi possível identificar os flavonoides
isolados como sendo uma mistura de
hiperina (quercetina 3-O-galactosídeo) e
isoquercitrina (quercetina 3-O-glucosídeo).
Conclusões
Em função da presença de limonóides
em Meliaceae, poucos trabalhos sobre
isolamento e elucidação estrutural de
flavonoides do gênero Guarea tem sido
realizados. Este trabalho inclui-se, portanto,
no esforço para aumentar a literatura
química e quimiossistemática sobre a
espécie.
Agradecimentos
CNPq.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ Camacho, M. R., Phillipson, J. D., Croft, S. L., Kirby, G.
C., Warhurst, D. C., Solis, P. N. Terpenoids from Guarea
rhophalocarpa. Phytochemistry 56, 203, 2001.
² Brochini, C. B., Roque, N. F. Two new cneorubin related
diterpenes from the leaves of Guarea guidonia (Meliaceae).
J. Braz. Chem. Soc. 11, 361. 2000.
Resultados e Discussão
Após
análises
das
placas
de
cromatografia
em
camada
delgada
reveladas com NP e PEG (reveladores
específicos para substâncias fenólicas) e
dos espectros de UV obtidos a partir do
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 10
AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DE CUMARINA E
PROCEDIMENTOS EM GUACO (Mikania glomerata).
Monica
Barcelos
de
Souza
Lopes
[email protected]; [email protected]
(IC)¹*,
Nair
Bizão
(PG)¹.
Universidade Federal de Mato Grosso, Rodovia MT-100, Km 3,5. Pontal do Araguaia-MT.
Palavras-chave: Mikania glomerata, manipulação, custo.
Introdução
ser
visto
na
figura
1.
A Mikania glomerata é uma espécie
medicinal
de
alto
valor
comercial
popularmente conhecida como guaco1.
Amplamente empregada pela população,
as folhas são usadas na medicina popular
para tratar doenças do trato respiratório2. O
estudo objetivou comparar diferentes
concentrações de extratos de folhas secas
e frescas de Mikania glomerata através de
seu principal constituinte químico, a
cumarina, bem como a manipulação do
xarope de guaco para comparar custo.
Materiais e Métodos
Foram preparados dois extratos alcoólicos,
de folhas secas e de folhas frescas. Foram
feitas duas manchas em um papel filtro
com o extrato das folhas secas. Em
seguida uma das manchas foi alcalinizada
(KOH 0,1 mol.L-1). O papel com as
manchas foram expostos à ação da luz
ultravioleta. O mesmo procedimento foi
repetido com o extrato de folhas frescas.
O xarope de guaco foi preparado segundo
a descrição da Farmacopéia Brasileira,
onde todo material gasto no preparo foi
somado para comparação de preços
daqueles comercializados nas drogarias de
Barra do Garças-MT.
Resultados e Discussão
No extrato de folhas secas (A) de Mikania
glomerata
observou-se
uma
forte
fluorescência indicativa de cumarina bem
visível na mancha alcalinizada como pode
Na mancha do extrato de folhas frescas (B)
é possível observar pouca fluorescência. A
escolha do método de secagem pode então
influenciar tanto na preservação de
constituintes, ou mesmo na volatilização
dos mesmos.
Foram gastos de materiais na manipulação
de 500 mL do xarope de guaco vinte e um
reais. Cada vidro com 100 mL custou
quatro reais e vinte centavos, enquanto que
aqueles comercializados apresentou um
valor cinco vezes maior do que o
manipulado.
Conclusões
O extrato de maior concentração de
cumarina foi aquele em que as folhas foram
secas.
O xarope de guaco manipulado obteve um
custo cinco vezes menor do que aqueles
comercializados em drogarias de Barra do
Garças-MT.
Agradecimentos
À Deus que possibilitou a realização deste,
meus pais e a professora Dr. Nair Bizão.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1Castro, E. M.; Pinto, J. E. B. P., Alvarenga, A. A.. Ciên.
Agrotec., Lavras V.27, n. 6, p 1293-1300, 2003.
2
Alvarenga, S. A. V.; Garcia, E. F.; Bastos, E. M. A.; Rev.
Bras. de Farmacog. 19(2ª):442-448, 2009.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 11
SÍNTESE E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA E
ANTIMICROBIANA DE DERIVADOS 5,7-DIHIDROXICUMARINA.
Diego Rangel Cardoso Silva (PG)1*, Amaro Chaves Ramos (IC)1, Rodrigo Rodrigues de
Oliveira (PQ)1. [email protected].
1
Laboratório de Ciências Químicas, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, 28013160, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brazil.
Palavras-chave: Síntese, cumarina, antiinflamatório e antimicrobiano
Introdução
As cumarinas são substâncias que
apresentam como base estrutural o anel
lactona condensado. Estudos indicam que
essas substâncias naturais ou sintéticas
apresentam
excelente
atividade
antiinflamatória, ao inibir a produção de
citocinas e NO que atuam no processo de
inflamação,
além
da
atividade
antimicrobiana frente a culturas contendo
micobatéria, que são causadoras da
tuberculose bovina1,2.
Nesse contexto, foram realizadas
diversas sínteses a partir da 5,7dihidroxicumarina e do bergapteno, a fim
de se obter vários derivados de
substituição nas posições 5 e 7, que foram
avaliados quanto a atividade antiinflamatória e antimicrobiana em culturas
contendo Mycobacterium bovis.
Materiais e Métodos
As cumarinas 5,7-dihidroxicumarina
e 5-hidroxi-7-metoxicumarina foram obtidas
a partir da reação de ciclizaçãoesterificação catalisada por ZnCl2, com
material de partida 1,3,5-trihidoxibenzeno e
5-metoxiresorcinol, utilizando o reagente
propilato de etila. A desmetilação do
bergapteno foi feita diretamente com
tribrometo de boro.
Os produtos obtidos anteriormente
foram
utilizados
nas
reações
de
substituições
nucleofílicas
com
1,3dibromopropano e
1,4-dibromobutano,
diacetal
bromo
acetaldeído,
Nbis(dimetilpiridil)amina
e
cloreto
de
cloroacetila, em presença de bases e
solventes apróticos para obtenção de
diferentes derivados.
Os ensaios biológicos in vitro
consistiram em teste de inibição de óxido
nítrico (NO) em cultura de macrófagos,
inibição de citocina TNF-α e citotoxicidade
em cultura de fibroblastos e inibição de
crescimento em cultura de Mycobacterium
bovis.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussões
Das
reações
descritas
anteriormente
foram
obtidas
três
substâncias cumarínicas (1a, 1b e 2) e
nove cumarinas substituídas (3a, 3b, 4a,
4b, 5, 6a, 6b, 6c e 7) com rendimentos
3
R
R
entorno deO 75%.
O
2
R
1
O
O
O
O
1a, 1b, 3a, 3b, 5, 6a, 6b, 6c e 7
O
R1= R2= H
5,7-dihidroxicumarina (1a)
R1= CH3; R2= H
5-hidroxi-7-metoxicumarina (1b)
3
O
2, 4a e 4b
R=H
5-hidroxipsoraleno (2)
R1= CH3; R2= C3H6Br
5-(3- bromopropoxi)-7-metoxicumarina (3a)
R1= CH3; R2= C4H8Br
5-(4-bromobutoxi)-7-metoxicumarina (3b)
3
R = C3H6Br
5-bromopropoxipsoraleno (4a)
R3 = C4H8Br
5-bromobutoxipsoraleno (4b)
R1= CH3; R2= C15H20N3
5-{4-[bis(2-piridinilmetil)amino]propóxi}-7metóxicumarina (5)
R1= C6H13O2; R2= H
7-(2,2-dietoxietoxi)-5-hidroxicumarina (6a)
1
2
R = R = C6H13O2
5,7-bis(dietoxietoxi)cumarina (6b)
R1= CH3; R2= C6H13O2
5-(dietoxietoxi)-7-metoxicumarina (6c)
R1= CH3; R2= C2H2ClO
5-cloroacetóxi-7-metoxicumarina (7)
As substâncias 1a, 1b, 2, 3a, 3b,
4a e 4b apresentaram atividade inibitória
frente a produção de NO e TNF-α, inibitória
frente ao crescimento microbiano e baixa
ação citotóxica.
Conclusões
Diferentes cumarinas substituídas
obtidas por síntese apresentam excelente
potencial antiinflamatório, ao inibir os
mediadores pró-inflamatórios NO e TNF- α,
e antimicrobiano ao inibir o crescimento em
cultura de Mycobacterium bovis.
Agradecimentos
A FAPERJ pelo apoio financeiro.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
GÜRSÓY, A. & KARALI, N. Turk J. Chem., 2003, 27:
p. 545-551.
2
NUNES, C. Dos R., et al. Ciênc. Bio. Saúde, 2011,
1(2): 1-8.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 12
Atividade citotóxica e antiherpética (anti HSV-1) dos extratos e
substâncias isoladas a partir de Clusia fluminensis Planch & Triana.
Levino da Costa Meneses (IC)1, Ingrid de Barcelos Oliveira (PG)1, Viveca Giongo (PQ)1,
Maria Carolina Anholeti da Silva (PG)2,3*, Maria Auxiliadora Coelho Kaplan (PQ)3, Selma
Ribeiro de Paiva (PQ)2, Izabel Christina Nunes de Palmer Paixão (PQ) 1.
[email protected]
1Laboratório
de Virologia Molecular, Universidade Federal Fluminense, Outeiro de São João Batista s/nº,
Campus Valonguinho, Niterói, Niterói.
2Laboratório de Botânica. Universidade Federal Fluminense, Outeiro de São João Batista s/nº, Campus
Valonguinho, Niterói.
3Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Universidade Federal Fluminense, Centro de Ciências da
Saúde, Bloco H, Cidade Universitária, Rio de Janeiro.
Palavras-chave: Clusia fluminensis, citotóxico, HSV-1.
Introdução
O vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1)
infecta células mucoepiteliais e é capaz de
estabelecer
latência
nos
gânglios
sensoriais. Possui ampla distribuição
mundial, e estima-se que aproximadamente
90% da população do mundo ocidental seja
soropositiva para esse vírus1. O tratamento
prolongado com drogas já conhecidas,
como o aciclovir, favorece a emergência de
cepas resistentes, principalmente em
pacientes imunocomprometidos, tornando
necessário e urgente o desenvolvimento e
busca de novas substâncias capazes de
prevenir e tratar infecções por HSV-1.
Clusiaceae compreende 14 gêneros
botânicos, e encontra-se caracterizada
principalmente pela presença de xantonas,
benzofenonas, flavonóides, cumarinas e
terpenóides2. Este trabalho avaliou a
atividade de extratos brutos e substâncias
isoladas de Clusia fluminensis Planch &
Triana, uma espécie nativa do litoral
brasileiro, na replicação in vitro do vírus
HSV-1.
Materiais e Métodos
Os extratos brutos foram obtidos por
maceração estática dos órgãos vegetais
secos e fragmentados com os solventes
apropriados, seguido de evaporação do
solvente. O triterpeno lanosterol e a
benzofenona clusianona foram isolados a
partir do extrato hexânico das flores de C.
fluminensis, através de cromatografia
contracorrente. A citotoxidez das amostras
foi avaliada utilizando o sal de tetrazolium
MTT
[3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)2,5-difenil
brometo de tetrazolium]3. A avaliação da
potencial atividade antiviral contra HSV-1
foi realizada através do método de redução
de formação de placa de lise4.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Os extratos brutos avaliados apresentaram
certa citotoxidez em relação ao controle
positivo, o aciclovir, exceto os extratos
hexânico dos frutos maduros (CFFRH),
metanólico das folhas (CFFM) e metanólico
dos
frutos
(CFFRM).
Os
extratos
apresentaram alto percentual de inibição
frente ao vírus HSV-1, alcançando de 81,4
a 100% de inibição em concentração nãocitototóxica (50µg/ml), exceto o extrato
diclorometânico das flores (CFFLD), cujo
CC50=19µg/ml. O lanosterol e a clusianona
também apresentaram certa citotoxidez em
relação
ao
aciclovir,
e
ambos
demonstraram 100% de inibição em
concentração não-citototóxica (50µg/ml).
Conclusões
Os resultados obtidos com os extratos
brutos e substâncias isoladas de C.
fluminensis corroboram o fato de que os
extratos vegetais representam uma valiosa
fonte de substâncias com potencial
antiherpético (anti-HSV1), mostrando-se
promissores para os estudos in vitro do seu
mecanismo de ação.
Agradecimentos
CNPQ, CAPES
----------------------------------1
Schuhmacher, A.; Reichling, J.; Schnitzler, P.
Phytomedicine, 10, p. 504-510, 2003.
2
Stevens, P. F. 2001 onwards. Angiosperm Phylogeny
Website,
Version
9,
June
2008.
URL
[http://www.mobot.org/mobot/research/apweb/]; accessed
on February 2010.
3
Mosmann, T. Immunol. Methods, 65, p. 55-63, 1983.
4
Nyberg, K.; Ekblad, M.; Bergstrom, T.; Freeman, C.;
Christopher R. Parish, C. R.; Ferro, V.; Trybala, E...
Antiviral Res., 66, p. 15-24. 2004.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 13
CONSTITUINTES APOLARES DE Piper Cabralanum C.DC
(Piperaceae)
Felipe Stanislau Candido1,2(IC), Maria Auxiliadora Coelho Kaplan2(PQ), Davyson de Lima
Moreira1(PQ).
¹ Departamento de Produtos Naturais, Far-Manguinhos/ FIOCRUZ, Rio de Janeiro.
² Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais (NPPN), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio
de Janeiro.
Palavras-chave: Piper cabralanum, Piperaceae, constituintes apolares.
Introdução
A família Piperaceae é representada por
plantas herbáceas, arbustos e, raramente,
árvores e conta com cerca de 2000
espécies, quase todas incluídas em Piper e
Peperômia1,2. Substâncias isoladas de
diferentes espécies de Piperaceae têm
mostrado
interessantes
atividades
biológicas, tais como, antiparasitparia,
antiinflamatória e antitumoral3.
Materiais e Métodos
Piper cabralanum C.DC. foi coletada
próxima ao município de Teresópolis/ RJ e
teve suas folhas e caules secos
separadamente. As folhas secas foram
submetidas à extração por maceração
estática com metanol até completa
exaustão. O extrato metanólico obtido foi
concentrado em evaporador rotatório e,
posteriormente, ressuspendido em solução
de metanol/ água 1:1. Realizou-se, então,
uma partição líquido-líquido com hexano,
diclorometano, acetato de etila e butanol.
Posteriormente, o extrato hexanico (16g),
ativo contra células leucêmicas4, foi
cromatografado em coluna de gel de silica
usando hexano, acetato de etila e metanol,
como fases móveis, em gradientes de
polaridade crescente e suas frações
analisadas por Cromatografia em Fase
Gasosa Acoplada a Espectrômetro de
Massas (CG-EM) e por Cromatografia em
Fase Líquida de Alta Eficiência (CLAE). As
substâncias isoladas foram analisadas por
CG-EM e por Ressonância Magnética
Nuclear (RMN) de 1H e 13C.
Resultados e Discussão
A cromatografia em coluna (CC) em gel de
silica do extrato em hexano rendeu 77
frações das quais as frações 20 e 35 foram
recromatografadas
possibilitando
a
identificação
de
duas
substancias
codificadas como PCA-Hex-1 e PCA-Hex-2
A CC da fração 35 possibilitou o isolamento
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
de uma substancia codificada como PCAHex-3. Análise por CG-EM das amostras
PCA-Hex-1 e PCA-Hex-2 mostrou a
presença de uma substância majoritária em
cada fração. Pesquisa em banco de dados
sugeriu para PCA-Hex-1 a substâcia 3,4dimetoxi-benzenopropionato de metila e
para a substância PCA-Hex-2 o ácido 3,4dimetoxi-benzenopropiônico. Análises por
RMN de 1H mostraram sinais na região de
hidrogênios aromáticos e alifáticos, além de
hidrogênios referentes à metoxila para
ambas as substâncias. O espectro de RMN
de 1H de PCA-Hex-1 mostrou, ainda, sinal
de hidrogênios de metila em ligação tipo
éster. Os dados de RMN de 13C foram
comparados com aqueles da literatura
confirmando as estruturas propostas.
Análises por CLAE-DAD-UV usando as
substâncias
isoladas
possibilitaram
identifica-las no extrato metanólico e na
fração em hexano. O teor relativo dessas
substâncias no extrato é cerca de 1%.
Análises por CG-EM e RMN 1H de PCAHex-3 permitiu identifica-la como sitosterol
glicosilado.
Conclusões
O estudo fitoquimico da fração apolar de P.
Cabralanum, permitiu a identificação de
3,4-dimetoxi-benzenopropionato
de
metila,
ácido
3,4-dimetoxibenzenopropiônico
e
sitosterol
glicosilado. Essas substâncias estão
sendo descritas pela primeira vez em P.
cabralanum.
Agradecimentos
PIBIC-FIOCRUZ, FAPERJ.
----------------------------------¹ Yuncker, T. G. Hoehnea, 2, 19-366, 1972.
2
Lorenzi, H.; Matos, F.J.A. 2002 Plantas Medicinais no
Brasil: nativas e exóticas. Instituto Plantarum: Nova
Odessa, SP. 512p.
3
Moreira, D.L.; Guimarães, E.F.; Kaplan, M.A.C.
Phytochemistry, 55, 783-786, 2000.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 14
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE ESPÉCIES
VEGETAIS DA RESTINGA DE JURUBATIBA
Adriana Rocha Dutra (IC)¹*, Renata de Jesus Mello (IC)2, Juliana Montani (PQ)2,Tatiana U.
P. Konno (PQ)3 Michelle F. Muzitano (PQ)1, Denise de O. Guimarães (PQ)1 e Ivana C. R.
Leal (PQ)1
[email protected]
1 Laboratório
de Produtos Naturais Bioativos (LaProN)- IMMT- UFRJ / Macaé, Universidade Federal do
Rio de Janeiro, Rua Aloísio da Silva Gomes, Nº.50- Granja dos Cavaleiros, Macaé- RJ- CEP:27930-560.
2 Laboratório de Pesquisa Integrado- Pólo Universitário- UFRJ / Macaé
3Núcleo de Pesquisas em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé-NUPEM, UFRJ/
Macaé. Rua Rotary Club. São José do Barreto, Macaé-RJ
Palavras-chave: Atividade antioxidante, DPPH, Produtos Naturais, Restinga de Jurubatiba.
Introdução
Radicais livres (RL) são espécies
altamente reativas por possuírem elétrons
desemparelhados. Na presença de agentes
antioxidantes são neutralizados perdendo
sua ação deletéria, evitando o estresse
oxidativo. Mesmo existindo um mecanismo
de reparo do organismo humano a busca
por fontes naturais que atuem como
antioxidantes, interagindo com RLs, podem
funcionar como importantes medidas
preventivas 1,2. Este trabalho tem como
objetivo avaliar a atividade antioxidante de
espécies vegetais da Restinga de
Jurubatiba, coletadas em Quissamã,
através do método do DPPH, promovendo
a busca por extratos promissores.
AAO% = 100 – {[(ABSAmostra - ABSBranco) x 100] / ABSControle}
Os resultados foram expressos em valores
de CE50, concentração efetiva para obter
50% da atividade máxima, estimada em
100% (Figura 1). O extrato padronizado de
Ginkgo biloba EGb 761® foi usado como
padrão positivo, sendo testado nas
mesmas condições descritas acima.
Materiais e Métodos
O DPPH (C18H12N5O6). Massa molar:
394.32 g/mol- é um radical estável à
temperatura ambiente que produz uma
solução violeta em etanol. Na presença de
substâncias antioxidantes, o DPPH é
reduzido, passando da cor violeta para o
amarelo ou incolor em reações que
transcorrem durante 30 minutos. Essa
mudança
permite-nos
observar
e
quantificar a capacidade antioxidante de
cada amostra pela leitura da absorvância
em 518 nm.³ Para cada extrato foram
realizados
três
experimentos
independentes, em triplicata, englobando
concentrações de 1,25 µg/ml a 250 µg/ml,
os quais foram validados estatisticamente.
Figura 1. Avaliação da atividade antioxidante de
espécies vegetais da Restinga de Jurubatiba.
De acordo com os resultados, os extratos
das espécies O. notata (CE50=12,4), K.
membranaceae
(CE50=10,7)
e
M.
moricandiana (CE50=13,2) foram os mais
ativos,
com
valores
de
CE50
significativamente menores que o padrão
EGb761®. A espécie V. crotonoides
apresentou atividade menos significativa,
entretanto, comparável ao padrão.
Conclusões
Resultados promissores foram alcançados,
portanto, mais estudos são essenciais para
a aplicação prática dos extratos.
Bibliografia e Agradecimentos
Radical Livre
Forma Reduzida
Resultados e Discussão
Os valores da absorvância foram
convertidos em atividade antioxidante
percentual (AAO%), conforme a fórmula:
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
¹ BARBOSA, et al . Estresse oxidativo: conceito,
implicações e fatores modulatórios. Rev. Nutr., Campinas,
v. 23, n. 4, Aug. 2010; ² BIANCHI, et al. Radicais livres e
os principais antioxidantes da dieta. Rev. Nutr., Campinas,
v. 12, n. 2, Aug. 1999; 3Mensor et al., 2001.
FUNEMAC, FAPERJ, CNPq
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 15
ENSAIOS PRELIMINARES DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DA
ESPÉCIE Eichhornia crassipes (Mart.) Solms
Mayara A. da T. Silva (IC)¹*, Mariana Ribeiro3 (IC), Karen Danielle B. Dutra (PG)¹, Maria
Carolina A. da Silva3 (PG), Selma R. de Paiva3 (PQ), Ana J. Coutinho3 (PQ), Angélica R.
Soares2(PQ), Rosângela de A. Epifanio (PQ)1, Alessandra L. Valverde (PQ)1.
[email protected]
1 LaProMar
- Instituto de Química – UFF.; 2 GPNOA – NUPEM/UFRJ ;
3 Laboratório
de botânica – Instituto de Química - UFF
Palavras-chave: Eichhornia crassipes, aguapé, atividade antioxidante.
Introdução
A espécie Eichhornia crassipes pertence à
família Ponterderiaceae, onde são incluídas
as plantas aquáticas e de pântanos.
Comumente conhecida como aguapé, é
causadora de diversos problemas para a
navegação e a deterioração da qualidade
da água, sendo encontrada principalmente
nos países tropicais1. O extrato metanólico
da planta apresentou elevados índices de
atividade antioxidante em testes realizados
com DPPH e ABTS2. Trabalhos de nosso
grupo também constataram a presença de
substâncias com atividade antioxidante em
testes espectrofotométricos com DPPH
dessa espécie, coletada em Macaé, RJ,
onde constatou-se uma rápida reação do
extrato em diferentes concentrações,
obtendo-se a atividade máxima do extrato
em torno de 60%, na concentração de 250
μg/mL.3 O presente trabalho tem por
objetivo, analisar a atividade antioxidante
do extrato bruto e das frações mais
polares,
pelo
mesmo
procedimento
supracitado, com planta coletada em Paço
do Lumiar, MA.
Materiais e Métodos
Foram macerados 505g do pó da E.
crassipes em 3,5 L de metanol. Após 15
dias, o decantado foi filtrado e o solvente
evaporado. Parte do extrato bruto foi
utilizado (1,6067g) e solubilizado em 180
mL de uma mistura de MeOH:CH2Cl2 (2:1),
acrescentando-se celite, para o preparo da
pastilha. Esta foi aplicada sob vácuo a uma
coluna com altura de 7,5cm e diâmetro de
6,5 cm, contendo sílica HQ (sem gesso).
Utilizou-se gradiente de eluição com:
diclorometano, acetato de etila, acetona e
metanol (200 mL de cada). As frações
obtidas e o extrato bruto foram submetidos
à CCD em sílica, utilizando-se como fase
móvel CH2Cl2: MeOH (9:1), revelando-se
com solução 0,4 mM de DPPH em metanol.
O potencial de atividade antioxidante das
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
frações mais polares e do extrato bruto foi
analisado
quantitativamente
em
espectrofotômetro, utilizando-se solução
0,3 mM de DPPH, para construção da
curva padrão e BHT como padrão.
Resultados e Discussão
As 4 frações obtidas pela cromatografia
líquida à vácuo foram evaporadas,
obtendo-se um rendimento de 95,5%. Pela
CCD foi possível observar que as frações
em acetona e metanol apresentaram o
maior potencial de atividade antioxidante,
quando revelados com a solução de DPPH.
Todas as amostras apresentaram EC50
maior que o padrão, pois o mesmo está
puro enquanto que as amostras são uma
mistura de substâncias. Do ponto de vista
cinético todas as amostras apresentaram
reação rápida em cada concentração
analisada.
Na
maior
concentração
analisada (125 μg/mL) as frações
apresentaram melhor desempenho que o
extrato bruto, demonstrando que nessas
duas frações mais polares se encontram a
maior concentração de substâncias com
atividade antioxidante.
Conclusões
Os resultados demonstram a presença de
substâncias com proeminente atividade
antioxidante nas duas frações do extrato
bruto, fazendo destas amostras candidatas
para estudos futuros de atividade
antioxidante, visando à identificação e
isolamento das substâncias em questão.
Agradecimentos
Agradecemos à UFF, FAPERJ e CNPq.
----------------------------------1.
Wang, M.-Z., et al., Helv. Chim. Acta. 2011, 94
(1), 61-66.
2.
Shanab, S. M. M., et al., Int. J. Electrochem. Sc.
2011, 6 (7), 3017-3035.
3.
Morgado, C. d. S., et al. 34ª Reunião Anual da
Sociedade Brasileira de Química, Águas de Lindóia, SP,
2011.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 16
ATIVIDADE ANTIMICOBACTERIANA DE EXTRATOS
ETANÓLICOS E FRAÇÕES ALCALOÍDICAS DE Psychotria spp.
Marlon Heggdorne de Araújo (PG)1*, Tarsila Maria da Silva (PG)2, Maura Da Cunha (PQ)2,
Elena Lassounskaia (PQ)3, Michelle Frazão Muzitano (PQ)1.
[email protected]
Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais, UFRJ – Campus Macaé. 2 Grupo de Pesquisa em Biologia
Celular e tecidual, UENF. 3 Grumo de pesquisa em Biologia do Reconhecer, UENF.
1
Palavras-chave: Tuberculose, Mycobacterium bovis BCG, produtos naturais e Psychotria
Introdução
A tuberculose representa um grande
desafio em todo o mundo. O tratamento
disponível envolve o uso de antibióticos e
dura de 6 a 9 meses, ocasionando
frequentemente ao abandono do paciente 1.
Em 2010 foram relatados 8,8 milhões de
novos casos de tuberculose2. Estes dados
ressaltam a necessidade por buscar novos
fármacos e os produtos naturais têm sido
fonte promissora. Nesse contexto, o estudo
visa avaliar a atividade antimicobacteriana,
modulação da produção de óxido nítrico e
citotoxicidade dos extratos e frações de
diferentes espécies de Psychotria.
Materiais e Métodos
Suspensão de Mycobacterium bovis BCG
foi plaqueada em microplaca com meio de
cultura 7H9+ADC, 1×106 CFU/poço. Em
seguida, adicionou-se meio puro (controle
negativo), rifampicina (controle positivo) ou
amostras. A placa foi incubada à 37°C e
5% de CO2 por 7 dias. O crescimento
micobacteriano foi quantificado pelo
método de MTT (n=3, estatística: ANOVA).
A determinação da produção de óxido
nítrico (NO) pelo método de Griess e
citotoxicidade
através
da
liberação
específica de LDH foram avaliados em
macrófagos (RAW 264.7, 1x106 células/mL)
estimulados por LPS 1µg/mL e tratados
com as amostras por 48h. IC50 foi calculado
por regressão não-linear a partir da curva
concentração-resposta das amostras.
Resultados e Discussão
As 15 amostras de Psychotria spp.
estudadas (11 extratos etanólicos de 10
espécies
diferentes
e
4
frações
alcaloídicas) inibiram o crescimento de M.
bovis BCG, sendo os extratos de P.
pubigera (P1a), P. ruelliifolia (P2) e P.
stachyoides (P4), os que apresentaram
mais de 50% de inibição no crescimento
micobacteriano,
mesmo
na
menor
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
concentração (4 g/mL). Estes foram os
mais ativos, e apresentaram IC50 menor
que 4g/mL. As frações alcaloídicas (A1 P. pubigera, A2 - P. ruellifolia, A3 - P.
suterela e A7 - P. leiocarpa) em 100 g/mL,
apresentaram respectivamente a inibição
de: 81,72,8; 82,70,4; 88,81,2 e 85,80%
Na avaliação da capacidade das amostras
em inibir a produção de NO por
macrófagos, P3, P4 e P5 foram os extratos
mais ativos, sendo P3 capaz de inibir mais
de 50% mesmo na menor concentração (4
g/mL). As frações A2, A3 e A7, em 100
g/mL, inibiram a produção de NO
respectivamente em: 69,4±0,79; 81,1±3,9;
50,0±14,9% Esse efeito não foi mantido
para as frações nas concentrações 4 e 20
g/mL. No ensaio de citotoxicidade, em 4 e
20 g/mL, os extratos apresentaram
diferença significativa do controle positivo
(p<0,001). Quanto as frações alcaloídicas
testadas, não foi observada citotoxicidade
considerável, apresentando alta redução do
efeito tóxico quando comparados com os
extratos de origem.
Conclusões
As amostras de Psychotria possuem
substâncias ativas contra M. bovis BCG e
possivelmente podem ser eficientes contra
outras espécies mais virulentas. Sugerindo
que
espécies
de
Psychotria
são
promissoras na busca por novos fármacos
para o tratamento da tuberculose.
Agradecimentos
Ao CNPq, FAPERJ, UFRJ e UENF.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Zhang, Y., Post-Martens, K. and Denkin, S. New drug
candidates and therapeutic targets for tuberculosis therapy.
Drug Discovery Today. 2006, 21-27 p.
2
WHO, World Health Organization. Global Tuberculosis
Control - 2011
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 17
AVALIAÇÃO DA CITOTOXIDEZ DE EXTRATOS BRUTOS DE
Piper chimonanthifolium KUNTH. EM Artemia salina
Lorena Rodrigues Riani (IC)1*, Arthur Ladeira Macedo (PG)¹, Luciana Moreira Chedier
(PQ)1 , Daniel Sales Pimenta (PQ)1. [email protected]
1
Laboratório de Fitoquímica, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora,
36036-900, Juiz de Fora – Minas Gerais.
Palavras-chave: Piper, Artemia, Citotoxidez.
Piper L. é um dos maiores gêneros de
Piperaceae, com mais de 1000 espécies
distribuídas em regiões tropicais e
subtropicais,
especialmente
Ásia
e
Américas. Espécies desse gênero são
frequentemente utilizadas na medicina
popular, devido à atividade antimicrobiana
de seus constituintes1.
Piper chimonanthifolium Kunth., um arbusto
de 1,5 a 2,5m, endêmica do Brasil, não
apresenta publicações científicas referentes
à sua composição química e farmacológica.
O objetivo desse estudo é testar a
citotoxidez de extratos aquosos, metanólicos
e hexânicos de folhas, inflorescências e
caules de Piper chimonanthifolium Kunth.
em Artemia salina.
Materiais e Métodos
Piper chimonanthifolium Kunth. foi coletada
no campus da Universidade Federal de Juiz
de Fora e identificada por Msc. Daniele
Monteiro. A exsicata encontra-se depositada
no Herbário CESJ sob número 57540.
Foram obtidos extratos orgânicos brutos de
folhas, inflorescências e caules por
maceração estática com hexano e metanol,
sucessivamente, até a exaustão. Os
extratos brutos aquosos foram obtidos por
infusão e posteriormente liofilizados.
As amostras testadas foram solubilizadas
em água do mar artificial com auxílio dos
tensoativos Tween 80:DMSO (1:1 v/v) a 1%
para obtenção de concentrações entre 10 e
1000 g/mL. Os testes de citotoxidez foram
realizados segundo Meyer et al., 1982².
Resultados e Discussão
Os resultados foram expressos em CL50,
calculados pelo programa estatístico Probit.
Todos os extratos apresentaram CL50
acima da faixa de concentração testada
(>1000 g/mL). A Figura 1 mostra a
porcentagem de morte dos náuplios ±
desvio padrão entre as repetições, tendo
apenas uma repetição do extrato hexânico
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
de caule acima de 50%. Já o extrato
metanólico de folhas se destacou nas
demais concentrações testadas.
60
50
% de morte dos náuplios
Introdução
EAF
EAI
40
EAC
EMF
30
EMI
EMC
20
EHF
EHI
10
EHC
0
10
50
100
Concentração (g)
500
1000
Figura 1 – Porcentagem de morte dos náuplios de
Artemia salina ± desvio padrão frente aos tratamentos
com os extratos brutos de Piper chimonanthifolium
Kunth. EAF = Extrato aquoso de folha, EAI = Extrato
aquoso de inflorescência, EAC = Extrato aquoso de
caule, EMF = Extrato metanólico de folha, EMI =
Extrato metanólico de inflorescência, EMC = Extrato
metanólico de caule, EHF = Extrato hexânico de folha,
EHI = Extrato hexânico de inflorescência, EHC =
Extrato hexânico de caule.
Conclusões
A baixa citotoxidez apresentada pelos
extratos de uma planta com poucos
estudos químicos e farmacológicos, como
P. chimonanthifolium, mostra-se relevante
por seu ineditismo e pela freqüente
utilização de outras espécies de Piper para
uso interno 3.
Agradecimentos
Propesq/UFJF pelo apoio financeiro.
----------------------------------¹ Monteiro, D. e Guimarães, E. F. Flora do Parque
Nacional do Itatiaia – Brasil: Manekia e Piper(Piperaceae).
Rodriguesia 60 (4):999-1024, 2009.
² Meyer, B.N. et al., Brine shrimp, a convenient general
bioassy for active-plant constituents. Planta Med 45: 31-34.
1982.
³ Lorenzi, H. e Matos, F.J.A. Plantas medicinais no Brasil:
Nativas e Exóticas, 2ª ed. Nova Odessa, SP: Instituto
Plantarum. 2008.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 18
CUMARINA EM Dorstenia arifolia (Moraceae)
Thabata de Souza Santos (IC)1*, Catharina Eccard Fingolo (PG)1, Maria Auxiliadora
Coelho Kaplan (PQ)1. [email protected]
1
Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ciências
da Saúde, Bloco H, 1º andar, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cidade Universitária, RJ, Brasil.
CEP: 21.941-902.
Palavras-chave: Dorstenia arifolia, Moraceae, cumarina.
Introdução
O gênero Dorstenia é bem representado na
flora brasileira, porém, as informações
sobre a química e a farmacologia dessas
plantas são muito escassas. Entretanto,
plantas
desse
gênero
apresentam
composição química bastante variável,
sendo fonte de várias classes de produtos
naturais, tais como: cumarinas, terpenos,
esteróides e flavonóides [1].
O objetivo deste trabalho é mostrar o
isolamento de uma cumarina a partir da
fração diclorometânica, obtida do extrato
metanólico de rizomas de Dorstenia arifolia
Lam., família Moraceae.
158 186
102
130
51
76
Figura 2:
psoraleno.
Espectro
de
massas
O
O
do
Materiais e Métodos
Rizomas de D. arifolia foram extraídos com
metanol e submetidos à partição líquidolíquido com diferentes solventes orgânicos.
A fase diclorometânica foi fracionada por
metodologia cromatográfica rendendo uma
substância pura, de cheiro adocicado. Esse
metabólito especial foi analisado por
cromatografia com fase gasosa acoplada à
espectrometria de massas (CG/EM), em
coluna DB-5MS, injetor a 270°C, interface a
230°C, com rampa de temperatura de 60 a
290°C, variando 10°C/min e por técnicas de
Ressonância Magnética Nuclear (RMN),
uni- e bidimensionais.
Resultados e Discussão
Comparação dos dados obtidos com a
literatura especializada permitiu identificar a
substância purificada como psoraleno, uma
cumarina prenilada linear.
O
Figura 3: Estrutura do psoraleno.
Conclusões
A identificação do psoraleno em Dorstenia
arifolia contribui para o conhecimento da
química de produtos naturais em uma
espécie brasileira.
Agradecimentos
CAPES,CNPq, FAPERJ.
----------------------------------¹ Ngadjui, B.T.; Abegaz, B.M. J. Nat. Prod., 2003, 29(3),
761
Figura 1: Cromatograma do psoraleno
(TR= 14,63min).
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 19
AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIMICROBIANO E
CITOTÓXICO DE Plantago australis LAM.
Mathias Moraes Abrão (IC)1*, Samara Evangelista Reis (IC)1, Luiz Fernando Soldati Duarte
(IC)1, Andréa Silva de Oliveira (IC)1, Arthur Ladeira Macedo(PG)¹, Maria de Fátima Ávila
Pires(PQ)2, Elita Scio Fontes(PQ)3, Luciana Moreira Chedier (PQ)1, Daniel Sales Pimenta
(PQ)1 daniel [email protected]
1 Laboratório
de Fitoquímica, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora,
36036900, Juiz de Fora – Minas Gerais
2Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite. Embrapa Gado de Leite –Rua Eugênio do Nascimento, 610
Dom Bosco- Juiz de Fora- Minas Gerais
3Laboratório de Farmacologia de Produtos Naturais. Instituto de Ciencias Biológicas, Universidad Federal
de Juiz de Fora, 36036900, Juiz de Fora-Minas Gerais
Palavras-chave: Etnoveterinária, Mamite, Artemia salina, Transsagem.
Introdução
Plantago australis Lam. (Plantaginaceae),
conhecida popularmente como transagem,
foi
selecionada
por
levantamento
etnoveterinário anterior para o tratamento
de mamite bovina1. O objetivo deste
trabalho foi determinar a Concentração
Inibitória Mínima (CIM) dos extratos aquoso
e metanólico de folhas de Plantago
australis Lam. contra cepas de bactérias,
inclusive as envolvidas na mamite, e a
capacidade citotóxica dessa espécie contra
Artemia salina.
Materiais e Métodos
O extrato metanólico de folhas foi obtido
por maceração estática com metanol até
exaustão. O extrato aquoso foi obtido por
meio de infusão, seguido de liofilização. Os
dois extratos foram testados contra cepas
das bactérias Staphylococcus aureus e
Escherichia coli, que são agentes
etiológicos da mamite, além das bactérias
Pseudomonas aeruginosa e Salmonella
typhimurium, onde se determinou a
Concentração Inibitória Mínima(CIM)2. Os
testes de citotoxidez foram realizados
segundo Meyer et al. (1982)3. Ambos
extratos foram solubilizados em água do
mar artificial com auxílio dos tensoativos
Tween 80:DMSO (1:1 v/v) a 1% para
obtenção de concentrações entre 10 e
1000 µg/mL e testados em náuplios de
Artemia salina.
Resultados e Discussão
Os extratos mostraram potencial atividade
contra mamite. O extrato metanólico de
folhas de P. australis foi o mais promissor,
sendo o CIM em S. aureus de 125µg, E.
coli de 1000µg, S. typhimurium e P.
aeruginosai de 500µg. O extrato aquoso de
folhas de P. australis apresentou CIM de
>1000,
1000,
500
e
1000µg
respectivamente. Os resultados para
citotoxidez foram expressos em CL50,
calculados pelo programa estatístico Probit.
Todos os extratos apresentaram CL50
acima da faixa de concentração testada
(>1000 g/mL). Esses resultados indicam
eficácia e segurança dos extratos.
Conclusões
Os extratos obtidos de P. australis
mostraram atividade antimicrobiana e baixa
citotoxidez, apontando para uma correta
utilização pelos pecuaristas no combate à
mamite.
Agradecimentos
Propesq/UFJF pelo apoio financeiro.
1
-Pires, M.F.A. et al., Conhecimento e saberes locais:
contribuição para a sustentabilidade da agricultura familiar
e para o desenvolvimento rural. In: SIMPÓSIO
BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL, I,
Viçosa, 2009.
2
-National Comittee for Clinical Laboratory Standards
(NCCLS), 2002. Performance standards for antimicrobial
susceptibility testing. Approved standard M100-512, v. 22,
n. 01.
3
Meyer, B.N. et al., Brine shrimp, a convenient general
bioassy for active-plant constituents. Planta Med 45: 31-34.
1982
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 20
ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE MÉIS
COMERCIALIZADOS EM SÃO JOÃO DE MERITI-RJ.
Víctor de Carvalho Martins (IC)¹*, Gabriel Alves Souto de Aquino (IC)¹, Carlos Alexandre
Marques (PQ)¹, José Celso Torres (PQ)¹. [email protected]
1Tecnologia
em Química de Produtos Naturais. IFRJ, Campus Nilopólis. Rua Lúcio Tavares, 1045, Centro,
Nilopólis, RJ.
Palavras-chave: mel, autenticidade, análise físico-química.
Introdução
O mel é um produto alimentício produzido
pelas abelhas melíferas, a partir do néctar
das flores ou das secreções procedentes
de partes vivas das plantas ou de
excreções de insetos sugadores,1 com alto
valor agregado e crescente interesse
comercial. Por esta razão, este produto
vem sofrendo constante adulteração com a
adição de açúcar de cana ou glicose, o que
compromete a qualidade do produto e a
saúde dos consumidores. O objetivo deste
trabalho é determinar, através de métodos
físico-químicos,
a
autenticidade
de
produtos comercializados como mel no
município de São João de Meriti – RJ,
tendo como base a Instrução Normativa de
nº 11 do Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento (2000).
Materiais e Métodos
Foram adquiridas cinco amostras diferentes
de méis. As análises de rótulo foram feitas
de acordo com recomendação da ANVISA.2
As análises físico-químicas foram feitas
seguindo metodologia do Instituto Adolfo
Lutz3 e descritas a seguir:
Reação de Lund - precipitação de proteínas
por adição de ácido tânico.
Reação de Fiehe - indicação da adição de
glicose através da reação com resorcina.
Reação de Lugol - indicação da adição de
glicose ou superaquecimento do mel.
Determinação de pH – determinação da
acidez com pHmetro.
Determinação de Acidez Livre – através de
titulação ácido-base.
Resultados e Discussão
Na análise preliminar da rotulagem todas
as amostras foram aprovadas. Os
resultados das análises das propriedades
físico-químicas das amostras 1-5 estão
dispostos na tabela a seguir (tabela 1):
Métodos
1
2
3
4
5
Lund (mL)
1,67
1,00
2,07
1,2
0
Fiehe
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Lugol
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
Positivo
pH
3,82
4,73
4,03
4,10
3,65
Acidez
(eq/kg)
47.4786
34.7476
46.1624
60.3799
30.4016
O teste de Lund indicou que apenas a
amostra 5 foi reprovada, o que indica
ausência de proteínas albuminóides. Em
relação às reações de Fiehe e Lugol, o
resultado positivo de todas as amostras
indicam que houve adição de glicose
comercial ou o superaquecimento do mel.3,4
Somente a amostra 2 apresentou valor de
pH maior que a faixa estipulada por
bibliografia especializada. A determinação
de acidez realizada mostra que a acidez da
amostra 4 é 20,76% maior que o valor
estabelecido.
Conclusões
Os resultados encontrados indicam que os
produtos analisados, em sua maioria, não
atendem as especificações determinadas
pela legislação para garantia da identidade
e qualidade do mel. O projeto terá
continuidade com a realização de outros
métodos físico-químicos.
Agradecimentos
Ao CNPq e ao IFRJ pelas bolsas de IC e o
apoio financeiro.
----------------------------------1. BRASIL. Instrução Normativa nº 11, de 20 de
outubro de 2000. Diário Oficial, 23 outubro, Seção 1, p
16-17, 2000.
2.
ANVISA. Rotulagem Nutricional Obrigatória:
manual
de
orientação
aos
consumidores.
Universidade de Brasília, 2001.
3. INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Métodos Físicoquímicos para Análise de Alimentos, São Paulo, ed.4,
cap. VI/VII, p. 281-320/321-343, 2008.
4. LEAL, V.M.; SILVA, M.H.; JESUS, N.M. Aspecto
Físico-químico do mel de abelhas comercializado no
município de Salvador – Bahia. Rev. Bras. Saúde
Prod. An., v.1, n.1, p.14-18, 2001.
Tabela 1: Resultados dos testes físico-químicos.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 21
ESTUDO QUÍMICO DE EXTRATOS DE Solidago chilensis
MEYEN
Carvalho, T.S. (IC)1*; Eboli, R.C. (IC)1; Machado, T.S.D. (IC)1; Souza, S.P. (PQ)1,2; Oliveira,
T.B.(PQ)1; Valverde, S.S.(PQ)1,2
[email protected]
de Tecnologia em Fármacos – FarManguinhos (FIOCRUZ), Laboratório de Química de Produtos
Naturais. Rua Sizenando Nabuco, 100, Manguinhos - CEP 21041-250. RJ/RJ.
2Instituto Militar de Engenharia – Praça General Tibúrcio, 80, Praia Vermelha, Urca – CEP 22290-270.
RJ/RJ.
Palavras-chave: Solidago chilensis Meyen; Fitoquímica; CG/MS; Terpenos.
1Instituto
Introdução
Solidago chilensis Meyen é uma planta
medicinal nativa da América do Sul,
encontrada na região sudeste do Brasil e é
amplamente utilizada pela população em
substituição à espécie exógena Arnica
montana L.1, sendo denominada arnica
brasileira, arnica do Brasil e arnica
silvestre.2,3 É uma planta constante no
elenco do Memento Terapêutico Programa
de Fitoterapia da Prefeitura do Rio de
Janeiro, edição 2002. O principal objetivo
desse
trabalho
é
contribuir
significativamente
para
o
Programa
Nacional de Plantas Medicinais e
Fitoterápico quanto ao perfil cromatográfico
qualitativo e quantitativo dos extratos
estudados.
Materiais e Métodos
O trabalho está sendo realizado através
das
análises
químicas,
físicas,
cromatográficas e espectroscópicas dos
extratos e fases obtidos de S. chilensis,
conforme metodologia desenvolvida no
Laboratório de Química de Produtos
Naturais (LQPN), Farmanguinhos/Fiocruz. 4
Os extratos (padronizados ou não) da
espécie em estudo foram obtidos através
da extração de suas inflorescências, por
esgotamento com solventes orgânicos,
concentrados sob pressão reduzida,
submetidos à partição líquido-líquido, com
solventes de polaridade crescente e
analisados através de CG/MS para
verificação do conteúdo qualitativo e
quantitativo.
Resultados e Discussão
O perfil cromatográfico qualitativo e
quantitativo dos extratos estudados foi
obtido utilizando-se cromatografia em fase
gasosa (CG) associada a um detector de
massas
(MS).
Como
condições
cromatográficas utilizou-se temperatura da
interface em 250°C, fase móvel de hélio,
injeção manual, taxa de split de 1/5 e vazão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
de fluxo de 2,00mL/min. O aquecimento foi
feito de maneira linear de 60°C a 280°C,
com taxa de 6°C/min, permanecendo nessa
temperatura por dois minutos. A separação
cromatográfica foi feita com a coluna RTx5MS de 30mm x 0,25mm x 0,25
micrômetros de espessura, de fase
estacionária
5%
difenil
–
95%
dimetilpolisiloxano.
O
cromatograma
apresentado é referente à análise da fase
em CH2Cl2 e mostra a solidagenona como
substância majoritária, como já havia sido
descrito tanto para o extrato bruto de
inflorescências4, quanto para os rizomas1
com a grande vantagem de serem, as
inflorescências, renováveis no ciclo de vida
do
vegetal.
Entre
as
substâncias
identificadas na fase analisada, encontramse δ-selineno, cedrenol e palustrol, já
descritas
anteriormente
no
gênero
Solidago.
Conclusões
A CG/MS permitiu a análise da fase em
CH2Cl2,
com
detecção
de
vários
constituintes químicos de S. chilensis de
modo direto e inequívoco; Mostrou a
solidagenona (TR.: 23,85min) como
substância majoritária da espécie em
estudo e apresentou outras substâncias já
descritas para o gênero Solidago.
Agradecimentos
Os autores agradecem ao CNPq,
FIOTEC, CIEE e Farmanguinhos pelo
suporte financeiro.
----------------------------------1
Schmeda-Hirschmann, G., A Labdan Diterpene from
Solidago chilensis roots. Planta Medica, 54: 179-180, 1988;
2
Lorenzi, H. Plantas Daninhas do Brasil, Nova Odessa.
SP.1982;
3
Simões, C.M.O. Mentz, L.A., Schenkel, E.P., Irgang, B.E.,
Stehmann, J.R., Plantas da Medicina Popular do Rio
Grande do Sul. 4ª Edição. Editora da UFRGS. 1995.
4
Valverde, S.S.; Azevedo-Silva, R.C.; Tomassini, T.C.B.
Utilização de CLAE, como Paradigma na Obtenção e
Controle do Diterpeno Solidagenona a partir de
Inflorescências de Solidago chilensis Meyen (Arnica
Brasileira). Rev Bras de Farm, 90(3): 196-199, 2009
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 22
ANATOMIA FOLIAR E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Abuta
convexa (Vell.) Diels (MENISPERMACEAE)
Mariana Martinelli J. Ribeiro (IC) 1, Simone M. Kitagawa (PG) 1, Maria Carolina Anholeti da
Silva (PG) 1, Ana Joffily (PQ) 1, João Marcelo Alvarenga Braga (PQ) 2, Neusa Tamaio (PQ)2,
Selma Ribeiro de Paiva (PQ) 1. E-mail: [email protected]
1
Setor de Botânica, Departamento de Biologia Geral, Instituto de Biologia, UFF. Outeiro de São João
Batista, s/n, Campus do Valonguinho, 24020-150. Niterói, RJ.
2 Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, JBRJ. Rua Pacheco Leão, 915. 22460-030.
Rio de Janeiro, RJ.
Palavras-chave: Menispermaceae, Anatomia vegetal, Antioxidante.
Introdução
A família Menispermaceae Juss. apresenta
cerca de 71 gêneros e aproximadamente
520 espécies de distribuição pantropical.
No Brasil ocorrem 16 gêneros e cerca de
110 espécies1. Abuta Barrère ex Aubl. é o
maior gênero de Menispermaceae, sendo
encontrado na América Central e do Sul2.
Do ponto de vista químico, a família é
caracterizada pela presença de alcalóides,
sesqui- e diterpenos, além de taninos3. Há
também a ocorrência de glicosídeos e
saponinas4.
Este
trabalho
objetivou
descrever a anatomia foliar de Abuta
convexa (Vell.) Diels, além de avaliar a
atividade antioxidante de extratos polares.
Materiais e Métodos
Para
o
estudo
anatômico
foram
selecionadas folhas totalmente expandidas
e utilizadas técnicas usuais em anatomia
vegetal. Para a avaliação da atividade
antioxidante foi construída a curva padrão
de DPPH e, em seguida, foram feitas as
leituras para o extrato metanólico das
folhas.
A
avaliação
da
atividade
antioxidante foi feita em comparação com
os dados obtidos para o controle positivo
BHT (butil-hidroxi-tolueno). Foram feitos
três ensaios independentes em triplicata e
a análise foi feita por ANOVA.
Resultados e Discussão
O pecíolo de Abuta convexa é circular,
epiderme uniestratificada revestida por
tricomas tectores, seguida de colênquima
anelar e parênquima clorofiliano. O cilindro
vascular
apresenta
feixes
colaterais
circundados por esclerênquima e medula
parenquimática. Na lâmina foliar, a epiderme
é sinuosa com tricomas em ambas as faces e
estômatos anomocíticos na face abaxial. O
mesofilo é dorsiventral, composto por
parênquima paliçádico e lacunoso. A nervura
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
principal é levemente convexa na face
adaxial e proeminente na face abaxial e o
sistema vascular formado por cinco a seis
feixes.
Os
resultados
da
atividade
antioxidante mostraram que, do ponto de
vista cinético, o extrato de folhas apresenta
reação rápida em todas concentrações
testadas. O extrato de folhas de Abuta
convexa apresentou EC50 de 3,002 g extrato/
g de DPPH.
Conclusões
A escassez de registros de estudos químicos
para Abuta convexa reforça a importância de
seu estudo. A atividade antioxidante
apresentou
bons
resultados
quando
comparado ao padrão, mostrando um
potencial na produção de substâncias com
atividade seqüestradora de radicais livres. A
caracterização botânica evidenciou aspectos
marcantes da família e importantes na
diagnose de drogas vegetais.
Agradecimentos
Ao PIBIC/UFF, PROPPi/UFF e JBRJ.
----------------------------------1
Braga, J.M.A. Menispermaceae. In: Forzza, R.C. et al.
(eds.). Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil. vol.2.
Andrea Jakobsson Estúdio, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, pp. 1281-1285, 2010.
2
Gentry, A.H. A Field Guide to the Families and Genera of
Woody Plants of Northwest South America with
Supplementary Notes on Herbaceous Taxa. University of
Chicago Press, Chicago, 1993.
3
Stevens, P.F. Angiosperm Phylogeny Website, 2001.
(acesso em nov. 2011).
4
Hoehne, F.C. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e
medicinais. 2ª. Ed. São Paulo: Departamento de Botânica do
Estado. 355p, 1978.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 23
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DAS FOLHAS E
FRUTOS DE Solanum paniculatum.
Isabella V. de Souza (IC)¹*, Janine G. da Silva (IC)¹, Gabriela R. de Souza (PG)², Antonio
Jorge R. da Silva (PQ)², Nancy S. Barbi (PQ)1. [email protected].
1
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas / Faculdade de Farmácia, UFRJ, Centro de Ciências
da Saúde, Bloco A 2º andar, Ilha do Fundão - Rio de Janeiro, 21941-590.
2 Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais, UFRJ, Centro de Ciências da Saúde, Bloco H, Ilha do Fundão
- Rio de Janeiro, 21941-590.
Palavras-chave: Solanum paniculatum, atividade antioxidante, DPPH.
Introdução
O gênero Solanum, composto por cerca de
1700 espécies, é um dos maiores do Reino
Vegetal e o mais representativo da família
Solanaceae1. S. paniculatum L. se destaca
pelos seus diferentes usos medicinais,
sendo a única representante deste gênero
reconhecida
como
fitoterápico
pela
Farmacopéia Brasileira primeira e segunda
edições. Conhecida como “jurubeba”, as
folhas e frutos desta espécie são usados
popularmente como tônico e no tratamento
de disfunções hepáticas e digestivas2.
Considerando o grande número de estudos
que associam doenças hepáticas e crônicodegenerativas à ação de radicais livres, o
presente trabalho teve como objetivo
avaliar a atividade antioxidante, pelo
método de sequestro do radical livre 2,2difenil-1-picril-hidrazila
(DPPH),
dos
extratos aquosos das folhas e frutos de S.
paniculatum (SP).
Materiais e Métodos
Cerca de 50 g de folhas e frutos, secos e
moídos
de
(SP)
foram
extraídos,
separadamente, em 500 mL de água
destilada por infusão. Os infusos obtidos
foram avaliados quanto à atividade
antioxidante
utilizando
DPPH
na
concentração de 0,1mM. A atividade
antioxidante, medida através da diminuição
da absorvância de soluções de diferentes
concentrações preparadas a partir dos
extratos brutos, foi expressa em valores de
CE50
(quantidade
de
antioxidante
necessária para reduzir a 50% a
concentração inicial de DPPH). Como
padrão foi utilizada a rutina. Todas as
leituras foram feitas em triplicatas, em
espectrofotômetro a 518 nm e os
resultados expressos em médias e desvios
padrão. As análises estatísticas foram
realizadas através do teste t de Student e
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
dados com p menor do
considerados significativos.
que
0,05
Resultados e Discussão
Os valores de CE50 encontrados para os
extratos aquosos obtidos das folhas e
frutos de SP foram de 5,29±0,99 e
40,12±2,40 e do padrão rutina foi de 1,35 ±
0,05 e 2,27± 0,04, respectivamente. A
diferença na atividade antioxidante do
extrato das folhas de SP não foi
estatisticamente
significativa
quando
comparado ao controle positivo rutina
(p=0,011).
Entretanto,
a
atividade
antioxidante encontrada para o extrato
aquoso dos mesmos, considerando o
método usado, não foi expressiva, em
comparação com as folhas e o padrão
rutina.
Conclusões
O extrato aquoso dos frutos mostrou baixa
atividade antioxidante pelo método DPPH.
Por outro lado, o extrato aquoso das folhas
de Solanum paniculatum apresentou
potente atividade antioxidante, comparável
ao padrão rutina. Dentre os metabolitos
especiais, os flavonoides são o grupo que
mais expressam tal atividade e, em
trabalho anterior realizado por nosso grupo,
comprovamos
a
ocorrência
destas
substâncias neste extrato³.
Agradecimentos
Apoio CAPES/CNPq.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ Evans, W. C. Trease and Evans Pharmacognosy. 14th ed.
Editora Saunders, 1998.
² Nurit, K.; Agra, M. F. e Basílio, I. J. L. D. Revista
Brasileira de Biociências, 5(1), 243-245. 2007.
³ Souza, G.R., Soares V., Barbi, N.S., Souza, I.V., Silva,
A.J.R. Anais da 35ª Reunião Anual da SBQ, 2012.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 24
EXTRATO ETANÓLICO DE M. moricandiana PROMOVE
VASODILATAÇÃO VIA PRODUÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO
Letícia Lima Dias Moreira Ferreira (PG)1*, Paula Borges de Negreiros e Souza (IC) 1, Bruno
Meirelles Paes (IC)1, Tatiana Ungaretti Paleo Konno (PQ)2, Ivana Correa Ramos Leal
(PQ)3, Michelle Frazão Muzitano (PQ)3, Juliana Montani Raimundo (PQ)1.
[email protected]
1
Laboratório Integrado de Pesquisa, Campus UFRJ-Macaé. Rua Aloísio da Silva Gomes, 50. Granja dos
Cavaleiros, Macaé, RJ.
2 Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé, Campus UFRJ-Macaé. Av. São
José do Barreto, 764. Barreto, Macaé, RJ.
3 Laboratório de Produtos Naturais, Campus UFRJ-Macaé. Rua Alcides da Conceição, 159. Novo
Cavaleiros, Macaé, RJ.
Palavras-chave: M. moricandiana, vasodilatação, aorta, óxido nítrico
Introdução
O gênero Mandevilla apresenta várias
espécies que já foram estudadas quanto às
suas atividades biológicas. Entre os efeitos
descritos
estão
antioxidante,
antiinflamatório e relaxante de vasos isolados
de coelho1,2. No entanto, o perfil fitoquímico
e farmacológico da espécie Mandevilla
moricandiana ainda não é conhecido. Este
trabalho tem como objetivo avaliar os
efeitos do extrato de M. moricandiana no
músculo liso vascular isolado de rato e
investigar o seu mecanismo de ação, uma
vez que os vasodilatadores são fármacos
importantes para o tratamento de doenças
cardiovasculares.
Materiais e Métodos
Material vegetal: O extrato etanólico de
folhas de M. moricandiana foi gentilmente
cedido pelo Laboratório de Produtos
Naturais.
Registro de tensão isométrica de aorta:
Anéis de aorta (5mm) isolados de ratos
Wistar machos (250-280 g) foram
posicionados
em
cubas
verticais
preenchidas
com
solução
Tyrode
modificada e oxigenadas com mistura
carbogênica (95% O2 / 5% CO2), à 37ºC. A
contratura do músculo liso vascular foi
induzida com 10 µM de fenilefrina, seguida
da exposição a concentrações cumulativas
do extrato (0,1 a 100 µg/ml).
Investigação do mecanismo de ação
vasodilatador do extrato: A ação vascular
do extrato foi avaliada em anéis com e sem
endotélio. Este foi considerado íntegro
quando o relaxamento induzido por
acetilcolina (10M) foi superior a 80% e sua
ausência foi confirmada pelo não
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
relaxamento frente à acetilcolina. Aortas
com endotélio foram pré-tratadas (15
minutos) com NG-nitro-L-arginine methyl
ester (L-NAME, 100 µM), antagonista da
óxido nítrico (NO) sintase, atropina (10 M),
antagonista
muscarínico,
1H[1,2,4]oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1-one
(ODQ, 10 µM), inibidor da guanilato ciclase
solúvel, e indometacina (10 µM), inibidor da
ciclooxigenase.
Resultados e Discussão
O extrato de M. moricandiana produziu
relaxamento de forma concentraçãodependente dos anéis de aorta com
endotélio, com platô estabelecido na
concentração de 10 µg/mL (86,47 ± 1,59%,
P<0,05). A concentração necessária do
extrato para inibir em 50% a contratura
máxima induzida pela fenilefrina foi 0,90 
0,07 g/ml. O efeito vasodilatador do
extrato foi totalmente inibido em anéis de
aorta sem endotélio e em aortas com
endotélio pré-tratadas com L-NAME e com
ODQ indicando o envolvimento da via do
NO para o efeito de M. moricandiana. No
entanto, o efeito do extrato não foi inibido
na presença de atropina ou indometacina.
Conclusões
O extrato de M. moricandiana produz
intensa vasodilatação dependente da
produção
endotelial
de
NO,
mas
independente da ativação de receptores
muscarínicos e produção de prostaciclina.
Agradecimentos
FAPERJ, FUNEMAC, UFRJ/PIBEX
----------------------------------¹ Matos, W. M., et al. Neuropeptides 40(2): 125-132, 2006.
² Calixto, J.B. e Yunes, R.A. British Journal of
Pharmacology 88: 937-981, 1986
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 25
ENZIMAS PROTEOLÍTICAS DE LEGUMINOSAS
Rayane N. Gonçalves* (IC); Juliana da S. Pacheco (PG); Suellen D. Gozzini (PG); Nathália
N. N. Vidal (PG); Bianca R. A. da Silva (IC); Bruna C. dos Santos (PG); Raquel E. da Silva
López (PQ)1. [email protected]
1Grupo
de Pesquisa em Proteases e Inibidores de Proteases de Plantas, Departamento de Produtos
Naturais, Farmanguinhos- FIOCRUZ, Avenida Brasil 4365, Rio de Janeiro, RJ, CEP 21045-900.
Palavras-chave: Extratos, leguminosas, proteases, eletroforese.
Introdução
As proteases catalisam a hidrólise de
ligações peptídicas em proteínas e peptídeos. São essenciais a todos os organismos vivos, mediando processos como:
morfogênese, nutrição, apoptose, defesa
contra insetos, pragas e microorganismos,
sinalização intracelular, dentre outros1.
Classificam-se em endo e exopeptidases,
de acordo com a ligação peptídica clivada.
As endopeptidases são ainda subdivididas
em tipos de acordo com o aminoácido do
sítio ativo envolvido na catálise em serino,
cisteína, aspártico e metalloproteases1.
A família das leguminosas compreende
650 gêneros e cerca de 18.000 espécies.
Com morfologia bastante variada, engloba
desde árvores de grande porte até
arbustos, ervas e trepadeiras. A principal
característica desta família é a presença de
vagens com sementes em seu interior.
Existem poucos estudos sobre as proteases desta família e, portanto o objetivo
deste trabalho foi isolar esta atividade em
espécies dos gêneros Bauhinia, Crotalaria,
Canavalia e Mucuna.
Materiais e Métodos
As plantas obtidas da Plataforma
Agroecológica da FIOCRUZ foram Bauhinia
forficata, Canavalia ensiformis, Crotalaria
spectabilis, e Mucuna pruriens. Os órgãos
vegetais foram processados como descrito
anteriormente2 e os extratos aquosos tiveram suas proteínas dosadas por Bradford3
e analisadas por Eletroforese em gel de
poliacrilamida contendo dodecilsulfato de
sódio (SDS-PAGE) de acordo com
Leammli4. A atividade proteolítica foi
analisada em SDS-PAGE-gelatina e a
atividade peptidásica foi estudada contra LTosil-Arginil-Metil éster (L-TAME).
Resultados e Discussão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
O maior teor de proteínas foi observado
nos extratos de folhas de C. ensiformis e
de modo geral, as sementes de todas as
plantas apresentaram mais proteínas do
que nos outros órgãos. A análise por
eletroforese mostrou um perfil particular de
proteínas para cada espécie estudada,
apresentando proteínas conservadas nos
extratos da mesma espécie. A atividade
proteolítica em gel demonstrou que todos
os extratos de C. spectabilis e M. pruriens
apresentaram excelente atividade, especialmente os de folhas. Apenas os extratos
de folhas de C. ensiformis hidrolisaram a
gelatina, Já os de B. forficata não exibiram
atividade gelatinolítica em gel.
Todos os extratos obtidos hidrolisaram o
substrato peptídico L-TAME, demonstrando
picos de atividade em diferentes valores de
pH sugerindo a possibilidade da presença
de diversos tipos de proteases, especialmente de serino-proteases pois foi observada importante atividade na faixa alcalina
de pH.
Conclusões
Os resultados obtidos neste estudo
mostraram que os sistemas aquosos são
bastante eficientes para obtenção de
extratos ricos em proteínas. As diferentes
espécies expressaram distintos conjuntos
de proteínas com particular atividade
hidrolítica. Além disso, podemos concluir
que as leguminosas são valiosas fontes
para bioprospecção de proteases com
importante atividade proteolítica.
Agradecimentos
A Farmanguinhos e a FAPERJ pelo apoio
ao trabalho desenvolvido.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ Silva-López, R.E et al. (2005) Parasitology. 131, 85-96.
2
Pacheco, J.S.; Silva-López, R.E. (2012) Z. Naturforschung.
67c, in press.
3
Bradford, M.M. Anal Biochem 1976, 72: 248-254.
4
Laemmli U.K. (1970). Nature 227, 680-685.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 26
DESENVOLVIMENTO
DE
NANOEMULSÃO
ESSENCIAL DE Rosmarinus officinalis
DE
ÓLEO
Rafael Portugal Rizzo Franco de Oliveira (IC)¹*, Manuela Passos Mascarenhas (IC) 1,
Fiorella Mollo Zibetti (IC)1, Caio Pinho Fernandes (PG)1,2, Bárbara Gomes Lima (PG)2,
Leandro Rocha (PQ)2, Deborah Quintanilha Falcão (PQ)1.
[email protected]
1 Laboratório
de Tecnologia Farmacêutica I, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal Fluminense,
Rua Dr. Mário Viana 523, Santa Rosa, Niterói, RJ, 24241-000, Brasil
2 Laboratório de Tecnologia de Produtos Naturais, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal
Fluminense, Rua Doutor Mário Viana 523, Santa Rosa, Niterói, RJ, 24241-000, Brazil
Palavras-chave: Nanoemulsão, óleo essencial, Rosmarinus officinalis.
Introdução
Os óleos essenciais são misturas
complexas de substâncias voláteis e
ocupam um lugar preponderante nas áreas
farmacêutica, cosmética e alimentícia.
Neste contexto, o óleo essencial de
Rosmarinus officinalis L. (Lamiaceae),
popularmente conhecido no Brasil como
alecrim, é amplamente empregado por
suas
propriedades,
tais
como
antimicrobiano e antioxidante1. Os avanços
na nanotecnologia e a produção de
nanossistemas de liberação controlada
despertam
o
interesse
de
vários
pesquisadores. As nanoemulsões são
sistemas bifásicos no qual o tamanho das
gotículas dispersas é extremamente
pequeno (entre 20 e 200nm), mostrando
um reflexo azulado característico e maior
estabilidade2. Este estudo tem o objetivo de
desenvolver nanoemulsões estáveis, com
baixo aporte energético, de R. officinalis
visando a elaboração de uma forma
farmacêutica a base de óleo essencial,
economicamente viável e passível de ser
comercializada.
Materiais e Métodos
O óleo essencial de alecrim foi obtido por
hidrodestilação, utilizando-se aparato do
tipo Clevenger, centrifugado, filtrado em
sulfato de sódio anidro e armazenado em
freezer. As emulsões foram desenvolvidas
utilizando-se diferentes metodologias de
formulação contendo o óleo essencial de
alecrim (5%, p/p) como fase dispersa. As
emulsões obtidas foram caracterizadas
quanto ao tamanho das micelas em
analisador de tamanho de partículas Zen
1600
e
a
turbidimetria
em
espectrofotômetro UV-Vis SP 2000. A
estabilidade das formulações foi avaliada
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
segundo aspectos micro e macrosópicos e
separação de fases.
Resultados e Discussão
Através do emprego de diferentes
metodologias de formulação foi possível o
desenvolvimento
de
nanoemulsões
contendo o óleo essencial de alecrim
utilizando baixo aporte energético. A
melhor nanoemulsão apresentou diâmetro
médio de partícula igual a 97,12 nm,
polidispersão 0,483 e turbidimetria de 0,33.
Após 30 dias de armazenagem a emulsão
manteve suas características iniciais
quanto aos aspectos avaliados. A
elaboração de produtos a base de óleos
essenciais requer cuidados especiais no
processamento em função da alta
volatilidade de seus constituintes. O
desenvolvimento tecnológico envolvido na
pesquisa de nanoemulsões utilizando
metodologias de baixo aporte energético se
enquadra nesse contexto e atende às
necessidades industriais uma vez que
tende a minimizar o custo geral do
processo, otimiza a produção e garante a
qualidade do produto acabado.
Conclusões
Através do emprego de diferentes
metodologias de formulação foi possível o
desenvolvimento
de
nanoemulsões
contendo o óleo essencial de alecrim com
baixo aporte energético passível de
aplicação comercial.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Bozin, B.; Mimica-Dukic, N.; Samojlik, I.; Jovin, E.
Antimicrobial and antioxidant properties of rosemary and
sage (Rosmarinus officinalis L. and Salvia officinalis L.,
Lamiaceae) essential oils. J. Agric. Food Chem., 55 (19),
7879–7885. 2007.
2
Salager, J.L. Formulation concepts for the emulsion
makers. In: Nielloud, F.; Martimestres, G. Pharmaceutical
emulsions and suspensions: drugs and the pharmaceutical
sciences. New York: Marcel Dekker, 2000. p.19-72.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 27
DETERMINAÇÃO DO POTENCIAL ANTIOXIDANTE E DO CONTEÚDO
FENÓLICO DE PLANTAS DE Passifora suberosa L.
Marcela Vianna (IC)1*, Danielle Lugato (PG)1, Ana Ferreira (IC)1, Thiago Merthy (PG)1,
Renata Garcia (PG)1, Georgia Pacheco (PQ)1 e Elisabeth Mansur (PQ)1. E-mail:
[email protected]
1
Núcleo de Biotecnologia Vegetal - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), CEP: 20550-013
, Rio de Janeiro, RJ.
Palavras-chave: P.suberosa, Antioxidante, Polifenóis.
Introdução
Passiflora
suberosa
L.,
conhecida
popularmente como maracujá mirim, é
utilizada na medicina popular como
sedativo, no tratamento de hipertensão e
diabetes1. Estudos fitoquímicos da espécie
revelaram a presença de polifenóis,
principalmente
os
glicosídeos
cianogênicos, que possuem potencial
antioxidante e estão associados à
prevenção de várias doenças relacionadas
ao estresse oxidativo2. O objetivo deste
trabalho foi avaliar o potencial antioxidante
e determinar o conteúdo fenólico em
extratos de folhas de plantas de P.
suberosa obtidas através de cultura de
tecidos.
Materiais e Métodos
Folhas de plantas mantidas in vitro ou
aclimatizadas foram secas em estufa a 45º
C, fragmentadas em moinho, submetidas à
extração em etanol 100%, filtradas,
concentradas
em
rotaevaporador
e
suspensas
em
metanol
100%.
A
determinação do potencial antioxidante foi
realizada pela redução do radical DPPH
(2,2-Difenil 1,Picrilhidrazila) 3. O percentual
de inibição sobre os radicais DPPH pelas
amostras testadas foi calculado pela
redução do radical em 50% (CE50). O
conteúdo fenólico total dos extratos foi
avaliado utilizando-se o reagente FolinCiocalteau 4, sendo os resultados
expressos em equivalentes de ácido gálico
(GAE). Os experimentos foram realizados
em duplicatas.
de plantas aclimatizadas apresentaram
maior potencial antioxidante (CE50 = 3,50
g/L) em comparação com aquelas obtidas
de plantas mantidas in vitro (CE50 = 13,39
g/L). Com relação ao conteúdo fenólico,
foram observados valores de 15,73 mg / g
e 8,97 mg de GAE/ g em folhas
aclimatizadas e in vitro, respectivamente.,
Dessa forma, foi demonstrada a existência
de
uma correlação positiva entre a
concentração de fenóis totais e o potencial
antioxidante do material analisado.
Conclusões
Extratos de folhas de plantas aclimatizadas
apresentaram maior atividade antioxidante
e concentração de fenóis totais em relação
a folhas de plantas mantidas in vitro.
Agradecimentos
CAPES, CNPQ e FAPERJ.
----------------------------------¹ Ulmer T, MacDougal JM. Passiflora passionflowers of the world.
Timber Press, Portland, 2004.
2
Spencer KC, Segler DS. Passisuberosin and epipassisuberosin:
two cyclopentenoid cyanogenic glycosides from P. suberosa.
Phytochemistry 26:1665–1667, 1987.
3
Brand-Williams, W.; Cuvelier, M.E e Berset, C. Use of a free
radical method to evaluate antioxidant activity. Food Science and
Technology, v.28, p.25-30, 1995.
4
Holland K. W.; Balota M.; Eigel W. N.; Mallikarjunan, P.; Tanko,
J. M.; Zhou, K.; O´Keefe, S. F. ORAChromatography and total
phenolics content of Peanut root extracts. Food Chemistry, v.76,
Nr.3, 2011.
Resultados e Discussão
Nos experimentos para avaliação da
atividade antioxidante, foram obtidos, para
os diferentes materiais, coeficientes de
correlação acima de 0,90, demonstrando
uma boa linearidade das curvas obtidas
para análise do CE50. A partir desses
dados, foi observado que extratos de folhas
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 28
CHARACTERIZATION OF Petiveria alliacea L. FROM RIO DE
JANEIRO, BRAZIL: FUNCTIONAL IMPLICATIONS
Bianka de Oliveira Soares (PG)1*, Jamine de Almeida Pettinelli (PG)1, Liane
Peixoto Rocha (PG)1, Mariana Pimenta (IC)1, Juliana Cochofel (IC)1, Aline
Castellar (PQ)2, Suzana Leitão (PQ)2, Rachel Fatima Gagliardi (PQ)1*Email:
[email protected]
Núcleo de Biotecnologia Vegetal – Universidade do Estado do Rio de Janeiro;
1
Faculdade de Farmácia – Universidade Federal do Rio de Janeiro
2
Keyword: medicinal plant, morphology, chemical diversity, TLC
Introdução
Petiveria alliacea L. (Phytolaccaceae) is
represented by herbaceous plants with
sub-shrub habit, and a strong garlic
smell. This species has traditionally
been used in folk medicine due to
various
pharmacological
activities.
Among these, the antineoplastic effect
has been attributed to polysulfides
already identified and interesting for the
pharmaceutical industry1.
The aim of this study was to evaluate
phytochemical traits and botanical
characteristics of different populations of
this species occurring in Rio de Janeiro,
in order to identify mother plants for
biotechnological production.
Materiais e Métodos
Samples
were
obtained
from
spontaneous population in different
administrative regions of Rio de Janeiro
city. Individuals were identified for
comparisons based on morphological
and reproductive characteristics.
Thin layer chromatography (TLC) 
ethanolic extracts were used, initially
using as the mobile phase: ethyl acetate
(100); ethyl acetate - methanol (1:1),
methanol (100). In further tests, the
extracts were diluted in methanol and
used in the elution systems: methanol
(100), dichloromethane - methanol
(25:75): methanol - ethyl acetate
(75:25), dichloromethane - methanol
(50:50): methanol - ethyl acetate (1:1)
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
ethyl acetate (100); ethyl acetate methanol (75:25) and ethyl acetate acetone
water
(25:5:2).
The
fluorescence detection was obtained
with sulfuric acid under UV radiation at
254 nm.
Resultados e Discussões
All plants from the regions studied were
identified as Petiveria alliacea L. based
on
morphological
characteristics,
besides the herbaceous structure and
smell of garlic. The specimens of each
sample collected were deposited in the
Herbarium of Rio de Janeiro.
The analyses by TLC of etanolic
extracts showed colored bands display:
orange, red, purple, yellow, brown, blue
fluorescent, lime green and purple.
Flavonoids have been found in samples
from all populations studied. Moreover,
the results also suggested the presence
of terpenes and carotenoids in some
extracts confirming previous records1
Conclusões
The chromatographic analysis of ethanol
extracts allow the identification of higher
chemical diversity in P.alliacea.
Agradecimentos
This work was supported by FAPERJ,
CNPq and CAPES.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
De Sousa, J.R.; Demuner, A.J.; Pinheiro, J.A.;
Bretmair, E.; Cassels, B.K. Phytochemistry, v. 29, p.
3653-3655,1990.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 29
AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE VITEXINA EM DIFERENTES
SISTEMAS in vitro DE Passiflora suberosa L.
Thiago Saide Martins Merhy (PG)1*, Marcela Gomes Vianna (IC)2, Renata de Oliveira
Garcia (PQ)2, Georgia Pacheco (PQ)2, Elisabeth Mansur (PQ)2. [email protected].
1.
2.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nucleo de Biotecnologia Vegetal, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ,
Brasil;
Palavras-chave: Passiflora, extrato etanólico, vitexina, CLEA.
Introdução
A família Passifloraceae é formada por
18 gêneros, sendo Passiflora o de maior
representatividade (1). Diversas espécies
do gênero possuem atividades medicinais,
geralmente, associadas à presença de
flavonóides. Os flavonóides c-glicosilados
são o maior grupo de constituintes
químicos do gênero, sendo orientina,
isoorientina,
isovitexina
e
vitexina
detectados
com
maior
frequência.
Passiflora suberosa L. é uma espécie
tropical, muito utilizada na medicina
popular, que ocorre principalmente no
Cerrado e na Mata Atlântica. As técnicas
de cultura de tecidos vegetais têm sido
utilizadas para a produção de metabólitos
de interesse, pois permitem a produção de
mudas em larga escala e a possibilidade de
manipulação das vias de síntese dos
metabólitos. Assim, o objetivo desse
trabalho foi avaliar a produção de vitexina
em calos e plantas aclimatizadas de P.
suberosa, por Cromatografia Liquida de
Alta Eficiência (CLAE).
Materiais e Métodos
Folhas de plantas aclimatizadas (100g)
obtidas a partir de segmentos nodais
cultivados em meio MSM suplementado
BAP 22M e 50g de calos friáveis
induzidos em meio MSM suplementado
com Pic 28,9M foram secos em estufa a
40ºC, por 72h. Em seguida, o material foi
macerado mecanicamente e incubado em
etanol (100 mL) por 10 dias, sob agitação
(100 rpm), no escuro. Após esse período, o
material foi filtrado e incubado em etanol
por mais 10 dias. Esse processo foi
repetido por mais uma vez. As porções dos
extratos
foram
concentradas
em
rotaevaporador,
sendo
em
seguida
resuspensas em etanol. A análise por
CLAE foi realizada utilizando-se uma
coluna C18 e comprimento de 340 nm. A
fase
móvel
foi
constituída
por
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
isopropanol:tetrahidrofurano:água (5:15:80
+ 0,3% HCOOH) em eluição isocrática.
Resultados e Discussão
Os perfis fitoquímicos dos extratos obtidos
a partir dos dois materiais apresentaram
diferenças significativas. Contudo, não
foram observadas alterações entre os
extratos obtidos nas três lavagens do
mesmo
material,
que
apresentaram
similaridade quanto ao padrão e número de
componentes, embora as concentrações de
vitexina tenham variado. Os tempos de
retenção dos picos de vitexina variaram
entre 11,7-12,1 min. A maior concentração
foi encontrada na porção de extrato
referente à segunda lavagem (60,5mg/L).
Por outro lado, com a metodologia testada,
não foi identificado nenhum pico nos
extratos obtidos a partir de calos. A
presença de vitexina já foi detectada em
extratos hidroalcoólicos de P. alata, por
meio de diferentes técnicas, incluindo
espectrometria
UV-visível,
CLAE
e
cromatografia de camada delgada. Além
disso, esse mesmo flavonóide já foi
identificado em outras espécies do gênero,
como P. incarnata, P.edulis e P. foetida (1).
Conclusões
A produção de vitexina em plantas de P.
suberosa foi demonstrada pela primeira vez
neste trabalho. Com as metodologias de
cultura e análise utilizadas, a presença do
flavonóide não foi detectada em calos
friáveis
Agradecimentos
CAPES, CNPQ e FAPERJ.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Pongpan N.; Luanratana, O.; Suntornsuk, L. Rapid
reversed-phase high performance liquid chromatography for
vitexin analysis and fingerprint of Passiflora foetida. Current
Science, v. 93, p. 378-382, 2007.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 30
FENÓIS TOTAIS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS
DE Baccharis trimera.
Valkiria Elizabete Moreira (IC)1*, Flávia Bento Lana Henrique (IC)1, Geórgia de Assis Dias
Alves (IC)1, Jésus de Paula Sarmento (PQ)1, Carolina Miranda Gasparetto (PQ)1, Orlando
Vieira de Sousa (PQ)1. E-mail: [email protected].
1
Laboratório de Farmacologia de Produtos Naturais, Departamento de Ciências Farmacêuticas,
Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Universitário, Rua José Lourenço
Kelmer, São Pedro, CEP 36036-900, Juiz de Fora, Minas Gerais.
Palavras-chave: Baccharis trimera, Fenóis totais, Atividade antioxidante.
Introdução
Baccharis trimera (Less.) DC., conhecida
popularmente como carqueja, é um
subarbusto perene, ereto, ramificado na
base, caules alados, nativa do sul e
sudeste do Brasil. Infusão das folhas e
ramos é usada para o tratamento da
esterilidade feminina, impotência masculina
e possui propriedades tônicas, febrífugas e
estomáquicas 1. É também empregada
para problemas hepáticos, disfunções
estomacais e intestinais, anemia, diabetes,
obesidade,
gota,
úlceras,
afecções
cutâneas, como anti-helmíntico, contra
anorexia, gripe, resfriado, assim como em
feridas 2. O presente estudo teve como
objetivo quantificar fenóis totais e avaliar a
atividade antioxidante dos extratos de B.
trimera.
Materiais e Métodos
Amostras provenientes do Horto Medicinal
da Faculdade de Farmácia da UFJF (A), da
EMPAV (B) e do Mundo Verde (C) foram
usadas neste estudo. Folhas secas e
pulverizadas das amostras foram extraídas
em hexano seguida de acetato de etila por
maceração estática. Os extratos hexânico
(EH) e em acetato de etila (EA) foram
usados para quantificar do teor de fenóis
totais por espectrofotometria através do
método Folin-Ciocalteu 3. A atividade
antioxidante dos extratos foi avaliada pelo
método do DPPH determinando a
concentração efetiva 50% (CE50) 4. Os
resultados foram demonstrados como
média±E.P. Análise de variância seguida
do teste de Tukey foi usada para medir o
grau de significância para p < 0,05.
Resultados e Discussão
As amostras produziram os seguintes
teores de fenóis totais (g/100 g): extratos
hexânicos (A = 0,13 ± 0,001; B = 0,15 ±
0,009 e C = 0,11 ± 0,005) e extratos em
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
acetato de etila (A = 0,33 ± 0,001; B = 0,46
± 0,005 e C = 1,02 ± 0,018). A atividade
antioxidante das amostras foi demonstrada
pelas CE50 (µg/ml): extrato hexânico (B =
242,74 ± 3,75) e extratos em acetato de
etila (A = 146,97 ± 2,40 e B = 129,83 ±
3,30). Os extratos em acetato de etila
apresentaram maior teor de fenóis totais
em comparação aos extratos hexânicos e
foram mais efetivos em inibir o DPPH. Os
resultados obtidos confirmam aqueles
citados na literatura 5 e podem contribuir
para a avaliação da qualidade de B.
trimera.
Conclusões
Os extratos de B. trimera possuem
constituintes
fenólicos
e
atividade
antioxidante, entretanto, a procedência das
amostras é um fator que produziu variação
nos teores de fenóis totais e atividade
antioxidante.
Agradecimentos
UFJF, CNPq, FAPEMIG e CAPES.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Dias, L. F. T.; Melo, E. S.; Hernandes, L. S.; Bacchi, E.
M. Atividades antiúlcera e antioxidante Baccharis trimera
(Less) DC (Asteraceae). Revista Brasileira de
Farmacognosia, v.19, p. 309-314, 2009.
2
Soicke, H.; Leng-Peschlow, E. Characterisation of
flavonoids from Baccharis trimera and their antihepatotoxic
properties. Planta Medica, v. 1, p. 37-39, 1987.
3
Sousa, C. M. M.; Silva, H. R.; Vieira-Junior, G. M.; Ayres,
C. L. S. C.; Araujo, D. S.; Cavalcante, L. C. D.; Barros, E.
D. S.; Araujo, P. B. M.; Brandão, M. S.; Chaves, M. H.
Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco plantas
medicinais. Química Nova, v. 30, n. 2, p. 351-355, 2007.
4
Mensor, L. L.; Menezes, F. S.; Leitão, G. G.; Reis, A. S.;
Dos Santos, T. C., Coube, C. S.; Leitão, S. G. Screening of
brazilian plant extracts for antioxidant activity by the use of
DPPH free radical method. Phytotherapy Research, v. 15, p.
127-130, 2001.
5
Oliveira, C. B.; Comunello, L. N.; Lunardelli, A.; Amaral,
R. H.; Pires, M. G. S.; Silva, G. L.; Manfredini, V.; Vargas,
C. R.; Gnoatto, S. C. B.; Oliveira, J. R.; Gosmann, G.
Phenolic enriched extract of Baccharis trimera presents
anti-inflammatory and antioxidant activities. Molecules, v.
17, p. 1113-1123, 2012.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 31
AVALIAÇÃO DO PERFIL QUÍMICO DE Vernonia crotonoides
VIA CLAE/DAD.
Gisella B. Perez (IC)¹*, Adriana Dutra (IC)1, Tatiana U. P. Konno (PQ)2, Michelle F. Muzitano (PQ)¹,
Ivana C. R. Leal (PQ)¹, Denise O. Guimarães (PQ)¹. [email protected]
1
Laboratório de Pesquisa em Produtos Naturais-LaProN, UFRJ/ Macaé. Rua Alcides da Conceição, nº159-Novo
Cavaleiros, Macaé-RJ. 2Núcleo de Pesquisas em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé-NUPEM,
UFRJ/ Macaé. Rua Rotary Club. São José do Barreto, Macaé-RJ.
Palavras-chave: Vernonia crotonoides, CLAE/DAD, ácidos clorogênicos, flavonoides.
Introdução
O gênero Vernonia é representado por
aproximadamente 1500 espécies distribuídas
especialmente nas regiões tropicais e subtropicais.1
Constituintes
químicos
como
triterpenos,
esteroides,
lignoides,
sesquiterpenoides e flavonoides, bem como
diversas
atividades
farmacológicas
antiparasitária, antimicrobiana e anticâncer - são
descritas para este gênero.2,3 Este trabalho
descreve a avaliação do decocto de Vernonia
crotonoides quanto ao aspecto químico via
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência/
detector de arranjo de diodos (CLAE/DAD).
Materiais e Métodos
Folhas secas e pulverizadas (366,68 g) de
Vernonia crotonoides - coletada na Restinga de
Jurubatiba - foram submetidas à extração e
partição conforme descrito a seguir:
Resultados e Discussão
O cromatograma da fração aquosa residual
apresenta picos com TR=5,40; 8,76 e 9,15 min.
com espectros de UV semelhante a ácidos
clorogênicos.4 (Figura 2). Os mesmos tipos de
espectros UV, porém com diferentes TR foram
observados na fração butanólica, indicando a
presença de ácidos clorogênicos.
TR=5,40 min
UV-literatura4
Figura 2. Cromatograma (254 nm) da fração aquosa residual
com espectros de UV da amostra e literatura.
O cromatograma da fração acetato de etila
indicou a presença de derivados flavonoídicos
com espectros de UV com duas bandas
características em 255 nm e 350 nm. A fração
diclorometano será submetida à análise por
cromatografia líquida gasosa acoplada à
espectrometria de massas, pois apresentou um
pico majoritário dentre três observados.
O decocto de Vernonia crotonoides foi
submetido a ensaio antioxidante pelo método
DPPH apresentando CE50 33,01 µl/mL Este
resultado indica boa atividade antioxidante
quando comparado com o padrão positivo de
Ginkgo biloba, CE50 30,02 µl/mL
Conclusões
Figura 1. Obtenção do decocto e frações de Vernonia
crotonoides.
Condições de análise CLAE: Fase móvel:
gradiente em água/ácido fosfórico (pH=3,0) (A)
e acetonitrila (B): 0-15min (10-25% B); 15-25
min (25% B); 25-35 min (25-45% B); 35-40 min
(45% B); 40-43 min (45-100% B); 43-48 min
(100% B); 48-50 min (100-10% B) e 50-55 min
(10%B). Fase estacionária: Supelcosil LC-18,
I.D. 25 cm x 4,6 mm, partícula de 5 µm.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Com esse estudo foi possível sugerir alguns
constituintes presentes na espécie Vernonia
crotonoides, bem como identificar a atividade
antioxidante proveniente do decocto desta
espécie.
Agradecimentos
Faperj, CNPq
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹Maia, A.I.V., et al. Quimica Nova, 33(3), 584-6, 2010.
²Carvalho, M.G., et al. Journal of Brazilian Chemical.
Society, 10(2), 163-6, 1999.
³Ola, S.S., et al. Food Chemistry, 115, 1568-74, 2009.
4
Belay, A.; Gholap, A.V. African Journal of Pure and
Applied Chemistry, 3(11), 234-40, 2009.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 32
EFEITO LEISHMANICIDA DA 19-HIDROXICORONARIDINA.
Christian Ferreira (PG)1*, Deivid Costa Soares (PQ)1, Jan Carlos Delorenzi (PQ)2, Ivo José Curcino Vieira
(PQ)3, Elvira Maria Saraiva (PQ)1
1. Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
2. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Presbiteriana Mackenzie.
3. Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal do Norte Fluminense.
Palavras-chave: 19-Hidroxicoronaridina, Leishmania amazonensis, Efeito Leishmanicida.
Introdução
Resultados e Discussão
As leishmanioses são doenças endêmicas
em várias partes do mundo, mas poucos avanços
foram feitos em sua quimioterapia, com exceção da
introdução de novos protocolos de tratamentos ou a
reformulação de fármacos antigos como o
encapsulamento da anfotericina B. Exceto pela
miltefosina, um fármaco já utilizado no tratamento do
câncer de mama, nenhum novo medicamento foi
introduzido para o tratamento da leishmaniose desde
a introdução dos antimoniais há mais de 80 anos1. A
descoberta de novos fármacos, sintéticos ou naturais,
que possam ser eficientes, inclusive, contra parasitos
resistentes aos medicamentos disponíveis, com
efeitos colaterais reduzidos ou ausentes, vem sendo
estimulada por iniciativas como o DNDi (Drugs for
Neglected
Diseases
iniciative).
A
19hidroxicoronaridina (19-HC (Fig. 1)), é um alcalóide
natural raro, isolado da casca das raízes da espécie
Tabernaemontana
catharinensis,
análogo
da
coronaridina e da 18-metoxicoronaridina, dois
compostos com atividade leishmanicida2. O objetivo
do nosso estudo é avaliar o efeito da 19-HC em
Leishmania amazonensis, uma espécie causadora de
leishmaniose cutânea e cutânea difusa no Novo
Mundo.
Figura
1
Estrutura
hidroxicoronaridina.
química
da
Conclusões
Nossos resultados demonstram a atividade
anti-Leishmania amazonensis da 19-HC, apontando-a
como possível substância para estudo de terapia de
leishmaniose.
Agradecimentos
19-
Materiais e Métodos
Infecção de macrófagos in vitro – Macrófagos de
camundongos BALB/c estimulados com tioglicolato
foram infectados com Leishmania amazonensis
conforme descrito3.
Ensaios citotóxicos – A citotoxicidade dos compostos
foi avaliada em macrófagos murinos através dos
testes de XTT e azul de Trypan conforme descrito3.
Produção de óxido nítrico – Macrófagos estimulados
com tioglicolato foram ativados ou não com
100ng/mL de IFN-γ e tratados simultaneamente com
a 19-HC. Após 48 horas, os sobrenadantes foram
coletados e avaliados por concentração de nitrito
através da reação de Griess, como descrito3.
Atividade das desidrogenases mitocondriais do
parasito – Formas promastigotas foram tratadas com
a 19-HC e após 48 horas foi realizado o método de
XTT, conforme descrito3.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Nossos resultados demonstraram que a 19HC
apresentou
efeito
leishmanicida
para
promastigotas de L. amazonensis, com IC50
(concentração inibitória para 50%) de 35 μg/mL. Em
amastigotas intracelulares o IC50 obtido foi de 34,8
μg/mL. A avaliação da citotoxicidade em macrófagos
peritoneais murinos demonstrou que a 19-HC
apresentou um CC50 de 87 μg/mL quando analisado
pelo método de XTT, e não apresentou toxicidade
para os macrófagos murinos pelo teste de exclusão do
corante azul de Trypan. A atividade das
desidrogenases mitocondriais dos promastigotas foi
inibida 35% quando incubamos com 35 μg/mL da 19HC. Nossos resultados também demonstraram que o
composto não induz a produção de óxido nítrico
(NO) em macrófagos, além disso, a 19-HC diminuiu
em cerca de 6,2 vezes a produção de NO em
macrófagos ativados com 300 μg/mL de IFN-γ,
resultado semelhante ao obtido com a 18metoxicoronaridina2.
FAPERJ, CAPES e CNPq.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
Croft, S. L. Coombs, G. H. Leishmaniasis – current
chemoterapy and recent advances in the search for novel
drugs. Trends Parasitol. 19: 502-508, 2003.
2 Delorenzi, J. C., Freire-de-Lima, L., Gattass, C. R., de
Andrade Costa, D., HE, L., Kuehne, M. E. Saraiva, E. M. B.
In vitro activities of iboga alkaloid congeners coronaridine
and
18-methoxycoronaridine
against
Leishmania
amazonensis. Antimicrob. Agents Chemother. 46: 21112115, 2002.
3 Ferreira, C., Soares, D. C., Barreto-Junior, C. B.,
Nascimento, M. T., Freire-de-Lima, L., Delorenzi, J. C.,
Lima, M. E., Atella, G. C., Folly, E., Carvalho, T. M.,
Saraiva, E. M. Pinto-da-Silva, L. H. Leishmanicidal effects
of piperine, its derivatives, and analogues on Leishmania
amazonensis. Phytochemistry. 72: 2155-2164. 2011.
1
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 33
TRANSFORMAÇÃO MICROBIANA DO LAPACHOL
Jéssica
Azevedo
de
Moraes
(IC)1*,
Eliane
Augusto
Ndiaye
(PQ)1.
[email protected], [email protected]
1 Grupo
de Pesquisa em Produtos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso,Rodovia MT-100, Km 3,5. Pontal
do Araguaia-Mato Grosso
Palavras-chave: Biotransformação, Lapachol
Introdução
Biotransformação pode ser definida como o
uso de sistemas biológicos, microorganismos vivos ou enzimas isoladas
destes, para a realização de modificações
químicas em compostos que não são seus
substratos naturais1. Buscou-se realizar a
biotransformação microbiana do Lapachol,
apresentando uma visão geral sobre as
potencialidades
de
substâncias
de
estruturas naftoquinonoídicas, em estudos
químicos e farmacológicos, enfatizando os
aspectos relativos ao Lapachol.
Materiais e Métodos
Transformação microbiana do Lapachol:
As cepas do fungo foram inoculadas e
colocadas em aparelho giratório a 37°C
com uma rotação de 120 rpm para
reativarem o seu metabolismo. Após esse
período de crescimento colocou-se o
lapachol nos erlenmeyers, sendo que em
um erlenmeyer continha apenas o fungo
com o caldo e em outro apenas o lapachol
com o caldo, esses erlenmeyers foram
usados como controle. A cada 12 horas
foram retiradas alíquotas das amostras.
Isolamento e purificação: Para isolamento
e identificação foram utilizados processos
usuais de cromatografia utilizando como
adsorventes os solventes acetato de etila e
hexano 1:1, e substâncias padrão para
comparação, seja em colunas, seja em
placas preparativas.
Teste antimicrobiano: Foram usados como
controle o lapachol, a β-lapachona e o
cloranfenicol sendo comparados com o
produto biotransformado, onde o teste
antibacteriano foi realizado pela técnica de
difusão em disco e o teste antifúngico por
bioautografia direta.
Resultados e Discussão
O fungo de trabalho foi identificado como
sendo o penicillium sp. , isto foi
interessante porque se sabe que este
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
gênero é capaz de efetuar hidroxilação de
forma regio e estereosseletiva, mesmo em
carbonos não ativados. Através da reação
de biotransformação obtiveram-se dois
produtos biotransformados, V1 e V2. As
análises químicas e físico-químicas das
substâncias isoladas sugerem que houve
quebra do anel quinônico e ciclização da
cadeia lateral do Lapachol.
A atividade antifúngica observada, neste
trabalho, pode ser considerada baixa,
porém, há a necessidade de novos
experimentos, mais sensíveis, pois a
quantidade de material utilizada foi
pequena. Já em relação à atividade
antibacteriana pode-se constatar que a
modificação estrutural do Lapachol não foi
capaz
de
otimizar
a
sua
ação
antimicrobiana. Porém outros estudos
podem ser feitos a fim de analisar a
potencialidade de tal modificação estrutural
como, por exemplo, frente à propriedade
antitumoral do Lapachol.
Conclusões
O fungo de trabalho foi identificado como
sendo Penicillium sp.. Através da reação de
biotransformação pode-se obter dois
compostos denominados V1 e V2 que se
encontram em fase de identificação
estrutural. Em um estudo preliminar, estes
compostos apresentaram uma baixa
atividade antimicrobiana. Estudos futuros
de “QSAR” possibilitarão explicar de forma
quantitativa a relação entre a estrutura
química e atividade biológica e planejar
modificações moleculares de forma a se
obter compostos com vantagens estruturais
sobre o Lapachol.
Agradecimentos
/ NIQEFARMA/ UFMT
Referências
1.ROCHA, B. A. Transformações microbianas da lactona
sesquiterpênicas tagitina c. 2009 70f... Dissertação
(mestrado). Faculdade de Ciências Farmacêutica de
Ribeirão Preto-USP, Ribeirão Preto, 2009.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 34
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL DE PLANTAS DA
RESTINGA DE MACAÉ
Rossy M. Bastos Jr 1(PG)*, Ingred G. Riça1-3 (PG); Elaine S. Barreto1 (IC); Francinne M.
Fernandes1 (IC) Maurício A. Almeida1 (IC). Marta Leal2 (IC); Thaís Valentim2 (IC); Rafaela
Velloso2 (IC); Tatiana Konno4 (PQ) Ivana C. R. Leal2 (PQ); Michelle F. Muzitano2 (PQ);
Moisés C. M. Cavalcante3 (PQ). E-mail de contato: [email protected] /
[email protected]
1Laboratório
de Bioquímica e Imunofarmacologia Profa. Vera Koatz; 2LaProN - Laboratório de Produtos
Naturais – UFRJ-IMMT; 3 Instituto de Bioquímica Médica – UFRJ 4 NUPEM-UFRJ
Palavras-chave: Câncer; Produtos Naturais
Introdução
Produtos naturais derivados de plantas têm
recentemente recebido muita atenção
como quimiopreventivos potenciais e como
agentes quimioterápicos. Sabe-se que a
quimioterapia convencional é limitada pela
alta incidência de efeitos adversos e, além
disso, existe maior resistência da célula
tumoral frente às drogas convencionais.1
No Brasil, o uso de plantas medicinais é
bem difundido, principalmente nas áreas
rurais, para o tratamento de muitas
enfermidades, apesar de muitas dessas
plantas ainda serem pouco estudadas.2,3
Atenção especial vem sendo dada aos
polifenóis, sugerindo-se que atuem como
agentes quimiopreventivos, inibindo vários
estágios da carcinogênese.2,4
O Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba está no Município de Macaé,
sendo reservatório de várias espécies de
plantas com grande potencial de atividade
biológica.
O objetivo deste trabalho foi de avaliar a
atividade antitumoral de extratos vegetais
de três espécies de plantas da restinga de
Macaé (Tocoyena bullata, Stachytarpheta
schottiana, Ocotea notata).
Materiais e Métodos
Células de glioma de rato da linhagem C6
foram plaqueadas na concentração de 10 5
células/mL, em placa de 96 poços e,
concomitantemente, foram incubadas com
os diferentes extratos hidroalcóolicos
diluídos em 0,5 % de DMSO estéril nas
seguintes concentrações: 2, 10 e 50 µg/mL.
Após 24h e 48h de incubação, o ensaio do
MTT foi realizado para avaliar a viabilidade
celular. Os resultados foram expressos em
média +/- erro padrão e considerados
significativos quando p< 0,05.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Dos extratos testado, o extrato de Ocotea
notata
foi
capaz
de
diminuir
significativamente a viabilidade celular na
concentração de 50 µg/mL, após 24h de
incubação.
Houve
inibição
de
aproximadamente 95% da viabilidade
celular, quando comparado ao grupo
controle (p<0,003).
Os mecanismos de ação antitumoral desta
planta ainda estão em investigação, assim
como outras espécies de plantas da
restinga de Macaé.
Conclusões
Conclui-se que o extrato de Ocotea notata
revelou grande atividade antitumoral sobre
células de glioma, sendo um candidato
potencial para o tratamento de cânceres.
Acreditamos
que
novas
atividades
biológicas de Produtos Naturais devem, em
um futuro próximo, serem fontes de novos
medicamentos para o tratamento não só do
câncer, mas também de várias outras
patologias de difícil controle e de
terapêutica pouco efetiva.
Bibliografia:
1
-Suyenaga, ES.; Reche, E.; Farias, FM.; Schapoval, EE.;
Chaves, CG.; Henriques, AT.;
Antiinflammatory
investigation of some species of Mikania. Phytoth. Res., vol.
16, p. 519-523, 2002.
2
- Fresco P, Borges F, Diniz C, Marques MP.. New insights
on the anticancer properties of dietary polyphenols. Med
Res Rev 26: 747-766, 2006.
3
- Angelo C. Pinto. Produtos naturais: atualidade, desafios
e perspectivas. Quim. Nova, Vol. 25, Supl. 1, 45-61, 2002.
4Ren W, Qiao Z, Wang H, Zhu L, Zhang L.. Flavonoids:
promising anticancer agents. Med Res Rev 23: 519-534,
2003.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 35
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE BIFLAVONÓIDES EXTRAÍDOS
DE FRUTOS VERDES DE Clusia paralicola (CLUSIACEAE)
Rafaela O. Ferreira (PG)1*, Tania M. S. da Silva (PQ)2, Celso A. Camara (PQ)2, Mário G. de
Carvalho (PQ)1,3 [email protected]
1Programa
de Pós Graduação em Química, DQ-ICE-UFRRJ, Rodovia BR-465, Km 7, 23890-000,
Seropédica-RJ. 2Laboratório de Bioprospecção Fitoquímica, DCM-UFRPE, Rua Dom Manoel de
Medeiros, Dois Irmãos, 52171-900, Recife-PE. 3 Núcleo de Pesquisa em Produtos Naturais, CCS-UFRJ,
Av. Carlos Chagas Filho, Bloco H, 373, Cidade Universitária, 21941-902, Ilha do Fundão, Rio de JaneiroRJ.
Palavras-chave: Antioxidantes, biflavonóides, Clusia, radicais livres.
A obtenção de frações enriquecidas com
metabólitos bioativos é de grande
interesse,
pois
têm
apresentado
promissoras aplicações farmacológicas,
como no caso do kolaviron (mistura dos
biflavonóides GB1, GB2 e kolaflavanona na
proporção 2:2:1) e de ginkgolídeos (mistura
de terpenolactonas) extraídos de Garcinia
kola e Ginkgo biloba, respectivamente.1,2
Os radicais livres são constantemente
gerados “in vivo” e estão envolvidos em
processos
de
envelhecimento
e
enfermidades
crônicas
como
a
arteriosclerose, câncer, obesidade e
diabetes.3 O objetivo deste estudo é a
avaliação da atividade antioxidante da
mistura de biflavonóides identificados em
frações de extratos de frutos verdes de
Clusia paralicola.
flavanonas em comparação a outros tipos
de flavonóides, tais como, ausência da
hidroxila livre no carbono 3 (anel C),
ausência de insaturação entre o carbono 2
e 3 (anel C) e a presença de açucares.7
Tabela 1. Potencial antiradicalar da mistura
de GB1-7”-O-glicopiranosídeo e GB-1a-7”O-glicopiranosídeo.
Metabólitos
CE50(ABTS) CE50(DPPH)
Padrões
µg/mL
µg/mL
Biflavonóides
26,7±3,3
60,2±1,6
Trolox
2,80±0,04
Ácido
2,05±0,02
Ascórbico
100
Biflavonóides (100 g/mL)
Trolox (16 g/mL)
80
% de Inibição
Introdução
60
40
20
Resultados e Discussão
Os biflavonóides foram moderadamente
ativos em relação aos respectivos controles
positivos. Fatores estruturais podem
justificar a razoável ação antioxidante de
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
.
.
in
in
m
12
0
in
.
m
10
0
in
.
m
80
in
.
m
60
in
.
m
m
O processamento da fração acetato de etila
por técnicas cromatográficas usuais
resultou no isolamento de uma mistura de
biflavonóides já registrados na literatura
como GB1-7”-O-glicopiranosídeo e GB1a7”-O-glicopiranosídeo.
A
atividade
antiradicalar frente os radicais livres DPPH.
e ABTS+. da mistura dos biflavonóides foi
realizada seguindo metodologia descrita
por SILVA et al. 20064 e RE et al. 19995,
respectivamente. Os resultados foram
expressos em CE50 (Tabela 1). A atividade
antioxidante
com
o
sistema
βcaroteno/ácido
linoléico
adotou
a
metodologia descrita por EMMONS et al.
19996. Os resultados foram expressos em
% de inibição da oxidação (Figura 1).
0
40
e Métodos
20
Materiais
Figura 1. Atividade antioxidante (sistema
ácido linoléico/β-caroteno) da mistura de
biflavonóides (100µg/mL).
Conclusões
Os biflavonóides existentes nos frutos da
planta Clusia paralicola contribuem para
sua atividade antioxidante.
Agradecimentos
CNPq e CAPES
----------------------------------1
Olaleye, S. B.; Farombi, E. O.; Phytother. Res. 2006, 20,
14. 2Van Beek, T. A. J. Chromatogr. A 2002, 967, 21.
3
Nagai, T.; Inoue, R.; Inoue, H.; Suzuki, N. Nutr. Res.,
2002, 22, 519. 4Silva, T. M. S.; Camara, C. A.; Lins, A. C.
S.; Barcosa, J. M.; Freitas, B. M.; Santos, F. A. R. J. Food
Compos. Anal. 2006, 19, 507. 5Re, R.; Pellegrine, N.;
Ptoteggente, A.; Pannala, A.; Yang,M.; Rice-Evans, C. Free
Radical Bio Med 1999, 26,1231. 6Emmons, C. L.; Peterson,
D. M.; Paul, G. L. J. Agric. Food Chem. 1999, 47, 489.
7
Edenharder, R.; Grunhage, D. Mutat. Res. 2003, 540, 1.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 36
CARACTERIZAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE DIFERENTES
ÓRGÃOS DA Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg
Luis A.C. Tietbohl (PG)1*, Barbara G. Lima (PG)1, Caio P. Fernandes (PG)1, Marcelo Guerra
Santos (PQ)2, Leandro Rocha (OR)1. [email protected]
1
Laboratório de Tecnologia de Produtos Naturais, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal
Fluminense, Rua Doutor Mário Viana 523, Santa Rosa, CEP 24241-000, Niterói, RJ, Brasil.
2 Departamento de Ciências, Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, Dr. Francisco Portela 1470, CEP 24435-000, São Gonçalo, RJ, Brasil.
Palavras-chave: Óleo essencial, Myrciaria floribunda, Myrtaceae.
Introdução
Myrciaria floribunda pertence à família
Myrtaceae e é uma espécie amplamente
distribuída na América Central e do Sul1 e
na Restinga de Jurubatiba (Rio de Janeiro,
Brasil) é conhecida popularmente como
Camboim amarelo e seus frutos são
comestíveis.2 Os óleos essenciais das
folhas
apresentaram
atividade
antimicrobiana
contra
Staphylococcus
aureus e Pseudomonas aeruginosa.3,4
Este trabalho tem como objetivo comparar
a composição dos óleos essenciais obtidos
das folhas, caules e flores de M. floribunda.
Materiais e Métodos
Material vegetal: M. floribunda foi coletada
no Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba. Identificada pelo botânico Dr.
Marcelo Guerra Santos. Uma exsicata da
M. floribunda foi depositada no Herbário da
Faculdade de Formação de Professores
(UERJ, Brasil) sob o número de registo
RFFP 13,789.
Extração do óleo essencial: Folhas
(1.100g), caules (600g) e flores (186g)
foram individualmente turbolizados com
água destilada. Em seguida, cada material
foi colocado num balão de 5L e submetidos
a hidrodestilação durante 4 h em aparelho
tipo Cleavenger.
Análise cromatográfica GC/MS: Os óleos
foram analisados por um cromatógrafo a
gás GCMS-QP5000 (SHIMADZU) equipado
com um espectrômetro de massa com
ionização de elétrons. A identificação das
substâncias foi realizada por comparação
dos índices de retenção respectivos e
espectros de massa com os relatado na
literatura.5
Resultados e Discussão
O óleo essencial de flores mostrou o maior
rendimento. Um total de 26 componentes
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
foram identificados nos óleos essenciais
das três partes da planta analisadas. Os
monoterpenos representam a maior fração
dos óleos das folhas (53,9%) e flores
(55,4%) e sesquiterpenos estão em maior
quantidade no óleo dos caules (72,2%).
O 1,8-cineol foi o constituinte principal
encontrado nos óleos das folhas e flores,
correspondendo respectivamente a 38,4%
e 22,8% da composição total de M.
floribunda. Também foram identificados
alguns constituintes pela primeira vez nas
folhas, tais como, α-pineno, mirceno, (Z)-βocimeno γ-terpineno, acetato de geranilo,
γ-himachaleno, valenceno, δ-amorfeno,
zonareno e (2E, 6Z)-farnesol.
Já, as principais substâncias químicas
identificadas no óleo essencial dos caules
foram o (2E,6E)-acetato de farnesilo
(19,9%) e (2E,6Z)-farnesol (13,1%).
Conclusões
Este trabalho mostra pela primeira vez a
composição química de óleos essenciais a
partir de caules e de flores e também a
identificação
de
componentes
não
publicados do óleo das folhas de M.
floribunda.
Agradecimentos
CAPES e FAPERJ.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB000171/, accessed
in July 2011.
2
Apel M.A., et al., Screening of the biological activity from
essential oils of native species from the atlantic rain forest
(São Paulo–brazil). Pharmacology online, 3, 2006. 383p.
3
Sarthou, C., et al., Stability of plant communities along a
tropical inselberg ecotone in French Guiana (South
America). Flora, 205, 2010. 694p.
4
Stefanello, M.E.A., et al., Essential Oils from Neotropical
Myrtaceae: Chemical Diversity and Biological Properties.
Chemistry & biodiversity, 8, 2011. 94p.
5
Adams, R.P.; Identification of essential oil components by
gas chromatography/mass spectrometry, 4th ed., Allured
Publishing Corporation: Carol Stream, IL, 2007.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 37
Anti-inflammatory and Antimycobacterial Activity of Extracts
and Halogenated Sesquiterpenes from Laurencia dendroidea
Thatiana Ventura (PG)1*, Fernanda Machado (PG)2,3, Marlon Heggdorne de Araujo (IC)1,
Lísia Gestinari (PQ)3, Francisco Esteves (PQ)3, Elena Lasounskaia (PQ)1, Angélica
Soares (PQ)2,3, Michelle Frazão Muzitano (PQ)4 . [email protected]
1Laboratório
de Biologia do Reconhecer, CBB, UENF, Campos dos Goytacazes, RJ. 2Instituto de Química,
UFRJ, Rio de Janeiro, RJ. 3Núcleo de Estudos em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de
Macaé, UFRJ, Macaé, RJ. 4Faculdade de Farmácia, UFRJ, Campus Macaé, IMMT, RJ.
Palavras-chave: Laurencia dendroidea J. Agardh, anti-inflammatory; Mycobacterium; tuberculosis.
Introduction
In inflammation, infectious or noninfectious
agents induce the formation of chemical
mediators such as nitric oxide (NO) and
citokines (e.g.: TNF-α). The release of large
amount of these mediators is involved in
the pathogenesis of various diseases that
affect people in the entire world, as
tuberculosis [1]. In the present study, we
evaluated
the anti-inflammatory and
antimycobacterial
activities
of
crude
extracts from the red alga Laurencia
dendroidea (from the southeastern coast of
Brazil) and their isolated halogenated
sesquiterpenes, (-)-elatol, obtusol and
cartilagineol, in an attempt to find new antiinflammatory and anti-tuberculosis agents.
Subsequently, new crude extracts of
Laurencia dendroidea, in dichloromethane,
were also tested and the results compared.
Materials and Methodsétodos
RAW 264.7 were stimulated by LPS
[1g/mL] and incubated with samples [100,
20 e 4g/mL], n = 3. The amount of NO
produced and toxicity were determined by
Griess method, both LDH and MTT after
24h. The ability to inhibit TNF- was
assessed by cell viability of murine L929
fibroblasts. The mechanism of inhibition of
NO production was evaluated through
western blot analysis. To evaluate the
antimycobacterial activity, suspension of
Mycobacterium bovis BCG (1 × 106
CFU/well) were incubated with each sample
[100, 20 e 4g/mL]. After 7 days, 10µl of
MTT was added, and 3 hours after, lyses
buffer.
Results and Discussion
In the first samples tested, L. dendroidea
extract (Angra dos Reis, Brasil) was the
most active on the inhibition of inflammatory
mediator production: NO (IC50 5,30 ± 1,33
µg/mL) and against Mycobacterium (MIC50
8.66 ± 1.36 µg/mL). In addition, for isolated
compounds, obtusol (IC50 31,44 ± 0,76
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
µg/mL) was more active on Mycobacterial
growth and (-)-elatol (IC50 16,51 ± 1,08
µg/mL) on inhibition of inflammatory
mediators, especially NO. This last activity
showed to be due to a specific inhibition of
iNOS activity or expression. Six new L.
dendroidea extracts were tested under the
same conditions. Among them, the L.
dendroidea extract (Biscaia inlet, Angra dos
Reis) was the most active in the modulation
of NO production (IC50 0,07 µg/mL) and
TNF- (IC50 13,59 µg/mL). The seaweed
extract collected in Forno beach, Arraial do
Cabo also showed capacity for both
inhibiting chemical mediators (IC503.1 and
13.59 respectively) and against M. bovis
BCG (MIC50 10,11 ± 1,61 µg/mL). The
sample more active in inhibiting the growth
of mycobacteria was L. dendroidea extract
(Jurumirim Beach, Parati), (MIC50 4,95 ±
1,36 µg/mL). These extracts were more
active in all activities assessed than the first
extracts and isolated compounds tested.
Conclusion
In conclusion, our results showed initially
that L. dendroidea extract (Angra dos Reis)
and (-)-elatol were active in inhibiting NO
and the latter also in inhibiting TNF-α
production. NO inhibitory activity was
mediated mainly by specific inhibition of
iNOS expression. This extract and obtusol
were the active against Mycobacterium.
The evaluation of new extracts from
different regions of the southeastern coast
of Brazil revealed more active extracts in all
activities tested. Antimycobacterial and in
vitro
anti-inflammatory
activity
were
described for L. dendroidea extracts and
isolated substances for the first time.
---------------------------------¹ Lyadova, I.V., Tsiganov, E.N., Kapina, M.A., Shepelkova,
G.S., Sosunov, V.V., Radaeva, T.V., Majorov, K.B.,
Shmitova, N.S., van den Ham, H.J., Ganusov, V.V., De
Boer, R.J., Racine, R., Winslow, G.M. In Mice,
Tuberculosis Progression Is Associated with Intensive
Inflammatory Response and the Accumulation of Gr-1dim
Cells in the Lungs. PLoS ONE. 2010, 5(5), e10469.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 38
Variação sazonal dos perfis químicos da planta aquática Typha
domingensis (Typhaceae) por CLAE-UV-DAD
Luana Gonçalves de Souza (IC)1*, Nathália P. Nocchi Carneiro (IC)1, Angélica R. Soares
(PQ)1. [email protected] ; [email protected]
1 Grupo
de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA), NUPEM, Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), Campus Macaé-RJ
Palavras-chave: Variação intraespecífica, metabolitos secundários, produtos naturais
Introdução
As plantas pertencentes ao gênero Typha,
da família Typhaceae, compreendem cerca
de onze espécies e são encontradas em
todo o globo. No Brasil, são descritas duas
espécies, dentre elas T. domingensis Pers.
uma
planta
medicinal
conhecida
popularmente
como
taboa.
São
normalmente encontradas em zonas
úmidas sendo distribuídas em solo úmido,
pântanos, brejos e águas rasas doce e
salobra.1 Seu uso tradicional inclui o
tratamento para cicatrização de feridas,
queimaduras, dentre outros.2 Flavonóides,
polifenóis, esteróides, ácidos graxos e
cumarinas
têm
sido
isolados
e
caracterizados para o gênero. Fatores
ambientais
tão
diversificados
como
radiação ultravioleta, índice pluviométrico e
temperatura têm se mostrado como fatores
fundamentais
para
compreender
a
variabilidade quantitativa e qualitativa, na
produção de metabólitos secundários em
uma mesma espécie.3 O objetivo deste
trabalho foi avaliar a variação sazonal dos
perfis químicos dos extratos brutos de
quatro populações diferentes de T.
domingensis coletadas na Lagoa Cabiúnas,
Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
(PNRJ).
Materiais e Métodos
As plantas foram coletadas em dezembro
de 2010 (primavera), fevereiro de 2011
(verão), maio de 2011 (outono) e setembro
de 2011(inverno). Os extratos brutos das
partes
aéreas
em
metanol
foram
analisados por CLAE (Shimadzu) com
detector DAD (Diodo-Array) em coluna C18
(250 L X 4,6 mm). A separação foi
conduzida no modo gradiente, com vazão
de 1,0 mL/min e fase móvel composta
pelos solventes (A) Metanol e (B) Água pH
3 (Ácido fosfórico), segundo o gradiente de
0-30% de B em A em 10 min, de 30-70%
de B em 50 min, de 70-100% de B em 60
min e 100% de B em 70 min. A detecção foi
por meio do UV em 254nm.
A análise de todos os cromatogramas (Fig.
1) revelou uma alta complexibilidade dos
extratos.
Variações
qualitativas
e
quantitativas foram observadas ao longo do
ano, destacando-se os perfis químicos dos
meses de dezembro e fevereiro com maior
complexidade. Esse período é marcado por
uma alta precipitação pluviométrica, o que
acarreta no aumento do nível de água da
lagoa, além de altas taxas de incidência de
radiação ultravioleta e temperatura. Já nos
perfis químicos dos meses de maio e
setembro se observa uma queda na
produção de metabólitos, com destaque no
mês de setembro onde foi observada uma
queda acentuada desta produção.
Fig 1: Perfis químico por CLAE-UV-DAD
dos extratos brutos das partes aéreas de
T. domingensis nas quatro estações do
ano.
Conclusões
Verificou-se uma diferenciação tanto
qualitativa
quanto
quantitativa
dos
metabolitos secundários nos extratos de
acordo com as diferentes épocas do ano,
destacando-se a maior complexidade de
metabólitos no verão, período de cheia da
lagoa.
Agradecimentos
Programa de Educação Tutorial (PET) e a
FAPERJ.
----------------------------------1
Long, R.W., et. Al. 1976. A Flora of Tropical Florida.
Banyan Books, Miami. Agricultural and Biological
Chemistry 52, 595–597.
2
Yesilada, E., 2002. Biodiversity: Biomolecular Aspects of
Biodiversity
and
Innovative
Utilization.
Kluwer
Academic/Plenum Publishers, London, pp. 119–135.
3
Gobbo-Neto, L., et. Al. 2007. Plantas Medicinais: Fatores
de influencia no conteúdo de metabólitos secundários.
Quim. Nova 30, n 2, pp. 374-381.
Resultados e Discussão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 39
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: NAFTOQUINONAS NATURAIS COM
ATIVIDADE ANTICANCER
Ana Maria Pereira da Silva1,2(PG), Maria Raquel Figueiredo3(PQ), Selma Ribeiro de
Paiva4(PQ) e Maria Auxiliadora Coelho Kaplan1(PQ). E-mail de contato:
[email protected].
1
Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Centro de Ciências da Saúde, Bloco H, UFRJ, Av. Carlos
Chagas Filho 373, Rio de Janeiro, RJ.
2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rua Lúcio Tavares, 1045,
Nilópolis, Rio deJaneiro, RJ
3 Laboratório de Química de Produtos Naturais, Far-Manguinhos, FIOCRUZ, Rua Sizenando Nabuco,
100- Manguinhos, Rio de Janeiro, RJ.
4 Setor de Botânica, Departamento de Biologia Geral, Instituto de Biologia, UFF, Campus do Valonguinho, Niterói, RJ.
Palavras-chave: Angiospermae, Naftoquinonas, Atividade anticancer.
Introdução
Plantas contendo naftoquinonas são
usadas tradicionalmente em países da
Ásia, África e América do Sul para o
tratamento
de
várias
doenças.
Naftoquinonas são metabólitos secundários
de ocorrência ampla em plantas, algas,
equinodermas
e
outros
organismos
marinhos, além de fungos e bactérias.
Embora
altamente
tóxicas,
as
naftoquinonas de ocorrência natural
apresentam
importantes
e
variadas
atividades
biológicas
justificando
o
interesse
no
estudo
químico
e
farmacológico de espécies contendo essas
substâncias. Este trabalho visa apresentar
os resultados da intensa pesquisa feita
sobre a ocorrência e distribuição de
naftoquinonas em Angiospermae incluindo
a diversidade estrutural e o seu uso no
tratamento de câncer.
Materiais e Métodos
Para a pesquisa bibliográfica foram
consultadas as bases de dados do
Chemical
Abstracts
(SCIFINDER:
MEDLINE, CAPLUS), com abrangência das
áreas de quimiossistemática, fitoquímica e
farmacologia
de
naftoquinonas
de
Angiospermae, tendo como obra básica
para a pesquisa as publicações de
Thomson (1971;1987).
Resultados e Discussão
No Reino Vegetal, especificamente na
divisão
das
Angiospermae,
as
naftoquinonas ocorrem em cerca de 57
famílias. Dentre essas, as que apresentam
atividade anticancerígena descrita estão
distribuídas em 21 famílias, 45 gêneros e
67 espécies, destacando-se as famílias
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Bignoniaceae, Boraginaceae e Ebenaceae.
Os principais tipos estruturais são 1,2naftoquinonas e 1,4-naftoquinonas que
podem
ser
classificadas
como:
prenilnaftoquinonas, furanonaftoquinonas,
piranonaftoquinonas, difuronaftoquinonas,
naftoquinonas tetracíclicas, naftoquinonas
associadas a cumarinas ou a alcalóides.
As naftoquinonas com maior número de
ocorrência em Angiospermae são lapachol
e seus derivados (α- e β-lapachona),
plumbagina, lausona e juglona. Essas
destacam-se pela atividade frente ao
câncer de pâncreas, de ovário, dentre
outros, com diferentes mecanismos de
ação (Ferreira, 2003; 2010).
Conclusões
Naftoquinonas e outras substâncias de
origem natural fazem parte do arsenal que
a natureza oferece na luta não apenas
contra vários tipos de câncer, como
também contra várias outras enfermidades.
A
diversidade
estrutural
dessas
substâncias e os diferentes mecanismos de
ação estimulam a busca por novas
substâncias ativas. Estrategicamente podese incluir a quimiossistemática, ferramenta
fundamental na prospecção por novas
substâncias de origem natural, com
atividade farmacológica.
Agradecimentos
Ao NPPN-UFRJ e ao IFRJ-Nilópolis.
----------------------------------Thomson, R.H. Naturally occurring quinones, 2 nd Ed.
Academic Press, 1971.
Thomson, R. H. Naturally occurring quinones III:recent
advances. London:Chapman &Hall, 1987.
Ferreira, V.F.; Silva, M.N.; Souza, M.C.B.V. Química Nova,
2003, 26(3), 407.
Ferreira, V.F.; Ferreira, S.B.; Gonzaga, D.T.G.; Santos,
W.C.; Araújo, K.G.L. Rev. Virtual de Química, 2010, 2(2),
140.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 40
ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS COMPONENTES
BIOATIVOS DO ÓLEO ESSENCIAL DE Hyptis pectinata
Paula Monteiro Lopes (IC)1*, Ana Cristina Rivas (PG)1, Daniela Sales Alviano (PG)1, Celuta
Sales Alviano (PG)1. *[email protected]
de Estrutura de Superfície de Microrganismos – IMPG da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, CCS, Bloco I, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ, 21941-590 Brasil.
1Laboratório
Palavras-chave: Hyptis pectinata, óleo essencial, atividade antimicrobiana, bioativos
Introdução
Nas últimas décadas, a utilização de
plantas medicinais como alternativa no
tratamento de doenças tem aumentado em
todas as classes sociais das mais diversas
regiões do mundo. Hyptis pectinata
conhecida como sambacaitá, é utilizada
como antiinflamatório e antimicrobiano e
também no tratamento de edema e
câncer1. Neste contexto resolvemos avaliar
a atividade antimicrobiana das substâncias
bioativas presentes no óleo essencial desta
planta.
Materiais e Métodos
O óleo essencial de H. pectinata
apresentou na cromatografia em camada
delgada e bioautografia três regiões ativas
para os micro-organismos. As três regiões
foram purificadas e identificadas através de
cromatografia
gasosa
acoplada
a
espectrometria de massas. Foi realizada a
determinação das concentrações inibitórias
mínimas, de acordo com o protocolo do
CLSI para cada um dos micro-organismos
testados, demonstrando a capacidade das
substâncias em inibir 100% do crescimento
microbiano2.
A curva de morte que determina o tempo
mínino necessário para a morte do
microrganismo em contato com a
substância foi testada3. A técnica de
checkerboard foi utilizada para avaliar se
as substâncias ativas de H. pectinata
seriam capazes de proporcionar efeito
sinérgico
em
combinações
com
antimicrobianos comerciais. A citotoxidade
foi avaliada utilizando ensaio colorimétrico
do MTT, para avaliar se a CIM pode ser
usada sem ter efeito tóxico para células
hospedeiras.
Resultados e Discussão
As três regiões ativas foram identificadas
como análogo oxidado da calamusenona,
desidroaromadendreno e calamusenona.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Todos os bioativos na CIM foram capazes
de inibir 100% do crescimento de todos os
micro-organismos testados. As curvas de
morte da C. albicans e do MRSA tratadas
com a CIM dos bioativos eliminaram 100%
dos micro-organismos variando em até 180
min de tratamento.
A combinação entre ciprofloxacina (CIP)
com desidroaromadendreno foi sinérgica,
no entanto a calamusenona apresentou
efeito sinérgico apenas com Anfotericina B
(AMB) para C. albicans, e o análogo
oxidado da calamusenona causou efeito
sinérgico com AMB frente a C. neoformans
e R. oryzae. Os resultados do teste de
citotoxidade
demonstram
que
o
desidroaromadendreno a e calamusenona,
não foram tóxicas, e o análogo oxidado da
calamusenona, se mostrou tóxico em todas
as concentrações testadas.
Conclusões
Os resultados obtidos neste trabalho
demonstram que as substâncias isoladas
do óleo essencial de Hyptis pectinata
apresentam um grande potencial contra
bactérias e fungos patogênicos o que
associado a sua baixa toxidade o torna um
promissor agente terapêutico contra as
infecções.
Agradecimentos
UFRJ, CAPES
financeiro.
e
CNPq
pelo
apoio
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ Monteiro, M.V.B. Leite, A.K.R.M. Bertini, L.M. Morais,
S.M.
&
Nunes-Pinheiro,
D.C.S.
Journalof
Ethnopharmacology 111:378-382. 2007
2
National Committee For Clinical Laboratory Standards
(NCCLS).
Methods
for
dilution
antimicrobial
susceptibility tests. 4th ed. Wayne (PA), 2005. Approved
Standard, Normas M27-A2, M38-A, M11-A6 e M7-A4.
3
Zore, G.B., Thakre, A.D., Rathod, V., Karuppayil, S.M.
Evaluation of anti-Candida potential of geranium oil
constituents against clinical isolates of Candida albicans
differentially sensitive to fluconazole. Mycoses,
doi:10.1111/j.1439-0507.2009.01852.x.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 41
ESTUDO FITOQUÍMICO E FARMACOLÓGICO DA ESPÉCIE
VEGETAL Mandevilla moricandiana (APOCYNACEAE)
Marcio Vinicius da Silva Gomes (IC)¹*, Leonardo de Araújo Leal (IC)1, Renata de Jesus
Mello (IC)2, Letícia Lima Dias Moreira Ferreira (MS)2, Juliana Montani (PQ)2, Tatiana
Konno (PQ)3, Ivana Correa Leal (PQ)1, Michelle Frazão Muzitano (PQ)1.
E-mail de contato: [email protected]
1
Laboratório de Produtos Naturais/ Instituto Macaé de Metrologia e Tecnologia (LaProN /IMMT), Rua Alcides da
Conceição, nº 159 - Novo Cavaleiros - Macaé - RJ
2
Polo Universitário – Campus UFRJ-Macaé, Av. Aluízio da Silva Gomes, 50 – Granja dos Cavaleiros - Macaé - RJ
3
Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ) - Av. São José do Barreto s/n São José do Barreto – Macaé - RJ
Palavras-chave: Mandevilla, anti-inflamatório, anti-hipertensivo, antioxidante
Introdução
Os produtos naturais são utilizados pela
humanidade desde tempos remotos devido
a suas diversas propriedades medicinais.
Os flavonóides, por sua vez, formam uma
das classes de metabolitos especiais que
abrange um dos principais grupos de
moléculas extraídas de produtos naturais
com atividade biológica, tornando-se então
um importante alvo de estudos. Em
contrapartida, a espécie vegetal Mandevilla
moricandiana, coletada na Restinga de
Jurubatiba, é uma espécie que não possui
estudos
farmacológicos,
surgindo
a
necessidade de avaliar o potencial
terapêutico da espécie citada, bem como a
caracterização fitoquímica da planta,
especialmente na classe dos flavonoides,
além de explorar o potencial medicinal que
a Restinga de Jurubatiba tem a oferecer.
Materiais e Métodos
Foram obtidas 248,88 gramas da folha da
planta M. moricandiana, as quais foram
submetidas ao método de maceração
etanol/água (7:3), durante o tempo
necessário para a extração. O extrato bruto
(EB) resultante foi submetido a partição,
alternando-se a polaridade dos solventes,
obtendo-se frações desse EB, que foram
analisados
por
CLAE-UV,
coluna
SUPELCOSIL 18,5 mm, 25 cm x 4,6 mm.
Paralelamente, o EB também foi avaliado
quanto ao seu potencial farmacológico,
inicialmente quanto a atividade antihipertensiva,
anti-inflamatória
e
antioxidante, sendo ensaios realizados por
equipes parceiras do projeto.
Resultados e Discussão
O EB foi analisado por HPLC-UV, em
diferentes concentrações da mistura
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
acetonitrila-água.
Os
flavonóides
localizados encontravam-se principalmente
na fração acetato de etila, com o majoritário
correspondendo a 30% dos flavonóides
totais, com os max (196, 265, 348 nm),
característicos das subclasse das flavonas,
flavonóis e chalconas. Tanto os ensaios in
vitro quanto in vivo obtiveram resultados
bastante promissores quanto aos ensaios
anti-hipertensivo (redução de 70%) e antiinflamatório (redução de 75%). A análise no
CLAE-UV demonstrou, para o extrato, uma
quantidade considerável de flavonoides
totais, utilizando-se uma curva de
calibração do flavonoide rutina, este foi
calculado em 3,59%(p/p). Após a partição
liquido-liquido, a fração acetato de etila
concentrou essa classe de compostos e
será usada em etapas posteriores para
isolamento dos mesmos. Com isso, podese sugerir que a quantidade significativa de
flavonóides no extrato, unido às suas
características farmacológicas, possa ser
um
dos
responsáveis
pelo
efeito
farmacológico da planta.
Conclusões
Muitos trabalhos indicam a variedade de
efeitos produzidos pelos flavonóides, como
antioxidante,
anti-inflamatório,
antihipertensivo, hipolidemico, entre outros.
Com os resultados obtidos, podemos
sugerir que os flavonóides possam ser um
dos
responsáveis
pelos
efeitos
farmacológicos encontrados, dados que
podem ser confirmados na literatura. Desta
forma, tais resultados tornam-se o ponto de
partida para a purificação e identificação
do(s) componente(s) responsável por tais
efeitos.
Agradecimentos
FAPERJ, FUNEMAC, UFRJ – Macaé,
LAPRON/IMMT
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 42
AVALIAÇÃO QUÍMICA DO EXTRATO DAS FOLHAS DE Vitex
polygama Cham. (VERBENACEAE) COM CLAE-UV.
Alexandre M. R. G. Carneiro (IC)1,2*, Tatiana Konno (PQ). , Ivana Ramos Correia Leal
(PQ)2, Michelle F. Muzitano (PQ)2. [email protected].
1
Faculdade de Farmácia, UFRJ, Macaé; 2 LAPRON Laboratório de Produtos Naturais do NorteFluminense, UFRJ, Macaé; NUPEM, UFRJ, Macaé;
Palavras-chave: Vitex polygama, CLAE-UV, flavonóides, rutina.
Introdução
A Vitex polygama (Verbenaceae) é uma
espécie que ocorre principalmente na
região sudeste brasileira. Galhos, folhas e
frutos são tradicionalmente utilizados pela
população como emenagogo, diurético e
para tratamento de afecções renais. A Vitex
polygama é conhecida por conter
flavonoides
tais
como
orientina
e
isoorientina (flavonas O-glicosídeos) e
schaftosídeo
e
carlinosídeo
(Cglicosilflavonas).
Estes
últimos
são
possuidores
de
potente
ação
antiinflamatória,
antinociceptiva
e
antioxidante[1]. No gênero Vitex também
encontramos ecdisteroides tais como 20hidroxiecdisona (20E), estimulante da
síntese proteica encontrada em grande
quantidade nos galhos da Vitex polygama
[2]. O objetivo do estudo foi avaliar a
composição
química
dos
extratos
hidroalcoólicos de V. polygama através de
CLAE-UV, correlacionando com a literatura
científica.
Materiais e Métodos
Os extratos foram obtidos através de três
macerações sucessivas das folhas secas e
trituradas com etanol:água 10% p/v,
obtendo um rendimento de 14,47% de
extrato seco. 10mg do extrato foi
ressuspendido em 0,5mL de acetonitrila
grau HPLC e 0,5 mL de H2O destilada. A
corrida foi realizada no equipamento
Shimadzu com coluna de fase reversa
supelcosil C18 com um gradiente de
eluição com acetonitrila (B) e água (A) (0 a
100% B em 42m).
Resultados e Discussão
Foram observados no cromatograma dois
picos majoritários (6 e 7) com espectro UV
característico de flavonoides [3]. A
porcentagem
p/p
dos
flavonoides
majoritários (picos 6 e 7) e dos flavonoides
totais foi calculada em termos de rutina
(curva de calibração da rutina: Área =
1954120 Massa (ug) – 120967,33),
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
obtendo-se os seguintes resultados: pico 6
= 0,66% p/p; pico 7 = 0,528% p/p e
flavonoides totais = 1,158% p/p no extrato
etanólico. Os tempos de retenção dos picos
6 e 7, respectivamente 20,563 min e
20,939 min foram comparados com o da
rutina (Tr=22,56 min) sugerindo que os
mesmos possuem um maior grau de
oxigenação ou glicosilação que a rutina,
que apresenta a posição 3 O-glicosilada
com rhamnose-glicose. Analisando o
espectro
de
UV
dos
flavonoides
majoritários foram observadas duas bandas
com comprimentos de onda máximos de
270nm (banda II) e entre 330-365nm
(banda I) sugerindo serem flavonas ou
flavonóis A presença de duas pequenas
bandas na região da banda II do espectro
UV indica a oxigenação em pelo menos 2
pontos do anel B (posições 4' e 5') [4].
Conclusões
Com este trabalho foi possível obter o perfil
químico por CLAE do extrato etanólico de
V. polygama coletada na Restinga de
Jurubatiba. Esse extrato apresentou como
constituintes majoritários os flavonoides. O
extrato será fracionado de acordo com os
estudos da ação farmacológica que estão
em andamento.
Agradecimentos
A minha orientadora Michelle Muzitano pela
paciência. A meu pai e minha mãe pela boa
educação. A Deus sobre tudo.
----------------------------------¹ Gallo, M. B. C. Compounds from Vitex polygama active
against kidney diseases, Journal of Ethnopharmacology,
2008
2
Gallo, M. B. C. Quantitative determination of 20hydroxyecdysone in methanolic extract of twigs from Vitex
polygama Cham. Journal of Chromatography B, 2006
3
Cunha, A. P. Farmacognosia e fitoquímica. Lisboa, 2009.
238-256 p.
4
Markham, K. R. e Andersen, Ø. M. Flavonoids Chemistry,
Biochemistry and Applications. New York, 2006, 16-20 p.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 43
ATIVIDADE LEISHMANICIDA DE COMPOSTOS EXTRAÍDOS DA
MACROALGA Stypopodium zonale
Marcella Szlachta Macedo (IC)1*, Deivid Costa Soares (PQ)1, Angélica Ribeiro Soares (PQ)2, Valeria
Laneuville Teixeira (PQ)3, Elvira Maria Saraiva (PQ)1
1. Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, UFRJ.
2. Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), UFRJ.
3. Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, UFF.
Palavras-chave: Leishmanioses, Atividade Leishmanicida, Stypopodium zonale.
foi calculada por contagem de células viáveis.
Introdução
Infecção de células: Macrófagos de camundongos
BALB/c foram infectados com L. amazonensis
A leishmaniose é uma doença negligenciada
conforme descrito2 e posteriormente tratados com os
causada por parasitas do gênero Leishmania, que
compostos. Citotoxicidade: foi avaliada em
afeta 12 milhões de pessoas no mundo. Os
macrófagos pelo teste de XTT conforme descrito2.
tratamentos disponíveis são de alto custo, apresentam
Produção de óxido nítrico: Macrófagos foram
efeitos adversos e induzem resistência. A OMS e
ativados ou não com IFN-γ e tratados com os
DNDi estão estimulando estudos de compostos que
diferentes compostos. Os sobrenadantes foram
possam ser utilizados no desenvolvimento de novos
avaliados utilizando a reação de Griess2.
fármacos para quimioterapia contra a leishmaniose.
Aqui avaliamos a atividade leishmanicida dos
meroditerpenos ácido atomárico e do éster do ácido
Resultados e Discussão
atomárico (Fig.1), do ácido estipofuranolactona e
Os resultados demonstram que o tratamento com
da peroxilactona do ácido acetilatomárico (Fig. 2)
50µM
do AAT e de EAA em formas promastigotas,
oriundos da alga Stypopodium zonale.
diminui em 100% e 86%, o crescimento dos
parasitos. O tratamento com 10µM de AES e PAAC é
mais eficiente, inibindo 100% do crescimento dos
promastigotas após 36 horas. Quando avaliamos o
efeito em formas amastigotas, o AAT e o EAA
apresentam um efeito dose-dependente com um IC50
de 90µM para AAT e de 64µM para EAA. O efeito
anti-amastigota de AES e PAAC ainda está sendo
Fig. 1 - Estruturas químicas do ácido atomárico
avaliada. Não observamos toxicidade dos compostos
(AAT) e de seu éster, derivado sintético do ácido
quando avaliamos a atividade mitocondrial dos
atomárico (EAA).
macrófagos. Nós observamos que os níveis de NO
não foram alterados quando os macrófagos
estimulados ou não com IFN-γ foram tratados com
AAT. Por outro lado, um aumento significativo na
produção de NO foi observado, após o tratamento
com EAA em macrófagos não ativados. Porém, este
efeito não foi observado em macrófagos ativados com
IFN-γ.
Fig. 2 – Estrutura química do meroditerpneo inédito,
estipofuranolactona (AES) e do ácido acetilatomárico
(PAAC).
Conclusões
Nossos dados apontam a alga S. zonale
Materiais e Métodos
como fonte promissora de substâncias para
desenvolvimento de fármacos para terapia de
Extração e isolamento dos compostos: AAT foi
leishmanioses.
obtido a partir da extração ácido-base do extrato
bruto em CH2Cl2 da alga coletada em Búzios (RJ).
Agradecimentos
A fração ácida foi submetida a cromatografia em
coluna o que possibilitou a purificação do composto.
CAPES, CNPq e FAPERJ
---------------------------------O respectivo éster foi obtido a partir de uma reação
Referências Bibliográficas:
de esterificação do AAT utilizando BF3:MeOH. 1.
1 Soares, A.R. 2005. Produtos naturais da alga parda
Obtenção de PAAC e da AES: O extrato em
marinha Stypopodium zonale (Dictyotales, Phaeophyta) do
diclorometano da alga coletada em Marataízes (ES)
litoral brasileiro. Tese de Pós-Graduação em Química
foi submetido a uma série de cromatografias em
Orgânica, Universidade Federal Fluminense, RJ.
colunas sob gel de sílica fornecendo a PAAC (6mg) e
2Ferreira, C., Soares, D. C., Barreto-Junior, C. B.,
o meroditerpeno inédito AES (12mg). Todas as
Nascimento, M. T., Freire-de-Lima, L., Delorenzi, J. C.,
substâncias forma identificadas a partir de análises
Lima, M. E., Atella, G. C., Folly, E., Carvalho, T. M.,
espectroscópicas1. Atividade anti-promastigotas:
Saraiva, E. M. Pinto-da-Silva, L. H. Leishmanicidal effects
Promastigotas de L.amazonensis foram tratados ou
of piperine, its derivatives, and analogues on Leishmania
amazonensis. Phytochemistry. 72: 2155-2164. 2011.
não com os compostos. A sobrevivência dos parasitos
O
O
CH3
H
H
O
CH3
O
OH
O
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 44
FENÓIS
E
FLAVONOIDES
TOTAIS
E
ATIVIDADE
ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS DE Vernonia polyanthes
Vanessa dos Santos Temponi (PG)¹*, Jucélia Barbosa da Silva (PG) 1, Felipe Valente
Fernandes (IC)1, Kamilla Morais Rodrigues Coelho (PG) 1, Danielle Maria Aragão (PG)2,
Rodrigo Luiz Fabri (PG)2, Elita Scio Fontes (PQ)2, Antonia Ribeiro (PQ)2, Maria Silvana
Alves
(PQ)1,
Orlando
Vieira
de
Sousa
(PQ)1.
E-mail
de
contato:
[email protected]
1Departamento
de Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de
Fora.
2Departamento de Bioquímica, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora.
Palavras-chave:Vernonia polyanthes; Atividade Antioxidante, Fenóis, Flavonoides.
Introdução
Vernonia polyanthes, pertencente à família
Asteraceae, conhecida como assa-peixe, é
usada como cicatrizante, anti-inflamatório,
diurético, antirreumático e no tratamento de
afecções
do
aparelho
respiratório1.
Análises fitoquímicas têm revelado a
presença de flavonoides, alcaloides,
glicosídeos e óleos essenciais1. O objetivo
do presente trabalho foi quantificar teores
de fenóis e flavonóides totais e avaliar a
atividade antioxidante.
Materiais e Métodos
O material vegetal foi coletado no Horto da
Faculdade de Farmácia da UFJF, Juiz de
Fora, MG. Uma exsicata (nº 10329) foi
depositada no Herbário do Departamento
de Botânica/UFJF. Após secagem e
pulverização, as folhas foram extraídas em
etanol sob maceração estática. O extrato
etanólico (EE) foi particionado, obtendo as
frações hexânica (FH), diclorometânica
(FD), em acetato de etila (FA) e butanólica
(FB). A atividade antioxidante (AA) foi
realizada pelo método 2,2 difenil-1picrilhidrazilo (DPPH)2 e pelo Poder de
Redução3 do Fe+3 através da determinação
da concentração efetiva 50% (CE50).
Fenóis2 e flavonoides totais4 foram
quantificados por espectrofotometria. Os
resultados foram demonstrados como
média ± erro padrão. Análise de variância
seguida de teste de Turkey foram utilizados
para p < 0,05.
Resultados e Discussão
A tabela demonstra os teores de fenóis,
flavonoides e valores de CE50 da AA pelo
Método DPPH e Poder de Redução.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Produtos
Testados
EE
Fenóis
Totais
(g/100g)
Flavonoides
(g/100g)
DPPH
CE50
(µg/mL)
Poder de
Redução
(µg/mL)
23,45 ±0,14
29,8± 0,09
75,10±0,24
306,25±1,1
4,78±0,02
2,20 ± 0,15
0,76±0,01
0,26 ± 0,02
16,93±0,03
0,84 ± 0,03
FA
14,48±0,01
7,73 ± 0,14
4,28 ± 0,06
9,8 ± 0,09
FB
18,63±0,32
4,28 ± 0,17
10,35±0,10
15,71 ±0,05
FH
FD
5
53,29 ±1,03
61,90±0,66
Rutina
-
-
14,29 ±0,11
8,27 ± 0,25
Ácido Ascórbico
-
-
-
1,73 ± 0,04
As médias são diferentes entre si
Os resultados demonstraram que V.
polyanthes é rica em substâncias fenólicas.
Os métodos de DPPH e poder de redução
têm sido bastante empregados na
avaliação da atividade antioxidante5. Entre
os antioxidantes naturais, destacam-se os
constituintes
fenólicos
que
têm
a
capacidade de seqüestrar os radicais livres
Conclusões
Os extratos de V. polyanthes constituem
uma fonte de substâncias fenólicas com
atividades antioxidantes.
Agradecimentos
UFJF; FAPEMIG; CAPES; CNPq.
Referências Bibliográficas:
1
Lorenzi, H.; Matos, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil Nativas e Exóticas. Nova Odessa (SP): Instituto Plantarum,
544 p.2008.
2
Sousa et al. Fenóis totais e atividade antioxidante de cinco
plantas medicinais. Química Nova, v. 30, p. 351-355, 2007.
3
Oyaizu, M. Studies on product of browning reaction
prepared from glucose amine. Japan Journal of Nutrition, v.
44, p. 307-315, 1986.
4
Sobrinho
et
al.
Validação
de
metodologia
espectrofotométrica para quantificação dos flavonóides de
Bauhinia cheilantha (Bongard) Steudel. Revista Brasileira
de Ciências Farmacêuticas, v. 44, p. 683-689, 2008.
5
Genovese, M. I. et al. Bioactive Compounds and
Antioxidant Capacity of Exotic Fruits and Commercial
Frozen Pulps from Brazil. Food Science and Technology
International, v. 14, n. 3, p. 207-214, 2008.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 45
ESTUDO DE ATIVIDADE CICATRIZANTE DE EXTRATOS DE
PLANTAS DO NORTE FLUMINENSE.
Tathyanna Bichara de Souza Neves (IC)¹*, Jéssica Cok Ventura (IC)¹, Michelle Frazão
Muzitano (PQ)2, Ivana Correa Ramos Leal (PQ)2, Tatiana Ungaretti Paleo Konno (PQ)3,
Juliana Montani Raimundo (PQ)1, André Gustavo Bonavita (PQ)1.
[email protected]
Laboratório Integrado de Pesquisa (LIP), Campus UFRJ – Macaé.
Laboratório de Produtos Naturais (LaProN), Campus UFRJ – Macaé.
3 Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (NUPEM), Campus UFRJ – Macaé.
1
2
Palavras-chave: 1.cicatrização, 2.produtos naturais
Introdução
A cicatrização é um processo envolvendo
eventos celulares e moleculares que
interagem para que ocorra reparo tecidual
após lesão1. Entretanto em certas
patologias, como diabetes mellitus e
síndrome de Cushing, esse processo é
comprometido2. Plantas são fontes de
muitos compostos bioativos e muitas já
vêm sendo utilizadas pela medicina
tradicional para acelerar a cicatrização3.
Além disso, o estudo de extratos vegetais
no tratamento de doenças vem sendo
utilizado no desenvolvimento de novas
moléculas com ações sobre alvos
específicos4. Deste modo, este trabalho
visa buscar atividade cicatrizante de
extratos obtidos de espécies botânicas
pertencentes do Parque Nacional de
Jurubatiba, localizado no Norte Fluminense
(RJ).
Materiais e Métodos
Extratos
liofilizados
de
Passiflora
mucronata (P. mucronata) e Peplonia
asteria (P. asteria) foram diluídos em
DMSO no dia do experimento. Para o
ensaio de cicatrização foram utilizados
ratos Wistar fêmeas pesando 300g. Após
anestesia foi realizada ferida no dorso dos
animais por excisão utilizando punch
dérmico de 10mm. Os animais foram
colocados em gaiolas individuais por um
período de 24h. O tratamento com os
extratos foi feito uma vez ao dia por 3 dias
consecutivos na dose de mg/lesão. O
grupo controle foi tratado com DMSO. A
cinética de cicatrização foi avaliada em um
período de 21 dias após a cirurgia. Os
dados
foram
apresentados
como
percentual de ferida aberta e análises
estatísticas foram realizadas no GraphPad
Instat onde valores de p<0,05 foram
considerados significativos.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
O tratamento com os extratos de P.
mucronata e P. asteria acelerou o processo
de cicatrização após avaliarmos o
percentual da ferida aberta (39,7 ±1,8% e
40 ±4% respectivamente) em relação aos
animais controle (57,5 ±6,7%) 5 dias após
a indução de ferida. Constatamos ainda
que o tratamento com extrato de P. asteria
foi capaz de reduzir de forma significativa o
tamanho da ferida nos demais tempos
analisados. Com relação à completa reepitelização, o tratamento com ambos
extratos reduziu o tempo total necessário
(Passiflora mucronata 20 dias, Peplonia
asteria 19 dias) quando comparado ao
grupo controle (28 dias).
Conclusões
Com base nos dados apresentados,
identificamos
uma
possível
ação
cicatrizante dos extratos de Passiflora
mucronata e Peplonia astera. Testes
subseqüentes serão necessários a fim de
melhor caracterizar essa atividade e
identificar os possíveis compostos ativos e
mecanismos de ação.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1
Gurtner GC, Werner S, Barrandon Y, Longaker M. Wound
repair and regeneration. Nature: 453: 314-321 (2008).
2
Levin ME. Management of the diabetic foot: preventing
amputation. Southern Medical Journal: 95: 10–20 (2002).
3
Majewska I, Gendaszewska-Darmach E. Proangiogenic
activity of plant extracts in accelerating wound healing - a
new face of old phytomedicines. Acta Biochim Pol. 58 :
449-60 (2011).
4
Calixto BJ, Kassuya ALC, Eunice A, Ferreira J.
Contribution of natural products to the discovery of the
transient receptor potential (TRP) channels family and their
functions. Pharm.& Therap: 106: 179-208 (2005).
5
Garros Ide C, Campos AC, Tâmbara EM, Tenório SB,
Torres OJ, Agulham MA, Araújo AC, Santis-Isolan PM,
Oliveira RM, Arruda EC. Extract from Passiflora edulis on
the healing of open wounds in rats: morphometric and
histological study. Acta Cir Bras. Suppl 3 : 55-65 (2006).
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 46
ANÁLISE FITOQUÍMICA DE AMOSTRAS COMERCIAIS DE
JOAZEIRO (Ziziphus joazeiro Mart. – RHAMNACEAE)
Alan Menezes do Nascimento (IC)¹*, José Celso Torres (PQ)¹, Carlos Alexandre Marques
(PQ)1. *E-mail: [email protected].
Tecnologia em Química de Produtos Naturais, IFRJ, Campus Nilópolis, Rua Lúcio Taraves, 1045 –
Centro - Nilópolis.
Palavras-chave:, Ziziphus joazeiro Mart., controle de qualidade, testes fitoquímicos.
1
Introdução
O joazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.) é
utilizado na medicina popular como
expectorante, no tratamento da bronquite e
ulceras
gástricas,
como antiséptico,
dentifrício e tônico capilar. Entretanto, por
ser comercializado na forma de pós ou
“raspas”, este produto pode sofrer
contaminação ou adulteração. Neste
contexto, este trabalho teve como objetivo
analisar, através de cromatografia em
camada delgada e/ou testes fitoquímicos,
amostras de joazeiro obtidas no comércio1.
Materiais e Métodos
Foram utilizadas cinco amostras de
joazeiro, sendo duas na forma de
fragmentos de casca, obtidas no comércio
informal de Nilópolis, RJ (amostra 1) e da
Bahia (amostra 2). Outras duas na forma
de pó, obtidas no comercio formal de
Nilópolis, RJ (amostra 3) e informal da
Bahia (amostra 4). E a amostra 5, na forma
de casca, utilizada como padrão, coletada
em Alagoa Grande, PB após prévia
identificação da espécie. As amostras
foram utilizadas na preparação de extratos
etanólicos que posteriormente foram
submetidos a cromatografia e aos testes
fitoquímicos citados no Quadro 1,
realizados de acordo com as metodologias
descritas pelos respectivos autores1,2,3.
Resultados e Discussão
Apenas o extrato 2 (Quadro 1),
proveniente do material industrializado,
apresentou
resultado
positivo
para
flavonóides, fato que indica provável
mistura de fragmentos da casca com outras
partes da planta. Em paralelo, submeteu-se
o extrato etanólico da folha de Z. joazeiro
ao mesmo teste (Shinoda) que forneceu
resultado positivo para flavonóides. Devido
a presença de clorofila na amostra 5, usada
como padrão, os precipitados obtidos nos
testes de Bouchardat e de Mayer (Quadro
1)
para
presença
de
alcalóides
apresentaram uma coloração esverdeada.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Quadro 1.
analises
Resultados
de
algumas
Grupo
funcional
Saponinas
(Matos, 1997)
Flavonoides
(Shinoda)
1
2
Extratos
3
4
5
+
+
+
+
+
-
+
-
-
-
Fenóis e
taninos
(Barbosa et al.,
2001)
+
+
+
+
+
+
+
+
+
*
+
+
+
+
*
+
+
+
+
+
Alcalóides
(Bouchardat)
Alcalóides
(Mayer)
Esteróides e
triterpenoides
(LiebermanBurchard)
* indeterminado
Posteriormente, serão realizados testes
histoquímicos utilizando Sudam III, para
confirmar ou não a presença de óleos
essenciais nas amostras. Os testes para
detecção de cafeína, utilizando um padrão
comercial, indicaram a presença desse
metabólito em quantidade discreta nas
amostras analisadas, corroborando com as
referências consultadas1.
Conclusões
Os resultados das análises revelam que as
amostras são autênticas. Entretanto, a
amostra 2 parece estar contaminada ou ter
sofrido adulteração. Serão realizadas,
posteriormente, análises ao microscópio
para esclarecer a provável origem dessa
contaminação.
Agradecimentos
Ao CNPq e ao IFRJ pela bolsa de iniciação
e pelo apoio financeiro.
----------------------------------1. KATO, E.T.M. Estudo farmacognóstico da droga e do
extrato fluido da raspa-de-juá – Ziziphus joazeiro Martius.
LECTA – USF, Bragança Paulista, v. 14, n. 1, p. 09-27,
jan/jun. 1996.
2.. BARBOSA. et al. Manual para Análise Fitoquímica e
Cromatográfica de Extratos Vegetais. Centro de Ciências da
Saúde – UFPA, Belém, 2001.
3. MATOS, F.J.A. Introdução à fitoquímica experimental.
Fortaleza, Ed. UFC. 1997.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 47
“ALGUMAS ESPÉCIES DE PLANTAS MEDICINAIS PARA
UTILIZAÇÃO EM ESCOLAS MUNICIPAIS DO RJ”
Isabella B. Moura (IC)1*, Hannah C. T. Domingos (IC)1, Talita Shewry de Medeiros Rocha
(IC)¹, Florence de F. Brasil Vianna (PQ)2 e Ana Maria Landeira-Fernandez(PQ)1
1 Grupo
de Pesquisa em Produtos Naturais, Instituto de Bioquímica Médica, bloco H 2 sl 25/ ICB/CCS
e 2Coordenação de Extensão/CCS, UFRJ, Cidade Universitária, Ilha do Fundão, RJ
*[email protected]
Palavras-chave: plantas medicinais, educação
ambiental, horto orgânico.
Introdução
Seguem abaixo fotos feitas no Horto,
presentes no guia de plantas medicinais.
A fim de preparar mudas de plantas
medicinais para serem utilizadas na
construção de um horto orgânico e
medicinal em escolas da rede pública,
foram selecionadas algumas espécies mais
populares e plantadas no Horto da
Prefeitura da UFRJ. Este projeto visa
auxiliar os professores das Escolas
Públicas no Ensino de Ciências e despertar
o interesse e vocações científicas em
alunos dos ensinos fundamental e médio.
Os espécimes destas plantas do horto
também
serão
utilizados
para
o
desenvolvimento de experimentos de
execução simples, utilizando materiais de
fácil acesso.
Materiais e Métodos
Cerca de quarenta (40) mudas foram
plantadas em um espaço cedido no Horto
da Prefeitura da UFRJ. As plantas foram
doadas
ou
compradas
em
casas
especializadas e a identificação foi feita de
acordo com a bibliografia pertinente (1,2).
Estas mudas foram fotografadas e foi feito
um guia de plantas medicinais que será
utilizado como fonte de consulta para o
nosso grupo e para os alunos das escolas
de ensino fundamental e médio onde o
projeto está sendo realizado. As mudas
serão levadas para a Escola Municipal
Comandante Guilherme Fisher Presser,
Tubiacanga, Ilha do Governador, RJ, onde
serão utilizadas em diferentes oficinas e
experimentos, além de serem plantadas na
Horta Medicinal da própria escola.
Resultados e Discussão
Conclusões
Os hortos medicinais podem ser vistos
como verdadeiras farmácias vivas, servindo
como um espaço de aprendizado para
jovens e adultos sobre como usar com
responsabilidade, identificar e cultivar as
plantas medicinais, regatando os saberes
populares e valorizando a cidadania.
Agradecimentos
Horto de Duque de Caxias, RJ e Horto da
Prefeitura da UFRJ
Referências Bibliográficas:
1- LORENZI, H. e MATOS, F.J.A.: Plantas Medicinais no
Brasil. Plantarum, Odessa: São Paulo, 2ª ed, 2002.;
2-LORENZI, H.: Árvores Brasileiras. Plantarum,
Odessa:São Paulo,1992; LAMEIRA, O.A.; PINTO, J.E.B.P:
Plantas Medicinais: do cultivo, manipulação e uso à
recomendação popular. Embrapa: São Paulo, 2008.
Figura 1- Vista geral do canteiro do Horto logo após o plantio
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 48
ESTUDO DA FRAÇÃO EM HEXANO DE Piper Cabralanum C.DC.
(NANOCÁPSULA) EM LINHAGEM CELULAR K562 Lucena 1.
Monica Regina Pimentel Siqueira (IC)1*, Carla Holandino Quaresma (PQ) 2, Gleyce
Moreno (PG)2, Maria Auxiliadora Coelho Kaplan (PQ)3, Márcio Neri (PQ)4,
Anderson Mendes (PG) 4, Isabela Huber (IC) 4, Felipe Stanislau Candido( IC)1,
Davyson de Lima Moreira(PQ)1. Email: [email protected]
1
Departamento de Produtos Naturais - Farmanguinhos, FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ.
2
Faculdade de Farmácia, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
3
Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
4
Escola de Química, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ.
Palavras-chave: Piperaceae, Piper cabralanum, Leucemia, K562 Lucena-1.
Introdução
Estudos fitoquímicos de espécies de
Piperaceae têm mostrado importantes
propriedades farmacológicas, dentre essas,
a atividade antitumoral1. A Leucemia é uma
doença de caráter hematopoiético onde as
células sanguíneas normais têm sua
produção comprometida aliada ao acúmulo
de blastos leucêmicos anormais na medula
óssea2. O presente trabalho teve como
objetivo avaliar a atividade citotóxica da
fração em hexano de Piper cabralanum
C.DC nanoencapsulada (PCA-Hex nano) em
células leucêmicas da linhagem K562Lucena 1.
Materiais e Métodos
A partir das folhas de PCA foi feito um
extrato metanólico (PCA-MeOH) que,
posteriormente, foi submetido à partição
com n-hexano (PCA-Hex)3. Os métodos
escolhidos para avaliar a atividade
citotóxica foram o de exclusão por Azul de
Tripan e o método do brometo de 3-[4,5DIMETILTIAZOL-2-IL]-2,5-DIFENIL-TETRA
ZOL. Nanopartículas obtidas a partir da
polimerização de metilmetacrilato de metila
(PMMA), usando SDS como agente
surfactante, foram testadas nas mesmas
condições dos extratos e frações.
Resultados e Discussão
K562 Lucena 1 é uma linhagem de
eritroleucemia
humana
que
possui
características de resistência a múltiplas
drogas (MDR), pela superexpressão de
Pgp4. Na concentração de 300 mcg/mL de
PCA-Hexnano foi possível verificar a morte
de 50% das células em apenas 1h de
tratamento. Após 24 h de tratamento com
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
PCA-HEXnano verificou-se a totalidade de
células inviáveis em ambos os métodos
testados a partir da concentração de
400mcg/mL. As nanopartículas de PMMA
foram consideradas atóxicas por não
alterarem significativamente a viabilidade
da linhagem testada.
Conclusões
Os ensaios de atividade antitumoral com
nanopartículas obtidas a partir de PCAHexnano mostraram-se muito promissores
em linhagens K562 Lucena 1. As
Nanopartículas obtidas a partir da
polimerização de metilmetacrilato de metila
(PMMA) não mostraram ser tóxicas para a
linhagem celular nas condições testadas e,
portanto, podem ser usadas para
nanoencapsular os extratos e frações. Este
trabalho multidisciplinar tem o objetivo de
produzir um fitomedicamento para o
tratamento da leucemia.
Agradecimentos
PIBITI, PIBIC, CNPq
----------------------------------¹ Yunker, T.G. The Piperaceae of Brazil, Hoehnea, 2: 19366, 1972.
2
Brown, R.; Khoury, H. Leucemia. In: Govidan, R.;
Arquette, M.A. Washington Manual de Oncologia.
Washington University School Of Medicine. Guanabara
Koogan, p. 292-321. 2004
3
Moreira, D. L.; Fonseca, V. M.; Bhering, C. A.;
Vasconcelos, F. G.; Torres-Santos, E. C.; Kaplan, M. A. C.
Estudo Químico e da Atividade leishmanicida de frações de
Piper cabralanum C.DC. (Piperaceae). Revista Fitos
(ALANAC), 5: 92-98, 2010.
4
Rumjanek, V. M.; Trindade, G. S.; Wagner-souza, K.;
Meletti-de-Oliveira, M. C.; Marques-Santos, L. F.; Maia R.
C. Multidrug resistance in tumour cells: characterisation of
the multidrug resistant cell line K562-Lucena 1. An. Acad.
Bras. Ciênc. 73(1): 57-69, 2001
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 49
ESTABELECIMENTO DA CULTURA IN VITRO DE ABAJERÚ
(Chrysobalanus icaco L.)
Liane Peixoto Rocha (PG)1*, Bianka de Oliveira Soares (PG)1, Mariana Pimenta (IC)1,
Juliana Cochofel (IC)1,Luis Gustavo dos Santos (IC)1, Adriano Caldeira de Araujo
(PQ)1, Rachel Fatima Gagliardi (PQ)1. *Email: [email protected]
1
2
Núcleo de Biotecnologia Vegetal – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Laboratório de Rádio e Fotobiologia – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Palavras-chave: planta medicinal, micropropagação, calogênese.
Introdução
Conhecida popularmente como abajerú,
Chrysobalanus icaco L., é uma planta lenhosa, com frutos de polpa comestível. No
Brasil, seu potencial econômico é negligenciado; seu fruto é consumido in natura, ou
utilizado na produção de geléia e licor1.
Além disso, muitas propriedades medicinais têm sido atribuídas ao abajerú, tradicionalmente usado na medicina popular. A
infusão das folhas vem sendo intensamente indicada para tratamento de diabetes2 ou pedras nos rins3. A propagação
vegetativa utilizando técnicas de cultura de
tecidos pode ser um valioso instrumento na
multiplicação rápida de mudas, uma vez
que o processo convencional não atende
às necessidades comerciais, por ser muito
lento. Este trabalho teve como objetivo o
desenvolvimento de sistemas de regeneração in vitro a partir de estacas, visando à
propagação para estudos fitoquímicos e
conservação de germoplasma da espécie.
Materiais e Métodos
As estacas foram coletadas no Parque das
Dunas, em Cabo Frio. Os ápices e os dois
primeiros nós foram excisados das estacas,
e parte da amostra foi tratada com ácido
cítrico a 2%, por 18h a 4°C, para o controle
da oxidação4. A seguir, os explantes foram
lavados com água e detergente por três
vezes e submetidos à descontaminação
com 0,2% de HgCl2 por 15 minutos e lavadas com água esterilizada. Na sequência,
foram inoculadas em meio WPM suplementado com PVP 0,25% e BAP em diferentes concentrações (0,5; 1; 3; 5mg/L). As
culturas foram mantidas em câmara de
crescimento, à 28°C±2°C, com fotoperíodo
de 16h e intensidade luminosa média 46
µM m-1.s-1 (luz direta), ou 23 µM m-1.s-1
(luz difusa).
Resultados e Discussão
O tratamento com ácido cítrico a 4C favoreceu tanto a descontaminação quanto a
taxa de sobrevivência dos explantes, após
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
30 dias, possibilitando uma redução da
contaminação de 60% para 18%, além de
aumentar a sobrevivência dos explantes de
8% para 83%. Para o estabelecimento do
cultivo in vitro de explantes excisados das
estacas de campo foi necessário o controle
da oxidação, definido em trabalhos anteriores, pela utilização de PVP 0,25%. Observou-se uma regeneração incipiente de gemas adventícias em resposta ao cultivo em
meio MWP suplementado com PVP a
0,25% com incubação à temperatura de
28±2°C e sob luz difusa. A utilização de
BAP (1mg/L) induziu a formação de calo de
aparência friável em 30% dos explantes e
regeneração de gemas adventícias em 5%
dos explantes, nas demais concentrações
testadas e não houve regeneração. A redução da intensidade luminosa favoreceu a
redução da oxidação e aumentou a sobrevivência dos explantes, já que os explantes
mantidos em luz direta oxidaram e após 15
dias de cultivo morreram.
Conclusões
O tratamento com ácido cítrico foi essencial
para sobrevivência dos explantes, assim
com a redução da intensidade luminosa. A
presença de BAP 1 mg/L, suplementando o
meio de cultura, induziu o desenvolvimento
de gemas e calos friáveis.
Agradecimentos
Apoio: FAPERJ, CNPq e CAPES. À
Coordenadoria Geral de Meio Ambiente de
Cabo Frio pela autorização de coleta.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1.
Lorenzi, H., Souza H.M. Plantas Ornamentais no Brasil
Arbustivas, Herbáceas e Trepadeiras , São Paulo:
Plantarum, 2002. 1° Ed., v. 2. 88-120 p.
2.
Costa, O. A. Brazilian plants with hypoglycaemic effects.
Leandra 7: 63 - 75. 1977.
3.
Bastos, M. N. C. A importância das formações vegetais da
restinga e do manguezal para as comunidades pesqueiras.
Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, ser.
Antropologia. 1995. v.11, 41-56 p.
4.
Kowalski B., Staden J. van. Cold treatment, as part of the
process, improves explant decontamination. Plant Growth
Regulation. 1998. v. 26, 203–205 p.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 50
AVALIAÇÃO
ESPECTROFOTOMÉTRICA
ETANÓLICOS DE Bidens pilosa L.
DE
EXTRATOS
Ramon Gredilha Paschoal (IC)¹*, Maria do Socorro dos Santos Chagas (PQ) 1, Dulcinéia
Furtado Teixeira (PQ)¹, Leonardo Lucchetti (PQ)1. [email protected]
1
Departamento de Produtos Naturais, Farmanguinhos, Fiocruz, Avenida Brasil 4365, Manguinhos, Rio de
Janeiro,RJ, CEP 21045-900.
Palavras-chave: Bidens pilosa, poliacetilenos, flavonoides
Introdução
Bidens pilosa (Asteraceae), espécie nativa
da América Tropical, heliófila, ruderal,
amplamente distribuída em quase todas as
regiões tropicais e subtropicais do mundo,
inclusive no Brasil1. É uma das 71 plantas
medicinais autorizadas pelo Ministério da
Saúde (MS) para serem receitadas e
distribuídas pelo SUS2, e o uso
recomendado pelo MS é no combate a
úlceras. Na medicina popular, a decocção
das folhas é utilizada para infecções do
estômago, além de combater afecções
hepáticas, diabetes, angina, dismenorreia,
edemas, conjuntivite. Esta planta apresenta
acentuada atividade curativa e profilática
em modelos de malária experimental3.
Materiais e Métodos
Bidens pilosa foi cultivada na Plataforma
Agroecológica (PAF) e coletada no início
da floração, em paralelo, plantas nascidas
na área circundante à PAF foram coletadas
nas mesmas condições. As folhas, raízes e
inflorescências dos exemplares cultivados
e os de ocorrência espontânea foram secas
em estufa com circulação de ar, por 15 dias
com temperatura de 370C. Após este tempo
foram pulverizadas e armazenadas em
frascos âmbar. Partidas de 100g de folhas
e raízes, separadamente, foram extraídas
utilizando dois métodos: a frio com etanol
(maceração dinâmica) e com aparelho de
Soxhlet, até o esgotamento. Os extratos
foram concentrados utilizando evaporador
rotatório, obtendo-se um resíduo pastoso
denominado de EEBPC-PAF, para o
exemplar cultivado e EEBPE-PAF para o
espontâneo. Os extratos de Bidens pilosa
cultivada
foram
analisados
em
espectrofotômetro
UV/Vis
para
determinação do perfil flavonoídico e
poliacetilênico desta espécie, utilizando a
concentração de 0,1016mg/ml em metanol.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Para
os
exemplares
de
crescimento espontâneo e cultivado na
PAF, foram estudados os rendimentos dos
processos extrativos por maceração
dinâmica e extração por aparelho de
Soxhlet, tanto das partes aéreas quanto
das raízes. Nas duas técnicas de extração
utilizadas, B. pilosa espontânea apresentou
maior rendimento para as partes aéreas
(maceração/Soxhlet), respectivamente de
8,5 e 13% do que a cultivada (5 e 9%). Nas
raízes não foi observada variação por
maceração, mas com Soxhlet o exemplar
espontâneo apresentou maior rendimento
(4,3%).
Conclusões
Ao término do estudo, concluiu-se que a
extração das partes aéreas utilizando o
aparelho de Soxhlet produziu um
rendimento um pouco maior que a
maceração
dinâmica,
provavelmente
devido ao calor presente nesta técnica.
Para a extração das raízes não foi
observada nenhuma alteração. A análise
por UV/Vis permitiu caracterizar a presença
de
substâncias
poliacetilênicas
nas
amostras EEBPC-PAF de inflorescências e
folhas enquanto nas raízes foi possível
observar absorbâncias características de
flavonóides.
Agradecimentos
Farmanguinhos; CNPq
trabalho desenvolvido
pelo
apoio
ao
----------------------------------Referências Bibliográficas:
1.
Mondin, C.A., Bringel Jr., J.B. A., Nakajima, J. Bidens
Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do
Rio de Janeiro, 2010.
2
. Brasil. Portaria nº 971 de 03 de maio de 2006
3
. Oliveira, F. Q;. Andrade-Neto, V;. Krettli, A. U;. Brandão,
M. G. L New evidences of antimalarial activity of Bidens
pilosa roots extract correlated with polyacetylene and
flavonoids. Journal of Ethnopharmacology, v. 93, n. 1, p.
39-42, 2004
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 51
NEOLIGNANA DE Piper rivinoides
Roberta Silvares Nunes (IC)¹*, Renan Alves de Paiva (PG)¹, André Mesquita Marques
(PG)1 , Davyson de Lima Moreira (PQ)2, Maria Auxiliadora Coelho Kaplan (PQ)1 .
*
[email protected]
1 Núcleo
de Pesquisa de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro - Cidade Universitária
- Rio de Janeiro/RJ .
2 Farmanguinhos, FIOCRUZ – R. Sizenando Nabuco, 100 – Manguinhos - Rio de Janeiro / RJ
Palavras-chave: Piper, Piperaceae, Neolignana.
Introdução
A família Piperaceae possui 4
gêneros,
sendo
Piper
o
mais
representativo. A química do gênero Piper
tem sido bastante investigada, resultando
no isolamento de inúmeras substâncias
com atividades biológicas, dentre as quais
destacam-se:
alcalóides,
amidas,
propenilfenóis,
lignanas,
neolignanas,
terpenos,
esteróides,
kavapironas,
piperolídeos, chalconas, diidrochalconas,
flavonas e flavanonas1. As lignanas e
neolignanas são metabólitos frequentes em
espécies do gênero Piper. Muitas
substâncias estruturalmente diferentes
dessa classe química já foram identificadas
de
plantas
da
família
Piperaceae
mostrando que uma grande diversidade de
acoplamento químico das duas unidades
arilpropanoídicas2. No presente trabalho,
destaca-se
o
isolamento
de
uma
neolignana de P. rivinoides.
exibindo
mancha
única
em
CCD.
Posteriormente, essas frações foram
analisadas por CG/EM. Através da
comparação do íon molecular e do padrão
de fragmentação do material analisado, foi
possível propor para a substância obtida a
classe química de uma neolignana. Isolada
com alto grau de pureza (>90%) este é o
primeiro registro de lignoides em P.
rivinoides.
Materiais e Métodos
O extrato etanólico de folhas de P.
rivinoides foi suspenso em uma solução de
MeOH:H2O (1:1) e submetido à partição
líquido-líquido com solventes de diferentes
polaridades. A fração hexânica foi
fracionada em coluna de gel de sílica. As
frações obtidas foram analisadas por
cromatografia em camada delgada (CCD)
e, posteriormente, por cromatografia com
fase gasosa acoplada ao espectrômetro de
massas (CG/EM).
Resultados e Discussão
A fração hexânica proveniente do
extrato etanólico de Piper rivinoides foi
fracionada em coluna de gel de sílica e
desse fracionamento foram geradas 205
frações. Todas as frações foram analisadas
por CCD e as frações 72 e 73 (318,4mg)
eluídas com Hexano/Acetato de Etila 5%
apresentaram-se como cristais incolores,
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Figura 1: Cromatograma da neolignana
Conclusões
A prospecção química de Piper
rivinoides revelou importante marcador
químico presente no extrato etanólico
dessa espécie. A grande quantidade
encontrada dessa substância sugere
também a sua importância no processo de
defesa e/ou polinização da espécie.
Agradecimentos
Agradecemos
financeiro.
ao
CNPq
pelo
apoio
----------------------------------Referências Bibliográfica:
¹ Parmar, V. S., Jain, S. C., Bisht, K. S., Taneja, P.,
Phytochemistry of genus Piper. 1997, 46, 597-673.
2
Gottlieb, O. R., Yoshida, M., Lignóides com atenção
especial à química das neolignanas. 1984, 7, 253-270.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 52
AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTIMICROBIANO E
CITOTÓXICO DE Plantago australis LAM.
Mathias Moraes Abrão (IC)1*, Samara Evangelista Reis (IC)1, Luiz Fernando Soldati Duarte
(IC)1, Andréa Silva de Oliveira (IC)1, Arthur Ladeira Macedo(PG)¹, Maria de Fátima Ávila
Pires(PQ)2, Elita Scio Fontes(PQ)3, Luciana Moreira Chedier (PQ)1, Daniel Sales Pimenta
(PQ)1 daniel [email protected]
1 Laboratório
de Fitoquímica, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora,
36036900, Juiz de Fora – Minas Gerais
2Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite. Embrapa Gado de Leite –Rua Eugênio do Nascimento, 610
Dom Bosco- Juiz de Fora- Minas Gerais
3Laboratório de Farmacologia de Produtos Naturais. Instituto de Ciencias Biológicas, Universidad Federal
de Juiz de Fora, 36036900, Juiz de Fora-Minas Gerais
Palavras-chave: Etnoveterinária, Mamite, Artemia
salina, Transsagem.
Introdução
Plantago australis Lam. (Plantaginaceae),
conhecida popularmente como transagem,
foi
selecionada
por
levantamento
etnoveterinário anterior para o tratamento
de mamite bovina1. O objetivo deste
trabalho foi determinar a Concentração
Inibitória Mínima (CIM) dos extratos aquoso
e metanólico de folhas de Plantago
australis Lam. contra cepas de bactérias,
inclusive as envolvidas na mamite, e a
capacidade citotóxica dessa espécie contra
Artemia salina.
Resultados e Discussão
Os extratos mostraram potencial atividade
contra mamite. O extrato metanólico de
folhas de P. australis foi o mais promissor,
sendo o CIM em S. aureus de 125µg, E.
coli de 1000µg, S. typhimurium e P.
aeruginosai de 500µg. O extrato aquoso de
folhas de P. australis apresentou CIM de
>1000,
1000,
500
e
1000µg
respectivamente. Os resultados para
citotoxidez foram expressos em CL50,
calculados pelo programa estatístico Probit.
Todos os extratos apresentaram CL50
acima da faixa de concentração testada
(>1000 g/mL). Esses resultados indicam
eficácia e segurança dos extratos.
Materiais e Métodos
O extrato metanólico de folhas foi obtido
por maceração estática com metanol até
exaustão. O extrato aquoso foi obtido por
meio de infusão, seguido de liofilização. Os
dois extratos foram testados contra cepas
das bactérias Staphylococcus aureus e
Escherichia coli, que são agentes
etiológicos da mamite, além das bactérias
Pseudomonas aeruginosa e Salmonella
typhimurium, onde se determinou a
Concentração Inibitória Mínima(CIM)2. Os
testes de citotoxidez foram realizados
segundo Meyer et al. (1982)3. Ambos
extratos foram solubilizados em água do
mar artificial com auxílio dos tensoativos
Tween 80:DMSO (1:1 v/v) a 1% para
obtenção de concentrações entre 10 e
1000 µg/mL e testados em náuplios de
Artemia salina.
Conclusões
Os extratos obtidos de P. australis
mostraram atividade antimicrobiana e baixa
citotoxidez, apontando para uma correta
utilização pelos pecuaristas no combate à
mamite.
Agradecimentos
Propesq/UFJF pelo apoio financeiro.
1
-Pires, M.F.A. et al., Conhecimento e saberes locais:
contribuição para a sustentabilidade da agricultura familiar
e para o desenvolvimento rural. In: SIMPÓSIO
BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL, I,
Viçosa, 2009.
2
-National Comittee for Clinical Laboratory Standards
(NCCLS), 2002. Performance standards for antimicrobial
susceptibility testing. Approved standard M100-512, v. 22,
n. 01.
3
Meyer, B.N. et al., Brine shrimp, a convenient general
bioassy for active-plant constituents. Planta Med 45: 31-34.
1982
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 53
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO E FRAÇÕES DE
Psychotria nuda FRENTE AO RADICAL LIVRE ÓXIDO NÍTRICO.
Sanderson Calixto (IC)¹*, Thatiana Ventura (PG)¹, Michelle Muzitano2 (PG)2, Elena
Lassounskaia1 (PG) 1. [email protected]
1Laboratório
de Biologia do Reconhecer, CBB, UENF, Campos dos Goytacazes, RJ. 2Faculdade de
Farmácia, UFRJ, Campus Macaé, IMMT, RJ.
Palavras-chave: Óxido Nítrico, Radical livre, Nitroprusssiato de sódio e Psychotria nuda.
Introdução
O radical livre óxido nítrico (NO) exerce
importantes
funções
no
sistema
imunológico, como controle de doenças
infecciosas. No entanto, também pode
estar associado com o agravamento de
doenças inflamatórias e degenerativas
(BOGDAN, 2001). A inibição da atividade
do NO, como a eliminação de radicais
livres pode apresentar uma melhoria na
condição patológica. O nitroprussiato de
sódio (SNP) é um composto químico,
utilizado como fonte de oxido nítrico
permitindo a avaliação da atividade
antioxidante. O objetivo deste trabalho foi
padronizar o ensaio antioxidante utilizando
o SNP e verificar se o extrato da planta
Psychotria nuda é capaz de seqüestrar o
NO liberado pela adição de SNP em meio
aquoso.
Materiais e Métodos
Os cristais de SNP foram diluídos em PBS
(100 mM) e submetidos a uma curva de
concentração-dependência (5, 10, 15, 20 e
25 mM) em meio de cultura DMEM-F12
não-suplementado e então incubado a
25ºC em diferentes períodos de tempo (30,
60, 90, 120, 150 e 180 minutos). Este
processo foi avaliado também na presença
ou ausência de luz. A melhor concentração
de SNP e tempo de incubação foram
utilizados para os testes com o extrato e
frações
de
Psychotria
nuda
nas
concentrações de 4, 20, 100 e 500 g/mL.
Após a incubação durante o tempo
estabelecido, foi realizado o teste
colorimétrico de Griess para determinar a
concentração de nitrito no meio. O
flavonóide rutina foi utilizado como padrão
devido a sua conhecida atividade
antioxidante.
Os resultados permitiram observar que a
presença de luz durante a incubação é um
fator importante para a liberação do NO
pelo SNP para a realização do ensaio
antioxidante com o SNP. A concentração
de 10 mM de SNP em 90 minutos de
incubação
apresentou
um
bom
desempenho dentre as demais testadas e
portanto, a adotamos como protocolo
padrão para os próximos ensaios. A
atividade observada para o extrato e
frações
da
Psychotria
nuda
foi
semelhante à obtida para a rutina (72,11
± 1,76% a 500g/mL). O extrato etanólico
apresentou
atividade
sequestradora
significante até mesmo na menor
concentração (4 μg/mL) sendo esta de
74,36 ± 0,61% sob NO gerado. As frações
em hexano, diclorometano, acetato de etila
e butanol de P. nuda mostraram atividade
antioxidante semelhante (entre 67% 77%). A fração aquosa residual foi a menos
ativa, exibindo em 100g/mL, 57,86 ±
2,59% de atividade sequestradora frente ao
radical livre NO.
Conclusões
Pode-se concluir que a presença de luz
durante a incubação é importante para a
liberação do NO, e a capacidade de
sequestrar o radical livre NO é uma das
propriedades que torna a espécie vegetal
P. Nuda um candidato promissor no
tratamento de processos inflamatórios.
Agradecimentos
UENF; CNPq e Faperj e projeto Jovens
Talentos para as Ciências.
----------------------------------Referências:
BOGDAN, C. (2001) Nitric oxide and the immune response.
Nature immunology 2,906-916.
Resultados e Discussão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 54
DIFERENTES MEIOS DE CULTURA NA PRODUÇÃO DE
METABÓLITOS FITOTÓXICOS DE Corynespora cassiicola.
Luciana Moreno dos Santos (PG)1*, Antonio Jacinto Demuner (PQ)1, Luiz Cláudio de
Almeida Barbosa (PQ)1, Robert Weigart Barreto (PQ)2. [email protected]
1
Departamento de Química - Laboratório de Análise e Síntese de Agroquímicos. Universidade Federal de
Viçosa, Av. PH. Rolfs s/n – Viçosa – MG. CEP: 36570-000.
2 Departamento de Fitopatologia. Universidade Federal de Viçosa, Av. PH. Rolfs s/n – Viçosa – MG. CEP:
36570-000.
Palavras-chave: Corynespora cassiicola, compostos fitotóxicos, meios de cultura, atividade fitotóxica.
Introdução
Substâncias isoladas de fungos destacamse como agroquímicos naturais. Os fungos
constituem o segundo maior grupo de
espécies, produzindo inúmeras substâncias
sob as mais diversas condições de cultivo e
estresse1. A importância dos meios de
cultivo vem sendo avaliada em diversos
trabalhos que envolvem a prospecção
química de fitotoxinas fúngicas2. O objetivo
deste trabalho versa sobre a avaliação da
atividade fitotóxica do fungo fitopatogênico
Corynespota cassiicola f. sp. Lantaneae,
através de ensaios de punção de folha sob
a espécie Lantana câmara e ensaios de
germinação frente à Cucumis sativus.
Materiais e Métodos
O fungo C. cassiicola encontra-se no
departamento de Fitopatologia da UFV, sob
código JMP-216. As avaliações foram
realizadas com os meios JP e caldo de
vegetais.
Foram
discriminados
5
tratamentos: T1-água, T2- JPCb, T3-JPCf,
T4-CVb e T5-CVf e 3 repetições. As culturas
foram inoculadas nos meios descritos; os
micélios foram completamente removidos
após o período de crescimento. Para o
ensaio de punção, folhas da espécie L.
camara foram dispostas em placas de
Petri, previamente preparadas. As mesmas
foram submetidas à punção com agulha e
em seguida 200µL de cada tratamento
foram dispostos sobre cada ferimento.
Avaliações da mancha necrótica foram
realizadas totalizando 72 horas de
experimento. Ensaios de germinação foram
realizados com a espécie C. sativus. A
parcela experimental foi constituída de
placa de Petri, de 9 cm de diâmetro e 15
sementes.
Os
experimentos
foram
realizados em câmara de incubação
B.O.D., a temperatura de 25 ºC, com
fotoperíodo de 8/16 horas.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
As avaliações dos resultados de punção de
folha se deram através da comparação da
mancha necrótica apresentada pelos meios
avaliados. Observamos a maior área de
necrose foliar para o meio JP inoculado
com o fungo, de 1,3 cm de diâmetro. A
mesma apresentou-se maior quando
comparado aos outros meios avaliados.
Nos ensaios de germinação, foram
avaliados os parâmetros comprimento de
raiz (CR) e percentual de germinal (PG)
(Tabela 01). Comprovamos que o meio JPf
(T3), apresentou atividade na inibição do
crescimento da radícula e no percentual de
germinação, corroborando com o resultado
anterior.
Trat.
CR (cm)
PG(%)
T1
4,3 A
100 A
T2
4,1A
100 A
T3
2,5 B
93 B
T4
4,5 A
100 A
T5
4,0 A
97 AB
CV (%)
9,9
3,0
Tabela 1: Médias seguidas pela mesma letra não diferem
significativamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
A produção de fitotoxinas é dependente do
meio de cultivo em que o fungo se
desenvolve e condições ambientais de
desenvolvimento3.
Conclusões
O meio JPf apresenta maior produção de
fitotoxinas, o mesmo foi escolhido para
prospecção química dos metabólitos do
fungo fitopatogênico C. cassiicola.
Agradecimentos
Capes, CNPQ, FAPEMIG
----------------------------------¹Pinto A. C.; Silva D. H. S.; Bolzani V. S.; Lopes, N. P.,
Epifranio, R. A. Química Nova 2002, p. 45-61.
2
Hanson J.R. The chemistry of fungi. 2008, p.18.
3
Elias B. C.; Said S.; Albuquerque S.; Pupo M. T.
Microbiological Research ,2006, p.273.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 55
“AVALIAÇÃO FITOQUÍMICA E DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA
DA ESPÉCIE VEGETAL Tocoyena bullata MART.”
Thais Valentim A. Westermann (IC)¹*, Adriana R. Dutra (IC)¹, Victor H.G. Carvalho (TC)¹,
Tatiana U. P. Konno (PQ)², Michelle F. Muzitano (PQ)¹, & Ivana C. R. Leal (PQ)¹.
[email protected]
1
Laboratório de Produtos Naturais, LaProN, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rua Alcides da
Conceição, 159 - Novo Cavaleiros – Macaé; 2Núcleo de Pesquisas em Ecologia e Desenvolvimento
Sócio-Ambiental de Macaé-NUPEM, UFRJ/ Macaé. Rua Rotary Club. São José do Barreto, Macaé-RJ
Palavras-chave: Tocoyena bullata, atividade antibacteriana, produtos naturais.
Introdução
A
busca
por
novos
agentes
antimicrobianos, utilizando a natureza
como principal recurso, vem ressurgindo na
comunidade científica. Diversos patógenos
têm apresentado resistência frente a
antimicrobianos comuns, portanto, a
procura por novos constituintes, de origem
natural, tem sido alvo de nossas
pesquisas1.
O
gênero
Tocoyena
(Rubiaceae) é composto por 9 espécies. T.
bullata é uma pequena árvore endêmica do
Brasil, nativa das regiões nordeste e
sudeste2. Não existem estudos químicos e
farmacológicos atribuídos a esta espécie,
tendo sido apenas o gardenosido
identificado. Este trabalho tem como
objetivo a busca por constituintes químicos
de T. bullata com atividade antibacteriana.
Materiais e Métodos
Folhas secas e pulverizadas da T. bullata,
coletadas na Restinga de Jurubatiba, 2010,
foram maceradas à frio em etanol absoluto.
O macerado obtido foi filtrado e
concentrado em rota-evaporador. Em
seguida foi submetido a extração líquidolíquido com solventes de polaridade
crescente. As frações foram analisadas por
cromatografia em camada fina utilizando
diferentes reagentes cromogênicos. A
atividade antibacteriana dos extratos foi
avaliada pelo método de diluição em ágar
Müeller-Hinton em concentrações variando
entre 512 e 128 μg/mL. Para o ensaio
foram avaliadas 13 amostras bacterianas
de diferentes espécies (cepas padrão) e
sítios de infecção hospitalar (cepas
clínicas), entre elas estão os gêneros
Staphylococcus sp., Enterococcus sp.,
Acinetobacter sp. e Pseudomonas sp..
Resultados e Discussão
A avaliação da atividade antibacteriana
apresentou resultados promissores para as
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
frações insolúvel e em diclorometano,
ambas na concentração de 512 μg/mL, pois
inibiram mais de 50% do total, tendo sido
inibido principalmente amostras de P.
aeruginosa (Tabela 1).
Tabela 1: N.º de bactérias inibidas pelos
extratos obtidos das folhas de T. bullata.
Através da análise por cromatografia em
camada fina, utilizando CHCl3: AcOEt (9:1)
como sistema de solvente, observou-se a
presença de terpenos e esteroides nas
frações hexano e em diclorometano,
quando reveladas com vanilina sulfúrica. Já
nas frações insolúvel, butanol e acetato de
etila, onde o sistema de solvente utilizado
foi o BAW, observou-se a presença de
flavonoides, após ser revelada com
NP/PEG. A fração diclorometano foi
submetida à análise por GC-MS, onde
observou-se uma mistura dos ácidos oléico
e linoléico como majoritários. As frações
polares foram analisadas por CLAE-DAD,
tendo sido verificados espectros de UV
característicos de flavonoides, os quais
estão sob análise.
Conclusões
Novos ensaios de atividade antibacteriana
precisam ser realizados para validar os
resultados obtidos. E ainda, novas etapas
para promover o isolamento e a
identificação dos constituintes químicos
que compõem as sub-frações bioativas.
Referências e Agradecimentos
1-LEWIS, M.T. et al. Diag. Microbiol. Infect. Dis. 37
(2000) 63-74. 2- ZAPPI, D. 2011. Tocoyena in Lista de
Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico RJ.
http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2011/FB014337.
FAPERJ, FUNEMAC, LaProN
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 56
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA DE METABÓLITOS MAJORITÁRIOS DE
Stachytarpheta schottiana E Stachytarpheta crassifolia (Rich.) Vahl
(Verbenaceae) DA RESTINGA DE JURUBATIBA.
Marta Correa Ramos Leal (PG)¹*, Tatiana Konno (PQ) 2, Ivana Correa Ramos Leal (PQ)1,
Gilberto Dolejal Zanetti (PQ)1, Michelle Frazão Muzitano (PQ)1. [email protected]. 1
LaProN – Laboratório de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Macaé.
Palavras-chave: Stachytarpheta schottiana; Stachytarpheta crassifolia, CLAE, fenilpropanoides
Introdução
O Parque Nacional da Restinga de
Jurubatiba abriga um importante sítio de
conhecimento biológico ainda a ser
explorado do ponto de vista químico e
(1,2).
farmacológico
As
espécies
Stachytarpheta schottiana e S. crassifolia
são nativas dessa região e foram
selecionadas para o presente estudo uma
vez que apresentaram importante atividade
cardiovascular em ensaios preliminares
realizados por nosso grupo. Não existem
descrições
na
literatura
sobre
os
constituintes químicos e atividade biológica
destas espécies, tendo já sido observado
para
o
gênero
atividades
contra
hipertensão, parasitoides, inflamação, ação
antiúlcera e antinociceptiva (5). Este
trabalho tem como objetivo uma análise
comparativa dos extratos ativos de S.
schottiana e S. crassifolia através da
técnica de CLAE-DAD, com a finalidade de
identificar e quantificar os constituintes
químicos
majoritários
presentes
em
extratos obtidos em diferentes épocas do
ano.
Materiais e Métodos
Partes aéreas de S. schottiana e S.
crassifolia foram coletadas em Quissamã
em janeiro e novembro de 2011 e, março
de 2012. O material vegetal foi seco e
pulverizado e posteriormente submetido a
um processo de maceração com EtOH:H20
(70:30). A solução obtida foi concentrada
em rota-evaporador e o extrato bruto obtido
avaliado por CCD e revelado com
diferentes reagentes específicos. Os
extratos foram também avaliados por
CLAE-DAD analítico utilizando um sistema
gradiente
compreendendo
diferentes
proporções de acetonitrila e água. O
protocolo adotado iniciou com 10% de ACN
finalizando com 100%, em 45 minutos.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
A análise por Cromatografia em
camada fina dos extratos indicou a
presença de substâncias fenólicas quando
utilizado NP-PEG sob UV como reagente
específico. Comparando os diferentes
extratos obtidos de S. schottiana e S.
crassifolia por CLAE-DAD, observou-se 5
picos
majoritários
(com
diferentes
proporções) entre os tempos de retenção
de 20 e 25 minutos. O espectro de UV de
um dos picos do cromatograma, em
comum para as 3 amostras avaliadas,
mostrou os seguintes
máximos de
absorvância: 210, 217 e 331 nm. Estes
dados sugerem a presença de um
esqueleto
compatível
com
o
de
fenilpropanoide(3). Neste grupo destaca-se
o verbascosídeo, já isolado e identificado
em espécies do mesmo gênero(4) e com
espectro de UV bastante semelhante com a
aquele observado em nossos estudos.
Conclusões
Nos extratos de S. schottiana e S.
crassifolia observaram-se a presença de
substâncias fenólicas como constituintes
majoritários, tendo sido sugerida a
presença do verbascosídeo, em diferentes
concentrações, para as diferentes coletas.
Em contrapartida, reforça-se a necessidade
de que mais estudos, utilizando técnicas
adicionais de separação cromatográfica,
sejam realizados para que as substâncias
sejam isoladas e em seguida identificadas.
Agradecimentos
FAPERJ, FUNEMAC
----------------------------------1
ARAUJO DSD et al,1998.Comunidades Vegetais do Parque
Nacional da Restinga de Jurubatiba. Pp. 39-62. In: F.A. Esteves
(ed.). Ecologia das lagoas costeiras do Parque Nacional da
Restinga de Jurubatiba e do Município de Macaé. Rio de
Janeiro. UFRJ.2 PEREIRA MCA, et al, 2004. Acta Bot. Bras.
18(3): 677-687.3 SANTOS, PML et al; 2010. Rev. bras.
farmacogn. 20(2): 147-153.4 JUDE E. OKOKON et al 2008. .
Indian J Pharmacol. 40(3): 111–113. 5 GARCIA-GONZALES
et al, 2002. Rev Cubana Plant Med; 7:100-103.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 57
USO DO LÁTEX DO AVELOZ (Euphorbia tirucalli L) COMO
ALTERNATIVA NA PRODUÇÃO DE SELANTE PARA PNEUS.
Daniela Silva dos Santos (IC), João Lomba Xavier (IC)*, Júlia Grazielly Macedo (IC),
Rayane Natashe Gonçalves (IC) & Sérgio Henrique Silva Júnior (PQ).
[email protected]
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro – Campus Nilópolis
Rua Lúcio Tavares, 1045. Centro - Nilópolis
Palavras-chave: Aveloz, Euphorbia tiruclli L, Selante, Látex.
Introdução
O látex produzido na aveloz é considerado
tóxico e flui quando a planta sofre alguma
obstrução. Sendo este látex produzido no
metabolismo secundário para a proteção e
defesa contra animais herbívoros. O
presente estudo tem como objetivo avaliar
o potencial do látex do aveloz (Euphorbia
tirucalli L) como alternativa ao látex usado
na fabricação de selante para pneus, bem
como a sua rentabilidade e produtividade.
Existem vários selantes para pneus
vendidos no mercado, todos utilizando o
látex como uma de suas matérias-primas.
No entanto, a maioria dos selantes
comercializados é oriunda de importações
e que pela legislação internacional não tem
a obrigatoriedade de informar seus
constituintes.
Materiais e Métodos
A aveloz, coletada no Horto do IFRJ, foi
submetida a uma extração, onde utilizou
uma seringa hospitalar de 5 mL para
obtenção do latéx. Assim realizou-se uma
comparação entre o látex extraído da
aveloz e um selante já encontrado no
mercado. Onde estes foram submetidos ao
espectrofotômetro e também a testes
físico-químicos.
Resultados e Discussão
Comparando os espectros gerados durante
o teste do látex da aveloz e do selante
comercial, nota-se semelhança em ambos,
devido a faixa da frequência e picos.
Figura 1: Espectro fornecido pelo espectrofotômetro; plotagem das
curvas do látex do aveloz (representado em azul) e selante comercial
(representado em vermelho).
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Quanto
aos
testes
físico-químicos,
observou-se que o látex do aveloz é solúvel
em amônia, etileno glicol e etanol. Com
densidade (20 °C) de 0,876 g/cm3.
Enquanto o látex sintético solubiliza em
amônia e etileno glicol, contudo, insolúvel
em etanol e com densidade (20 °C) de
0,884 g/cm3.
Conclusões
O latéx encontrado nos exemplares da
aveloz pode ser considerado um potencial
para a formulação de selantes para pneus,
visto suas características físico-químicas
juntamente com os espectros obtidos. É
preciso levar em consideração a toxicidade
da planta e a dificuldade na extração do
látex, tendo em vista estes fatores, mais
estudos precisam ser realizados para que
ao fim, o latéx do aveloz seja uma nova
fonte para a formulação de selantes no
mercado.
Agradecimentos
Ao IFRJ pela formação e estímulo, ao
orientador Professor Sérgio Henrique pela
atenção dispensada, e utilização do LAB
181 possibilitando a realização do projeto.
----------------------------------1 - Borracha Natural (NR)-Rubberpedia – Portal da
indústria
da
borracha.
Página
da
internet.
http://www.rubberpedia.com\borrachas\borracha
natural.php. Acesso em 03/11/2011.
2 - Varricchio, Márcia C.B.N ; Sales, F. ; Silva, Simone da. ;
Kuster, Ricardo Machado. ; Pyrrho, A.S. ;Castelo Branco,
M.L.T.EFEITOS TOXICOLÓGICOS CRÔNICOS DO
LÁTEX BRUTO DE E. TIRUCALLI (AVELOZ) SOBRE
PESO DE FÍGADO E BAÇO CONFORME USO
TRADICIONAL: UM ESTUDO PRELIMINAR. ISSN
1983-4209 – Numero 2- Volume 2 – 2008.2
3 - Brito,A.R.S.
&
Thomas,
G.
Propriedades
antiinflamatórias
do
extrato
aquoso
de
Euphorbiatirucalli. Ciência e Cultura. SP.1980.
4
ARPEEL.
Paginada
internet.http://www.arpeeel.com/air_seal_total.php&amp;us
g=ALkJrhgXvlF43uPdlOLolzfHZRS9PxxV_w. Acesso em
03/11/2011.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 58
AVALIAÇÃO DO EFEITO INIBITÓRIO SOBRE A ENZIMA α-AMILASE DE EXTRATOS DE
PLANTAS BRASILEIRAS E RESPECTIVAS FRAÇÕES.
Moraes MA1*, Santos AE4, Monteiro DK2, Ferreira AVD1, Fonseca BAD2, Guia FC2, Justus
L2, Simas NK3, Kuster RM4, Zanetti GD3, Konno TU3; Leite MN2; Rocha FD2,3
1Mestrandos
em Ciências Farmacêuticas, UFJF, [email protected]
de Farmacognosia, Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
3Faculdade de Farmácia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-Macaé).
4Nucleo de Pesquisa de Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
2 Laboratório
Palavras-chave: α-amilase, efeito hipoglicemiante, diabetes.
Introdução
Diabetes mellitus, distúrbio resultante da
perturbação da homeostase da glicose, já é
um sério desafio para a saúde mundial. As
plantas
medicinais
podem
fornecer
tratamentos auxiliares na terapia, se a sua
atividade for validada. Neste estudo, um
modelo de inibição in vitro da enzima αamilase foi usado para analisar o potencial
hipoglicemiante das seguintes espécies e
suas frações: Eugenia uniflora (Mirtaceae),
Andira nitida (Fabaceae) e Bauhinia
longifolia (Leguminoseae). E. uniflora é
usada para tratar diabetes e hipertensão e
possui substâncias fenólicas, flavonóides e
taninos.1 Espécies de Bauhinia são usadas
como anti-inflamatória e hipoglicemiante, e
possuem flavonóides, taninos e quinonas.2
A. nitida contém isoflavonas e vários
flavonóides, e é utilizada como febrífuga e
antimalárica.3 Objetivo: Determinação da
atividade inibitória de extratos e frações
purificadas sobre a α-amilase, como forma
de definir o seu potencial antidiabético.
Material e Métodos
Os extratos de E. uniflora e A. nitida foram
obtidos por percolação, usando como
liquido extrator a mistura de Hex:DCM
80:20, obtendo-se os extratos brutos das
folhas e dos galhos de E. uniflora (EHDFE
e EHDGE respectivamente) e dos galhos
de A. nitida (EHDGA) após rotaevaporação.
As folhas secas de B. longifolia foram
extraídas com EtOH, por maceração
(EBEFB). O EBEFB seco foi submetido a
partição, sequencialmente, com AcOEt e
BuOH. A partir da fração em AcOEt foram
obtidas as frações AES01 (quercetina 3-Oarabnofuranosídeo) e AES03 (quercetina 3O-ramnopiranosídeo). A avaliação da
atividade hipoglicemiante foi realizada
através do método cromogênico da SigmaAldrich modificado4. O teste consiste em
uma pré-incubação da α-amilase 1000.000
U tipo VI-B de pâncreas suíno (Sigma) em
solução a 1U/mL, na presença e ausência
de amostra (a 20 mg/mL) dissolvida em
DMSO 5%, durante 5 min, a 25°C. A
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
reação é iniciada pela adição de solução de
amido (a 0,5% p/v em tampão fosfato
pH=6,9). Após 3 min de reação, a
concentração de maltose gerada é
estimada por medida espectrofotométrica
do produto formado por açúcares redutores
com ácido 3,5-dinitrosalicílico (DNS), a
85°C, durante 15 min. Pela diferença das
absorbâncias (a 540 nm) das amostras na
presença e ausência (branco) da enzima, a
porcentagem (p/v) de maltose gerada é
calculada a partir de equação obtida da
curva de calibração de maltose.
Resultados e Discussão
As % de inibição da enzima α-amilase em 3
min de reação para EHDFE, EHDGE e
EHDGA foram, respectivamente, 46,05%,
86,83% e 74,47%. As frações em AcOEt e
em BuOH do EBEFB mostraram % de
inibição da enzima α-amilase de 75,46% e
84,47%, respectivamente. AES01 e AES03
não se mostraram ativas nas condições do
método.
Conclusões
Extratos lipofílicos de E. uniflora e A. nitida
mostraram atividade inibitória frente à αamilase,
mas
novos
estudos
são
necessários para se obter dados mais
conclusivos. Apesar de AES01 e AES03
não exibirem resultados significativos, as
frações em AcOEt e BuOH mostraram
atividade, sugerindo que há ação sinérgica
na fração, ou que a atividade é devida a
substâncias ainda não isoladas.
Agradecimentos
Apoio financeiro: FAPERJ, CNPq, PROPG-UFJF
----------------------------------1
Coutinho, H.D.M. et al. Potentiation of Antibiotic Activity
by Eugenia uniflora and Eugenia jambolanum. JOURNAL
OF MEDICINAL FOOD. 13 (4) p. 1024–1026, 2010
2
Silva, K. L.; Filho, V. C. Plantas do gênero Bauhinia :
composição química e potencial farmacológico. QUIMICA
NOVA. 25 (3) p. 449-454, 2002.
3
Silva, V. C. et al. Constituintes fenólicos e terpenóides
isolados das raízes de Andira fraxinifolia (fabaceae)
QUIMICA NOVA. 29 (6) p. 1184-1186, 2006
4
Ali, H.; Houghton, P. J.; Soumyanath, A. α-Amylase
inhibitory activity of some Malaysian plants used to treat
diabetes; with particular reference to Phyllanthus amarus.
JOURNAL OF ETHNOPHARMACOLOGY. 107 p. 449–
455. 2006
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 59
ESTUDOS VISANDO A SÍNTESE DA 1,3-DIIDROXIACETONA VIA
REAÇÕES DE OXIDAÇÃO DO GLICEROL E DA DIACETINA.
Renan
Fernandes
Vianna
[email protected]
(IC)¹*,
Vera
Lucia
Patrocínio
Pereira
(PQ)¹
1
Laboratório de Síntese Estereosseletiva de Substâncias Bioativas (LASESB), Núcleo de Pesquisa de Produtos
Naturais (NPPN), Centro de Ciências da Saúde (CCS), Bloco H, CEP: 21941-902, Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, Brasil.
Palavras-chave: Oxidação; glicerol; diacetina; diidroxiacetona.
as oxidações com o produto do glicerol acetilado
Introdução
(diacetinas).
Do estudo da oxidação das diacetinas, a
O glicerol (1,2,3-propanotriol), um itol, é um
metodologia que forneceu o produto em melhor
líquido de sabor adocicado, não tóxico
rendimento foi empregando 3 equivalentes de
(LD50=12600),
biodegradável,
de
alta
ácido crômico em resina Amberlyst A-26, sem
viscosidade e alta polaridade1, origina-se da
solvente a 60⁰C (entrada 4) em 65% de
manufatura do biodiesel como co-produto em
rendimento. O uso da resina é vantajoso, pois
uma proporção de 110 Kg de glicerol para 1
torna o processo fácil de ser realizado e o
tonelada de biodiesel.
produto pode ser obtido na sua forma pura
A fim de absorver a oferta de glicerol e contribuir
através da extração e filtração da resina.
para que a produção do biodiesel seja
economicamente rentável, novos processos
RENDIMENTO
ENTRADA SUBSTRATO
CONDIÇÕES
PRODUTO
BRUTO
industrialmente viáveis estão sendo estudados.
13,3 Eq. CrO em
Este trabalho objetiva estudar a produção da
1
Glicerol
11%
diidroxiacetona
Amberlyst A-26, 60⁰C
9 Eq. K CO , 9 Eq. I ,
diidroxiacetona (2) a partir da oxidação do
2
Glicerol
49%
diidroxiacetona
metanol, 70⁰C
glicerol (3) e da diacetina (4) (esta última
2 Eq. CrO em Amberlyst A1,3-diacetil3
Diacetina
54%
26, 60⁰C
diidroxiacetona
derivada do glicerol).
3 Eq. CrO em Amberlyst A1,3-diacetil3
2
3
2
3
Materiais e Métodos
Reações de oxidação do glicerol e seus
derivados acetilados (diacetinas) em presença
de reagentes como CrO3 (em resina), KBrO3, I2,
H5IO6 e NaIO4.
Resultados e Discussão
A diidroxiacetona (DHA, 2) pode ser sintetizada
através da oxidação direta do glicerol (1) ou da
diacetina (3 e 4) (este último preparado pelo
nosso grupo de pesquisa através da reação de
transesterificação do acetato de etila com
glicerol2), Esquema 1.
OH
HO
O
condições
OH
HO
1
OH
4
Diacetina
5
Diacetina
6
Diacetina
OAc
OAc
3
AcO
condições
AcO
4
OAc
5
Esquema 1. Preparação da diidroxiacetona
Inicialmente,
tentamos
preparar
a
diidroxiacetona (2) pela oxidação direta do
glicerol. Após teste de algumas metodologias
descritas na literatura, o melhor rendimento
obtido foi utilizando K2CO3 e I2 em metanol com
49% de rendimento (Tabela 1, entrada 2). Além
do baixo rendimento, as reações de oxidação do
glicerol são trabalhosas devido ao seu
isolamento não poder implicar água para retirar
os resíduos inorgânicos, nos levando a realizar
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
55%
diidroxiacetona
1,3-diacetildiidroxiacetona
1,3-diacetildiidroxiacetona
Após otimização das condições de oxidação da
diacetina, será realizado hidrólise dos ésteres
para a formação da respectiva diidroxiacetona
(2).
Conclusões
O
OH
50%
Além deste, outros métodos apresentam
rendimento ligeiramente inferior como os das
entradas 3, 5 e 6.
Apesar de diacetina estar na forma de uma
mistura da 1,2-diacetina (4) com 1,3-diacetina
(3), o produto obtido foi exclusivamente a 1,3diacetil-diidroxiacetona (5), evitando posterior
purificação do produto.
2
OH
65%
Esquema 1. Preparação da diidroxiacetona
hidrólise
AcO
3
26, 60⁰C
3 Eq. K2CO3, 9 Eq. I2, tercbutanol, 70⁰C
0,05 Eq. CrO3, 1,o Eq.
H5IO6, acetonitrila, t.a.
Apesar dos rendimentos obtidos, o processo
demonstra ser industrialmente viável e estudos
ainda estão sendo realizados a fim de melhorar
os rendimentos das reações oxidação, seguida
de hidrólise, para a produção de diidroxiacetona
a partir do glicerol.
Agradecimentos
CNPq.
----------------------------------------------------------------¹ EBehr, A.; J. Irawadi, K.; Leschinsk, J.; Lindner, F. Green
Chem. 2008, 10, 13-30 p.
² Meireles, B. A.; BR 100238, 2010 (Patente)
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 60
UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS PELA COMUNIDADE
DE TUBIACANGA, RJ
Talita Shewry de Medeiros Rocha (IC)¹* e Ana Maria Landeira-Fernandez (PQ)1.
E-mail:[email protected]
1
Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais, Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio
de Janeiro. CCS, bloco H 2 sl 25/ ICB/Cidade universitária, Ilha do Fundão.
Palavras-chave: plantas medicinais, etnobotânica, fitoterapia, medicina popular
Figura 1- Espécies mais citadas pela comunidade
30
no de pessoas
25
20
15
10
5
ar
ba
tu
C
s
.
ci
tr
at
M
us
.o
S.
ffi
te
ci
na
re
bi
lis
nt
hi
fo
M
li u
.
gl
s
om
er
at
a
P.
K
ni
.b
ru
ra
ri
si
lie
E.
ns
m
is
ax
im
C
ili
.
an
au
i
ra
nt
iu
E.
m
un
ifl
or
P.
a
an
is
um
P.
gu
C
aj
os
av
tu
a
s
sp
ira
lis
C
.s
pi
ra
li s
C
L.
.a
al
m
ba
br
os
io
id
es
P.
m
aj
or
M
.g
la
br
a
0
P.
b
Fig 2- Famílias das plantas mais citadas e o no de espécies
60
9
8
50
7
40
6
5
30
4
20
3
2
10
1
O presente trabalho foi realizado no bairro
de Tubiacanga, Ilha do Governador no
município do Rio de Janeiro, durante os
meses de setembro a dezembro de 2011.
Foram
realizadas
entrevistas
semiestruturadas visando obter diferentes
informações sobre a utilização das plantas
medicinais. Também documentamos outras
informações referentes ao: grau de
escolaridade; parte da planta, de que
maneira utiliza se obteve resultado e como
ficou sabendo dos benefícios dessas
plantas. Além disso, os entrevistados
mostravam as plantas utilizadas, seja em
sua própria residência (hortas) como em
locais perto de casa. As espécies foram
identificadas á partir dos nomes vulgares
segundo Lorenzi(2).
Resultados e Discussão
Foram entrevistadas 72 pessoas que
citaram 76 plantas com alguma utilização
medicinal. Esses dados foram compilados
em uma grande tabela, utilizada para
montar os gráficos abaixo. Todas as
plantas citadas apresentam literatura que
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
0
A
La
m
ia
ce
ae
st
er
ac
ea
M
yr
ta
ce
ae
Po
ac
Eu
ea
ph
e
or
bi
ac
ea
e
R
ut
ac
A
ea
na
e
ca
rd
ia
ce
Zi
ng
ae
ib
er
ac
ea
e
A
pi
ac
Ve
ea
rb
en
ac
ea
e
Fa
ba
ce
ae
Li
lia
ce
ae
0
Materiais e Métodos
-○- no de espécies
O conhecimento do homem sobre o poder
curativo das plantas tem acompanhado a
sua
evolução
desde
as
primeiras
civilizações Chassot (1). Atualmente, o
estudo etnobotânico das plantas medicinais
pode nortear o interesse cientifico,
viabilizando novas possibilidades na
criação de fármacos e fitoterapicos como
alternativas na área de saúde. O objetivo
do nosso trabalho foi realizar um
levantamento do conhecimento popular da
identificação e utilização das plantas
medicinais
pela
comunidade
de
Tubiancanga. Alem disso, posteriormente
iremos comparar esses dados com a
literatura cientifica com o objetivo de
detectar se uso popular foi comprovado
cientificamente podendo assim ampliar o
campo da pesquisa de fitofármacos.
justifica o seu uso popular ,além disso a
maioria delas apresenta a molécula ou
classe de moléculas que são bioativa.
-●- no de citações
Introdução
Conclusões
Observamos que a comunidade de
Tubiacanga
possui
uma
grande
biodiversidade de espécies de plantas
medicinais e suas diferentes utilizações.
Tornando-se assim necessário um melhor
conhecimento cientifico dos possíveis
efeitos tóxicos provocados por essas
plantas.
Agradecimentos
A comunidade de Tubiacanga pela boa vontade de responder aos questionários e
dividir os seus conhecimentos e a Marilza de Castro por ter me levado até as casas dos
moradores.
Referências Bibliográficas:
1 Chassot, A. A Ciência através dos tempos. 2004 2° ed.,São Paulo. Moderna
2Lorenzi, H. Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas 1988 2ª edição 576 p.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 61
ESTUDO QUÍMICO DE Spondias admirabilis
Annie Caroline Goulart (IC)*1, Cristiane Pereira (PG)1, Nerivaldo Gomes Antas (IC)2, Ana
Claudia Fernandes Amaral (PQ)3 , Cássia Mônica Sakuragui (PQ)2, Ricardo Machado
Kuster (PQ)1.
e-mail: [email protected]
1 Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, 21941-590, Rio de
Janeiro, RJ, Brasil.
2 Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, 21941-590 Rio
de Janeiro, RJ, Brasil.
3 Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Tecnologia em Fármacos - Far-Manguinhos/FIOCRUZ.
Rua Sizenando Nabuco, 100 Manguinhos, 21041-250 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil
Palavras-chave: Flavonoides, Spondias, fitoquímica.
Introdução
Sob o aspecto químico, a família
Anacardiaceae é uma fonte rica de
metabólitos secundários, em especial
substâncias fenólicas, com ampla faixa de
atividades biológicas (Rufino et al. 2010).
Algumas espécies do gênero Spondias, tais
como “siriguela” e “cajá”, têm sido
utilizadas como plantas medicinais (Amaral
et al. 2005) e seus frutos tem papel
importante na economia, principalmente
para a indústria de sucos. Como parte de
nossos estudos sobre o gênero Spondias,
foi realizado o estudo fitoquímico das folhas
de
Spondias
admirabilis,
espécie
amplamente distribuída no litoral do Rio de
Janeiro, visando o isolamento e a
elucidação estrutural de flavonoides.
Materiais e Métodos
O extrato hidrometanólico obtido das folhas
de Spondias admirabilis foi submetido à
partição líquido-líquido com solventes em
ordem crescente de polaridade, tais como
hexano, diclorometano, acetato de etila e
butanol.
Foi
realizado
o
perfil
cromatográfico da partição butanólica por
HPLC/DAD e esta foi submetida a várias
etapas de cromatografia em coluna
utilizando XAD-2 e Sephadex LH-20 como
adsorventes. A fração pura obtida foi
avaliada por CCD, bem como por técnicas
espectroscópicas (RMN H1 e UV) e
espectrométricas (EM-ESI).
UV obtidos a partir do cromatograma, foi
possível
detectar
a
presença
de
flavonoides derivados da quercetina, visto
que
estes
apresentavam
coloração
alaranjada característica, bem como
máximos de absorção no UV nas regiões
de 254 e 356nm. Após a obtenção do
espectro de massas (m/z 609) e dos
espectros de RMN H1 (1 e 2D) da amostra
pura, foi possível identificar o flavonoide
isolado como sendo a Rutina (quercetina 3O- rutinosídeo).
Conclusões
Poucos trabalhos sobre isolamento e
elucidação estrutural de flavonoides no
gênero Spondias foram realizados, além
disso, nenhum estudo fitoquímico com a
espécie Spondias admirabilis foi feito até o
momento. Este trabalho inclui-se, portanto,
no esforço para aumentar a literatura
química e quimiossistemática sobre este
gênero.
Agradecimentos
CNPq
----------------------------------1. Rufino, M. do S.; Alves, R. E.; de Brito, E. S.; PérezJiménez, J.; Saura-Calixto, F.; Mancini- Filho, J.
Bioactive compounds and antioxidant capacities of 18
non-traditional tropical fruits from Brazil. Food
Chemistry 121, 996- 1002, 2010.
2. Amaral, A. C. F. Simões, E. V. Ferreira, J. L.
P.(2005) Coletânea científica de plantas de uso
medicinal. Fiocruz. Rio de Janeiro
Resultados e Discussão
Após análises das placas de cromatografia
em camada delgada reveladas com NP e
PEG
(reveladores
específicos
para
substâncias fenólicas) e dos espectros de
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 62
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIVIRAL DE EXTRATOS DE
FOLHAS DE Croton floribundus SPRENG.
Bianca Ortiz da Silva (PQ)¹, Ricardo Pereira Louro (PQ)2, Jose Luiz Pinto Ferreira (PQ)3,
Ana Cláudia Fernandes do Amaral (PQ)3, Maria Tereza Villela Romanos (PQ)4.
[email protected]
1 Instituto
de Pesquisas Biomédicas -Hospital Naval Marcílio Dias/ Marinha do Brasil
de Ultraestrutura Vegetal, Instituto de Biologia, Departamento de Botânica, UFRJ
3 Núcleo de Pesquisas em Produtos Naturais, Farmanguinhos, Fiocruz/RJ,
4 Departamento de Virologia, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, UFRJ
2 Laboratório
Palavras-chave: Croton, cultura in vitro, atividade antiviral, Herpes simplex .
Introdução
O gênero Croton apresenta 1.200 espécies
agrupadas em 40 seções e caracterizam-se
pela presença de substâncias com
potencial
farmacológico[1].
Algumas
espécies são utilizadas na medicina
popular no tratamento de diarréia,
problemas pulmonares, úlceras, além de
destacarem-se
pelas
propriedades
cicatrizante, antiviral, leishmanicida, e
antimicrobiana[2-4]. O presente trabalho
relata a avaliação da atividade antiviral do
extrato de folhas Croton floribundus in vitro
e sob condições naturais.
Materiais e Métodos
A atividade antiviral da fração do extrato de
folhas em acetato de etila de Croton
floribundus cultivados sob condições
naturais e in vitro foi avaliada frente ao
HSV-1 e HSV-2 sensíveis e HSV-1
resistente ao aciclovir. Foram realizados
testes de toxicidade utilizando o reagente
de vermelho neutro e a avaliação
morfológica de células VERO em sistema
hospedeiro de ensaios in vitro.
Resultados e Discussão
A fração acetato de etila extraída de folhas
de C. floribundus cultivados in vitro e sob
condições naturais apresenta significativa
atividade contra HSV1-R, HSV1-S e HSVIIS evidenciando percentagem de inibição
(PI) maior do que 90%. As frações
utilizadas exibem maior atividade sobre o
HSV1 do que HSV2, independente do nível
de resistência ao aciclovir, padrão
semelhante
ao
demonstrado
para
flavonóides sintéticos[5].
As alterações morfológicas e as análises
de viabilidade evidenciaram a baixa
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
toxicidade (CMNT>200µg/mL) para as
frações acetato de etila testadas. No
entanto, observou-se maior toxicidade na
fração acetato de etila de plantas cultivadas
in vitro quando comparados com C.
floribundus coletados em Teresópolis. A
presença de flavonóides, metabólitos
secundários relacionados à atividade
antiviral, foi evidenciada nas frações
acetato de etila de C. floribundus pelas
análises cromatográficas, assim como foi
observado em frações de C. urucurana[6].
Conclusões
Os extratos de C. floribundus cultivados in
vitro e sob condições naturais apresentam
atividade antiviral, contra o vírus herpes
vírus simplex humano tipo I e tipo II, sendo
mais expressiva a percentagem de inibição
viral sobre o HSV2.
Agradecimentos
CAPES e Marinha do Brasil
Referências bibliográficas
1- Lima, L.R. e Pirani, J.R. Revisão taxonômica de Croton
sect. Lamprocroton (Müll. Arg.) Pax (Euphorbiaceae s.s.)
Biota Neotrop. 8(2): 177-231, 2008.
2- Ubillas et al. SP-303, an antiviral oligomeric
proanthocyanidin from the latex of Croton lechleri (sangre
de drago). Phytomedicine 1:77-106, 1994.
3- Rosa, M.S.S.; Mendonça-Filho, R.R.; Bizzo, H.R.;
Rodrigues,I.A.; Soares, R.M.A.; Souto-Padron, T.; Alviano,
C.S.; Lopes,A.H.C.S. Antileishmanial Activity of a
Linalool-Rich Essential Oil from Croton cajucara.
Antimicrobial agents and chemotherapy.1895–1901, 2003.
4- El-Mekkawy, S.; Meselhy, R.; Nakamura, N.; Hattori,
M.; Kawahata, T.; Otake, T. Anti-HIV-1 phorbol esters from
the seeds of Croton tiglium. Phytochemistry 53: 457- 464,
2000.
5- Lyu, S.Y., Rhim, J.Y., Park, W.B. Antiherpetic activities
of flavonoids against herpes simplex virus type 1 (HSV-1)
and type 2 (HSV-2) in vitro. Arch Pharm Res 28: 1293–130.
2005.
6- Yunes, R.A.; Pedrosa, R.C.; Cechinel-Filho, V. Fármacos
e fitoterápicos: a necessidade do desenvolvimento da
indústria de fitoterápicos e fitofármacos no Brasil. Quim.
Nova, 24 (1) 147-152, 2001.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 63
"A Utilização de Plantas Medicinais como Ferramenta para o
Ensino de Ciências”
Hannah C. T. Domingos* (IC)1, Isabella B. Moura (IC)1, Talita Shewry de Medeiros Rocha
(IC)¹, Florence de F. Brasil Vianna (PQ)2 e Ana Maria Landeira Fernandez (PQ)1
*[email protected]
1 Grupo
de Pesquisa em Produtos Naturais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Endereço.
Palavras-chave: educação ambiental, metodologia de ensino, horta medicinal, medicina popular
Introdução
As plantas medicinais são uma rica fonte
de substâncias químicas a serem
exploradas terapeuticamente, podendo
servir ainda como uma forma alternativa de
medicação. O objetivo desse projeto
consiste em ampliar e despertar o
conhecimento científico de discentes e
docentes da Escola Municipal Comandante
Guilherme Fisher Presse (EMCGFP) em
Tubiacanga, na Ilha do Governador (RJ),
através da implantação de um horto
medicinal e orgânico na escola. Além disso,
o projeto aborda a importância de se
conservar o ambiente e visa motivar o
aluno a relacionar o saber popular com o
saber científico.
participar. Tais resultados demonstraram
que a atividade proposta era promissora e
que havia um campo fértil para o trabalho,
uma vez que cativara os alunos.
Figura 1- Alunos da EMCGFP, após o processo
de compostagem
Materiais e Métodos
Primeiramente, foi feito um questionário
com os alunos do 4° e 5° ano sobre o
conhecimento de plantas medicinais. Em
seguida realizou-se o processo da
compostagem da terra juntamente com os
alunos, que mais adiante escolheriam as
mudas das plantas medicinais a serem
plantadas. As etapas seguintes do projeto
consistem em realizar oficinas de sementes
e de novas mudas de plantas medicinais.
Além disso, está prevista a realização de
um minicurso de plantas medicinais, onde
serão propostos diferentes experimentos
para os alunos e professores da escola.
Resultados e Discussão
As respostas foram bastante similares em
ambas as séries. Curiosamente, a maioria
dos alunos afirmou conhecer apenas a
babosa como planta medicinal, mas
quando
perguntamos
quais
plantas
gostariam de plantar eles citaram o boldo
(50%), o hortelã (25%) e outras (25%),
como camomila e erva-doce (Figura 2).
Quando os mesmos foram indagados
quanto a sua opinião sobre a horta e o
interesse em participar da sua montagem a
grande maioria achou a idéia muito boa
(80%) e 100% apresentava interesse em
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Figura 2- Respostas dos alunos do 5º ano sobre
o conhecimento das Plantas Medicinais.
Figura 3- Opinião (A) e interesse (B) na
participação da montagem da Horta Medicinal
na escola
Conclusões
Sendo assim, o objetivo geral do projeto fica
contemplado ao servir de ferramenta para o
ensino dos estudantes e, quem sabe, até
para inspirar novas idéias para melhorar o
ensino-aprendizagem
nas
Escolas
Municipais.
LORENZI, H. e MATOS, F.J.A.: Plantas Medicinais no
Brasil. Plantarum, Odessa: São Paulo, 2ª ed, 2002.;
LORENZI, H.: Árvores Brasileiras. Plantarum, Odessa:São
Paulo,1992; LAMEIRA, O.A.; PINTO, J.E.B.P: Plantas
Medicinais: do cultivo, manipulação e uso à
recomendação popular. Embrapa: São Paulo, 2008.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 64
ANTRAQUINONAS ISOLADAS DE Picramnia ramiflora POR
CROMATOGRAFIA CONTRACORRENTE DE ALTA EFICIÊNCIA.
Marina Meirelles Paes (PG)¹*, Maria Raquel Garcia Vega (PQ)¹, Ivo José Curcino Vieira
(PQ)1, Raimundo Braz-Filho (PQ)¹. E-mail: [email protected]
de Química de Produtos Naturais – Laboratório de Ciências Químicas, Universidade Estadual do Norte
Fluminense Darcy Ribeiro, Avenida Alberto Lamego 2000, 28013-602, Campos, RJ.
1Setor
Palavras-chave: Picramniaceae, Picramnia ramiflora, antraquinonas, cromatografia contracorrente.
Introdução
A família Picramniaceae, é constituída dos
gêneros Picramnia e Alvaradoa1. O gênero
Picramnia é constituído por aproximadamente 89
espécies na América Tropical, no Brasil está
representado por 19 espécies, 12 delas endêmicas..
A química de espécies deste gênero destaca-se
pela presença de antraquinonas, que é proposta
como marcador quimiotaxonômico do gênero.
A técnica cromatografia contracorrente (CCC)
utilizada é um método excelente de separação e
eficiente principalmente para substâncias muito
polares em análises de produtos naturais.
Assim, este trabalho tem como objetivo contribuir
para o estudo quimiossistemático da família
Picramniaceae através do isolamento e identificação
estrutural dos constituintes químicos de P. ramiflora
espécie endêmica do Brasil.
Materiais e Métodos
O material vegetal, constituído de caule de
Picramnia ramiflora, foi coletado em abril de 2010,
na Reserva da Cia Vale do Rio Doce, Linhares,
E.S. O material foi seco ao ar livre e submetido a
extrações a frio com metanol. A solução obtida
concentrada com evaporador rotatório. O extrato
metanólico foi submetido a uma partição líquidolíquido com solventes imiscíveis. A fração em
acetato de etila foi submetida à cromatografia
contracorrente de alta eficiência. Para escolha do
sistema de solventes adequado vários sistemas
foram testados. Após as análises, o sistema
escolhido foi hexano:acetato de etila:metanol:água
(1:2:2:1), o qual apresentou melhor solubilidade
dos componentes da amostra em ambas as
fases. Após a eluição durante 240 min, 480 mL
da fase móvel foram coletadas em 120 frações.
As frações obtidas foram reveladas em solução
de KOH em metanol 10% (revelador específico
de antraquinonas). As propostas estruturais para
as substâncias isoladas foram baseadas em
técnicas espectroscópicas principalmente de RMN
de 1H e 13C 1 e 2 D, 1H-1H-COSY, HMQC, HMBC
e CG-EM, e por comparação com dados descritos
na literatura.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
Através desta técnica foi possível purificar
três antraquinonas, sendo uma delas inédita na
literatura. A fração PGA 8 (t= 15,6 min.)
apresentou
5
mg
da
antraquinona
hidroxiemodina, a fração PGA 11 (t= 26,6 min.)
apresentou 6 mg da antraquinona sulfatada
(inédito) e a fração PGA 45 (t= 108,8 min.)
apresentou 5,4 mg da antraquinona emodina.
Um sumário com as estruturas dos compostos
isolados é apresentado na Tabela 1.
Figura 1. Antraquinonas identificadas do caule de
Picramnia ramiflora.
R4
8
O
9
12
OH
1
13
2
7
3
R2
6
5
14
11
R3
10
4
R1
O
SUBSTÂNCIAS
R1
R2
R3
R4
Emodina
OH
CH3
H
OH
Hidroxiemodina
OH
CH2OH
H
OH
Antraquinona
Sulfatada
KSO3O
OH
H
OH
Conclusões
A técnica de cromatografia contracorrente
mostrou-se eficiente para o isolamento de
antraquinonas. A presença desta classe de
compostos confirma o posicionamento taxonômico
da mesma, considerando que, das 27 espécies
estudadas até o momento, apenas em 1 não foi
detectada antraquinona. Desta forma, o presente
trabalho contribui para a quimiotaxonomia deste
gênero.
Agradecimentos
UENF/CAPES/CNPq
----------------------------------1
Fernando, E.S.; & Quinn, C.J. Picramniaceae, a new
family, and recircumscription of Simaroubaceae. Taxon,
44:177-181, 1995. 2 Jacobs, H. Comparative phytochemistry
of Picramnia and Alvaradoa, genera of the newly
established family Picramniaceae. Biochemical Systematic
and Ecology, 31:773-783, 2003.3 Ito, Y. Recent advances in
countercurrent chromatography. J. Chromatogr. A. 538:3-25,
1991.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 65
MECANISMO DA AÇÃO VASODILATADORA DO EXTRATO
ETANÓLICO DE Kielmeyera membranacea CASAR.
Letícia Lima Dias Moreira Ferreira (PG)1*, Bruno Meirelles Paes (IC)1, Paula Borges de
Negreiros e Souza (IC)1, Tatiana Ungaretti Paleo Konno (PQ)2, Ivana Correa Ramos Leal
(PQ)3, Michelle Frazão Muzitano (PQ)3, Juliana Montani Raimundo (PG) 1.
[email protected]
1
Laboratório Integrado de Pesquisa, Campus UFRJ-Macaé. Rua Aloísio da Silva Gomes, 50. Granja dos
Cavaleiros, Macaé, RJ.
2.Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé, Campus UFRJ-Macaé. Av. São
José do Barreto, 764. Barreto, Macaé, RJ.
3.Laboratório de Produtos Naturais, Campus UFRJ-Macaé. Rua Alcides da Conceição, 159. Novo
Cavaleiros, Macaé, RJ.
Palavras-chave: Kielmeyera membranacea Casar., hipertensão arterial, vasodilatação, óxido nítrico
Introdução
As
doenças
cardiovasculares
são
mundialmente responsáveis por mais de 16
milhões de óbitos anuais1, sendo a
hipertensão arterial sistêmica (HAS) a mais
prevalente e o maior fator de risco para
doenças cerebrovasculares2. O uso de
vasodilatadores permite o controle da HAS
ao promover relaxamento da musculatura
lisa vascular, cujo tônus é regulado por
diversos fatores derivados do endotélio
vascular3.
O objetivo do estudo foi investigar o
mecanismo de ação do efeito vasodilatador
do extrato etanólico de folhas de
Kielmeyera membranacea Casar.
Materiais e Métodos
Material vegetal: O extrato de Kielmeyera
membranacea Casar. (CLUSIACEAE) foi
gentilmente cedido pelo Laboratório de
Produtos Naturais.
Registro de tensão isométrica de aorta:
Foram utilizados anéis de aorta (5mm)
isolados de ratos Wistar machos (250-280
g). Os tecidos foram posicionados em
cubas verticais preenchidas com solução
Tyrode modificada e continuamente
oxigenada com mistura carbogênica (95%
O2 / 5% CO2), à 37ºC. A contratura do
músculo liso vascular foi induzida com 10
µM de fenilefrina, seguida da exposição a
concentrações cumulativas do extrato (1 a
300 µg/mL).
Os procedimentos foram aprovados pelo
CEUA-CCS-UFRJ.
Investigação do mecanismo de ação do
efeito vasodilatador: A atividade vascular
do extrato foi avaliada em anéis com e sem
endotélio. Anéis com endotélio foram prétratados por 15 minutos com NG-nitro-L-
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
arginine methyl ester (L-NAME, 100 µM),
inibidor da óxido nítrico (NO) sintase, ou
1H-[1,2,4]Oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1one (ODQ, 10 µM), inibidor da guanilato
ciclase solúvel4.
Resultados e Discussão
O extrato de Kielmeyera membranacea
Casar. provocou relaxamento de forma
concentração-dependente em anéis de
aorta com endotélio pré contraídos com
fenilefrina. Na concentração de 3 µg/mL o
extrato induziu relaxamento de 31,63 ±
3,91% (P<0,05, n=6), atingindo-se o
relaxamento máximo de 70,49 ± 7,99 % na
concentração de 30 µg/mL (P<0,05, n=6).
A
remoção
do
endotélio
inibiu
completamente o efeito vasodilatador do
extrato. Resultados semelhantes foram
observados em aortas com endotélio prétratadas com L-NAME e ODQ, indicando a
participação da via NO/GMPc (monofosfato
cíclico de guanosina) na ação relaxante do
extrato de Kielmeyera membranacea
Casar.
Conclusões
O extrato de Kielmeyera membranacea
Casar. provoca intenso relaxamento
vascular dependente do endotélio, cujo
mecanismo envolve a produção de NO e
GMPc.
Agradecimentos
FAPERJ, FUNEMAC, UFRJ/PIBEX
----------------------------------¹ Teixeira, M. M., et al. Rev. Eferm. UFPE on line 4 (spe):
1957-964, 2010.
² Lessa, I. Cad. Saúde Pública 26(8): 1470-1471, 2010.
3
Hoffman, B. B. Rio de Janeiro, Mc Graw Hill, 11ed, 2007:
757-778p.
4
Raimundo, J. M., et al. Eur. J. Pharmacol. 530: 117-123,
2006.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 66
Estudo Químico e Farmacológico da Fração Acetato de etila
das Folhas de Croton antisyphiliticus Mart (Pé de Perdiz).
Rafael Pires Moreira (IC)1, Jéssica Azevedo de Moraes (IC)1*, Eliane Augusto Ndiaye
(PQ)1, [email protected], [email protected]
1
Grupo de Pesquisa em Produtos Naturais- NIQEFARMA, Universidade Federal de Mato Grosso,Rodovia MT-100,
Km 3,5. Pontal do Araguaia-Mato Grosso
Palavras Chave: Croton antisyphiliticus; fração acetato de etila; atividade cicatrizante; taninos.
Introdução
A espécie Croton antisyphiliticus Mart, é
carente de pesquisas científicas, é
conhecida como pé de perdiz, suas folhas
são utilizadas na medicina popular como
anti-inflamatória, e no tratamento de feridas
e úlceras gástricas. O fato da população da
região do Araguaia utilizar a espécie C.
antisyphiliticus Mart, (pé de perdiz), para
essa
atividade,
sem
nenhuma
comprovação científica, levou-nos a avaliar
o seu potencial cicatrizante.
Materiais e Métodos
Frente à atividade do extrato bruto, a
pesquisa foi direcionada para avaliações de
porções menores ou frações, possibilitando
assim
um
direcionamento
das
características
físico-químicas
das
substâncias ativas contidas na espécie de
Croton. O estudo da atividade cicatrizante
seguiu o protocolo1, para o teste utilizou-se
90 ratos Wistar machos. Foi realizado uma
lesão circular de 2cm de diâmetro no dorso.
Os animais foram divididos em 5 grupos
distintos: grupo controle NaCl 0,9% (GC),
grupo extrato bruto etanólico (GEBE) grupo
fração Hexânica (GFH), grupo fração
diclorometânica (GFD), e grupo fração
acetado de etila (GFAE). Os grupos foram
distribuídos em subgrupos para avaliação
das feridas nos períodos 7, 14 e 21 dias
pós-operatório. Durante o período do
experimento eram aplicados 0,2mL do
extrato bruto e suas frações topicamente
nas feridas. Posteriormente análises da
medida das feridas utilizando o programa
Auto Cad. Foram realizadas análises
estatísticas (ANOVA e Tuckey). O nível de
significância (p) utilizado para rejeitar a
hipótese da nulidade foi de 0,01.
Resultados e Discussão
Dentre as frações, a que se mostrou mais
ativa foi o GFAE. No 7° dia o GFAE
apresentou 84,89% de diminuição da área
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
da ferida contra 71,24% do GEBE e
58,68% do GC, mostrando ser mais ativo
que o GEBE e o GC. No 14° não houve
diferença significativa entre o GFAE
(97,64%)
e
o
GEBE
(97,82%).
Quimicamente, as espécies de Croton
apresentaram um perfil diversificado em
seus metabólitos secundários, compatível
com a família Euphorbiaceae. Como
taninos2 foram detectados na fração
acetado de etila (GFAE), possivelmente
eles
sejam
os
responsáveis
pelo
aceleramento da cicatrização. Estudos
químicos mais aprofundados levou-nos a
concluir que estes taninos encontrados em
FAE são taninos condensados e cuja
estrutura encontra-se em fase de
identificação. Quanto ao mecanismo de
ação cicatrizante, estes compostos estão
agindo, provavelmente de duas formas:
complexando com proteínas no local da
ferida e formando uma capa protetora, e
através de sua ação antimicrobiana3.
Conclusões
Com relação às abordagens efetuadas, a
existência de taninos, abundantes nesses
vegetais, é relevante e certamente colocaos dentre as mais promissoras fontes de
estudos fitoquímicos e farmacológicos na
flora brasileira. Certamente, à medida que
estes taninos forem isolados e suas
estruturas esclarecidas, novos horizontes
surgirão e mais estudos envolvendo novas
técnicas para avaliar as moléculas
bioativas nessa fração.
Agradecimentos
NIQEFARMA/CNPq/FAPEMAT/UFMT
__________________________________________
1
MARTINS, N. L. P. et al. Análise Comparativa da Cicatrização da pele com o
uso intraperitoneal de extrato aquoso de Orbignya phalerata (babaçu). Estudo
controlado em ratos. Acta Cirúr. Bras. 2006, 21-66 p.
2
MATOS, F. J. A. Introdução á Fitoquímica Experimental. 1997, 141p.
3
KUMAR, R.; SINGH, M. Tannins: their adverse role in ruminant nutrition. J.
of Agricul. and Food Chem. 1984, 447p.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 67
ANÁLISE HISTOQUÍMICA DA ESPÉCIE Pontederia rotundifolia
L.
Mayara A. da T. Silva (IC)¹*, Simone Midori Kitagawa (PG) 2, Alessandra L. Valverde (PQ)1,
Selma R. de Paiva (PQ)2, Ana Joffily (PQ)2. [email protected]
1 LaProMar
- Instituto de Química – UFF.;
2 Laboratório
de Botânica – Instituto de Biologia – UFF
Palavras-chave: planta aquática, alcaloides, histoquímica.
Introdução
Estudos histoquímicos em plantas com
propriedades medicinais são de grande
valia para uma avaliação preliminar das
classes de substâncias interessantes, além
de se identificar em quais tecidos ou
células essas são produzidas e/ou
armazenadas1.
Preferencialmente,
os
testes histoquímicos são feitos com
material fresco, para garantir que as
substâncias de interesse não sejam
perdidas. Mas a dificuldade de coleta e
transporte do material até o laboratório,
muitas vezes obriga os pesquisadores a
trabalharem
com
material
fixado.
Pontederia rotundifolia L. é uma planta
aquática
pertencente
à
família
Pontideraceae que apresenta alcaloides
em sua composição química2. Este trabalho
teve por objetivo avaliar durante quanto
tempo o teste histoquímico para alcaloides
seria eficaz em um espécime de Pontederia
rotundifolia L. devidamente fixado.
Materiais e Métodos
Folhas de P. rotundifolia foram coletadas e
antes de fixá-las em álcool 70%, foram
seccionadas à mão-livre na região do
pecíolo. Alguns cortes foram corados com
reagente de Dragendorff e visualizados ao
microscópio óptico, comparando-os com
cortes controle, que não receberam
nenhum tipo de tratamento. Essa
metodologia foi repetida em seis dias
seguintes, não consecutivos, utilizando-se
o mesmo material fixado, para fins de
comparação.
Resultados e Discussão
diafragma e do feixe vascular começaram a
se mostrar escurecidas, nos cortes
controle, possivelmente, reagindo com a
solução fixadora. Já no dia seis, além do
fato citado anteriormente, percebeu-se que
as células clorofiladas se apresentavam em
tom marrom escuro, não mostrando mais o
usual verde. Como a cor marrom é o
indicativo de presença de alcaloides com o
uso do reagente de Dragendorff, esse
escurecimento no controle se confunde
com a reação. Entretanto, é perceptível que
até esse momento, mesmo com células se
mostrando amarronzadas no controle, a
reação com Dragendorff é positiva
apresentando uma coloração mais intensa,
sendo ainda possível identificar as células
que apresentam alcalóides.
Conclusões
Para este trabalho, o teste com o reagente
de Dragendorff se mostrou satisfatório em
material fresco e fixado em álcool 70% por
até dois dias. Também se mostrou positivo
em material fixado por mais tempo, mas
cuidados devem ser tomados ao observar e
comparar o controle com o teste.
Agradecimentos
UFF e CNPq.
----------------------------------1
Lusa, M.G. & Bona, C. Caracterização morfoanatômica e
histoquímica de Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.f. Macbr.
(Lythraceae). Acta Botanica Brasilica, 25(2), p517-527,
2011.
2
Vasu, K., Gould, J. V.; Suryam, A., Charya, M. A. S.
Biomolecular and phytochemical analyses of three aquatic
angiosperms. African Journal of Microbiology Research
3(8), p. 418-421, 2009.
No primeiro dia, quando foi utilizado o
material fresco, o teste com Dragendorff
mostrou-se satisfatório, reagindo bem com
as células corticais do pecíolo, do
diafragma parenquimático e do feixe
vascular. No dia dois do experimento, os
resultados se mostraram semelhantes.
Todavia, no dia três, algumas células do
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 68
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E POTENCIAL BIOLÓGICO DO ÓLEO
ESSENCIAL DE FOLHAS DA ESPÉCIE Xylopia ochrantha
Ricardo Diego Duarte Galhardo de Albuquerque (PG)*, Mariana Souza Rocha (IC), Débora
Nascimento Eiriz (AT), Pedro Passos Couteiro (AT), Leandro Rocha (CO), Thelma de
Barros Machado (OR). [email protected]
Laboratório de Tecnologia em Produtos Naturais (LTPN), Faculdade de Farmácia, Universidade Federal
Fluminense. Rua Mario Viana, 583, Santa Rosa, Niterói.
Xylopia ochrantha, Annonaceae, Óleo essencial
Introdução
A
espécie
Xylopia
ochrantha
(Annonaceae), encontrada no Parque
Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ), é
popularmente conhecida como “imbiúprego”. Essa espécie é utilizada pela
população local na fabricação de cabos de
ferramentas. Espécies mais amplamente
estudadas do gênero Xylopia, tais como X.
aethiopica, X. parviflora e X. brasiliensis,
apresentam-se na literatura científica como
possuindo diversas classes de substâncias
químicas, como ácidos graxos, esteróides,
taninos, além de terpenos, alcalóides e
acetogeninas. Muitas dessas substâncias
demonstraram ser responsáveis por
diferentes atividades farmacológicas, como
analgésica, antiinflamatória, antibacteriana,
antifúngica, sedativa, antiparasitária e
antitumoral. O objetivo deste trabalho é a
realização do estudo da composição
química do óleo essencial das folhas de
Xylopia ochrantha, contribuindo assim para
o conhecimento fitoquímico da espécie e
avaliar
o
potencial
biológico
das
substâncias presentes.
Materiais e Métodos
Folhas de X. ochrantha foram coletadas no
Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
em 19 de junho de 2011. As mesmas foram
turbilhonadas
com
água
destilada,
colocadas em um balão de 5L e então
submetidas a hidrodestilação durante 4
horas em um aparato do tipo Clevenger.
Foram realizadas 4 extrações. Ao final das
extrações, os óleos foram coletados e
acondicionados
em
geladeira
para
realização de análises químicas e de testes
biológicos.
A análise da composição química foi
realizada em aparelho de cromatografia
gasosa QP-2010 Ultra Shimadzu acoplado
ao espectrômetro de massa (CG/MS),
utilizando o software GCMS Postrun
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Analysis e dados da literatura para a
análise dos dados.
Para
a
verificação
da
atividade
antioxidante, foi utilizado o método ORAC,
sendo o resultado expresso como valor de
Equivalente Trolox (TE). O software Optima
Data Analysis foi utilizado para o
tratamento estatístico dos dados.
Resultados e Discussão
A extração do óleo essencial das folhas de
Xylopia ochrantha teve como resultado
uma massa total de 2,9724g e um
rendimento de 0,235% em relação à droga
fresca.
O óleo obtido e analisado por CG-MS para
a identificação de seus componentes
majoritários apresentou como principais
substâncias o Germacreno D (20,63%),
biciclogermacreno (17,54%), silvestreno
(10,54%), beta-ocimeno e o-cimeno
(ambos com 7,87%). Um total de 87,49%
dos
componentes
do
óleo
foram
identificados. A substância majoritária,
Germacreno D, é conhecida por suas
propriedades antibióticas e inseticidas,
atuando também na relação inseto-planta.
Na avaliação da atividade antioxidante pelo
método
ORAC,
o
óleo
essencial
apresentou um valor de 0,40 mmolTE/g, o
que comprova o potencial antioxidante das
substâncias presentes no mesmo.
Conclusões
O estudo da composição química do óleo
essencial das folhas da espécie Xylopia
ochrantha, além de contribuir para o
conhecimento fitoquímico, demonstrou a
presença de substâncias com relevante
atividade farmacológica. Foi possível
observar a presença de atividade
antioxidante no óleo essencial estudado.
Agradecimentos
PET-MEC, CNPQ, Faperj, Proppi, CAPS.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 69
DEFESAS QUÍMICAS E ANÁLISE DO PERFIL QUÍMICO DOS
EXTRATOS DE PLANTAS DO GÊNERO POTAMOGETON
Lílian Mariane de Oliveira Bento (IC)¹*, Tatiana U. P. Konno (PQ)¹, Angélica Ribeiro
Soares (PQ)¹. [email protected], [email protected]
1 Grupo
de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA), NUPEM, Campus UFRJ/Macaé.
Palavras-chave: produtos naturais, macrófitas aquáticas, CG-MS, RMN.
Introdução
Plantas do gênero Potamogeton são
classificadas como submersas livres, sendo
encontradas em lagoas e rios das Américas
e Antilhas. Em determinadas épocas do
ano, a ocorrência de algumas espécies é
dominante,
podendo
habitar
exclusivamente uma região. Observações
experimentais demonstram que algumas
destas plantas servem como refúgio para
invertebrados. Entretanto, a predação por
estes organismos é evitada o que sugere a
presença
de
defesas
químicas¹.
Compostos terpenoídicos e esteróis têm
sido identificados para o gênero, inclusive
muitos deles com ação antiviral² e
antialgal³. Os objetivos deste trabalho
foram determinar o perfil químico dos
extratos brutos de Potamogeton illinoensis
e Potamogeton montevidensis além de
investigar a atividade contra a herbivoria de
P. montevidensis.
Materiais e Métodos
P. illinoensis e P. montevidensis foram
coletadas nas lagoas Carapebus e
Paulista, respectivamente, no Parque
Nacional da Restinga de Jurubatiba,
Carapebus, RJ. As plantas foram secas e
extraídas
com
uma
mistura
de
diclorometano:metanol 1:1. O extrato bruto
de P. montevidensis foi submetido a testes
de preferência alimentar frente ao caramujo
da espécie Biomphalaria sp. Os dados
foram analisados pelo teste Wilcoxon para
amostras pareadas. A análise do perfil
químico dos extratos foi realizada através
de Ressonância Magnética Nuclear de
Hidrogênio e Carbono (RMN de 1H e 13C) e
Cromatografia
Gasosa
acoplada
a
Espectrometria de Massas (CGMS). O
extrato bruto de P. illinoensis foi submetido
a repetidas cromatografias em coluna
utilizando um gradiente de eluição (hexanoacetato de etila).
O extrato bruto de P. montevidensis inibiu
significativamente a herbivoria (p=0,0001,
N=18), corroborando com dados da
literatura para a presença de defesas
químicas no gênero¹. A presença de
defesas químicas pode ser considerada a
causa do sucesso ecológico desta espécie.
As análises dos extratos por RMN de 1H e
13C e CGMS revelaram a presença de
diterpenos do tipo furano labdano, esteróis
e ácidos graxos como compostos
majoritários em ambas as espécies.
O fracionamento do extrato bruto de P.
illinoensis levou à obtenção da mistura de
esteróis
ergostenol,
estigmasterol
e
sitosterol
identificados
através
da
comparação dos dados de RMN e
espectrometria de massas com a literatura.
Esteróis
isolados
de
espécies
de
Potamogen
estão
envolvidos
em
importantes relações ecológicas entre
herbívoros-plantas1.
Conclusões
O
extrato
bruto
de
Potamogeton
montevidensis
apresentou
defesas
químicas contra a herbivoria. Ambos os
extratos possuem terpenos e esteróis como
compostos majoritários. A presença desses
compostos nos extratos pode estar
relacionada à atividade observada.
Agradecimentos
PIBIC/UFRJ, FAPERJ
----------------------------------¹ Chadin, I. Ecdysteroid content and distribution in plants of
genus Potamogeton. Biochemical Systematics and Ecology,
2003, Vol.31, p.407-415.
² Kittakoop, P. et al. Potent antiviral Potamogetonyde and
Potamogetonol, new furanoid labdane diterpenes from
Potamogeton malaianus. American Chemical Society of
Pharmacognosy, 2001.
³ DellaGreca, M. et al. Antialgal furano-diterpenes from
Potamogeton natans L. Phytochemistry, 2001, Vol.58,
p.299-304.
Resultados e Discussão
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 70
EFEITOS ANTI-INFLAMATÓRIO E ANALGÉSICO DE EXTRATOS
DE PLANTAS PRESENTES NA RESTINGA DE JURUBATIBA, RJ
Renata de Jesus Mello (IC)1*, Paula Lima do Carmo (PQ)1, André Gustavo Calvano
Bonavita (PQ)1, Tatiana Ungaretti Paleo Konno (PQ)2, Ivana Correa Ramos Leal (PQ)3,
Michelle Frazão Muzitano (PQ)3, Juliana Montani Raimundo (PQ)1. [email protected]
1
Laboratório Integrado de Pesquisa, Campus UFRJ-Macaé. Rua Aloísio da Silva Gomes, 50. Granja dos
Cavaleiros, Macaé, RJ.
2 Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé, Campus UFRJ-Macaé. Av. São
José do Barreto, 764. Barreto, Macaé, RJ.
3 Laboratório de Produtos Naturais, Campus UFRJ-Macaé. Rua Alcides da Conceição, 159. Novo
Cavaleiros, Macaé, RJ.
Palavras-chave: Plantas, Restinga de Jurubatiba, Inflamação, Analgesia.
Introdução
Os produtos naturais, especialmente
aqueles originados de plantas terrestres,
são uma fonte tradicional de novas
moléculas1. O Parque Nacional da Restinga
de Jurubatiba (PNRJ) é considerado um
patrimônio natural de grande diversidade.
Entretanto, grande parte das espécies
vegetais ainda não teve seu perfil
fitoquímico e biológico avaliado2. O objetivo
deste trabalho é avaliar o potencial
farmacológico de espécies de plantas
terrestres presentes no PNRJ em modelos
farmacológicos clássicos de inflamação e
nocicepção.
Materiais e Métodos
Os extratos etanólicos de folhas de P.
mucronata, M. moricandiana, O. Notata e
P. asteria e o extrato etanólico total de S.
schottiana foram gentilmente cedidos pelo
Laboratório de Produtos Naturais. Os
efeitos anti-inflamatórios e analgésicos dos
extratos foram avaliados através do Teste
de contorções abdominais induzidas por
acido acético e do Teste da formalina.
Foram utilizados camundongos suíços
machos pesando entre 18 e 21 g,
separados aleatoriamente em grupos de 6
animais por grupo experimental. Os
extratos foram solubilizados em DMSO e
utilizados nas doses de 5 e 10 mg/kg, via
intraperitoneal. Todos os experimentos
foram realizados de acordo com as Normas
da Comissão de Ética no uso de animais
da UFRJ (CEUA/CCS-UFRJ).
Resultados e Discussão
abdominais induzidas por ácido acético. O
extrato
de
P.
mucronata
reduziu
significativamente o número de contorções
abdominais de 30,5 ± 4,3 para 13,3 ± 7,9 e
3,0 ± 1,8 nas doses de 5 e 10 mg/kg,
respectivamente (P<0,05, n=6 animais).
Resultados semelhantes foram observados
com o extrato de M. moricandiana. Na dose
de 5 mg/kg, o número de contorções foi
reduzido de 30,5 ± 4,3 para 3,8 ± 1,8
(P<0,05, n=6 animais).
Em relação ao Teste da formalina, os
extratos de P. mucronata, M. moricandiana
e P.asteria, na dose de 10 mg/kg, inibiram
somente a fase inflamatória do teste, sem
efeito na fase neurogênica. Os extratos de
P. mucronata, M. moricandiana e P.asteria
reduziram o tempo de reação na fase
inflamatória de 493,4 ± 18,7 s para 257,0 ±
52,7 s, 274,0 ± 21,5 s e 404,6 ± 28,9 s,
respectivamente (P<0,05, n=6 animais).
Conclusões
As espécies P. mucronata e M.
moricandiana apresentaram importante
efeito analgésico e anti-inflamatorio em
modelos farmacológicos clássicos e,
podem representar uma nova fonte de
substâncias bioativas.
Agradecimentos
FAPERJ, UFRJ/PIBIC, FUNEMAC
----------------------------------Modelo de Referências Bibliográficas:
¹ Calixto, J.B. Journal of Ethnopharmacology 100: 131-134,
2005.
² Lacerda, L.D.; Esteves, F.A. Restingas Brasileiras: Quinze
anos de estudo. In: Esteves, F. e Lacerda, L.D. (eds).
Ecologia de Restingas e Lagoas Costeiras. NUPEM/UFRJRJ. 2000.
Os extratos de O. notata e S.schottiana na
dose de 10 mg/kg não apresentaram efeito
analgésico no Teste de contorções
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 71
EXTRAÇÃO DE ALCALOIDES DA ESPÉCIE VEGETAL Echium
stenosiphon subsp. stenosiphon WEBB
José Carlos Borges de Carvalho1* (PG), Ana Clara Ferreira de Belo1 (IC), Carolina da
Costa Marinho1 (IC), José Luis Pinto Ferreira2, Leandro Rocha1 (OR)
E-mail: [email protected]
1
Laboratório de Tecnologia de Produtos Naturais, Departamento de Tecnologia Farmacêutica,
Faculdade de Farmácia,Universidade Federal Fluminense, Rua Mário Viana 523,Santa Rosa, CEP
24241-000, Niterói, RJ, Brazil.
2
Departamento de Farmácia e Administração Farmacêutica, Faculdade de Farmácia, Universidade
Federal Fluminense.
Palavras-chave: Echium stenosiphon, Alcalóides, Cabo Verde.
Introdução
A utilização de plantas como meio de cura
para enfermidades é tão antiga quanto à
existência do próprio homem 1. As plantas
têm sido uma rica fonte para obtenção de
moléculas
para
serem
exploradas
terapeuticamente e pesquisas nesse
campo tem aumentado muito nas ultimas
décadas2. Conhecer a composição química
do género é fundamental na seleção de
uma metodologia adequada para o
isolamento das substâncias.
Materiais e Métodos
Folhas de Echium stenosiphon subsp.
Stenosiphon Webb foram coletadas no
Parque Natural de Monte Gordo – Cabo
Verde e a exsicata depositada no herbário
do mesmo parque sob o no 379. Os
materiais vegetais frescos (10 kg) foram
secos e extraídos por maceração em etanol
comercial (960GL) e o extrato bruto
etanólico foi concentrado em evaporador
rotatório sob vácuo. O extrato bruto obtido
(56g) foi agitado com H2SO4 0,1 N e
filtrado. O filtrado foi lavado com
diclorometano e a parte aquosa foi
basificada até pH=10 com NH4OH
concentrado
e
particionada
com
diclorometano. A fração diclorometânica foi
seca com sulfato de sódio anidro, filtrada e
concentrada em evaporador rotatório sob
vácuo. O resíduo resultante foi dissolvido
em diclorometano obtendo-se a fração
alcaloídica FA1. A fração aquosa resultante
foi posteriormente particionada com éter
etílico obtendo-se a fração FA2 e em
seguida com acetato de etila e finalmente
com n-butanol (FA3). As frações obtidas
foram aplicadas em placa cromatográfica
(CCD) para análise qualitativa.
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Resultados e Discussão
O extrato alcoólico bruto, após tratamento
adequado, forneceu as frações alcaloídicas
denominadas de FA1, FA2 e FA3. Análise
cromatográfica permitiu verificar que as
três frações tinham comportamentos
diferentes frente ao eluente utilizado e
apresentavam colorações distintas quando
revelados com reagente de Dragendorff.
Isso demonstra a extração de estruturas
químicas diferenciadas em cada fração
obtida. O rendimento da fração FA1 foi de
0,023 % do estrato bruto, com uma massa
de 231 mg e da fração FA2 foi de 0,005 %
do extrato bruto, com uma massa de 50
mg. A fração butanólica FA3 apresentou
rendimento de 0,25% e uma massa de
2,5g. A fração acetato de etila mostrou ser
desprovida da presença de alcalóides.
Conclusões
A metodologia utilizada para a extração
possibilitou a obtenção de frações ricas em
alcaloides. Esse método permitiu a
extração seletiva de alcalóides, em grupos
de diferentes polaridades, otimizando o
processo extrativo.
Agradecimentos
CNpq, PROPPI, PPG-CAPS
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹Morales, R. Farmacología y Farmacognósia como Fuentes
de Validación y Contraste en Etnobotánica. Monograf, Jard.
Bot. Córdoba 3: 93-98, 1996.
²Foglio, M. A., Queiroga, C. L., Sousa, I. M. O., Ferreira, R.
Plantas Medicinais como Fonte de Recursos. Divisão de
Fitoquímica, CPQBA/UNICAMP. Multiciência Vol 7, 2006
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 72
EFEITO HIPOGLICÊMICO DOS EXTRATOS DE
sartorum RICOS EM SUBSTÂNCIAS FENÓLICAS.
Bumelia
Halliny S. Ruela (PG)¹*, Michelle R. A. de Almeida (PG) 2, Katia C. C. Sabino (PG)3, Ivana C.
R. Leal (PG)4, Ricardo M. Kuster (PG)¹,2. *[email protected]
1Biotecnologia
Vegetal, UFRJ, Centro de Ciências da Saúde, bl. K, Cidade Universitária, Rio de Janeiro;
de Pesquisa de Produtos Naturais, UFRJ, Centro de Ciências da Saúde, bl. H, Cidade
Universitária, Rio de Janeiro; 3Departamento de Bioquímica, IBRAG, UERJ, Rio de Janeiro; 4Faculdade
de Farmácia, UFRJ, Campus Macaé.
2Núcleo
Palavras-chave: Bumelia sartorum; hipoglicemiante; polifenóis; SERCA.
Introdução
Bumelia sartorum (Sapotaceae) é uma
espécie empregada popularmente no
tratamento de diversas enfermidades,
incluindo Diabetes Mellitus. Os objetivos
desse trabalho foram analisar o efeito
hipoglicêmico dos extratos derivados de B.
sartorum
ricos
em
substâncias
polifenólicas, bem como investigar o
possível mecanismo envolvido nessa ação.
Materiais e Métodos
A atividade hipoglicemiante1 foi verificada
por dosagem da glicemia em jejum em
camundongos
normoglicêmicos
(n=6)
previamente tratados por via oral com os
extratos (250 mg/Kg), solução salina
(controle) e glibenclamida (10 mg/Kg –
padrão positivo). As coletas de sangue
foram realizadas a partir de incisão na
cauda dos animais e as análises ocorreram
nos tempos 0, 1, 2, 3 e 5 horas após a
administração das soluções (Comitê de
Ética em Pesquisa IBRAG-UERJ, protocolo
05/2009). A hipótese de que a inibição da
Ca2+-ATPase
de
retículo
sarco/endoplasmático
(SERCA)
pode
prolongar
o
aumento
do
Ca+2
citoplasmático e com isso favorecer a
produção e a liberação de insulina foi
avaliada pela medida de hidrólise de ATP2,
utilizando SERCA1 isolada de músculo
esquelético de coelho. O conteúdo total de
fenólicos foi determinado pelo método de
Folin-Ciocalteau e expresso em mg de
ácido gálico por 1 g de extrato seco (mg
EGA/g)3.
Resultados e Discussão
A partição em acetato de etila (AcOEt) e a
fração F5, dela obtida por cromatografia em
coluna Diaion HP-20 (H2O:MeOH 9:1→0:1), apresentaram alto conteúdo de
fenólicos totais (485,7 e 555 mgEAG/g,
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
respectivamente) e mostraram maior
capacidade
hipoglicemiante
quando
comparada à glibenclamida (Tabela 1).
Ambas inibiram significativamente a
atividade da SERCA (92% e 93% de
inibição, respectivamente, testadas a 100
µg/ml), apresentando valores de CI50 de
22,47 µg/ml para a AcOEt e de 15,13 µg/ml
para a fração F5.
Tabela 1. Determinação da glicemia de jejum
(mg/dl) em camundongos normoglicêmicos.
Valores dados em média ± S.D. (n = 6). * p<0.05, vs 0.9%
salina.
Tratamento
0
1h
2h
3h
5h
0.9% Salina
119 ±
6.0
115 ±
2.5
121 ±
5.9
116 ±
5.8
103 ±
7.0
106 ±
6.0
117 ±
4.6
105 ±
11.8
96 ±
9.5
125 ±
10.0
112 ±
3.0
*98 ±
6.9
93 ±
3.4
93 ±
3.7
96 ±
8.5
98 ±
1.5
*71 ±
6.6
*79 ±
1.1
81 ±
3.8
82 ±
5.0
78 ±
11.1
94 ±
5.0
*55 ±
5.8
*65 ±
3.7
74 ±
1.8
*51 ±
4.9
64 ±
6.2
83 ±
6.1
*32 ±
7.9
*56 ±
6.5
Glibenclamida
Extrato
Aquoso
Extrato MeOH
Partição
AcOEt
Fração F5
Conclusões
Os extratos de B. sartorum ricos em
substâncias fenólicas reduziram a glicemia
de animais normoglicêmicos e inibiram a
atividade da SERCA. Essa inibição pode
ser o mecanismo envolvido na ação
hipoglicemiante da espécie.
Agradecimentos
CNPq, Capes, FAPERJ.
----------------------------------¹Menezes, F.S. et al. Brazilian Journal of Pharmacognosy,
17(1):8-13,, 2007.
²Landeira-Fernandez, A.M. et al. American Journal of
Physiology Regulatory Integrative and Comparative
Physiology, 286(2):R398-404, 2004.
3
Victório, C.P. et al. Natural Product Communications,
5(8):1219-1223,2010.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 73
Outros constituintes isolados
hexasperma (Ochnaceae).
dos
galhos
de
Ouratea
Dayane Magalhães Coutinho (IC)¹*, Queli Cristina Fidelis (PG)¹, Rosane Nora Castro
(PQ)1, Mario Geraldo de Carvalho (PQ)1,2. [email protected].
1
LQPN, Departamento de Química-ICE, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, BR 465 KM 07,
23890-000-Seropédica-RJ. 2Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Bloco H, CCS, Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ.
Palavras-chave: Ouratea hexasperma; isoflavona; Ochnaceae.
Introdução
Espécies de Ochnaceae são capazes de
biossintetizar principalmente flavonoides e
biflavonóides, entre outros constituintes1,2.
Em trabalhos anteriores foram divulgados
biflavonoides nas folhas, flavonoides
glicosilados nas inflorescências e dois
flavonoides prenilados nos galhos2,3.
Considerando as atividades biológicas
detectadas com biflavonóides encontrados
em espécies de Ouratea, estamos fazendo
estudos adicionais de O. hexasperma na
procura de componentes minoritários e na
obtenção de frações para fazer avaliações
adicionais de suas propriedades. Paralelo a
estas atividades fez-se estudo de parte do
extrato para obter alguns padrões e
chegou-se a outros constituintes não
isolados anteriormente de galhos desta
planta.
Materiais e Métodos
O material foi moído e submetido a
extração através de maceração a frio,
inicialmente com diclorometano e depois
com metanol. O estudo fitoquímico iniciouse pelo extrato do galho em diclorometano
(OHCD) com fracionamento em coluna
cromatográfica de sílica. Foram obtidas 170
frações de 200 mL. Precipitados foram
obtidos nas frações 62, 102 e 116-120, os
quais foram purificados por cristalização
em CH2Cl2/MeOH resultando nos triterpeno
1 e 2, e na isoflavona 3, respectivamente. A
fração 91-93 foi submetida a CCDP
fornecendo a substância 4. As estruturas
foram propostas com base na análise de
espectros de RMN 1H e 13C e comparação
com dados da literatura 4, 5.
Resultados e Discussão
Até o momento identificaram-se dois
triterpenos lupeol (1) e betulina (2), 7,4’dimetóxi-5-hidroxi-isoflavona (3) e 2,6dimetoxibenzoquinona (4). Este é o
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
O
R2
H3CO
OCH3
O
H
3
R1
H3CO
O
1: R1=OH; R2=H
2: R1=R2=OH
OH
O
OCH3
4
primeiro relato desta isoflavona nos galhos
de
O.
hexasperma.
Dímeros
de
isoflavanonas (hexaspermona-A, B e C) e a
5,7,4'-trimetoxi-isoflavona já foram isoladas
das raízes desta espécie5. Outras espécies
de Ouratea apresentaram isoflavonas na
composição química do caule e casca
como Ouratea flava (4’,5-dimetoxi-6,7metilenodioxi-isoflavona) e O. ferruginea
(7,3’-dimetil-orobol, panchovillina, 5-hidroxi7,3’,4’,5’-tetrametoxi-isoflavona,
5,4’diidroxi-7,3’,5’-trimetoxi-isoflavona
e
piscigenina)6,7.
Conclusões
Os resultados adquiridos neste trabalho
permitiram ampliar o conhecimento sobre a
composição química do gênero Ouratea.
Agradecimentos
Os autores agradecem a CAPES, FAPERJ
e CNPq pelas bolsas e financiamentos
concedidos.
----------------------------------1
Suzart, L.R.; Daniel, J.F.de S.; Carvalho, M.G. de; Kaplan,
M.A.C. Quím. Nova 2007, 30|4| 984.
2
Carvalho, M. G. de, Suzart, L. R., Cavatti, L. C., Kaplan,
M. A. C., J., J. Braz. Chem. Soc. 2008, 19|7| 1423.
3
Daniel, J.F. de S.;, Carvalho, M.G. de; Cardoso, R. da S.,
Agra, M. de F.; Eberlin, M.N. J. Braz. Chem. Soc. 2005,
16|3B| 634.
4
Araújo, D.S.; Chaves, M.H. Quim. Nova, 2005, 28|6| 996.
5
Moreira,I.C.; Sobrinho, D.C.; De Carvalho, M.G.; BrazFilho, R. Phytochemistry, 1994, 35|6| 1567.
6
Mbing, J.N.; Pegnyemb, D.E.; Tih, R.G.; Sondengam, B.L.;
Blond, A.; Bodo, B. Phytochemistry 2003, 63|427.
7
Fidelis, Q.C. Metabólitos especiais isolados de folhas e
galhos de Ouratea ferruginea Engl. (Ochnaceae),
Dissertação de mestrado, Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro, Departamento de Ciências Exatas, PPGQO,
Seropédica-RJ, Brasil, 2010.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 74
PROPRIEDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO
ETANÓLICO DE Ficus pumila
Geórgia de Assis Dias Alves (IC)1, Flávia Bento Lana Henrique (IC)1*, Orlando Vieira de
Sousa (PQ)1. Email:[email protected].
1
Laboratório de Farmacologia de Produtos Naturais, Departamento de Ciências Farmacêuticas,
Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Universitário, Rua José Lourenço
Kelmer, São Pedro, CEP 36036-900, Juiz de Fora, Minas Gerais.
Palavras-chave: Ficus pumila, atividade antiinflamatória, edema de pata, pleurisia.
Introdução
Ficus pumila é uma trepadeira lenhosa,
pertencente
à
família
Moraceae,
conhecida como unha de gato, tem sido
usada na medicina tradicional chinesa
como antitumoral, antiinflamatória e
tônica
(KITAJIMA
et al., 1999).
Sesquiterpenóides glicosídeos, benzil-d-glicopiranosideo, (E)-2-metil-2-butanil-d-glicopiranosídeo e rutina, assim como
esteróides,
triterpenos
e
outros
flavonóides, foram
isolados
desta
espécie (KITAJIMA et al., 1999). O
objetivo deste estudo foi investigar a
propriedade antiinflamatoria do extrato
etanólico das folhas de F. pumila.
Materiais e Métodos
F. pumila foi coletada em Juiz de Fora,
MG, e uma exsicata foi depositada no
Herbário Leopoldo Krieger da UFJF (nº
CESJ-52447). O extrato etanólico foi
obtido das folhas secas e pulverizadas
por maceração estática com etanol. A
propriedade
antiinflamatória
foi
investigada pelos métodos de edema de
pata e pleurisia induzida por caargenina.
Os resultados foram demonstrados como
médiaerro padrão. Análise de variância
seguida do teste de Student NewmanKeuls foi aplicada para p < 0,05.
Resultados e Discussão
Nas doses testadas, o extrato etanólico
das folhas de F. pumila foi tóxico para
camundongos, apresentando uma DL50
de 2,90 g/kg (intervalo de confiança 95%,
1,78 - 4,73). Este valor foi importante
para definir as doses das atividades
farmacológicas avaliadas. A dose de 400
mg/kg reduziu o edema da pata em 3
horas (p < 0,05) e em 4 horas (p < 0,01).
A dose de 200 mg/kg reduziu o edema
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
em 4 horas (p < 0,05), e a dose de 100
mg/kg não obteve efeitos significativos.
Na indução de pleurisia, a concentração
de 100 mg/kg não obteve resultados
significativos. A dose de 200 mg/kg
obteve uma porcentagem de inibição do
volume do exudato de 11,43% (p < 0,05)
e uma porcentagem de inibição do
número de leucócitos de 11,97% (p <
0,001). A dose de 400 mg/kg obteve uma
porcentagem de inibição do volume do
exudato de 37,14% (p < 0,001) e uma
porcentagem de inibição do número de
leucócitos de 23,94% (p < 0,001). Com
base nos resultados, observa-se que o
extrato
testado
possui
efeito
antiinflamatório. A melhor redução do
edema de pata foi observada na
concentração de 400 mg/kg após 3 e 4
horas. A concentração de 400 mg
também obteve melhores resultados sob
a redução do volume de exudato pleural,
e as concentrações de 300 mg/kg e 400
mg/kg obtiveram os melhores valores na
redução do número de leucócitos.
Conclusões
Os resultados obtidos no presente estudo
corroboram para o emprego de F. pumila
na medicina popular visto que o extrato
etanólico das folhas possui efeito
antiinflamatório,
sugerindo
suas
potencialidades para fins terapêuticos.
Agradecimentos
UFJF, CNPq, FAPEMIG e CAPES.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
KITAJIMA, J. et al. New Dammarane-type acetylated
triterpenoids and their related compounds of Ficus pumila
fruit. Chemical and Pharmaceutical Bulletin, v. 47, p. 11381140, 1999.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 75
CONTRIBUIÇÃO QUÍMICA DOS PROUTOS NATURAIS
Elaine Cristina de O. Braga (IC)¹*, Lêda Glicério Mendonça (PG)¹. [email protected]
1.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Rua Lúcio Tavares, 1045 Centro - Nilópolis - CEP: 26530-060
Palavras-chave: Química de produtos naturais, Ração Humana, linhaça e quinoa.
Introdução
A Ração Humana é um produto
constituído à base de cereais integrais. Por
ser uma fonte de proteínas, fibras e
vitaminas, pode proporcionar um bom
desempenho do organismo, auxiliando no
equilíbrio dos sistemas biológicos. Devido a
essas propriedades, a Ração Humana caiu
no gosto popular, podendo ser encontrada
no
mercado
em
apresentação
e
composição variadas. Contudo, ainda não
há comprovações científicas sobre os
verdadeiros benefícios desse mix nutritivo.
Há apenas, atualmente, estudos dos seus
componentes separadamente, como é o
caso da Quinoa e da Linhaça.
O presente trabalho tem como objetivo
realizar um levantamento bibliográfico dos
dois componentes mais recorrentes na
formulação da Ração: Linhaça e Quinoa
Materiais e Métodos
Em trabalho anteriormente publicado foi
sinalizado que os componentes mais
recorrentes da Ração Humana são a
Linhaça e a Quinoa. A partir desses dados,
foi feito levantamento bibliográfico em
literatura pertinente sobre as propriedades
desses dois componentes.
Resultados e Discussão
Dentre as 5 amostras analisadas, apenas
2 delas não apresentaram quinoa na sua
composição. Com relação à linhaça, todas
as
amostras
apresentaram
esse
componente na sua formulação, como
mostra os resultados na tabela 1:
Tabela 1: Análise de rotulagem para
comprovação de quinoa e linhaça na
formulação da Ração.
Amostra
1
2
3
4
5
Quinoa
+
+
+
Linhaça
+
+
+
+
+
Fonte: autora
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
As formulações que contém a linhaça e a
quinoa trazem em destaque a presença de
ambos os componentes em seus rótulos
como um diferencial. Isso é observado
devido ao fato das sementes, tanto da
linhaça como a da quinoa, apresentarem
bom equilíbrio nutricional, por serem ricas
em ácidos graxos essenciais, sendo os
mais importantes o linoléico (-6) e o
linolênico (3)1. Além disso, a semente da
quinoa é rica em aminoácidos essenciais,
que não são muito comuns nos outros
vegetais, como é o caso dos aminoácidos
lisina e metionina, muito importantes para
os seres humanos, que são geralmente
limitados em outros cereais2. A linhaça
também é uma importante aliada contra os
radicais
livres,
pois
possui
ação
antioxidante,
por
conter
compostos
fenólicos que auxiliam na redução de
oxigênio singleto, além de atuar na
quelação de metais1.
Conclusões
Através do levantamento realizado, podese concluir que a Quinoa e a Linhaça
apresentam constituição química que
contribuem positivamente no metabolismo,
auxiliando no equilíbrio dos sistemas,
evitando enfermidades crônicas. Por esse
motivo, podem ser consideradas como
componentes que conferem funcionalidade
à Ração Humana. Contudo, ainda não se
sabe ao certo se a influencia de todos os
componentes da Ração em conjunto sobre
o organismo, sendo necessária a condução
de estudos mais aprofundados sobre a
interação de seus componentes para que
haja benefícios.
Agradecimentos
Ao IFRJ/CNPq pelo apoio financeiro.
----------------------------------1
ALMEIDA, K.C.L., BOAVENTURA, G.T., GUZMANSILVA, M.A. A linhaça (Linum usitatissimum L) como
fonte de ácido α-linolênico na formação da bainha de
mielina. Revista de Nutrição, São Paulo, v.22, n.5, p. 747754, set/out. 2009.
2
FIGUEROA,
M.M.R;
Obtención,
caracterización
estructural y determinación de lãs propriedades funcionales
de um aislado protéico de quinua orgânica (Chenopodium
quinoa) [dissertação de mestrado], 2006
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 76
TOXICIDADE E AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA DE Syzygium
cumini (L.) Skeels.
Jessika Lima de Azevedo (IC)¹, Amélia Miranda Gomes Rodrigues (PG) 1,2, Thatiana Lopes
Biá Ventura (PG)2*, Lucynthia de Aquino Santos (PG)¹, Michelle Frazão Muzitano (PQ) 2,3.
amé[email protected].
Laboratório de Fitoquímica, Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Av. Alberto Torres, nº 217 –
Centro; 2 Laboratório de Biologia do Reconhecer, Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF),
Av. Alberto Lamego, nº 2000 – Pq. Califórnia; 3 Laboratório de Produtos Naturais, Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ/ Macaé), Av. Aluízio da Silva Gomes, 50 – Granja dos Cavaleiros.
Palavras-chave: Jamelão ; Artemia salina; Macrófagos e Óxido nítrico.
1
Introdução
Ações hipoglicemiante, hipotensora e antiinflamatória são relatadas no uso popular
de Syzygium cumini (jamelão)1. Entretanto,
o uso empírico de plantas pode trazer
riscos quanto à toxicidade, além da
necessidade de comprovação científica
para o uso terapêutico2. Sendo assim,
avaliou-se a toxicidade de frutos do
jamelão frente as larvas de Artemia salina3
e macrófagos murinos RAW 264.7, assim
como, sua ação anti-inflamatória na
inibição (IN) do óxido nítrico (NO) em
macrófagos4.
avaliada pelo método de Griess. Critério de
seleção a partir de 40% de inibição.
Resultados e Discussão

Toxicidade
Análise toxicológica
Tabela 1. Valores de LC50 (dose letal para morte de 50% da população de
Artemia salina Lech) dos extratos da fruta de Sygygium cumini (L.) Skeels
Extrato
LC50 (mg/ml)

Hexano
> 1000
Diclorometano
> 1000
Metanol
> 1000
Citotoxicidade pelo teste de LDH
Figura 1. Citotoxicidade
pelo teste do LDH. Os
valores foram comparados
com os controles positivo:
0,03  0,13 e negativo: -2,83
 0,67.
Atividade anti-inflamatória
Materiais e Métodos
Os frutos coletados em São João da Barra/
RJ, foram higienizados e macerados em
hexano, diclorometano e metanol por 7 dias
com agitação intercalada, seguida de
rotaevaporação e liofilização dos extratos.
O material foi depositado no herbário da
Universidade
Estadual
do
Norte
Fluminense (UENF).
Toxicidade:
 Análise toxicológica
Ovos de Artemia salina Lech foram
expostos para eclosão em até 48 h sob
aeração a 25ºC, luz e solução de simulação
da água do mar. Cerca de 15 larvas foram
transferidas para tubos com solução salina
para teste dos extratos (10, 50, 100, 500 e
1000 mg/mL) em triplicata e contagem de
animais vivos e mortos após 24h.

Citotoxicidade pelo teste de LDH
Macrófagos RAW 264.7 cultivados em
DMEM-F12 + 10%SFB foram ativados com
LPS (1mg/mL) e tratados com os extratos
(4, 20, 100 e 500 mg/mL). Após 24 h foi
avaliada a citotoxicidade (CT) pela análise
do LDH. Critério de seleção a partir de 40%
de CT.
Atividade antiinflamatória:
Os macrófagos foram cultivados, ativados e
tratados idem a CT e a inibição do NO foi
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Figura 3. Inibição da prodrução
de NO por macrófagos RAW
264.7. Os percentuais de inibição
foram
comparados com
os
controles positivos: 100,00  0,75
e negativos: 0,00  2,25.
Conclusões
Nas análises toxicológicas em Artemia
salina nenhum extrato foi considerado
ativo, apresentando LC50 (mg/mL) >1000.
Pela análise dos níveis de IN do NO com o
percentual de CT, os extratos, com
exceção do hexânico, apresentaram IN do
NO com baixa CT. O mecanismo pode
estar relacionado ao sequestro de NO ou à
modulação enzimática da óxido nítrico
sintase (iNOS), o que torna promissor o
seu estudo e uso terapêutico.
Agradecimentos
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹ Silva, S. N. et al. The toxicity evaluation of Syzygium
cumini leaves in rodents. Brazilian Journal of
Pharmacognosy, 22(1): 102-108, 2012; ² Boscolo, O. H. e
Valle, L. S. Plantas de uso medicinal em Quissamã.
Iheringia. Série Botânica, 63: 263-277, 2006; 3 Meyer, B. N.
et al. Brine shrimp: a convenient general bioassay for active
plant constituents. Planta Medica, 45: 31-34, 2006; 4
Ventura, T. L. B. et al. XXI Simpósio de Plantas Medicinais
do Brasil, João Pessoa. Livro de Resumos, 2010.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 77
TRIAGEM VIRTUAL DE METABÓLITOS DE ALGAS MARINHAS
DO GÊNERO Laurencia COM PROTEÍNAS QUINASES
Sávio de Souza Tavares (IC)¹,²*, Nelilma Correia Romeiro (PQ)¹,², Angélica Ribeiro Soares
(PQ)¹. *[email protected]
1Grupo
de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA), UFRJ-Macaé-NUPEM, RJ.
Integrado de Computação Científica (LICC) – UFRJ-Macaé-NUPEM, RJ.
2Laboratório
Palavras-chave: p38 MAPK, p56lck, Laurencia sp, metabólitos
Introdução
As proteínas quinases ativadas por
mitógenos (MAPKs) são serina-treonina
quinases amplamente expressas que se
encontram ativadas em doenças com
sobrecarga de espécies reativas, e.g.
câncer, mediando sinais regulatórios
celulares.¹ Outra via importante ligada ao
câncer é a das proteínas tirosinas
quinases, como a p56lck, que são alvos
interessantes pela sua participação na
modulação da sinalização de fatores de
crescimento.² A literatura tem mostrado
que metabólitos isolados de algas do
gênero Laurencia possuem atividades
biológicas
variadas,
principalmente
citotóxicas.³ Nesse trabalho, o objetivo foi
realizar a triagem virtual de metabólitos de
Laurencia com as proteínas quinases p38
MAPK e p56lck utilizando o docking como
ferramenta para planejamento racional de
substâncias inovadoras contra o câncer.
MAPK (score de 40,52 vs. 47,10 para o
BIRB796) (Fig. 1). O docking mostrou
várias possíveis interações do metabólito
16 com resíduos de aminoácidos na região
do sítio de ligação do BIRB796 com p38
MAPK (Fig. 2). Essas interações podem ser
otimizadas se o metabólito for modificado
quimicamente, de modo a preencher
melhor o sítio de ligação.
Figura 1. Metabólitos 12 e 16 (L. viridis) que se destacaram na triagem
virtual.
Materiais e Métodos
As proteínas-alvo foram obtidas no site
www.rcsb.org/pdb/, com os códigos 2pl0
para p56lck e 1kv2 para p38 MAPK. Os
inibidores de referência e moléculas
propostas foram construídos com o
programa Spartan’08. As moléculas
selecionadas foram separadas por espécie
da alga Laurencia e os estudos de
ancoramento molecular foram realizados
no programa GOLD.
Resultados e Discussão
As moléculas foram ancoradas à p38
MAPK e à p56lck, visando à comparação
com o modo de ligação no cristal
observado para os compostos de
referência
(BIRB796
e
Imatinibe,
respectivamente). Após a realização de
cinco corridas no programa GOLD e feita a
média dos scores obtidos, os complexos
que se destacaram foram: metabólito 12
com a p56lck (32,89 vs. 45,65 para o
imatinibe) e metabólito 16 com a p38
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Figura 2. Metabólito 16 em lilás, preenchendo o espaço do sítio ativo da
p38 MAPK ocupado pelo inibidor de referência (BIRB 796) em vermelho.
Conclusões
Observou-se um melhor encaixe dos
metabólitos ao sítio de ligação da p38
MAPK em comparação com a p56lck,
devido à menor variação nos valores de
score.
Essa
diferença
ocorre,
provavelmente, devido à diferença no
volume do sítio de ligação, que é de 400ų
para a p38 MAPK e 555Å3 para a p56lck.
Esses dados nos permitem propor
modificações moleculares nos metabólitos
com síntese de derivados, visando otimizar
as interações com as proteínas-alvo.
----------------------------------Referências Bibliográficas:
¹. Kyriakis, J. M.; Avruch, J. Physiol. Rev. 2001, 81, 807; ².
Madhusudan, S. e Ganesan, T. S. Clin. Biochem. 2004, 37,
618; ³. Machado; F. L. da S.; Kaiser, C. R.; Costa, S. S.;
Gestinari, L. M.; Soares, A. R. Rev. bras. farmacogn. 2010,
20,441
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 78
METABÓLITOS ESPECIAIS ISOLADOS DE MADEIRA DE Simira
eliezeriana E S. glaziovii.
Marcelo F. de Araújo (PG)¹*, Ivo J. Curcino Vieira (PQ) 2, Raimundo Braz-Filho (PQ)1,2,
Mário G. de Carvalho (PQ)1,3. [email protected]. mailto:[email protected]
1Programa
de Pós-Graduação em Química, Departamento de Química, ICE, Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro, BR 465 KM 07, CEP: 23890-000Seropédica-RJ. 2Laboratório de Ciências Químicas,
LCQUI, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, A. Alberto Lamego, 2000, Campos
dos Goytacazes-RJ.
Palavras-chave: Simira, Rubiaceae, Metabólitos especiais.
Introdução
Espécies do gênero Simira (Rubiaceae)
são conhecidas popularmente como
araribas ou quinas devido à coloração
vermelha adquirida pela madeira quando
cortada e exposta ao ar1. Em estudos
anteriores divulgamos o isolamento e
determinação estrutural de alcalóides2,3,
triterpenos2,3 e outros metabólitos especiais
de S. glaziovii. Neste trabalho descrevemse novas informações resultantes do
estudo fitoquímico de Simira eliezeriana e
S. glaziovii.
Materiais e Métodos
O material para estudo foi coletado na
reserva florestal da Vale do Rio Doce em
Linhares-ES (CVRD). As exsicatas Nº 5004
de S. glaziovii e 5000 S. eliezeriana estão
depositadas no herbário CVRD. Os
extratos obtidos em metanol de ambas
foram particionados em CH2Cl2, AcOEt e nbutanol. A fração em CH2Cl2 de cada
espécie foi submetida a procedimentos
clássicos de fracionamento e purificação de
metabólitos especiais. Foram identificadas
22 substâncias, entre as quais onze são
inéditas no gênero. As estruturas foram
propostas através de análise de espectros
de IV, RMN 1H e 13C, massas e dicroísmo
circular.
Resultados e Discussão
De S. eliezeriana isolaram-se nove
substâncias: mistura de esteróis sitosterol,
estigmasterol e campesterol (1+2+3); dois
aldeídos coniferaldeído (4)4, siringaldeído
(5), a lignana pinocebrina (6)4, os
diterpenos simiranos A (7)5 e B (8) 5 e o
alcaloide -carbolínico harmana (9)2. De S.
glaziovii foram isolados 13 substâncias,
dentre elas estão (1+2+3), (7), (8) e (9),
além dos triterpenos lupeol (10)6, lupenona
(11)6, 1, 2-dihidróxi-olean-12-eno (12)7, a
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
lignana siringaresinol (13)8, as cumarinas
escopoletina (14)4, isofraxidina (15)4, 6,7,8trimetóxicumarina (16)4. Além das análises
dos espectros de RMN incluindo técnicas
especiais
de
alguns
constituintes
(NOEDIFF, 2D COSY, HSQC, HMBC), fezse análise dos espectros de massas
HRESIMS, CG-EM, comparação dos dados
com a literatura2,4-8 e análise da curva de
Dicroísmo Circular para definição de
estereoquímica absoluta dos diterpenos.
O
R
MeO
O
H
MeO
(4)
HO
(5) OMe
HO
O
HO
(1): R= Me; 22-23-diidro
(2): R= Et; 22-23-diidro
(3): R= Et; 22-23
O
OH
OMe
MeO
H
HO
NH
(9)
R
(7): R= OH
(8): R= H
N
CH3
OMe
O
HO
OH
OH
(6)
O
OMe
HO
MeO
(12)
R
(10): R= OH
(11): R= (=O)
R2
O
R1
R
O
(13)
HO
R3
O
OMe
(14): R=R3= H, R1= OMe, R2=OH
(15): R=R2= OMe, R1= OH, R4= H
(16): R= H, R1=R2=R3= OMe
Conclusões
Apesar de estudos anteriores de S.
glaziovii e do trabalho não estar concluído,
registram-se novos constituintes nas
espécies. Há varias substâncias candidatas
a avaliação de atividade biológica.
Agradecimentos
CAPES, CNPq, FAPERJ.
----------------------------------Peixoto, A.L. Arq. Univ. Fed. Rur, Rio de Janeiro, 1982,
5,115.2Bastos A.B.F.D.O., Carvalho M.G.; Velandia J.R.;
Braz-Filho R. Quim. Nova, 2002, 25, 241. 3Alves, C.C.S.,
Cranchi, D.C., Carvalho, M.G., Silva, S.J. Floresta e
Ambiente. 2001, 8, 174. 4 I.J.C. Vieira, Uma contribuição à
Química da Família Simaroubaceae, Tese de Doutorado,
PPGQ, CCET-DQ-UFSCar, 1995, 81-117. 5Araújo, M.F.,
Vieira, I.J.C., Braz-Filho, R., Carvalho, M.G. Natural
Product Research. 2011, v. 25(18), p. 1713-9. 6 Mahato,
S.R.; Kundu. A. Phytochemistry. 1994, v. 37(6) p. 13171575. 7Pant, P., Rastogi, R. P. Phytochemistry, 1977, 16(11),
1787. 8Monteiro, M.C.M.; Leptokarydi S, I.H.; Silva, G.H.;
Da Silva, V.C.; Bolzani, V. S.; Young, M.C.M.; Lopes,
M.N. Eclética Química. 2007, v. 32(3), p. 13-18.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
Painel 79
FEOFITINAS ISOLADAS DE Talinum triangulare
Ana Paula de Oliveira Amorim (PG)1*, Almir R. de Carvalho Junior (IC)1, Márcia Cristina C.
de Oliveira (PQ)1 e Mário G. de Carvalho (PQ)1,2. [email protected]
de Pós-Graduação em Química, Departamento de Química - ICE – Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro, 23890-000, Seropédica, RJ, 2Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais, Bloco H,
CCS-UFRJ, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ.
1Programa
Palavras-chave:Portulacaceae,Talinum, feofitinas.
Introdução
A espécie Talinum triangulare (Jacq.) Willd,
conhecida no Brasil como João Gomes ou
caruru do Pará, é consumida na região
norte por apresentar um alto teor nutritivo.
É utilizada na alimentação infantil como
substituinte do espinafre, além de possuir
atividade antioxidante e antibacteriana1.
Neste trabalho descreve-se o isolamento e
identificação de metabólitos especiais do
extrato em CH2Cl2 de folhas de T.
triangulare.
Materiais e Métodos
assimétricos de 1 e 6 foi definida através
da análise de espectros de NOESY. O
registro do espectro de DC de 1 e 6
permitiu propor a configuração absoluta
como 17R, 18R para as feofitinas com EC+
em máx 408 nm (1) e 412 nm (6).As
feofitinas 1 a 6 estão representados na
Figura 1.
Resultados e Discussão
A análise dos espectros permitiu identificar
o sistema heterocíclico das fitinas e do
grupo fitila. A diferença entre elas está
apenas em alguns grupos funcionais. As
configurações
relativas
dos
centros
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
3
21
7
81
8
N
10
NH
N
16
171
17
172
31
131
2
19
18
171
172
17
N
H
H
16
17
R1
1
20
181
8
N
11
15
132
N
16
H
17 15
172
82
9
19
173
PhyO
82
N
H
H
18
H
7
14
3
R 13
81
N
10
N
3
OPhy
6
71
21
81
N
1
20
H3C
O
71
CH3
H
5
H
5
4
32
31
13
Hc
3
21
121
Hb
32
OPhy
1 R1= OH R2= COOCH3
2 R1= H
R1= COCH3
3 R1= CH3 R2= COOH
12
15 132
R2
Ha
11
14
R1
173
181
82
9
1
19
18
O
6
NH
20
181
71
5
4
2
O
O material foi coletado em Guapimirim-RJ e
identificado pelo Prof. Dr. Pedro G. Filho
(IB–UFRRJ). Uma exsicata desta espécie
(SBR 26906) está depositada no herbário
RBR, IB-UFRRJ. As folhas de T. triangulare
secas e trituradas (1,5 Kg) foram
submetidas a maceração com CH2Cl2. O
extrato seco (5,5 g) foi submetido a CC em
gel de sílica eluído inicialmente com
hexano e mistura com outros solventes em
polaridade crescente. Recolheram-se 76
frações. As fraçõe 21-29 (A) e 30-34 (B)
foram
recromatografada
em
CC
(hex:AcOEt) onde as frações 23-25 e 34 de
A forneceu a feofitina 1 e a mistura de
feofitinas 4+5, respectivamente. A fração 7
e 8 de B forneceram as feofitinas 4 e 5. As
frações 35-42 foram reunidas e submetidas
a CCDP (CHCl3:MeOH 99%), fornecendo 7
frações,
sendo
a
primeira
fração
recromatografada em CCDP (C6H12:AcOEt
75%) fornecendo a feofitina 6. As
estruturas foram propostas através de
análise de espectros de IV, RMN 1H e 13C,
EM e comparação com dados da
literatura2,3,4,5,6.
Hb
32
Hc
31
Ha
10
N
H
11
14
CH3
121
O 132 O 131 O
1
O 17
121
6
12
13
O 131 O
4 R= CH3 R1= CHO
5 R= OCH3 R1= CHO
O
Conclusões
O estudo químico do extrato
diclorometano das folhas de T. triangulare
possibilitou o primeiro registro de seis
feofitinas
em
Portulacaceae.
Duas
estruturas com proposta da configuração
absoluta.
Agradecimentos
FAPERJ/CNPq/CAPES
----------------------------------1
Amorim, A.P.O. Dissertação de mestrado, Instituto de
Ciências Exatas, UFRRJ. 2007. 2Silva, T. M. et. al.
Feoforbídeo (etoxi-purpurina-18) isolado de GossYpium
mustelinum (Malvaceae). Quím Nova, 3 (3), 571-573, 2010.
3
Schwikkard, S, et al. Phaeophytins from Tapura fischeri.
Phytochemistry 49 (8), 2391-2394, 1998. 4Matsuo,A. et al.
Phaeophytins from a cell suspension culture of the liverwort
Plagiochila ovalifolia. Phytochemistry 47 (2), 427-430,
1996. 5Breitmaier, E, et al. 13C NMR Spectroscopy Methods and applications in Organic Chemistry. 2 nd Ed.
New York, 124, 1978. 6Lin, H. et al. Ficuschlorins A-D,
Lactone Chlorins from the leaves of Ficus microcarpa.
Chemistry & biodiversity, 8, 1701-1707, 2011.
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
“Interfaces na Química de Produtos Naturais”
Participantes
Adriana Lima De Sousa
Adriana Rocha Dutra
Alan Menezes Do Nascimento
Alessandra Leda Valverde
Alexandre M.R.G. Carneiro
Aline Da Silva Rodrigues
Aline Do Couto Freire
Amaro Chaves Ramos
Ana Maria Landeira Fernandez
Ana Maria Pereira Da Silva
Andre Gustavo Calvano Bonavita
André Vitor Nascimento Dos Santos
Anete Souza Mecenas
Angelica Nakamura
Angelica Ribeiro Soares
Annie Caroline Da Silva Goulart
Anny Muniz De Souza Santos
Antônio Vinícius Doriguetto Ferreira
Arthur Ladeira Macedo
Beatriz Cristina Luna De Melo
Bianca Barros Da Costa
Bianca Ortiz
Bianca Rangel Antunes Da Silva
Bianka De Oliveira Soares
Bruno Meirelles Paes
Camila Alves Enne Daumas
Camilla Dayane Ferreira Carvalho
Carolina Miranda Gasparetto
Caroline Teixeira Do Nascimento
Caroline Vianna Velasco Castilho
Catharina Eccard Fingolo
Christian Ferreira
Daniela Bueno Sudatti
Daniela Kafuri Monteiro
Danielle Chipoleschi Meireles
Danielle Simone De Carvalho Lugato
Dayane Magalhães Coutinho
Débora Nascimento Eiriz
Dego Rangel Cardoso Silva
Deivid Costa Soares
Denise Oliveira Guimarães
Deuzilane Maria Silveira Ferreira
Eduardo Rodrigues Da Silva
Elaine Cristina De O. Braga
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
“Interfaces na Química de Produtos Naturais”
Ellen Fonseca Bezerra
Felipe Marciano Soares
Felipe Stanislau Candido
Fernanda Cunha Do Nascimento
Fernanda Da Silva Cardeal
Fernanda Lacerda Da Silva Machado
Fernanda Leitão Dos Santos
Fernanda Moreira Do Amaral
Fernando B. Da Costa
Flávia Bento Lana Henriques
Gabriela Calegario
Georgia Pacheco Peters De Almeida
Gilda Guimarães Leitão
Gisella Britto Perez
Guilherme Campos Moreira
Halliny Siqueira Ruela
Hannah Carolina Tavares Domingos
Heitor Monteiro Duarte
Ingrid De Jesus Magdalena
Isabela Francisca De Jesus Borges Costa
Isabela Moreira Baumgratz De Paula
Isabella Boaventura Moura
Isabella Cardoso Serrado
Isabella Do Vale De Souza
Israelle Netto Freitas
Jeane Andréia Pedrosa Nogueira
Jéssica Azevedo De Moraes
Jéssica Cok Ventura
João Lomba Xavier
Jonatas Vicente Milato
José Carlos Borges De Carvalho
Juliana Montani Raimundo
Julyana Rosa Machado
Kamilla Coelho Morais Rodrigues
Karen Danielle Borba Dutra
Kênia De Paula Costa
Leandro Machado Rocha
Leonardo De Araujo Leal
Leticia Lima Dias Moreira Ferreira
Liane Peixoto Rocha
Lílian Mariane De Oliveira Bento
Lisia Monica De Souza Gestinari
Lorena Rodrigues Riani
Luana Gonçalves De Souza
Luana Rodrigues Guimarães Pereira
Luciana Moreno Dos Santos
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
“Interfaces na Química de Produtos Naturais”
Luis Armando Candido Tietbohl
Luiz Fernando Soldati Duarte
Luzineide W. Tinoco
Maíra Barcellos Marini
Marcela Gomes Vianna
Marcella Szlachta Macedo
Marcelo Guerra Santos
Marcio Vinicius Da Silva Gomes
Marcos Paulo Melo Villar
Maria Carolina Anholeti Da Silva
Maria Raquel Figueiredo
Maria Raquel Garcia Veja
Maria Sandra Ramos Queiroz
Mariana Martinelli Junqueira Ribeiro
Mariela Justiniano Simão
Marina Meirelles Paes
Mário Geraldo De Carvalho
Marlon Heggdorne De Araújo
Marta Correa Ramos Leal
Mathias Moraes Abrão
Mayara Antunes Da Trindade Silva
Michelle Frazão Muzitano
Millena Campos Vidal
Milton Masahiko Kanashiro
Monica Barcelos De Souza Lopes
Monica Regina Pimentel Siqueira
Muiara Aparecida Moraes
Narjara Silveira
Natália Ramos Pacheco
Nathália Peixoto Nocchi Carneiro
Nayara Peixoto Nocchi Carneiro
Nelilma Correia Romeiro
Ozeias Batista Dos Santos
Paula Borges De Negreiros E Souza
Paula Monteiro Lopes
Pedro Passos Couteiro
Priscila Elias Alves
Priscila Vieira Pontes
Queli Cristina Fidelis
Rafael Ferreira Da Silva
Rafael Portugal Rizzo Franco De Oliveira
Rafaela Oliveira Ferreira
Ramon Gredilha Paschoal
Rayane Natashe Gonçalves
Rayssa Rodrigues Dias
Renan Alves De Paiva
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012
“Interfaces na Química de Produtos Naturais”
Renan Fernandes Vianna
Renata De Jesus Mello
Renato Crespo
Ricardo Diego Duarte Galhardo De
Albuquerque
Roberta Nunes Silvares
Rodrigo Negrelli Guzzo
Rogério Jatobá Figueiredo Junior
Rosangela De Almeida Epifanio
Rossy Moreira Bastos Junior
Sanderson Dias Calixto
Sarah Barbara Campagnolo
Selma Ribeiro De Paiva
Shaft Correa Pinto
Taiane S. Carvalho
Talita Shewry De Medeiros Rocha
Tathyanna Bichara De Souza Neves
Tatiana Jotha Mattos Simen
Tatyana Albuquerque Fajardo De Oliveira
Tereza Auxiliadora Nascimento Ribeiro
Thabata De Souza Santos
Thais De Arêdes Rodrigues
Thais Valentim Alberto Westermann
Thamyris Almeida Moreira
Thatiana Lopes Biá Ventura
Thayssa Da Silva Ferreira Fagundes
Thiago Saide Martins Merhy
Valéria De Fátima Leão
Valkíria Elizabete Moreira
Vanessa Dos Santos Temponi
Víctor De Carvalho Martins
Victor Moebus Farias
Viviane Souza Da Silva
William Romão Batista
Yasmin Carneiro De Souza Alves
II Jornada Fluminense de Produtos Naturais
Arraial do Cabo – RJ, 09 a 12 de maio de 2012